Phantasy Star Portable (Sony Playstation Portable)

Phantasy Star PortableUltimamente tenho voltado a explorar a saga Phantasy Star, essencialmente o story arch de Phantasy Star Universe que nunca tinha jogado antes. Não contando com os spin offs Phantasy Star Gaiden e Adventure, exclusivos da Game Gear para o mercado japonês, Phantasy Star Portable foi o primeiro “grande” jogo da série especialmente para as consolas portáteis, trazendo consigo grande parte das mecânicas de jogo introduzidas em Phantasy Star Universe. A minha cópia foi adquirida na loja portuense TVGames, não me tendo custado mais de 7€, se a memória não me falha. Infelizmente é uma versão “Essentials”, mas pelo preço não me pareceu mau negócio.

Phantasy Star Portable - Sony Playstation Portable
Jogo completo com caixa e manual – versão Essentials

A história de Phantasy Star Portable serve de ponte entre Phantasy Star Universe e a sua expansão Ambition of the Illuminus, introduzindo algumas personagens que mais tarde iriam  surgir na expansão, como a instrutora dos GUARDIANs Laia Martinez, a vilã Helga ou a CAST topo de gama Vivienne. Encarnamos então num herói criado à nossa medida, algum tempo após o primeiro ataque SEED, logo na altura em que “graduamos” de trainee GUARDIAN para o cargo em si. Com essa graduação ficamos também responsáveis por treinar Vivienne, uma CAST bastante avançada, com traits mais humanos, como sentir emoções. Ao longo da aventura e das missões que vamos cumprindo como GUARDIANs, Vivienne vai sendo mais “educada” do mundo que a rodeia, bem como lidar com as emoções que vai sentindo. Em relação ao plot em si, é neste jogo que os conflitos com a organização misteriosa Illuminus começam, com o primeiro aparecimento da vilã Helga. A título de curiosidade, para quem jogou ou está a pensar em jogar a expansão Ambition of the Illuminus, o envolvimento da Illuminus no conflito bem como o de Helga só se tornam claros no Episode 3, cujo está acessível apenas online. Visto que todos os servidores oficiais do PSU foram encerrados, os fãs ficaram por fora da melhor parte da história. Felizmente houve quem gravasse todas as cutscenes, estando as mesmas disponíveis no youtube.

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Um dos bosses que iremos enfrentar

Não me vou adiantar muito sobre a jogabilidade, leiam os posts do PSU e Ambition of the Illuminus para o efeito. Aqui irei apenas mencionar o que foi feito de diferente. Bom, em primeiro lugar as 4 cidades que podemos visitar passaram a ficar completamente estáticas. Para entrar em lojas ou outros edifícios temos de o fazer através de menus. Para interagir com outros NPCs, o mesmo é feito como se um point-and-click se tratasse. Para piorar as coisas, os NPCs não estão representados como sprites, mas como pontos com um smiley no ecrã. Contudo, ao tocar num NPC é aberta uma janela de diálogo separada, onde se mostram artworks 2D detalhados das personagens. Ao menos desta forma o mundo de PSU acaba por ter mais alguma variedade de caras. O fluxo do jogo está na mesma dividido entre Story Missions, necessárias para se avançar no jogo, ou as Free Missions, que à medida que vão sendo desbloqueadas, podem (e devem!) ser jogadas sempre que o jogador assim o quiser. Em ambas as missões é possível escolher o grau de dificuldade, que varia de C até S. Mediante a escolha, os inimigos são mais fortes e o loot que podemos encontrar também é mais valioso. Felizmente neste jogo eliminaram por completo o contador de tempo nos trials, permitindo ao jogador que explore os mapas de uma forma mais calma.

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Os Beasts podem activar o Nanoblast, transformando-se temporariamente em animais com elevado poderio físico

