The King of Fighters 97 (Sega Saturn)

Vamos para mais uma super rapidinha para a Sega Saturn para mais um jogo da saga The King of Fighters. Este KOF 97 já cá o trouxe no passado na sua versão original para a Neo Geo MVS, pelo que este artigo irá-se focar apenas brevemente nalgumas das particularidades desta conversão. Para uma análise mais completa, recomendo vivamente que espreitem o artigo mencionado acima. Ora e, tal como os outros KOF para a Sega Saturn que cá trouxe no passado, este meu exemplar foi importado do Japão, num conjunto com vários jogos que me ficou sensivelmente a 5€ cada jogo, já contando com despesas de transporte e alfândega, o que foi um óptimo negócio, a meu ver.

Jogo com caixa, manual embutido na capa, versão japonesa.

Tal como os seus predecessores que sairam na Sega Saturn, a conversão esteve a cargo da própria SNK que, uma vez mais, quis lançar uma versão o mais próxima possível da original. E conseguiram, não só pela arquitectura da Sega Saturn ser mais favorável a jogos 2D, mas também pelo jogo necessitar uma vez mais um cartucho de RAM adicional, que permite não só reduzir tempos de loading, mas também armazenar mais informação que possa ser usada em real time pela consola. No que diz respeito aos modos de jogo temos os habituais modos arcade e versus para 2 jogadores, mas também temos uma vertente de jogo onde participamos apenas em confrontos de 1 contra 1, tanto contra o CPU como em versus, ao invés de escolhermos equipas de 3 como é normal. Ainda neste modo de jogo a “solo” temos também o survivor que, tal como o nome indica, coloca-nos a defrontar todos os lutadores disponíveis de forma sequencial. Temos também um modo practice que, como o nome indica, serve para isso mesmo, treinar os golpes das nossas personagens preferidas!

KOF 97 é um jogo extremamente bem detalhado, mas as arenas são mais genéricas, infelizmente

A nível audiovisual, como já tinha referido na versão original, é um jogo que apresenta lutadores repletos de detalhe e óptimas animações, bem como os cenários, embora neste caso, visto que o KOF 97 é constantemente apresentado como se uma transmissão televisiva se tratasse, isso levou a que o design das arenas fosse mais genérico e não tanto do meu agrado. E a versão Saturn é muito próxima do original arcade, mantendo practicamente todas as animações e detalhe da versão original e com tempos de loading consideravelmente mais curtos, em virtude de usar uma expansão de RAM. A nível de som, nada de especial a apontar. O KOF 97 tem algumas boas músicas mas, e aqui foi algo que me esqueci de referir no artigo original do KOF 97, há algumas arenas que possuem apenas alguns ruídos ambientais e sente-se mesmo a falta de alguma música mais mexida.

De resto, mais um excelente jogo de luta e mais uma óptima conversão, que peca apenas por se ter mantido exclusiva do Japão!

The King of Fighters 96 (Sega Saturn)

Voltando às rapidinhas na Sega Saturn, vamos ficar cá com mais um jogo clássico de luta que merecia sem dúvida um artigo mais extenso, mas como já abordei anteriormente este KOF 96 na compilação Orochi Saga da PS2, este será então um artigo mais curto, focado apenas nas especifidades desta versão. O meu exemplar, tal como o KOF 95 que cá trouxe recentemente, veio num bundle considerável de jogos Sega Saturn japoneses que importei, ficando-me a cerca de 5€ por jogo, já depois de portes e custos de alfândega.

Joco com sleeve exterior de cartão, manual embutido na caixa jewel case, papelada e cartucho de RAM de 1MB

Ora eu já referi, no caso da versão Saturn do KOF 95, que a SNK quis produzir uma versão o mais próximo da qualidade do original arcade possível. A solução que arranjaram foi de lançar o jogo em conjunto com um cartucho ROM, que continha alguns dados do jogo lá gravados e que por sua vez estes poderiam ser acedidos rapidamente, auxiliando não só os tempos de loading, mas também manter o máximo de frames de animações em memória, de forma a tornar a experiência o mais fiel possível. Mas produzir cartuchos ROM por jogo tornar-se-ia muito dispendioso, pelo que a Sega começou a produzir antes RAM carts, primeiro de 1MB e depois de 4MB. Estes já são cartuchos “genéricos” com memória regravável, que expandem a memória RAM da consola, permitindo assim um comportamento algo similar aos cartuchos ROM, pelo menos na questão de reduzir tempos de loading e de ter mais informação disponível em memória.

