Vamos voltar às análises rapidinhas, para mais uma entrada no catálogo da Sega Saturn. Isto porque, tal como referi no artigo do Andretti Racing, jogos de simulação desportiva, inclusivamente os de desporto motorizado, não são propriamente jogos que me agradem. E falando no Andretti Racing, esse jogo acaba por ser o predecessor deste NASCAR ’98, que após a EA ter perdido a licença para usar o nome do piloto, descartou por completo a Formula Indy e os seus circuitos variados. Aqui é só mesmo stock cars e as suas pistas ovais. E também tal como o Andretti Racing, comprei este jogo na cash de Alfragide por algo em torno dos 3/4€, estando completo e em bom estado.
Jogo com caixa e manual europeu
Existem 2 modos de jogo principais em NASCAR 98: uma única corrida, ou o modo campeonato que nos coloca em 17 circuitos para se completar ao longo de uma temporada. Claro que o objectivo é fazer o máximo de pontos possível em cada circuito. No modo de single race, poderemos jogar sozinhos ou contra um amigo em splitscreen. Jogando com um amigo, somos logo deixados nas corridas – depois claro de ajustarmos o carro escolhido à nossa medida. Nas corridas single player, poderemos também praticar as corridas e fazer uma corrida para qualificação. Sinceramente acho isso desnecessário pois se quisermos simplesmente correr, são coisas a mais. Felizmente não é obrigatório nos qualificarmos, mas se não o fizermos começamos a prova no último lugar. De resto a jogabilidade tem detalhes bem próprios da simlação. Escolher o setup certo para o carro, as paragens no pitstop, ter cuidado com os danos infligidos e por aí fora. De fora ficou o modo tutorial e os carros/circuitos da fórmula indy, o que lhe tirou muita da variedade.
Uma das opções que temos é a de reduzir bastante o número de voltas a dar nos circuitos
No que diz respeito aos audiovisuais, também tal como o Andretti Racing, este jogo ficou muito aquém da versão da Playstation, apesar de mesmo assim me ter parecido melhor que o Andretti Racing. No entanto a diferença ficou considerável e por 1997 já muitos estúdios third party conseguiam tirar bom partido das capacidades 3D da máquina da Sega. Todos os jogos da EA Sports da série 98 ficaram horríveis na versão Saturn, foram sempre conversões muito preguiçosas, o que é pena. Em relação ao som e música, nada a apontar.
Olhem-me para os carros à distância…
No fim de contas, este é um jogo que não recomendaria propriamente a ninguém, nem aos fãs de NASCAR da Sega Saturn, por uma razão muito simples. No geral, Andretti Racing faz tudo o que este jogo faz e muito mais.
Há uns tempos atrás escrevi sobre o Tenchu para a Playstation e referi que era um dos primeiros jogos a retratar mais realisticamente os ninjas, que desde a década de 80 que eram retratados nos filmes de Hollywood e consequentemente nos videojogos como uma espécie de “Rambos” com armas brancas. No Tenchu a palavra de ordem era realmente o stealth, e atravessarmos os níveis sem sermos descobertos ou assassinar os nossos alvos pelas costas eram elementos de jogabilidade altamente encorajados. No entanto o jogo ainda tinha algumas arestas a limar, que na minha opinião foram corrigidas neste lançamento. E tal como o primeiro Tenchu, este jogo foi comprado na Pressplay do Porto na mesma altura, tendo-me custado algo em torno dos 4€, estando também completo e em bom estado.