Tal como nos PSU, é possível criar jogadores de 4 raças diferentes, sendo que se pode ir alternando de classe (Hunter, Ranger ou Force) sempre que se queira. Neste jogo foram introduzidas algumas novas classes, sejam extensões das classes anteriores (permitindo utilizar novas e mais fortes armas e armaduras), ou classes que misturam um pouco das anteriores. O sistema de skills/bullets/tech também foi algo modificado: mediante a classe escolhida, apenas podemos “evoluir” as mesmas até um determinado nível. Foram também colocadas mais algumas restrições de equipamento, mediante a classe escolhida. Eu sempre joguei maioritariamente como Hunter, uma classe melee com grande porte físico e em jogos anteriores poderia na mesma utilizar algumas TECHs de Force, como a Resta que é bastante útil. Aqui como Hunter isso não é possível. A customização do nosso quarto também foi sacrificada neste jogo, não que isso me tenha interessado muito. No seu lugar implementaram uma série de outras coisas que me pareceram bem mais interessantes. Existe um bestiário que podemos consultar, com informação das criaturas/bosses que já tenhamos derrotado, bem como um logbook de todas as armas que nos vão passando pelas mãos. Ainda mais, o jogo tem um sistema interno de achievements que pode ser também lá consultado, sendo que o jogador é recompensado com bons items sempre que atinja um. A vertente multiplayer, especialmente o online, é o foco da série desde o lançamento de Phantasy Star Online em 2000, para a Dreamcast. Aqui o online foi inteiramente descartado, embora a PSP ter uma estrutura online que o permitisse. É possível jogar com até 4 jogadores, mas apenas numa rede local. Considerando que até o Phantasy Star Zero para a Nintendo DS (excelente portátil na minha opinião, mas com uma fraca estrutura online) suporta jogo online, é de estranhar que a Sega não tenha aproveitado esta característica, coisa que o fizeram nas sequelas Portable 2 e Infinity.

Graficamente é um bom jogo para a PSP. Ainda assim os assets são inteiramente partilhados com o PSU e sua expansão, o que pode acabar por cansar um pouco quem já tiver jogado os jogos anteriores até à expansão. Existem alguns inimigos novos, mas novas paisagens nem por isso. As cutscenes em 3D são mínimas, tanto em CG como utilizando o motor gráfico do jogo. A grande parte da história é contada através de balões de diálogo em conjunto com imagens 2D dos intervenientes, como se uma visual novel se tratasse. Contudo, todos os diálogos importantes possuem voice acting, algo que não foi feito em Ambition of the Illuminus. Para o bem ou para o mal, os actores que deram as vozes aos personagens parecem ser os mesmos (excepto para o Headmaster Nav que me parece ter uma voz diferente).

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Existem imensas armas, umas menos convencionais que outras…

Apesar de não possuir uma estrutura online, é um jogo que recomendo vivamente aos donos de uma PSP, seja para fãs da série Phantasy Star, como para fãs de RPGs hack and slash no geral. Ainda assim, comecei há pouco o Phantasy Star Portable 2 e a evolução é bem mais evidente, sendo aparentemente um jogo mais extenso, com mais possibilidades de customização e mais inovações à fórmula. Mas isso fica para outro dia.

Rygar: The Legendary Adventure (Sony Playstation 2)

screenshotEste é o jogo em que God of War se inspirou, na minha opinião. É também um hack and slash com mitologia greco-romana, e com uma história de aspirações épicas, mas na minha opinião ficou algo mal executado. Ou pelo menos não envelheceu assim tão bem. É curioso lembrar que este jogo é um remake de um outro hack and slash em 2D que saiu originalmente na década de 80 nas Arcades e algumas consolas caseiras. A minha cópia foi comprada na loja Prameta no Porto, tendo-me custado uns 5€. Está completa e em bom estado.

Rygar The Legendary Adventure - PS2
Jogo com caixa e manual

A história decorre na ilha mediterrânea de Argus, onde o guerreiro Rygar estava prestes a receber uma comendação militar qualquer por parte da princesa Harmonia. Nessa altura surgem uma série de Titãs (os “deuses” pré-Olimpo) que raptam Harmonia e começam a espalhar o caos. A história depois evolui de um clone de Super Mario Bros “go fetch your princess” para uma novela mexicana algo confusa com uma mãe que já não se lembrava do seu filho, uma deusa muito parecida com Harmonia, vilões que já não são vilões, entre outros. A história vai-se desenrolando de uma forma algo confusa mesmo, ou então foi culpa do meu sono. Para quem gosta de detalhes, ao longo do jogo vamos descobrindo uma série de textos que podem ser lidos posteriormente através de um menu.

