Double Dragon (Neo Geo MVS)

Double DragonCom a popularidade do Street Fighter II e todos os clones que se geraram à volta do mesmo, até transformaram a série Double Dragon, que por sua vez foi um dos grandes percursores dos beat ‘em ups de rua que nos trouxeram pérolas como Final Fight ou Streets of Rage em um jogo de luta 1 contra 1. Por sua vez este jogo em específico é baseado no file do Double Dragon, filme esse que já vi há uma data de anos e não me recordo de ter visto cenários pós-apocalípticos… mas às tantas até que os têm mesmo. E tal como, pelo menos até à data, todos os jogos MVS que disponho, provieram de um bundle baratíssimo na feira da Vandoma no Porto, que me ficou à unidade pela módica quantia de 50 cêntimos.

MVS Collection
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

E sendo este artigo uma rapidinha, não me vou alongar muito. À partida este seria “mais um” jogo de luta 2D onde o vencedor de cada confronto é na base do “melhor de três”, e durante o modo “história” lá iríamos enfrentando todos os outros lutadores bem como um ou outro boss lá pelo final. E de facto é isso que acontece, mas os controlos, em vez de serem perfeitamente definidos de “botão para socos fracos, pontapés fortes” e por aí fora, acabam por desempenhar diferentes golpes mediante a nossa posição relativa ao adversário. Para além disso, existe uma barra de energia especial que se vai enchendo à medida que vamos distribuindo porrada – e quanto menos vida tivermos, mais rápido enche. Naturalmente quando estiver no máximo podemos desencadear alguns golpes especiais bem mais fortes. Eu já não sou o mais entendido na matéria no que diz respeito a jogos de luta, mas preferia um esquema de controlo mais normal. Claro que para quem apenas carrega em botões à sorte se calhar não faz muita diferença…

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Infelizmente o jogo deixa um pouco a desejar a nivel de audiovisuais

De resto, a nivel técnico, acho um jogo um pouco decepcionante, apesar de ser bastante fluído. O design das personagens não é o mais apelativo e mesmo os golpes especiais, apesar de serem bem espalhafatosos também não muito bonitos graficamente. E o mesmo pode ser dito dos backgrounds que são bastante simples, com poucos daqueles pequenos detalhes que vemos nos grandes jogos do género da Capcom e SNK que acabam por fazer mesmo a diferença. A música infelizmente também não é das mais agradáveis… então sempre que alguém entra naquele modo “super” a música muda sempre para uma melodia que só me irritava. Posto isto, acho-o um jogo algo decepcionante, mas estou certo que os grandes fãs do género ainda possam encontrar algo com que se entreter.

Spin Master (Neo Geo MVS)

SpinMasterMais uma rapidinha pois infelizmente o tempo não tem sido o meu maior amigo ultimamente. Se tudo correr bem o próximo artigo já será algo um pouco mais elaborado, mas veremos. Este aqui é mais um daqueles jogos MVS que eu desencantei na feira da Vandoma no Porto a um preço quase dado, precisamente no meu dia de anos. E Spin Master é um sidescroller da Data East, que me faz lembrar o Dashin Desperadoes da Mega Drive, também produzido pela mesma empresa, pelo menos no que diz respeito ao aspecto das personagens principais, pois a jogabilidade deste já se assemelha a algo do género de um Ghouls ‘n Ghosts mas sem a temática do horror e claro, sem uma dificuldade altamente frustrante.

MVS Collection
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

Basicamente podemos jogar com um de dois heróis (ou mesmo com os dois em multiplayer cooperativo), com dois clichés pela frente: o primeiro é salvar uma miúda de um vilão – mais uma vez um cientista maluco. O segundo é juntar as várias partes de um mapa de um suposto tesouro, algo que esse cientista também procura para por em marcha um plano absolutamente maquiavélico: comprar todos os brinquedos do mundo para que nenhuma criança os possa usar!