Jogo completo com caixa, manual e papelada
Apesar de ter um 2 no nome, este Tenchu é na realidade uma prequela do primeiro jogo, onde podemos jogar mais uma vez com Rikimaru ou Ayame, mais novinhos, mas também com o seu colega Tatsumaru, um ninja aparentemente ainda mais talentoso. Aqui começamos o jogo no nosso “dia de graduação”, onde após nos submeterem a uma árdua prova, herdamos com mérito o título de Ninjas de Azuma. A nossa primeira missão oficial é ir ao castelo do Lord Gohda e defendê-lo, bem como os seus habitantes, de um golpe de estado envolvendo o Lord rival Toda e um misterioso grupo de ninjas. Depois as coisas lá vão escalando para outras proporções ainda mais graves que prefiro não dizer. Podemos jogar com cada um dos 3 ninjas e desta vez vale mesmo a pena jogar com os 3, pois o seu percurso vai sendo relativamente diferente, e as suas histórias complementam-se entre si.
Mortes violentas e com muitas jugulares cortadas continuam no prato do dia
A jogabilidade é algo semelhante à do jogo anterior, embora agora com o suporte aos analógicos. No entanto ainda continuamos com os característicos tank controls, pelo que as coisas neste campo não se tornaram assim tão diferentes do jogo anterior. Nomeadamente se formos atacados pelas costas, ainda demoramos um tempinho considerável a conseguir ripostar. Outras coisas como o stealth, o estado alerta ou mais relaxado dos inimigos, os items que podemos utilizar (kunais, granadas de fogo, gás soporífero, entre outros) continuam no jogo. Uma das novas habilidades é o facto de podermos esconder os corpos que assassinamos para que os restantes inimigos não fiquem alerta quando os virem. Infelizmente isto não resulta assim tão bem pela mesma razão do jogo anterior: a fraca inteligência artificial, mas também o facto de apenas podermos pegar nos corpos se estivermos numa superfície plana. Mas em relação à IA, os inimigos continuam algo burrinhos, pois se andarmos devidamente agachados conseguimos passar despercebidos em muitas situações. E mesmo caso sejamos descobertos, por vezes basta andar uns passos para uma superfície desnivelada, manternos agachados e eles não nos encontram e ao fim de algum tempo lá voltarão às suas patrulhas normais.
Em algumas missões teremos de ter cuidado para não atacar inocentes.
De resto o jogo continua violento como sempre, em especial nas 1-hit kills que conseguimos se formos suficientemente sneakies e assassinar os inimigos sem eles contarem connosco. Infelizmente a versão europeia foi censurada, e as decapitações ficaram de fora. Ainda assim não deixa de ser um frenesim de sangue. De resto, tal como no jogo anterior mais uma vez, se nos deixarmos ser descobertos pelos inimigos, depois para os derrotar num combate 1 a 1 será bem mais desafiador. Claro que teremos também uma série de bosses para derrotar, e com esses não teremos outra hipótese a não ser partir para o combate puro e duro. Felizmente podemos também utilizar os vários items que vamos angariando, seja ao longo dos níveis em si, seja entre níveis onde poderemos “comprar” uma série deles.
Uma outra característica muito interessante deste jogo é possuir um editor de níveis chamado Mission Editor. Aqui podemos criar um nível de acordo com os assets já existentes, colocando também uma série de inimigos em acção e definir inclusivamente qual o objectivo a alcançar. Os níveis ficam depois alojados num cartão de memória e daria para partilhar com os amigos, o que fica muito aquém do que já se podia fazer com os PCs, ou com as consolas com internet hoje em dia. Mas claro que isso já era bem bom!
Este jogo traz um editor de níveis, algo que nada habitual neste subgénero
Graficamente o jogo está melhor que o seu antecessor. Os ninjas estão mais bem detalhados, o mesmo se pode dizer dos cenários que são também mais variados, que nos vão levando para cavernas e castelos/cidades do período feudal japonês, e vários cenários naturais em vários pontos dos dia. Outra coisa que também mudou para melhor foi a draw distance que melhorou bastante e já não é habitual acontecerem situações em que os inimigos nos vejam antes de os vermos a eles. Outra coisa que mudou foram as músicas, que neste jogo apenas aparecem durante as batalhas de bosses (que eu especialmente gosto dessa música em especial), nos ecrãs título, créditos e durante as cutscenes. Durante os níveis deixaram-nos com ruídos ambientes que vão sendo repetidos à exaustão, sejam corujas nas florestas, ou outros animais, por exemplo. De resto as cutscenes tanto podem ser com o próprio motor gráfico do jogo, ou em menor número, cutscenes inteiramente em CGI. Outra coisa que devo referir são as vozes que sinceramente não são grande coisa. Mas a verdade é que naquela altura o voice acting nunca foi um ponto muito forte em videojogos.