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Harmonia, em CG

Rygar está equipado de um disco que tanto serve de escudo, ou para ser arremessado contra os inimigos, visto estar agarrado a uma corrente. Existem 3 discos diferentes que podemos encontrar, cada um com o seu set próprio de golpes. O primeiro disco (o disco de Hades) é o disco com maior alcance. O segundo é ideal para lutas com grupos de inimigos, visto que os seus golpes abrangem uma área ao redor do jogador, já o último disco tem um alcance muito curto, mas é bastante rápido. Para além de dar porrada, é possível invocar criaturas específicas de cada disco para auxiliar na batalha, mediante o valor disponível na barra de energia para o efeito. O disco de Hades serve para invocar Cerberus, o cão de 3 cabeças guardião do inferno de Hades, por exemplo. Tal como foi posteriormente feito em God of War, é possível recolher “orbs” mágicas à medida em que se vão derrotando os inimigos e destruindo alguns objectos do cenário. Essas orbs servem posteriormente para fortalecer de certa forma os discos, permitindo invocar formas mais poderosas das criaturas que referi acima. Para além das orbs, encontram-se também outros power-ups permanentes, que aumentam o dano ou a defesa de Rygar, bem como as mystic stones. Estas últimas podem ser equipadas nos discos, ficando os mesmos com alguns buffs positivos sempre que forem utilizados.

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Um dos bosses que encontramos

Infelizmente o combate em si era muito travado, faltando-lhe a fluidez de outros hack and slash que lhe vieram a suceder. Digo isto pois é algo difícil alternar a direcção com que ataca com o disco, tornando por vezes as lutas em grupos mais difíceis do que o deveriam ser. Os discos (que já agora eram chamados Diskarmor) viriam a ganhar outras habilidades que permitiam explorar ainda mais o mundo envolvente, sendo possível prender o disco numas esferas coloridas que vamos encontrando, permitindo fazer swing, hook ou lift entre várias plataformas. Esta componente de plataformas é exigente num dos últimos níveis, e visto o jogo utilizar uma câmara fixa, torna por vezes os saltos difíceis de fazer devido aos maus ângulos da câmara.

Graficamente o jogo não é nada de especial, mas também temos de considerar que foi lançado em 2002. Os primeiros níveis foram os que mais me agradaram e que mais se identificam com as arquitecturas greco-romanas antigas, com edifícios largos, repletos de colunas de pedra. Mas o que realmente me desiludiu foi o design dos inimigos, que me pareceu muito fraquinho e não exploraram em nada a mitologia em que o jogo se baseava, tirando um ou outro ciclope. O jogo tem também um ou outro boss imponente, sendo os restantes de tamanho mais normal, mas ainda assim foram as melhores partes do jogo, na minha opinião, obrigando a diferentes estratégias para os defrontar. Não tenho nada a dizer dos efeitos sonoros, já o voice acting acompanha a história medíocre do jogo. As músicas têm aquela sonoridade mais épica como é normal em God of War, mas ainda assim não as achei nada de especial. Ainda assim Rygar está repleto de conteúdo escondido, espalhado ao longo do jogo. Para além de todos os power-ups, referidos acima é possível encontrar items que desbloqueiam artwork, ou as músicas e cutscenes para se ver/ouvir no menu principal.

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Estes inimigos eram dos mais chatinhos, pois ficavam invisíveis temporariamente

No final de contas acredito que Rygar tenha sido um jogo interessante na altura em que saiu, e a influência que teve em God of War é inegável, pois o mesmo utiliza muitos conceitos introduzidos em Rygar. Ainda assim, com os controlos travados, uma câmara pobre e uma apresentação que deixa algo a desejar, não consegue ser dos jogos que eu recomende para a PS2. Existe uma conversão/remake mais recente deste jogo para a Nintendo Wii, mas sinceramente não faço ideia se melhoraram estes aspectos ou se incluiram algo mais que justifique a sua compra.

Nightshade (Sony Playstation 2)

nightshade PS2Nightshade é a sequela directa do Shinobi para a PS2 que já tive a oportunidade de falar do mesmo por aqui. A série Shinobi, que surgiu primeiramente nas Arcades nos anos 80, tornou-se uma das minhas séries preferidas com a temática ninja. Infelizmente, nem sempre a Sega tratou bem o que considero uma das suas melhores séries, com alguns lançamentos de qualidade menor para a Master System, Saturn e Gameboy Advance. Os jogos da PS2 já apresentam uma melhor qualidade, mas surgiram numa altura em que a Sega estava a atravessar uma fase difícil onde foram lançando diversos jogos medíocres pelo que estes acabaram por passar um pouco despercebidos ao público no geral. Com o lançamento do Shinobi para a 3DS, que acabou por receber críticas maioritariamente positivas, pode ser que a Sega volte a olhar com bons olhos para uma das melhores séries que teve desde os 16bit, onde na minha opinião o Shinobi III para a Mega Drive ainda hoje é dos melhores lançamentos da empresa. A minha cópia do Nightshade foi adquirida algures neste ano no ebay UK, não me tendo custado mais de 10€. Infelizmente o estado do disco não é o melhor, o que me causou alguns problemas ao carregar algumas cutscenes e músicas do jogo. Na altura em que o comprei parecia-me tudo OK, pelo que agora é tarde demais para resolver o problema. Paciência.