Os modos de jogo que temos disponíveis na versão Saturn. Nas opções podemos também mudar a lingua do jogo para inglês e português!

Mas no que diz respeito ao jogo em si, este é um excelente jogo de luta como já tinha referido antes. Esta versão Saturn está de facto muito próxima da original, embora tenha alguns modos de jogo adicionais, pois para além do modo arcade e versus para 2 jogadores, que tanto podem ser jogados no esquema habitual de equipas de 3 lutadores, ou apenas 1, temos também o modo survivor. Este é essencialmente o Single All do KOF95 da Saturn, onde, com 1 lutador, teremos de enfrentar todos os restantes lutadores em batalhas sucessivas.

A nível audiovisual, esta é de facto uma conversão muito próxima do original arcade, que por sua vez possuía cenários muito bem detalhados em pixel art, repletos de pequenos detalhes e cameos, assim como os lutadores também estavam bem detalhados e animados. Nada a apontar aos efeitos sonoros, já a banda sonora está excelente e bastante eclética, com as músicas rock a serem naturalmente as minhas preferidas, mas também podem ouvir outros sons como jazz, j-pop ou country. As músicas estão em formato CD-Audio, só é pena as mesmas serem interrompidas e recomeçadas a tocar do início entre rounds!

Sempre gostei das arenas deste jogo! Estão repletas de pequenos detalhes deliciosos!

Portanto estamos aqui perante um jogo de luta excelente e esta conversão para a Sega Saturn está, de facto, muito próxima do original arcade, embora tenha tempos de loading, que só não são mais demorados devido ao uso a expansão de RAM. O facto de ter uma banda sonora em CD Audio também é um aspecto muito positivo!

The King of Fighters ’95 (Sega Saturn)

Vamos a mais uma super rapidinha a um grande clássico dos jogos de luta em 2D, o The King of Fighters 95, mais especificamente a sua conversão para a Sega Saturn. E este seria um jogo que merecia um artigo mais extenso, mas já o abordei na compilação The Orochi Saga, pelo que me irei incidir mais nas especifidades desta versão Sega Saturn. O meu exemplar, japonês, foi importado num lote considerável ainda em Abril, mas só me chegou às mãos em Julho… ficou-me a cerca de 5€ por jogo, já contando com portes e custos de desalfandegamento, o que acabou por ser um óptimo negócio, mesmo tendo em conta todo o atraso.

Jogo na sua versão japonesa com caixa exterior de cartão, manual embutido na jewel case e cartucho ROM

Edit: Comprei recentemente um lote de jogos a uns particulares por um bom preço e lá no meio vinha também a versão PAL deste jogo, faltando-lhe unicamente a caixa de cartão que eventualmente arranjarei.

Jogo com caixa, manual e cartucho de expansão de memória

Ora este é então um jogo de luta de equipas de 3 contra 3, onde teremos de enfrentar cada lutador à vez, com a barra de vida a ser ligeiramente restabelecida entre cada ronda, para o lutador vencedor. Poderemos jogar com qualquer uma de equipas pré-definidas, mas também podemos construir à vontade uma equipa ao nosso gosto. Esta versão Sega Saturn traz alguns modos de jogo adicionais, para além do arcade e versus, temos outros modos de jogo onde poderemos entrar em confrontos de 1 contra 1 apenas, tanto em versus, como contra o CPU. Um destes modos de jogo até nos coloca a combater contra todos os outros oponentes!

