Prince of Persia (Sega Mega CD)

Como habitual, mais uma rapidinha para mais uma conversão de um clássico. Prince of Persia, desenvolvido por Jordan Mechner e lançado originalmente para sistemas Apple em 1989 foi um tremendo sucesso e rapidamente foi convertido para inúmeras plataformas. As consolas da Sega não foram excepção, e já cá trouxe inclusivamente a versão da Master System, convertida pela Domark, que também lançaram uma versão para a Mega Drive que ainda não tive a oportunidade de a adquirir. Por outro lado, a Mega CD recebeu uma conversão inteiramente diferente, desenvolvida originalmente no Japão. O meu exemplar foi comprado no mês passado em Paris, numa viagem de trabalho mas que me deu tempo suficiente para visitar as lojas de Boulevard Voltaire. Custou-me 20€.

Jogo com caixa e manual

Creio que já sabem o que vos espera neste Prince of Persia. O Sultão ausentou-se do país para tratar de alguns assuntos e o Vizir aproveita para fazer um golpe de estado, obrigando também a princesa lá do sítio a casar-se com ele. O vizir dá um tempo de 60 minutos para a princesa decidir o que quer fazer da sua vida, sendo esse o mesmo tempo que nós, o protagonista, teremos para explorar os calabouços do palácio, defrontar o Vizir e resgatar a princesa. Literalmente temos uma hora para terminar o jogo, algo que acaba por ser fazível, mas obriga-nos a conhecer os níveis todos de trás para a frente.

Esta versão possui algumas cutscenes em anime. Com péssimo voice acting, claro!

A nível de controlos também já sabem o que a casa gasta. Podemos correr, caminhar lentamente, saltar, escalar paredes. Os caminhos estão repletos de armadilhas como pedaços do chão que caem, espinhos que nascem do solo, ou mesmo lâminas capazes de nos cortar ao meio. Pelo meio de tantas armadilhas teremos uma série de interruptores pressurizados que nos abrem temporariamente algumas portas e claro, alguns guardas para combater, mas para isso temos primeiro de encontrar uma espada. O sistema de combate é fiel ao original, permitindo-nos atacar mas também defender das investidas dos nossos adversários.

Um passo em falso e acabamos assim

Mas o que torna este Prince of Persia diferente dos restantes é mesmo o toque nipónico. Os gráficos são um pouco diferentes do original, as sprites de Prince e dos guardas são mais detalhadas e cheias de adornos, mas para além disso vamos tendo algumas cutscenes anime que nos vão contando a história. O problema é mesmo o voice acting que é terrível. As músicas são de qualidade CD Audio e repletas de temas árabes, muito bem tocados por sinal, e que se encaixam que nem uma luva ao estilo do jogo.

Portanto esta conversão do Prince of Persia é para mim mais uma conversão sólida, diferente das que vimos nos outros sistemas contemporâneos por ter um toque mais japonês. Das versões 16bit ainda quero voltar a jogar a versão Mega Drive, pois parece-me ser mais uma conversão sólida e claro, a versão Super Nintendo que é muito diferente e inclui muito conteúdo extra.

James Bond 007: The Duel (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, agora para a Mega Drive, vamos para mais um jogo de acção que me surpreendeu pela positiva. Apesar de ter o Timothy Dalton na capa, actor que deu a cara a James Bond em apenas 2 filmes na década de 80, este videojogo acaba por não seguir a trama de nenhum desse filmes. O meu exemplar foi comprado no mês passado a um particular, tendo-me custado uns 10€.

Jogo com caixa e manual

Este James Bond the Duel é um jogo de acção/plataformas, onde os nossos objectivos são sempre os mesmos ao longo dos vários níveis: resgatar uma série de mulheres espalhadas ao longo dos níveis, detonar uma bomba algures e em seguida procurar a saída dentro de um tempo limite, antes que tudo exploda. Os controlos são simples, com um botão para saltar, outro para disparar o nosso revólver, e um outro para atirar granadas, algo bastante útil para defrontar alguns mid bosses que nos apareçam à frente, como é o caso do Dentes de Aço. Podemos disparar para a esquerda, direita e diagonais, mas infelizmente não conseguimos disparar para cima ou para baixo, o que até dava jeito em certas alturas. Ainda sobre a jogabilidade, convém também ter em conta que este é daqueles jogos onde se cairmos de uma certa altura perdemos uma vida.