Nightshade - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa e manual

A história decorre algum tempo após os acontecimentos do jogo anterior, onde o ninja Hotsuma equipado da sua espada amaldiçoada Akujiki salvou Tóquio de uma invasão demoníaca. Hotsuma era um dos últimos ninjas do mítico clã Oboro, de onde Joe Musashi dos jogos clássicos pertencia. Com o final do conflito, Hotsuma desapareceu, deixando para trás a sua espada amaldiçoada. Akujiki é uma espada que se alimenta de almas. Quando inimigos são assassinados pela Akujiki, a espada vai ganhando poder, podendo desferir mais dano. Por outro lado, se estiver muito tempo sem combater, a espada começa a alimentar-se da própria alma de quem a utiliza. Este aspecto foi um dos que mais contribuiu para o elevado grau de dificuldade do jogo anterior. De qualquer das formas, o clã Oboro está desfeito e neste jogo controlamos Hibana, uma jovem ninja que trabalha para o governo japonês. Hibana teve como seu mestre um outro Ninja do clã Oboro, que actualmente trabalha à margem da lei. Hibana tem como missão aniquilar vários membros da organização Nakatomi Conglomerate, e adquirir a espada amaldiçoada Akujiki para o governo japonês.

Shinobi para a PS2 é um jogo extremamente difícil, com controlos bastante exigentes, e níveis onde era necessário um domínio practicamente perfeito dos mesmos, de forma a atravessar diversos abismos “sem fundo”, derrotanto alguns inimigos aéreos entretanto, não esquecendo que a espada também nos obrigava a estar constantemente a lutar, não dando muita margem de manobra para jogar com mais calma. Nightshade é um jogo mais fácil neste aspecto, mas ainda exigente. A começar pela espada de Hibana, que apesar de ir adquirindo poder enquanto se combate, não consome a alma de quem a enverga. Depois existem alguns checkpoints nos níveis (não em todos), pelo que nem sempre é necessário recomeçar o nível do zero. Ainda assim a jogabilidade continua a ser bastante precisa e exigente. Tal como no jogo anterior, é possível executar duplos saltos, andar sobre paredes e fazer “dash” tanto em terra como no ar. O combate aéreo foi expandido desde o jogo anterior, onde agora é possível utilizar pontapés para quebrar defesas dos inimigos e aproveitar o facto de se estar no ar para prolongar os saltos (desde que os inimigos sejam atingidos), podendo assim desencadear diversos combos aéreos com o risco algo elevado de as coisas correrem mal e Hibana cair num precipício que são abundantes em níveis mais avançados.

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Hibana a “kickar” alguém

Para além da barra de energia normal, existe uma outra barra de energia, mas para a espada. Assim que esta estiver completa, é possível desencadear um golpe devastador que é bastante útil nas lutas contra os bossses. Para além do combate melee normal, é possível atirar kunais para os inimigos (o botão de lock-on é o grande amigo), que os paralisam momentâneamente. Nem todos os inimigos são afectados por estas armas, e como o arsenal é limitado, devem ser utilizadas com discrição. Também existem magias, tal como os jogos antigos, que podem ser adquiridas através de powerups. Estas tanto podem ser explosões que afectem os inimigos ao alcance de Hibana, invencibilidade temporária, ou um ataque eléctrico de longo alcance. O mecanismo de Tate introduzido no jogo anterior faz também o seu regresso. Ao derrotar rapidamente todos os inimigos no ecrã, surgem algumas cutscenes cheias de estilo, com todos aqueles clichés habituais de animes ninja/samurai, onde os inimigos ficam paralisados durante alguns segundos e depois que o herói faz uma pose toda cheia de pinta é que os inimigos jorram sangue, são desmembrados, etc. Desencadear Tates aumenta mais rapidamente a barra de energia da espada, bem como atribui uma maior pontuação final. Tal como no jogo anterior, existem diversas moedas escondidas ao longo dos níveis, geralmente em locais de difícil acesso. Coleccionar estas moedas e outros items secretos acaba por desbloquear diverso conteúdo no jogo, como artwork. Existem diversos modos de dificuldade, e ao completar o jogo em todos os modos desbloqueia também outros conteúdos, como algumas outras personagens jogáveis ou novos trajes. Como não podia deixar de ser, o fan service está presente, com um traje sexy para Hibana. As outras personagens desbloqueáveis são Hisui, uma outra ninja feminina rival de Hibana, e o regresso de Hotsuma e Joe Musashi, com uma jogabilidade um pouco diferente.