Estamos perantes uma conversão practicamente arcade perfect, muito por ajuda do ROM cart que acompanha o jogo

A nível técnico, bom, este é um lançamento curioso por vários motivos. Em primeiro lugar, foi produzido pela própria SNK, ao contrário de muitas outras conversões de jogos SNK lançadas em sistemas inferiores. E a SNK queria mesmo fazer uma conversão o mais próximo possível da versão arcade e devo dizer que fizeram um óptimo trabalho. É verdade que a Sega Saturn é um sistema mais capaz em jogos 2D (até porque para renderizar gráficos em 3D poligonal o que a Saturn faz na verdade são manipulações de sprites 2D) e o facto de ter mais memória RAM que a sua concorrente directa, a PS1, fez com que muitos dos jogos de luta em 2D acabassem por ter melhor performance no sistema da Sega. Mas para não deixar mesmo pitada de fora, a SNK decidiu utilizar partido do slot de cartuchos, sendo que este KOF 95 é um dos 2 únicos jogos que requerem um cartucho ROM, que possui parte dos assets lá gravados e vem incluído com o jogo. Isto permitiu não só reduzir tempos de loading, mas também cortar o mínimo de conteúdo e animações. Ainda assim, nos lançamentos seguintes a SNK decidiu por optar antes pela utilização de cartuchos RAM, pois dessa forma não seria necessário incluir um desses cartuchos com cada jogo, podendo utilizar qualquer cartucho RAM oficial (ou não), reduzindo assim os custos, sem comprometer muito a qualidade final.

O single all coloca-nos a enfrentar todos os lutadores de forma sequencial!

Portanto estamos perante uma conversão muito próxima do original, mas também da conversão para os sistemas Neo-Geo AES, onde a diferença mais notória está mesmo no facto de haverem alguns tempos de loading entre cada confronto, que por sua vez não são tão grandes como noutros jogos de luta dessa época devido ao uso do cartucho ROM. Ainda assim, o uso do cartucho ROM obrigou-me a pedir a versão PAL emprestada para experimentar, pois não tenho a Sega Saturn destravada, apenas uso um pseudo saturn kai para esse efeito, que acaba por já usar o slot de cartuchos. A outra hipótese seria mesmo descarregar uma iso alternativa, que um grupo de fãs modificou, eliminando a necessidade do cartucho ROM, tornando o jogo compatível com cartuchos RAM. É mesmo de louvar este tipo de iniciativas!

The King of Fighters: Dream Match 1999 (Sega Dreamcast)

Vamos continuar pelas rapinhas, visitando novamente a Sega Dreamcast para mais um dos seus jogos de luta. E este King of Fighters, apesar de ter 1999 no seu nome, não é o KOF 99, mas sim uma conversão do KOF 98. Mas, tendo saído em 1999, alguém na SNK achou boa ideia mudar o seu nome. O meu exemplar foi comprado no mês passado a um particular, tendo-me ficado algures pelos 28€ e é a sua versão japonesa.

Jogo na sua versão NTSC-J com caixa, manual embutido na capa, spine e papelada

Ora o King of Fighters 98 é um excelente jogo de luta em 2D e a razão pela qual este artigo é uma rapidinha é porque já cá escrevi acerca da sua versão original de arcade, para a Neo Geo MVS. E em que difere esta adaptação do KOF perante o original? A nível visual há algumas diferenças que irei detalhar em seguida, já na jogabilidade practicamente tudo se mantém idêntico a meu ver, tanto nas personagens disponíveis, como nas mecânicas de jogo em si. Existem porém alguns modos de jogo adicionais, como a possibilidade de fazer combates de 1 contra 1, ao invés das tradicionais equipas de 3, bem como um modo de treino e um survival. Este último modo de jogo é também simples: escolhemos uma personagem, e teremos de derrotar todos os outros! De resto este é também um dos poucos jogos da Dreamcast que tem alguma interacção com a Neo Geo Pocket da SNK, nomeadamente com o jogo The King of Fighters R-2 mas sinceramente não entendi bem o que é desbloqueado com essa interacção, até porque nem tenho esse sistema nem o jogo, muito menos o cabo de ligação que seria também necessário.

O redesenhar das arenas para usarem assets em 3D poligonal até ficou melhor do que esperava, mas confesso que prefiro os visuais 16bit extremamente detalhados do original.