Como seria de esperar, o design dos inimigos está muito interessante, tendo em conta que estamos a falar de uma PS1
Posto isto, devo dizer que este Tenchu 2 é uma boa evolução do anterior. É certo que ainda existem alguns problemas com os controlos (e também com a câmara que não referi anteriormente), mas tudo o resto me pareceu uma boa evolução, tanto no aspecto gráfico, como nas missões ou o próprio story telling que está muito mais coeso agora. Resta-me agora entrar na geração seguinte dos jogos Tenchu e ver a sua evolução, o que acontecerá em breve, com o Tenchu Wrath of Heaven.
Voltando aos jogos puzzle indie, com este Fractal que é um excelente desafio para todos os fãs de jogos de puzzle, em especial os que gostam de coisinhas do género Candy Crush Saga, mas que puxem bem mais pelo intelecto. Mas como infelizmente o meu tempo para jogar tem sido muito reduzido, também confesso que não tive a paciência necessária para estar de volta deste jogo e concluí-lo a 100%, pelo que não esperem por um artigo muito extenso. Fractal é um jogo da Cipher Prime, estúdio indie responsável por vários outros jogos com a temática puzzle, mas também musical. Este jogo se não estou em erro entrou na minha colecção digital do Steampor uma ninharia, em mais um dos Humble Bundle.
A jogabilidade de Fractal é algo difícil de explicar, de jogar e muito mais de se masterizar. Pensem numa série de jogos como os Bejeweled e afins, onde temos de juntar uma série de peças da mesma cor para ganhar pontos e fazê-las desaparecer, podendo com isso desencadear uma série de “explosões” em cadeia, ganhando assim imensos pontos. A diferença é que o tabuleiro é estático, não há pecinhas a cair, temos todo o tempo do mundo antes de tomar uma decisão e… as pecinhas que manipulamos são hexágonos, e para os fazer desaparecer, teremos de os agrupar em clusters de sete hexágonos. Com cada cluster que fazemos desaparecer, surgem no “tabuleiro” outras peças que me parecem ser aleatórias e com isso poderemos desencadear os tais combos.
A ideia é colocar novos hexágonos nas arestas dos hexágonos que estejam livres, empurrando-os e formando clusters
Mas isto é apenas metade da explicação. O grande desafio no jogo está em conseguir saber onde colocar o hexágono seguinte. Para tal, teremos de clicar nas bordas de um ou mais hexágonos que tenham um espaço live, sendo colocado nessas bordas um ou mais novos hexágonos que irão empurrar os seus vizinhos um espaço para a frente, afectando todos os hexágonos que estejam em fila com esses. Escrever pode ser fácil, ou não, mas fazê-lo no “duro” é algo que é realmente desafiante. Inicialmente dispomos apenas de hexágonos com uma cor, mas mais lá para a frente começamos a brincar com puzzles com 2 cores, e a construção dos clusters acaba por ficar mais difícil. De resto vamos também sendo introduzidos a uma série de blocos especiais, como blocos que mudam de cor e com efeitos explosivos, outros com efeitos “eléctricos” que destróem uma série de hexágonos que não fazem parte dos clusters, mas também lhes podem estar adjacentes. Outros ainda ao serem destruídos vão-nos dar mais tentativas. Isto porque no modo Campanha com 30 níveis temos um limite de movimentos e garanto-vos que não é preciso ir muito longe até as coisas começarem a complicar.