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Um dos primeiros bosses. Este nem é muito difícil.

Graficamente o jogo não é nada de especial, utilizando o mesmo motor gráfico do jogo anterior. As texturas são pobres e as cores também não são muito vivas. O sangue algo cor-de-rosa também não me agradava, e neste jogo permanece idêntico. De qualquer das formas gosto bastante do artwork, do design de Hibana e dos restantes bosses no geral. Fazem-me lembrar o anime de Ninja Scroll, com aqueles ninjas com vestimentas e armas invulgares. As cutscenes, apesar de não terem um CG do nível da Square-Enix, evidenciam este bom gosto no design das personagens. Infelizmente o voice acting foi traduzido para inglês, que apesar de não ser muito mau, nestes jogos orientais especialmente se estivermos a falar de ninjas, preferia de longe ouvir o voice acting original, visto que é possível activar legendas. A música e os efeitos sonoros já são outra história. É a típica Sega que eu tanto gosto. Muitos efeitos sonoros vão provocar alguma nostalgia devido a serem semelhantes aos jogos clássicos, e a música é bastante mexida, mesmo a lembrar as músicas dos jogos arcade que sempre foram a especialidade da empresa.

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Hibana em trajes menores, enquanto caminha sobre paredes e destrói um espelho (nestes níveis é necessário destruir um certo número de espelhos de forma a avançar para a secção seguinte). O “selo” em frente a Hibana impossibilita-a de avançar mais.

No final de contas, tanto Shinobi como Nightshade não são nenhuns Ninja Gaiden modernos, este último apresentou um sistema de combate bem mais “bonito”, para não referir os gráficos que são bastante melhores. Ainda assim, para quem gosta de jogos com a temática Ninja e tiver uma PS2, não perde nada em jogá-los. São jogos bastante difíceis e frustrantes, embora este Nightshade seja mais bonzinho. Ainda assim, terminá-los mesmo no modo Normal é sempre bastante recompensador.

Phantasy Star Universe: Ambition of the Illuminus (Sony Playstation 2)

PSU Ambition of the IlluminusDe volta ao sistema solar de Gurhal, para mais uma aventura no universo de Phantasy Star Universe (passe a redundância). Ambition of the Illuminus foi a primeira expansão que a Sega lançou para o jogo original, não sendo o mesmo necessário para se jogar este capítulo. Contudo, visto que a jogabilidade é idêntica ao original, não me irei alongar nesse aspecto, consultem o artigo referente ao jogo original para mais detalhe aqui. A minha cópia foi adquirida algures em 2011, no ebay UK, não me tendo custado mais de 10€. Está aparentemente completa e em bom estado.

Phantasy Star Universe - Ambition of the Illuminus - PS2
Jogo com caixa e manual

A história coloca-nos na pele de um jovem GUARDIAN, como aprendizes da experiente e irreverente Laia Martinez, da raça Beast. A acção decorre pouco tempo após os eventos do último jogo, em que a ameaça da SEED embora esteja mais controlada ainda não foi completamente erradicada e Ethan Waber, herói da aventura anterior, é acusado de tentar assassinar o actual presidente dos GUARDIANs. Laia Martinez, sendo rebelde e irreverente, coloca na sua mente a todo custo que deve capturar Ethan e, no meio de todos os acontecimentos surge uma nova ameaça sob a forma de uma organização secreta chamada Illuminus, cujo propósito consiste em erradicar todas as raças do sistema solar de Gurhal, excepto a raça humana. Apesar de os diálogos em si estarem algo pobres tal como no jogo anterior, a história pareceu-me interessante quanto baste. Infelizmente o jogo termina num cliffhanger jeitoso, e a SEGA foi um bocado mázinha com os fãs neste aspecto. Isto porque existe um “Episode 3” que segue imediatamente os acontecimentos do Ambition of the Illuminus (Episode 2). Visto a PS2 não ter condições de receber grandes updates dos seus MMOs, isto porque são pouquíssimos os jogos que dão suporte ao disco rígido externo da consola (e mesmo este não é compatível com todos os modelos da consola), o rico conteúdo deste Episode 3 (muito diálogo, novas cutscenes, inimigos e áreas a explorar) está bloqueado no disco do Ambition of the Illuminus, forçando os jogadores a usufruirem do serviço online para o desbloquear. Para além desse serviço online ser originalmente pago, hoje em dia os servidores deste jogo foram encerrados globalmente, dando destaque ao novo Phantasy Star Online 2. Portanto quem estiver interessado em saber o resto da história, enquanto não são criados servidores privados, a única solução está em ver algumas playthroughs no youtube.

