Breath of Death VII: The Beginning (PC)

Breath of Death VII The BeginningDe volta para mais um artigo consecutivo de PC. Isto acontece pois esta tem sido a plataforma que mais tenho jogado nas últimas semanas. Tendo criado recentemente conta no backloggery, se virem que ainda não terminei, ou nem sequer peguei em cerca de 70% dos meus jogos de PC, é muito provável que o PC continue a ser a minha plataforma de eleição dos próximos tempos. O artigo de hoje não será muito longo, assim como o jogo. O meu exemplar foi-me foi oferecido por um utilizador do fórum norte-americano NeoGAF que costumo frequentar, juntamente do seu sucessor espiritual “Cthulhu Saves the World”.

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Diálogos que quebrem a 4a parede são comuns

Breath of Death VII é uma homenagem aos jRPGs da velhinha guarda, notoriamente os primeiros Dragon Quests, onde a mecânica de jogo lhe vai buscar muitas influências. Mas primeiro uma pequena referência à história que é bastante estranha. O jogo decorre num cenário pós apocalíptico, porém algo medieval. Ou seja, a raça humana entrou numa grande guerra que a dizimou por completo e de alguma forma o mundo viu-se invadido de seres sobrenaturais, como fantasmas, zombies ou esqueletos. A história não deve ser levada a sério pois o jogo deve ser visto não só como uma homenagem aos RPGs old-school mas também como uma paródia aos mesmos. A história é simples e repleta de clichés e momentos bem humorados. O nosso herói é um esqueleto mudo de nome Dem que parte à aventura para descobrir tesouros antigos das ruínas humanas, sendo posteriormente acompanhado de 3 NPCs, todos eles entrados na “party” de maneira forçosa, sem o consentimento do herói que coitado não consegue falar.

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O ecrã de batalha é igualmente simples

Embora os visuais sejam os de um RPG de NES, a jogabilidade felizmente não é assim tão arcaica. Enquanto que o sistema de combate é na mesma por turnos, dispondo de diversas opções habituais, não existe um grinding muito chato, até porque cada área tem apenas um número limitado de batalhas aleatórias. Para além disso existe um interessante sistema de combos e de ataques conjuntos, que as personagens vão adquirindo com o desenrolar da história. O jogo preza as batalhas rápidas, pelo que os monstros vão ficando mais agressivos com o decorrer do tempo, forçando o jogador a ser o mais agressivo possível logo de início. As personagens no fim de cada batalha voltam a ficar com toda a saúde, mesmo que tenham “morrido” anteriormente, bem como recuperam algum dos MPs gastos. Isto acaba por tornar o jogo não muito difícil, onde apenas as lutas contra bosses surgem um maior desafio. A evolução das personagens não é linear, sempre que se ganha um nível, é dada ao jogador a opção de escolher um de 2 caminhos, obtendo melhores atributos numa categoria do que noutras e/ou novas técnicas ou magias diferentes.

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Gráficos que fazem invariavelmente lembrar os Dragon Quest da NES

A narrativa é interessante, repleta de referências pop-culture a outros videojogos e anime. É na minha opinião o melhor aspecto do jogo, pois de resto pouco há a fazer. O percurso é linear e apenas voltamos a uma ou outra cidade mais que uma vez apenas para actualizar o nosso equipamento com peças mais poderosas. De resto a aventura termina em poucas horas, o que justifica o seu baixo preço. Graficamente o jogo é reminiscente dos RPGs da década de 80, com sprites pouco detalhadas e minúsculas, e os gráficos das batalhas com o fundo negro. É uma homenagem ao retrogaming que tem estado bastante em voga nos últimos tempos. O mesmo se diz da banda sonora, que embora não seja chiptune, foi composta de forma a emular dessa forma esse estilo.

Tendo em conta que é um joguinho desenvolvido por 2 pessoas e geralmente custa uma bagatela, eu recomendaria que todos os fãs de RPGs o experimentem. Mas como apesar de ter um óptimo sentido de humor, não deixa de ser um jogo relativamente curto e com pouquíssimo replay value, pelo que existem no mercado jogos bem melhores neste aspecto.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Breath of Death VII: The Beginning (PC)

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