Muitas vezes quando despoletamos explosões em cadeia temos direito a uns bonitos efeitos
Para além do modo campanha, dispomos também do modo arcade, onde o objectivo é sobreviver o máximo de tempo possível, obtendo também a melhor pontuação que consigamos. E como se o modo campanha não bastasse, temos ainda um modo ainda mais desafiante – o Puzzle. Aqui temos 50 níveis, divididos entre várias temáticas, dispomos de um número limitadíssimo de movimentos para alcançar um objectivo.
Como todos os jogos da Cipher Prime, pelo menos todos os que eu conheço, Fractal tem um look bastante “clean” e polido, e o mesmo pode ser dito das músicas que acompanham o jogo que são sempre bastante calmas e com um cheirinho a música electrónica. Uma coisa que gostei foi a atenção dada ao detalh no som. Sempre que interagimos com os hexágonos, e em especial quando conseguimos fazer um cluster, os efeitos sonoros são também notas músicais que, sendo síncopas entre si e a música, acabam por soar sempre bem ao ouvido. Gosto bastante desse género de atenção aos detalhes que não se ficam por aí. No modo campanha por exemplo, no início de cada nível a música começa bastante tímida, apenas com algum ritmo de fundo. À medida que vamos ganhando pontos, os restantes instrumentos começam-se a ouvir e a música fica cada vez mais animada. Por outro lado, quando começamos a esgotar o número de movimentos disponíveis, a música vai abrandando e ficando mais uma vez mais tímida, o que acaba por provocar também alguma tensão no jogador.
Os blocos especiais devem ser utilizados inteligentemente
No fim de contas este é um jogo de puzzle bastante desafiante, o que para mim não é nenhuma má notícia, eu é que já não tenho a disponibilidade que tinha antes para jogar este tipo de jogos com mais alguma paciência. Se são fãs de jogos de puzzle com blocos, então este Fractal: Make Blooms Not War é uma excelente alternativa para vocês.
Eu não sou um grande fã de jogos desportivos, o mesmo posso dizer dos desportos motorizados. Apesar de ter vários jogos de corrida na minha colecção, aqueles que gosto mesmo geralmente preenchem pelo menos um de dois requisitos: são jogos arcade, como Sega Rally ou Daytona USA, ou jogos futuristas, como F-Zero ou Wipeout. Andretti Racing é um jogo que já tenta passar uma imagem maior de simulação, pelo que já não faz muito o meu género. Para dizer a verdade, foi uma espécie de “impulse buy”, numa altura em que visitei a Cash de Alfragide no ano passado e vi lá uma série de jogos Saturn a bons preços. Acabei por levar este por arrasto também, ficou-me por 3€ se não estou enganado. Sendo assim esta será mais uma rapidinha.
Jogo completo com caixa e manuais
Essencialmente Andretti Racing é um jogo de corrida com o endorsement do famoso piloto norte-americano, oferecendo assim 2 modalidades distintas para jogar: Os stock-cars à la NASCAR e a Formula Indy, naturalmente cada modalidade com diferentes jogabilidades. E dentro de cada uma, temos diversos modos de jogo – o Exhibition Race, para quem como eu apenas quer jogar uma ou duas partidas sem grandes preocupações, e o Career Mode, modos de jogo naturalmente mais longos, feitos a pensar no campeonato anual. Para além desses temos o Racing School, um tutorial feito a pensar nos fãs de simulação e que se querem dar bem no Career mode. Mas mesmo no Exhibition Mode, que deveria ser algo mais divertido, temos de correr uma Qualifying Race e podemos escolher as modificações a vários aspectos do carro, como é habitual. Coisas como mudanças, pneus, ailerons, têm diversos parâmetros que podem e devem ser customizados para cada circuito. Claro que hoje em dia os simuladores são bem mais exigentes nesse aspecto.