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Laia, à esquerda, e a personagem principal que pode ser customizada

A jogabilidade é idêntica ao jogo anterior, mas ao invés de se jogar a história principal com uma personagem pré determinada, temos a liberdade de criar uma personagem à nossa medida, podendo alternar entre as 4 diferentes raças. Podemos também importar a personagem do Extra Mode do Phantasy Star Universe original, com toda a sua experiência, dinheiro e equipamento. Suponho que o mesmo fosse possível no modo Network, mas como nunca o experimentei não posso estar a assumir coisas. Para os saudosistas de Phantasy Star Online, alguns inimigos ou bosses regressaram em secções específicas do jogo, como o boss De Rol Le que ficou ainda mais chato. Existe também uma variedade muito maior de armas, equipamento e técnicas especiais, conforme seria de esperar.Ainda no modo história, o jogo segue na mesma dinâmica como se um anime se tratasse, mas de forma mais contida. Isto porque no início de cada novo capítulo é feito um resumo dos eventos do capítulo anterior, seguido de uma música tema a anunciar o jogo. Desta vez não são incluídas cenas “não percam o próximo episódio”, nem outro genérico para encerrar o capítulo. Durante o jogo existe também uma interacção muito menor com os NPCs disponíveis nas várias cidades do jogo. Não que no jogo anterior os mesmos tivessem diálogos lá muito interessantes, aqui continuam a dizer coisas completamente desinteressantes, simplesmente os NPCs são em muito menor quantidade que no jogo anterior. Uma coisa que melhoraram neste jogo foi a questão dos Trials. No original, era bastante comum existirem imensos Trials temporizados para concluir uma determinada missão, aqui acontecem apenas em algumas Story Missions. As Free Missions, no jogo original todas tinham timers, neste não possuem nenhum. Ainda bem. Uma outra diferença face ao jogo original é que neste é possível rejogar as Story Missions sempre que se queira, sendo também possível escolher a dificuldade pretendida para a missão, com o nível dos inimigos a variar na escolha. O mesmo é possível para as Free Missions.

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Magashi, um dos vilões do jogo anterior, volta a aparecer nesta aventura.

A música e os efeitos sonoros são identicos ao Phantasy Star Universe, pelo que não há nada a dizer neste campo, a não sei que o voice acting é practicamente nulo desta vez. Não que no PSU fosse exemplar, mas era melhor que nada. Aqui os diálogos são todos apresentados na forma de balões de banda desenhada. Graficamente pareceu-me haver algumas melhorias face ao original, com os modelos a apresentarem-se mais detalhados e os cenários com menos aliasing. Mas também pode ter sido wishful thinking da minha parte. De qualquer das maneiras as quebras de framerate mantêm-se, em secções mais povoadas de inimigos e “party members“. No fim de contas acaba por ser um jogo que mais uma vez recomendo aos fãs acérrimos da série Phantasy Star. As melhores versões são mais uma vez as versões PC e X360, mas visto actualmente os servidores estarem todos desligados eu diria que a versão PC é a que tem maior probabilidade de vir a obter servidores privados, pelo que recomendaria essa versão entre todas as restantes.

Phantasy Star Universe (Sony Playstation 2)

Phantasy Star Universe

A série Phantasy Star sempre foi uma das minhas preferidas e em especial o Phantasy Star IV para a Mega Drive, que juntamente do Chrono Trigger e Pokémon Yellow foi dos jogos que despertou o meu interesse em JRPGs há uma data de anos atrás. Entretanto a série clássica fechou mesmo com esse PS IV da Mega Drive, sendo que com o lançamento da Dreamcast, Phantasy Star se tornou num RPG mais de acção com uma componente online muito forte. Este Phantasy Star Universe foi lançado algures em 2005/2006, após o lançamento de várias iterações do Phantasy Star Online, tentando aproximar os elementos de RPG clássico dos velhos tempos com o “modernismo” trazido por PSO. A minha cópia foi o primeiro jogo que comprei para a PS2, algures em Janeiro de 2011, no ebay UK, não me tendo custado mais de 10€.