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Acho sempre piada a estes segmentos em mine carts

E tal como referi acima, este é um sidescroller 2D que vai buscar alguns elementos a jogos como o Ghouls ‘n Ghosts ou mesmo o Contra… mas em vez de armas “normais” ou medievais, começamos nada mais nada menos que com um Yo-Yo. Com o decorrer do jogo poderemos encontrar outros power-ups que se tornam em armas diferentes como bombas, bolas de fogo, uma espécia shurikens em spreadshot, ou picos de gelo bastante rápidos. Ainda assim… todas as armas têm um alcance muito reduzido. Mas o platforming também não é esquecido pois para além de termos plataformas para saltitar, muitos inimigos podem também ser atacados ao saltar-lhes para cima e há umas certas tartarugas muito parecidas com uma franchise bem conhecida… De resto a jogabilidade é simples e temos uma barra de energia que aguenta com três hits antes de perdermos uma vida… logo que continuemos a meter a moedinha não teremos grandes problemas.

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O jogo é bastante colorido, bem detalhado e sempre com uma conotação cómica

Os níveis vão sendo algo variados entre si, desde andarmos em cima de um avião, a passagens pelas pirâmides no Egipto, incluindo uma descida alucinante em minecarts, nas selvas amazónicas onde temos de tentar fugir da água, entre outros. A nível visual é um jogo bastante colorido e com personagens bem detalhadas e grandinhas,  se bem que com um look algo infantil que me faz lembrar da série Bonkers da Hudson. Por outro lado as músicas têm algumas melodias engraçadas, mas aquela percursão está muito estranha… Ainda assim não é nada que manche o jogo, que por sua vez até acaba por ser bastante divertido.

Mutation Nation (Neo Geo MVS)

Mutation NationContinuando com as rapidinhas, o jogo que vos trago cá hoje é um beat ‘em up das antigas para o sistema arcade da Neo Geo, desenvolvido nada mais nada menos que pelo antigo gigante SNK. Tal como todos os jogos MVS que tenho até à data, este é mais um do bundle de 10 que encontrei a um preço quase dado na Feira da Vandoma no Porto. E embora não pareça pela foto, este é o que está em pior estado.

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Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

A história é não-existente, mas não deve ser muito difícil de adivinhar, pois somos levados para uma terra num cenário aparentemente pós-apocalíptico, ou pelo menos num futuro muito negro onde mutantes iniciam uma guerra contra os restantes humanos. E nós jogamos precisamente com 2 humanos e distribuímos pancada em mutantes e robots ao longo de todo o jogo. O diálogo não é uma presença forte, mas depois de ler “How dare you beat me, hear is your graveyard” então sim, este é um jogo completamente à moda da SNK.

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Porque no futuro vamos todos voltar a usar bigode

A jogabilidade é simples e complexa ao mesmo tempo. Simples porque practicamente usamos apenas 2 dos botões de acção disponíveis, mas também é complexa pois conseguimos desencadear uma série de diferentes golpes e combos ao utilizar apenas esses combos. Depois o jogo também pisca o olho aos shmups com o conceito dos golpes especiais que são vistos como vários power-ups (A, B, C ou D) que podem ser apanhados do chão. Cada power-up representa um golpe diferente que até podem ser visto no início do jogo, naquele pequeno tutorial dos controlos antes de passarmos para a acção propriamente dita. E para os usarmos deixar o primeiro botão pressionado até carregar a barrinha do power que aparece no ecrã, para depois ao largar o botão desencadear o tal special que geralmente provoca dano a todos os inimigos no ecrã. Naturalmente que estamos expostos ao perigo quando nos preparamos para usar o special, pelo que deve ser utilizado com algum cuidado. E como não poderia deixar de ser, o jogo suporta também 2 jogadores em multiplayer cooperativo.

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Mais engrish que isto é difícil!

No campo técnico, este é um jogo bem bonito para os padrões de 1992, apresentando níveis relativamente longos, cheios de coisas a acontecer, com bosses intermédios e uns cenários muito bem detalhados. Os inimigos e as personagens principais não são das mais bonitas que podemos ver aqui, ainda assim não ficaram nada más. As músicas sinceramente foram do meu agrado pois muitas delas até têm bons riffs de guitarra. De resto gostei bastante dos visuais pois em muitos momentos me fizeram lembrar aqueles animes mais violentos do final da década de 80 que tanto gosto! Um bom jogo da Neo Geo sem dúvida, embora a concorrência também seja algo feroz nessa mesma plataforma.

