Cthulhu Saves the World (PC)

Cthulhu Saves the WorldPrometo que o próximo artigo não vai ser de PC, mas desta vez ainda não escapa. Mais uma vez produzido pela pequena equipa da Zeboyd Games, o mesmo estúdio responsável pelo anterior Breath of Death VII: The Beginning, este é um outro pequeno RPG que mais uma vez presta homenagem aos jRPGs da velha guarda, igualmente com uma elevada toada cómica. Cthulhu para quem não conhece é uma das divindades malignas do conhecido escritor H.P. Lovecraft, que aqui vê-se forçado a tornar-se bonzinho. O jogo saiu uns meses depois do anterior no serviço da Microsoft XBLA, mais uma vez a um preço reduzido. A versão Steam saiu uns tempos depois, mas com mais algum conteúdo, sob o seguinte subtítulo: “Super Hyper Enhanced Championship Edition Alpha Diamond DX Plus Alpha FES HD – Premium Enhanced Game of the Year Collector’s Edition (without Avatars!)“. Conforme podem ver, o humor está sempre presente. Tal como o Breath of Death, o meu exemplar digital foi-me oferecido por um utilizador do fórum NeoGAF, ao qual fico agradecido.

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Os diálogos são uma vez mais muito bem humorados

A história começa com Cthulhu que estava previamente adormecido durante milhares de anos a regressar à vida e a preparar-se para espalhar novamente o terror perante a raça humana. Só que nessa altura surge um estranho e misterioso feiticeiro que retira a Cthulhu todos os seus poderes. Por ironia do destino, ou melhor, dos desenvolvedores do jogo, a única maneira que Cthulhu tem de reaver os seus poderes e poder dominar o mundo é tornar-se um herói salvando o mesmo de diversos perigos. Logo no início Cthulhu vê uma rapariga a ser atacada por alguns monstros, e estando disposto a tornar-se um herói e reaver os seus poderes, salva-a. A jovem de nome Umi apaixona-se por Cthulhu e decide juntar-se à aventura, estando assim encontrada a primeira personagem secundária.

As mecânicas de jogo são idênticas ao Breath of Death VII, pelo que não me vou alongar muito neste parágrafo. O facto de os monstros se tornarem cada vez mais fortes a cada turno que passa, a saúde das personagens ser restaurada no final de cada batalha, e um level-up onde o jogador pode escolher de que forma quer que as personagens evoluam, são mecânicas que foram aqui mantidas. Uma das mudanças foi a introdução de um número maior de outras personagens que se juntam à aventura. Embora a “party” esteja igualmente apenas limitada a 4 personagens, iremos encontrar bem mais personagens disponíveis, que podemos alternar sempre que achemos boa altura. O sentido de humor é algo que volta a dar cartas, com personagens com uma certa piada e mais uma vez imensas referências a pop-culture de videojogos e também da literatura “lovecraftiana”.

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O sistema de batalha é idêntico, porém com mais detalhe

Graficamente é notória uma evolução, onde o jogo anterior tinha-se inspirado nos Dragon Quest de NES, aqui os gráficos sofreram um “upgrade” aos tempos das SNES e Mega Drive, com mais cores, efeitos de parallax e cenários de batalha bem mais elaborados, contrastando com o fundo negro do jogo anterior. Eu diria que este jogo vai buscar algumas influências aos jogos clássicos Phantasy Star, pela inclusão de um gato falante, alguns elementos sci-fi, e acima de tudo, as cutscenes utilizando painéis animados, tal como no Phantasy Star 4. A banda sonora também sofreu um upgrade que embora mais uma vez não seja chiptune, faz de facto lembrar os jogos desse período. As músicas em si são diversas, mas eu gostei mais das faixas que se ouviam nas batalhas, claramente inspiradas nos movimentos Power Metal nipónicos.

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Infelizmente as “cidades” pouco têm para oferecer

O jogo em si é um pouco mais grandinho que o anterior, mas ainda assim é algo curto. De qualquer das maneiras, face ao preço a que se encontra no steam, acho que qualquer fã de jRPGs da velha guarda não perderia nada em jogar ambos os jogos desta “série”. Bom, fica agora a promessa que o próximo artigo não será de PC, mas sim um clássico de um conhecido herói vestido de verde. Até lá!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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