Phantasy Star Universe - PS2
Jogo completo (acho eu) com caixa e manual

Quando o jogo foi anunciado, a SEGA suscitou o interesse de muita gente, pois ao anunciarem o “U” de Universe ficou na dúvida se não seria antes um V, o que iria agradar a imensos fãs da velha guarda que há muito ansiavam por um RPG “a sério” desta série. Acabou por se tornar um misto dos 2 conceitos que não agradou completamente os fãs, mas já lá vamos. A história decorre no sistema solar de Gurhal, onde existem 3 planetas e uma colónia espacial. Cada planeta tem uma raça em específico em maior número, onde os humanos estão maioritariamente na colónia, o planeta de Parum onde a maioria dos CASTs (seres cibernéticos) habitam, Neudaiz, onde predomina a raça Newman – humanos geneticamente melhorados com grandes aptidões para o uso de magia e por fim o planeta Moatoob, que alberga uma nova raça – os Beasts – seres humanóides com traços animais, mais dotados para combate directo. O sistema solar esteve em guerra durante muitos anos, onde as 4 raças lutavam pela sua supremacia, até que as raças chegaram a um entendimento e passou-se a viver num clima pacífico durante vários anos. Até que a uma dada altura surge uma ameaça misteriosa, os SEED. SEED é uma espécie de arma biológica com origem desconhecida, que passou a atacar o sistema solar de Ruhgal, povoando-o de diversos monstros, mutando os animais já existentes e dizimando os recursos naturais dos planetas. O jogo coloca-nos no papel do jovem órfão Ethan Waber, que se vê apanhado no meio dos primeiros ataques da SEED, decidindo juntar-se aos Guardians, uma organização não governamental de caçadores de prémios, que tem o objectivo de auxiliar a população. A história vai-se desenrolando desta forma, com a mesma a adquirir alguns contornos políticos e religiosos, com a inclusão de uma Divine Maiden, que serve +/- o mesmo propósito do Papa da religião deles. Oficialmente não há ligação entre os universos de Phantasy Star, Online e Universe, mas através de algumas quests é possível verificar que a SEGA deixou alguns hints que de facto interligam as séries. Isso é um assunto muito interessante para mim, mas sai do âmbito deste artigo, pelo que para quem se interessar aconselho a lerem estes posts no blog Ultimecia’s Castle.

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Peço desculpa por grande parte dos screenshots serem da versão japonesa do jogo, mas tem sido difícil encontrar screenshots da versão PS2 ocidental. De vez em quando o jogador pode usar outros veículos ou animais, este é um dos casos.

Inicialmente podemos experimentar dois modos de jogo: Story e Network. O Story é auto explanatório, onde vivemos a história que PSU tem para oferecer, já no segundo modo é algo semelhante ao Phantasy Star Online, onde temos a liberdade para criar uma personagem à nossa medida, e depois poderemos explorar o mundo à vontade, com uma party de até 4 jogadores. Sinceramente não cheguei a experimentar este modo, pois os servidores da PS2 estão desligados há muito tempo. Após algum tempo no modo história também desbloqueamos o extra mode, que a meu ver é algo semelhante ao network mode, mas offline. Criamos uma personagem e podemos fazer algumas quests que também existem no story mode. Agora se podemos usar essa personagem para o jogo online sinceramente não o sei, mas por uma questão de segurança a nível de hacks/cheats suponho que não seja possível. Sei que podemos importar a personagem do extra mode para o modo offline da expansão Ambition of the Illuminus, coisa que eu fiz e estou a jogar de momento. Uma diferença muito grande face ao PSO é que apenas podemos escolher a raça da nossa personagem, já a “classe” (Hunter para combate directo, Ranger para combate à distância e Force para uso de magias) é algo que podemos alternar sempre que quisermos. Outra diferença face ao PSO e que os fãs desgostaram é a exclusão do sistema de Mags, pequenos aparelhos que nos acompanhavam nos combates, que os poderíamos alimentar com diversos items, o que os faria ter características diferentes no auxílio à personagem. Aqui os Mags foram de certa forma substituídos pelas partner machines, uns robozinhos que estão no nosso quartinho que para além de servirem de storage de items, permitem também a criação de novos items, uma espécie de alquimia moderna, onde através do uso de boards e alguns items que podem ser encontrados no jogo ou comprados em lojas, permitem a criação de outros items ou equipamento. Essas partner machines também podem ser alimentadas à semelhança dos Mags, e chegando a um nível máximo podem vir a ser seleccionados na party, combatendo ao lado do jogador.