Aero Fighters 2 (Neo Geo MVS)

Aero Fighters 2Vamos lá a mais uma rapidinha para a Neo Geo MVS que aqui o tasco ficou um pouco desgovernado nos últimos dias. O jogo que trago hoje é um daqueles shmups com a fórmula clássica e eficaz, produzido pela Video System. Aero Fighters, ou Sonic Winds como ficou conhecido no Japão é uma série de vários jogos com origens na Arcade e posteriormente com várias conversões para consolas caseiras. O segundo Aero Fighters (e posteriormente o terceiro também) surgiram primeiramente nos sistemas arcade da Neo Geo e este foi um dos cartuchos MVS que tive a felicidade de encontrar a um preço muito reduzido na feira da Vandoma no Porto.

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Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

Como sempre, o jogo coloca-nos como uma espécie de piloto solitário na luta contra um poderoso exército opressor. Mas não somos tão solitários assim pois é possível jogar o Aero Fighters 2 de forma cooperativa. De qualquer das formas teremos um piloto de várias nacionalidades para jogar e o resto já sabem, é disparar para tudo o que mexa e fugir a sete pés de todos os projécteis inimigos. A jogabilidade é mesmo o back to the basics pois temos apenas um botão para disparar e um outro para a artilharia pesada capaz de danificar todas as naves no ecrã. Cada avião/piloto é diferente e por conseguinte possuem armas diferentes entre si, o que permite várias abordagens distinas aos inimigos que nos vão surgindo pela frente. E claro, temos vários power ups para apanhar, mas não são propriamente armas alternativas pois essas residem nos outros aviões que podemos pilotar. Aqui são essencialmente power ups que nos fortalecem o nosso poder de fogo e claro, poderemos adquirir munições para o nosso ataque especial. De resto é mesmo a fórmula de sempre, com combates contra bosses no final de cada nível. A única diferença é que quando chegamos ao “fim” do jogo, somos levados para o completar uma vez mais, desta vez com um grau de dificuldade bem superior. Uma espécie de Master Quest como se fazia no The Legend of Zelda. E sim, o jogo é bem difícil e exige de nós a máxima concentração e destreza pois apesar de não ser propriamente um bullet hell como muitos outros, os inimigos e os seus projécteis acabam por ser bastante rápidos e muitas vezes com diferentes padrões de fogo em simultâneo, obrigando-nos mesmo a passar um mau bocado para não levar com um projéctil em cima. É que aqui não há escudos e as vidas são limitadas… Mas claro que se tivessem outra moedinha lá podiam continuar a jogar.

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Como não poderia deixar de ser, estas personagens malucas acabam por ser um ícone de uma era de jogos arcade que não volta mais

Graficamente é um jogo bem competente. O sistema arcade da Neo Geo era um colosso no 2D, principalmente se tivermos em conta que utiliza tecnologia do início da década de 90 e foi-se aguentando relativamente bem por mais de 10 anos! Aqui as naves são todas muito bem detalhadas e os cenários até que vão variando um pouco do tradicional dos shmups, pois representam várias localizações da Terra e poderemos ver pormenores interessantes como a Estátua da Liberdade, por exemplo. Acabam por ser bastante detalhados se bem que por vezes nem temos assim muito tempo para os apreciar! A música e efeitos sonoros não me deixaram grandes memórias, mas pareceram-me bem adequados para o género do jogo em si.

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Os bosses também vão sendo bastante diferentes entre si, felizmente

Um bom shmup, digo eu!

Art of Fighting 2 (Neo Geo MVS)

Art of Fighting 2Ora cá está mais um artigo para eu picar o ponto. A série Art of Fighting foi mais uma no meio de muitas séries de fighters 2D que assolaram as arcades e não só durante a década de 80. Só a SNK já tinha muitas na algibeira, todas com diferentes mecânicas de jogo envolvidas. Mas como eu já referi mais que uma vez, eu sou e continuarei a ser um grande nabo nisso e jogo este tipo de jogos de uma forma mais casual. Assim sendo, este meu artigo nunca seria lá muito comprido e completo, pelo que quando encontrei a compilação Art of Fighting Anthology para a PS2, aproveitei e escrevi um pouco sobre essa série no geral, longe eu de pensar que poucos meses depois iria encontrar um lote de jogos MVS ao preço da chuva, com um Art of Fighting lá metido à mistura.

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Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

Este meu cartucho de MVS foi comprado em bundle na feira da Vandoma no Porto por 5€… pelo conjunto, o que deu a módica quantia de 50 cêntimos pelo cartucho. E como a versão PS2 presente na Art of Fighting Anthology é directamente emulada desta versão arcade, recomendo-vos que passem por lá para dar uma olhada. É só clicar aqui.