Art of Fighting (PC-Engine CD)

Vamos voltar a mais um jogo de luta e a mais uma rapidinha, desta vez à surpreendente adaptação do Art of Fighting para a modesta PC-Engine CD. E este artigo é uma rapidinha pois já escrevi sobre o primeiro Art of Fighting por duas vezes: tanto na sua compilação Art of Fighting Anthology, como a conversão da Mega Drive. O meu exemplar veio de um bundle de vários jogos PC-Engine CD que comprei no mês passado por 60€, directamente importados do Japão, bem como o Arcade Card Duo que é necessário para correr este jogo.

Jogo com manual embutido na caixa e um folheto.

Ora e tal como no primeiro Fatal Fury este é um jogo de luta de 1 contra 1 onde, no modo história, apenas poderíamos escolher os heróis e seguir a história a partir daí. Neste caso os protagonistas são o Ryo Sakazaki e o seu amigo Robert Garcia, que partem à procura de Yuri, irmã de Ryo, que tinha sido raptada por uns bandidos lá da cidade. A nível de mecânicas de jogo as coisas são bastante simples, com um botão para socos, outro para pontapés, um outro para throws e o final para os taunts, ridicularizar o adversário. Isto serve para diminuir a sua barra de special que é necessária para executar uma série de golpes especiais. Sinceramente nem experimentei o jogo com um comando normal de 2 botões (até porque de momento não tenho um), pelo que não sei ao certo qual seria o seu esquema de controlo nessa configuração.

Graficamente esta uma versão surpreendentemente próxima da original

Visualmente devo dizer que fiquei bastante surpreendido com esta conversão para a PC-Engine CD. O jogo original nas arcades era visualmente impressionante, com as suas arenas detalhadas assim como as personagens, com sprites grandes e com o detalhe delicioso das caras ficarem marcadas à medida em que vão levando pancada. A câmara que se ia aproximando ou afastando dos lutadores à medida em que estes se aproximavam ou afastavam entre si também era algo visualmente impressionante e isso foi tudo mantido nesta versão PC-Engine CD. Mas a PC-Engine não suporta nativamente técnicas de sprite scaling, pelo que o efeito de ampliação da câmara é um pouco estranho e brusco. Os lutadores também são sprites grandes, bem detalhadas e mantêm as caras deformadas depois de levarem umas batatadas! Só os cenários é que ficaram um pouco a desejar tendo em conta a versão original. E isto só foi possível graças ao uso da expansão Arcade Card, um HuCard que contém cerca de 2MB de RAM que é usada, antes de cada combate, para carregar todos os assets necessários. É por isso que a versão PC-Engine consegue ter toda esta qualidade! Já a nível de som nada a apontar, as músicas são de muita qualidade até porque estão também no formato CD Audio. Nas opções podemos também mudar a linguagem do jogo para inglês, o que nos dá as cutscenes seguintes com texto (e algum voice acting!) em inglês.

Nas opções podemos definir o idioma para inglês. Até algumas vozes passaram para inglês nas cutscenes!

Portanto estamos aqui perante uma versão muito competente, facilmente a melhor das conversões do Art of Fighting lançadas para o trio das máquinas SNES, Mega Drive e Turbografx/PC-Engine. Um outro detalhe interessante e que convém mencionar é a inclusão de um mini-jogo secreto, exclusivo a esta versão. Se ligarem a consola sem o Arcade Card inserido vão ver uma cutscene simples, inteiramente em japonês, com as personagens principais num aspecto super deformed e com a cena a terminar num ecrã verde com texto, muito provavelmente a indicar que precisam do Arcade Card para jogar. Ora se fizermos o soft reset à consola nesta altura (pressionar em Run + Select) e repetir este processo uma vez, no final da terceira vez que vemos a cutscene começamos a jogar o Daikon Cut, um mini jogo que envolve roletas e Ryo a cortar legumes com as suas mãos. Com todo o texto em japonês não entendi nada do que era para fazer, mas fica a nota.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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