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Alguns inimigos são bem chatos

De resto os combates são algo semelhantes ao PSO, na medida em que o jogo é um hack ‘n slash, e várias acções podem ser alocadas numa palete de acesso rápido no comando. Para quem esteve habituado ao PSO no comando da Gamecube durante muitos anos, a nova palete pode parecer algo confusa de início, mas acaba por ser mais útil pois podem-se alocar muitos mais items, equipamento e golpes especiais de uma vez só. A variedade de equipamento é, como em todos os RPGs online vastíssima, assim como alguns golpes/técnicas/magias especiais que podem ser alocados às armas seleccionadas. Para além de uma barra de energia, existe também uma barra de PP por cada arma, que é gasta sempre que se utiliza um desses golpes especiais. Esses golpes também vão sendo melhorados à medida em que os usamos, ou seja, têm um sistema de experiência próprio. O jogo está estruturado em capítulos, sendo os mesmos separados de uma maneira curiosa. A história do jogo é contada como se um anime se tratasse. No início de cada capítulo é apresentado um pequeno genérico que ilustra o mundo de PSU, seguido de uma música de abertura. Em contrapartida no final de cada capítulo é mostrado um outro genério e “cenas do próximo episódio”. O capítulo é dado como encerrado quando se completa a “Story mission” do mesmo. Antes de começar essas missões, o jogador tem liberdade de explorar as diferentes cidades, fazendo as compras que quiser, criar items, ou treinar cumprindo “Free Missions”, que podem ser repetidas indefenidamente. Infelizmente ambos os tipos de missões possuem secções chamadas “Trials”. A certo ponto da missão começa um temporizador a contar e o jogador tem de percorrer uma determinada área ou cumprir alguns objectivos. No final é atribuído um ranking, mediante o número de inimigos que derrotou e o tempo levado. Quanto melhor o ranking, melhor a recompensa, que pode passar por receber items/equipamento raros e dinheiro. Ora isto é muito bonito, mas o PSU sofre o mesmo mal do PSO, mesmo jogando online, é impossível pausar. E depois há uns trials específicos que de vez em quando surgem, em que o objectivo é purificar uma área das SEED, obrigando o jogador a vasculhar a área utilizando um visor em 1ª pessoa, após encontrar uns objectos invisíveis tem de mudar o inventário para uma ferramenta que inutilize essas SEED. Isto, no meio dos combates e da pressão do timer, acaba por ser uma experiência frustrante.

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Existem 3 tipos de cutscenes: animadas em CG, com a engine do jogo e voice acting, ou com a engine do jogo e os diálogos em forma de balões de BD.

O post já vai longo, pelo que farei uma referência breve ao aspecto técnico. Não sei como são as versões PC ou X360, mas a versão PS2 apresenta imensos slowdowns, em especial quando usamos uma party de 4 personagens e o ecrã enche-se de inimigos. O framerate chega quase ao nível de um slideshow. Em relação aos gráficos, a versão PS2 não é muito superior ao PSO da Dreamcast, apresentando personagens muito pixelizadas, e texturas pobres. Excepção feita para alguns cenários que achei bem conseguidos, nomeadamente algumas secções do planeta Neudaiz, e dungeons mais futuristas, como as RELICs ou a dungeon final. A nível de som, não é muito diferente do Phantasy Star Online, apresentando uma banda sonora futurista, com muita música electrónica. Quem gostou das músicas do PSO, não irá desgostar deste. Outra novidade é a inclusão de algum voice acting em certas cut-scenes. Infelizmente as personagens não são carismáticas o suficiente, ou eu se calhar fiquei mal habituado depois de jogar o excelente Dragon Quest VIII umas semanas atrás.

Finalizando, acho que é de louvar o facto de a SEGA ter dado ouvidos aos fãs mais antigos que pediam um Phantasy Star com uma história mais concreta. Infelizmente, apesar de terem melhorado alguns aspectos da jogabilidade, nomeadamente a paleta de acções rápidas, deram uns passos atrás em muitas outras coisas. É um jogo que só recomendo a quem for realmente um fã acérrimo da série e gostar da ambiência que a mesma transmite. E recomendar por recomendar, acho que fariam melhor em comprar a versão PC, pois para além de parecer melhor tecnicamente, existem alguns servidores privados que podem ser usados para jogar o jogo online, tirando o máximo partido do mesmo. Se no entanto preferirem gráficos, a versão X360 parece-me ser a melhor escolha, pois a versão PC foi feita com a PS2 em mente. Ainda teria mais para dizer, mas fica para a expansão Ambition of the Illuminus.