O jogo tem também os seus replays em diversos ângulos
O Exhibition Mode é ainda o único modo de jogo que nos permite jogar em multiplayer com mais um amigo. O modo de carreira é naturalmente muito mais extenso, onde no decorrer de várias temporadas podemos evoluir, de uma equipa menor, para a própria equipa de Andretti. Claro que não me dei a esse trabalho… até porque o espaço necessário para save nesse modo é enorme e eu ainda não tinha um cartão de memória da Saturn. De resto a jogabilidade é naturalmente bem mais exigente e só pelo facto de os carros sofrerem dano já teremos de ter uma condução mais cuidada. Isso e os pitstops e todas as customizações que podemos fazer.
Ainda assim, a versão Saturn deste jogo foi uma conversão directa da PS1, e como bem sabemos as arquitecturas das duas consolas eram muito diferentes, com a máquina da Sega a ser muito mais complexa. O resultado foi uma conversão que a nível gráfico ficou notoriamente atrás da versão para a máquina da Sony, com as pistas e carros a apresentarem menos detalhe e uma draw distance reduzida, com bastante pop-in. Mas isso faz parte do charme da época, na minha opinião, e jogar Daytona USA sem a pista a ser “construída uns 10 metros à nossa frente não seria a mesma coisa. As músicas são OK, geralmente mais rockeiras, tal como outros jogos da EA nos habituaram na altura, como o Road Rash e o primeiro Need for Speed.
O jogo perde algum detalhe quando comparado com a versão Playstation
Por fim, para os fãs de jogos de corrida com essa vertente de simulação, calculo que este Andretti Racing, para além de ser das poucas alternativas na Sega Saturn deste género, ao contrário da sua rival Playstation, parece-me de facto ser a melhor. Para quem como eu apenas quiser um jogo de corrida para se divertir, Daytona USA ou Sega Rally são alternativas muito melhores.
Continuando com as rapidinhas que o tempo é cada vez mais curto, desta vez trago 3 rapidinhas numa. A trilogia R.I.P. é uma série de shoot ‘em ups completamente medíocres ou mesmo mauzinhos, que nem sei como a Meridian4 ainda os comercializa actualmente. Como tal este será um artigo relativamente curto porque os 3 jogos acabam por não ser assim tão diferentes uns dos outros. E estes 3 jogos chegaram à minha conta do Steam algures durante o ano passado, onde se a memória não me falha comprei um indie bundle da Indie Gala ou Groupees dedicado à malta da Meridian 4, com estes 3 R.I.P. incluídos.
O primeiro R.I.P. lançado em 2006 coloca-nos na pele de uma de três personagens, todas elas antiheróis que procuram defender o inferno de forças comandadas pelos humanos, que procuram assassinar a Morte de forma a obter imortalidade. Yeah, right. Podemos jogar então com a própria Morte, o Halloween, um tipo com uma abóbora enfiada na cabeça, e Rock ‘n Roll, um diabo que gosta de heavy metal. Mas infelizmente as diferenças entre as personagens são muito poucas, já falando do jogo em si. Essencialmente neste jogo estamos numa “turret” fixa no solo, e teremos de nos defender de torrentes de inimigos que nos estão constantemente a atacar, onde podemos rodar 360º livremente, trocar de armas e subir de nível de forma a desbloquear algumas skills. Essas skills tanto nos podem aumentar o rate of fire, o dano infligido pelas armas, aumentar a defesa ou os pontos de experiência absorvidos. Depois temos skills especiais para cada personagem, como névoas de veneno em volta de Death, a capacidade de congelar inimigos do Halloween, ou a regeneração de vida de Rock ‘n Roll. Os inimigos vão sendo cada vez mais e teremos de utilizar estas skills de forma algo inteligente se quisermos sobreviver. Felizmente também poderemos apanhar diversos powerups que nos ajudam, como medkits, granadas, ou slow motion para os inimigos.
