Phantasy Star Portable (Sony Playstation Portable)

Phantasy Star PortableUltimamente tenho voltado a explorar a saga Phantasy Star, essencialmente o story arch de Phantasy Star Universe que nunca tinha jogado antes. Não contando com os spin offs Phantasy Star Gaiden e Adventure, exclusivos da Game Gear para o mercado japonês, Phantasy Star Portable foi o primeiro “grande” jogo da série especialmente para as consolas portáteis, trazendo consigo grande parte das mecânicas de jogo introduzidas em Phantasy Star Universe. A minha cópia foi adquirida na loja portuense TVGames, não me tendo custado mais de 7€, se a memória não me falha. Infelizmente é uma versão “Essentials”, mas pelo preço não me pareceu mau negócio.

Phantasy Star Portable - Sony Playstation Portable

Jogo completo com caixa e manual – versão Essentials

A história de Phantasy Star Portable serve de ponte entre Phantasy Star Universe e a sua expansão Ambition of the Illuminus, introduzindo algumas personagens que mais tarde iriam  surgir na expansão, como a instrutora dos GUARDIANs Laia Martinez, a vilã Helga ou a CAST topo de gama Vivienne. Encarnamos então num herói criado à nossa medida, algum tempo após o primeiro ataque SEED, logo na altura em que “graduamos” de trainee GUARDIAN para o cargo em si. Com essa graduação ficamos também responsáveis por treinar Vivienne, uma CAST bastante avançada, com traits mais humanos, como sentir emoções. Ao longo da aventura e das missões que vamos cumprindo como GUARDIANs, Vivienne vai sendo mais “educada” do mundo que a rodeia, bem como lidar com as emoções que vai sentindo. Em relação ao plot em si, é neste jogo que os conflitos com a organização misteriosa Illuminus começam, com o primeiro aparecimento da vilã Helga. A título de curiosidade, para quem jogou ou está a pensar em jogar a expansão Ambition of the Illuminus, o envolvimento da Illuminus no conflito bem como o de Helga só se tornam claros no Episode 3, cujo está acessível apenas online. Visto que todos os servidores oficiais do PSU foram encerrados, os fãs ficaram por fora da melhor parte da história. Felizmente houve quem gravasse todas as cutscenes, estando as mesmas disponíveis no youtube.

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Um dos bosses que iremos enfrentar

Não me vou adiantar muito sobre a jogabilidade, leiam os posts do PSU e Ambition of the Illuminus para o efeito. Aqui irei apenas mencionar o que foi feito de diferente. Bom, em primeiro lugar as 4 cidades que podemos visitar passaram a ficar completamente estáticas. Para entrar em lojas ou outros edifícios temos de o fazer através de menus. Para interagir com outros NPCs, o mesmo é feito como se um point-and-click se tratasse. Para piorar as coisas, os NPCs não estão representados como sprites, mas como pontos com um smiley no ecrã. Contudo, ao tocar num NPC é aberta uma janela de diálogo separada, onde se mostram artworks 2D detalhados das personagens. Ao menos desta forma o mundo de PSU acaba por ter mais alguma variedade de caras. O fluxo do jogo está na mesma dividido entre Story Missions, necessárias para se avançar no jogo, ou as Free Missions, que à medida que vão sendo desbloqueadas, podem (e devem!) ser jogadas sempre que o jogador assim o quiser. Em ambas as missões é possível escolher o grau de dificuldade, que varia de C até S. Mediante a escolha, os inimigos são mais fortes e o loot que podemos encontrar também é mais valioso. Felizmente neste jogo eliminaram por completo o contador de tempo nos trials, permitindo ao jogador que explore os mapas de uma forma mais calma.

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Os Beasts podem activar o Nanoblast, transformando-se temporariamente em animais com elevado poderio físico

Tal como nos PSU, é possível criar jogadores de 4 raças diferentes, sendo que se pode ir alternando de classe (Hunter, Ranger ou Force) sempre que se queira. Neste jogo foram introduzidas algumas novas classes, sejam extensões das classes anteriores (permitindo utilizar novas e mais fortes armas e armaduras), ou classes que misturam um pouco das anteriores. O sistema de skills/bullets/tech também foi algo modificado: mediante a classe escolhida, apenas podemos “evoluir” as mesmas até um determinado nível. Foram também colocadas mais algumas restrições de equipamento, mediante a classe escolhida. Eu sempre joguei maioritariamente como Hunter, uma classe melee com grande porte físico e em jogos anteriores poderia na mesma utilizar algumas TECHs de Force, como a Resta que é bastante útil. Aqui como Hunter isso não é possível. A customização do nosso quarto também foi sacrificada neste jogo, não que isso me tenha interessado muito. No seu lugar implementaram uma série de outras coisas que me pareceram bem mais interessantes. Existe um bestiário que podemos consultar, com informação das criaturas/bosses que já tenhamos derrotado, bem como um logbook de todas as armas que nos vão passando pelas mãos. Ainda mais, o jogo tem um sistema interno de achievements que pode ser também lá consultado, sendo que o jogador é recompensado com bons items sempre que atinja um. A vertente multiplayer, especialmente o online, é o foco da série desde o lançamento de Phantasy Star Online em 2000, para a Dreamcast. Aqui o online foi inteiramente descartado, embora a PSP ter uma estrutura online que o permitisse. É possível jogar com até 4 jogadores, mas apenas numa rede local. Considerando que até o Phantasy Star Zero para a Nintendo DS (excelente portátil na minha opinião, mas com uma fraca estrutura online) suporta jogo online, é de estranhar que a Sega não tenha aproveitado esta característica, coisa que o fizeram nas sequelas Portable 2 e Infinity.

Graficamente é um bom jogo para a PSP. Ainda assim os assets são inteiramente partilhados com o PSU e sua expansão, o que pode acabar por cansar um pouco quem já tiver jogado os jogos anteriores até à expansão. Existem alguns inimigos novos, mas novas paisagens nem por isso. As cutscenes em 3D são mínimas, tanto em CG como utilizando o motor gráfico do jogo. A grande parte da história é contada através de balões de diálogo em conjunto com imagens 2D dos intervenientes, como se uma visual novel se tratasse. Contudo, todos os diálogos importantes possuem voice acting, algo que não foi feito em Ambition of the Illuminus. Para o bem ou para o mal, os actores que deram as vozes aos personagens parecem ser os mesmos (excepto para o Headmaster Nav que me parece ter uma voz diferente).

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Existem imensas armas, umas menos convencionais que outras…

Apesar de não possuir uma estrutura online, é um jogo que recomendo vivamente aos donos de uma PSP, seja para fãs da série Phantasy Star, como para fãs de RPGs hack and slash no geral. Ainda assim, comecei há pouco o Phantasy Star Portable 2 e a evolução é bem mais evidente, sendo aparentemente um jogo mais extenso, com mais possibilidades de customização e mais inovações à fórmula. Mas isso fica para outro dia.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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