A nível audiovisual temos também algumas diferenças como já referi antes, a começar pela nova introdução, que é uma sequência anime de um combate entre Kyo e Iori, intercalando com apresentações das restantes personagens. A segunda grande diferença está mesmo nos gráficos das arenas. As personagens em si mantêm as mesmas sprites em 2D dos originais, mas as arenas foram redesenhadas de gráficos completamente em 2D, para introduzirem alguns elementos em 3D, o que lhes dão uma melhor sensação de profundidade. Sinceramente eu prefiro os visuais da versão original, mas confesso que o resultado final não ficou tão mau quanto eu temia. Isto porque os elementos em 3D não são tão “quadrados” quanto esperaria e até nem ficam mal de todo! De resto, a nível de som, nada de especial a apontar. As músicas têm mais qualidade nesta versão, mas infelizmente a música recomeça em cada round na mesma arena, em vez de ser contínua como as outras versões.

The King of Fighters 98 (Neo Geo MVS)

Vamos continuar com as rapidinhas, agora para o último cartucho MVS que tenho na colecção até ao momento. E a menos que me apareça uma oportunidade tão boa quanto a que me surgiu quando comprei este jogo, dificilmente comprarei outro cartucho MVS tão cedo. É que este meu exemplar comprei-o num achado numa feira de velharias, foram 10 jogos por 5€, o conjunto! A minha ideia seria um dia arranjar uma arcade MVS ou uma versão consolized, mas isso ainda não aconteceu, portanto comprar jogos Neo Geo MVS nunca foi um foco na colecção e com os preços cada vez mais proibitivos que se praticam, dificilmente será.

MVS Collection
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

Mas voltando à série King of Fighters, este KOF 98 é um lançamento especial pois é um “dream match” ou seja, não faz parte da história canónica da série (que é bastante confusa já por si, ainda por cima juntando outras personagens de séries que nada tinham a ver com este universo). Ou seja, aqui iremos contar com imensas personagens jogáveis, quase todas as que participaram nos torneios anteriores, incluindo a equipa USA do KOF94, o Rugal e outras personagens que se tinham “reformado” como o Heidern, Takuka Sakazaki ou o pai do Kyo Kusanagi. Acho que só o Goenitz e a equipa do Geese Howard, Krauser e Mr. Big ficaram de fora, mas são tantos que provavelmente me está a escapar mais alguém.

Não estava nada à espera de ver o palácio de Alhambra representado num King of Fighters!

A nível de jogabilidade, este KOF98 segue a mesma estratégia do KOF 97, onde antes de cada partida poderemos optar pelas mecânicas de jogo advanced (baseadas no KOF 96), ou extra (baseadas nos KOF 94 e 95). Tal como referi nos artigos anteriores, essas mecânicas diferenciam-se principalmente na maneira como nos podemos esquivar de golpes dos adversários, bem como a gestão da barra de energia dos specials para desbloquear os Desperation Moves (e Super Desperation Moves). E sendo esta a versão arcade, não contem com mais modos de jogo para além do arcade normal e versus para 2 jogadores. Existem também algumas personagens desbloqueáveis como as versões Orochi da equipa do Yashiro do KOF97, bem como movesets alternativos de outras personagens também.

Antes de cada partida o jogo mostra-nos algumas das mecânicas básicas

Graficamente continua a ser um jogo excelente, com personagens grandes, bem detalhadas e animadas. As arenas também mostram um nível de detalhe interessante e aparentemente são quase todas inspiradas em localizações reais. Pelo menos fiquei surpreendido ao ver uma arena no palácio de Alhambra em Espanha e depois de investigar, as outras arenas orientais também parecem ser quase todas inspiradas em locais reais. Nada a apontar ao som, as músicas têm todas, ou quase todas, uma toada bem mais rock que me agrada bastante! E sendo um jogo sem história, não temos tantas cutscenes como em jogos anteriores, mas as cutscenes que existem, pré e pós combate contra o Omega Rugal, estão muito mais trabalhadas!

Portanto este é mais um jogo de luta bastante sólido da SNK e é um dos favoritos dos fãs da série King of Fighters. Existem múltiplas conversões deste jogo para outros sistemas, entre os quais a versão Dreamcast que trarei cá em breve, pois tem algumas particularidades. Mais tarde foi também lançado uma espécie de remake deste jogo para a Playstation 2 que, entre outras coisas, acrescentaram as restantes personagens que participaram nos KOFs 94-97 e não chegaram a ser cá incluídas. Essa versão PS2 acabou também por sair na Europa mas infelizmente ainda não me passou pelas mãos.