Para além de todo o aspecto amador, o maior defeito do RIP 1 é mesmo estarmos fixos numa posição do ecrã.
Graficamente é um jogo bastante simples. Os inimigos têm pouquíssimo detalhe e os níveis consistem apenas numa textura de chão, algumas rochas que nos refletem as balas e os inimigos pequenos e pouco detalhados que vão invadindo o ecrã. A música não é nada de especial, apesar de ir sendo variada.
Em todos os jogos podemos ligar um modo censura, que substitui todo o sangue que fica espalhado no chão por flores
R.I.P. 2 Strikes Back é o segundo jogo desta trilogia e foi lançado no mesmo ano de 2006. O resultado não é muito diferente do que se viu no primeiro jogo. Os heróis são os mesmos e eles nem se deram ao trabalho de mudar as suas descrições e habilidades – sim, as skills são as mesmas mudaram apenas as de experiência para velocidade. A história também é parvinha, com o jogo a decorrer no ano de 2222, num planeta Terra governado por um tirano de um ditador global. Algures no deserto do Sahara é aberto um portal para “o outro mundo” e os 3 anti heróis visitam o nosso planeta para salvar os humanos do seu ditador tirano.
A grande diferença está na jogabilidade, onde agora podemos andar a pé livremente. Mas também teremos níveis onde usamos as turrets giratórias do primeiro jogo, bem como outros veículos, como tanques e helicópteros de combate. As coisas melhoraram ligeiramente agora, até porque temos bosses e tudo, mas o grande desafio por vezes é mesmo as grandes waves de inimigos que vão surgindo. Os inimigos são mais variados, embora continuam com muito pouco detalhe e muitos deles são reciclados do primeiro jogo. Os mesmos powerups do primeiro jogo também existem aqui, embora agora a variedade é maior, com items que nos chamam um dragão que provoca dano a todos os inimigos, outros que os transformam em ovelhas, ou outros que nos teletransportam para outro local do mapa, por exemplo. De resto, graficamente continua um jogo fraquinho e as músicas até me pareceram as mesmas!
A grande novidade do R.I.P. 2 está mesmo em podermos andar a pé ou conduzir outros veículos
Por fim temos o R.I.P. 3: The Last Hero, lançado no ano seguinte em 2007. Aqui as coisas já mudaram para melhor. A história é que continua algo estúpida, com mais uma vez um tirano que controla a terra e para além dos 3 anti heróis do costume, podemos também jogar com 2 personagens humanas e um robot, representando os rebeldes terrestres. As skills básicas e das 3 personagens que já conhecíamos mais uma vez permanecem essencialmente a mesma coisa, tendo agora algumas mais para as restantes 3 personagens. O arsenal de armas que podemos utilizar também foi expandido para mais de 20 armas, em que várias delas são secretas. O mesmo pode ser dito dos veículos, que já são uns 10. Infelizmente mais uma vez reciclaram a maioria dos inimigos dos jogos anteriores, mas pronto. A jogabilidade essa é muito semelhante à do R.I.P. 2, e apesar de continuar a ser um jogo medíocre, já vi um esforço maior em tornar as coisas um pouco mais apresentáveis, com cenários mais bem detalhados, melhores efeitos gráficos e acima de tudo, uma jogabilidade mais fluída.
É só no último jogo em que as coisas começam a ficar mais interessantes.
Enquanto os primeiros 2 jogos apenas tinham 2 modos de jogo: o história e um rush mode onde enfrentariamos várias hordes de inimigos consecutivas, este R.I.P 3 apresenta outros modos de jogo como um cooperativo onde jogamos localmente com um amigo e um multiplayer, que não cheguei a experimentar. Posto isto não consigo dizer que recomendo vivamente estes jogos, principalmente os primeiros 2. Só mesmo se gostarem muito de shooters e não tiverem mais nada de interessante para fazer. Ou então saltem logo para o R.I.P. 3 que é certamente o melhor do conjunto.