Temos diferentes localizações para explorar, mas os objectivos são sempre os mesmos

A nível gráfico, é um jogo bonitinho, mas deixa um pouco a desejar. As sprites são pequenas porém bem animadas, o jogo até que é colorido e detalhado quanto baste, mas como é tudo tão pequeno, fica sempre a sensação que estou a jogar num sistema 8bit. Tendo em conta que a mesma equipa também lançou o mesmo jogo para a Master System e Game Gear, pode estar aí a explicação do porquê de ambas as versões serem diferentes, porém muito parecidas. As músicas sinceramente até que as achei bastante agradáveis, embora um tema ou outro também me tenha soado saído de uma Master System.

O jogo até que é bastante colorido, mas por vezes parece que estou num sistema 8bit

Portanto este James Bond 007 The Duel até que nem o achei um mau jogo de todo. A série Rolling Thunder dá-lhe 10 a 0, é verdade, mas ainda assim achei-o suficientemente divertido e confesso que até fiquei curioso em experimentar a versão Master System que quero ver se a arranjo no futuro.

Marble Madness (Sega Master System)

Para não variar, mais uma rapidinha a uma conversão de arcade, desta vez para a Sega Master System. Marble Madness, lançado originalmente pela Atari, é um clássico arcade na medida em que oferecia uma jogabilidade simples, de absorção imediata, mas com um desafio elevado. O objectivo é o de conduzir um berlinde por uma série de caminhos labirínticos e repletos de obstáculos e outras armadilhas, até à sua meta. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado no mês de Setembro, tendo vindo de um leilão online que me ficou a 6€ por jogo.

Jogo com caixa e manual

O objectivo do jogo é tão simples que mesmo que uma pessoa não esteja habituada a videojogos depressa aprende o que tem de fazer. Basicamente temos um berlinde que temos de o conduzir por um labirinto repleto de abismos, armadilhas e outros inimigos que podem interferir. Podemos cair, ou ser comidos as vezes que quisermos pois temos vidas infinitas, no entanto temos é um tempo limite para chegar ao destino e é aí que está o desafio. Muitas vezes temos de fazer descidas íngremes em rampas estreitas, à beira de um abismo e com curvas apertadas, pelo que temos de controlar bem a inércia da bola. Numa arcade isto era mais engraçado pois os controlos usavam uma rollerball, até era mais intuitivo. Aqui temos de usar o d-pad e simplesmente este é um dos jogos que requerem muita práctica, pois até nem temos assim tantos níveis.

Por vezes conseguimos ganhar alguns segundos precisosos

A nível audiovisual é um jogo simples, porém bem detalhado. Os níveis são apresentados numa perspectiva isométrica e possuem alguns inimigos ou armadilhas que até têm boas animações. As músicas são também agradáveis, pelo que no fundo esta até acaba por ser uma boa conversão do clássico arcade.

Micro Machines Military (Sega Mega Drive)

Continuando pela Mega Drive e pelas rapidinhas, ficamos agora com o último videojogo da série Micro Machines a ser desenvolvido com base nos sistemas 16 bit. Sendo um lançamento exclusivo europeu, este Micro Machines Military, tal como o nome indica, incide principalmente em corridas com veículos militares. O meu exemplar foi comprado algures em Abril numa ida a Paris em trabalho, onde lá consegui visitar as famosas lojas de Boulevard Voltaire. Custou-me 15€.

Jogo com caixa e manual

A nível de jogabilidade não há muita coisa que mude, a não ser que agora todos os veículos podem usar armas. De resto, é um jogo altamente viciante, especialmente jogado em multiplayer, algo que, com a introdução do J-Cart (duas portas para ligar comandos extra no próprio cartucho), podemos jogar partidas não só até 4 jogadores, mas sim 8 se todos partilharem um comando. Sempre achei um pouco inconveniente partilhar o comando desta forma, mas não deixa de ser uma ideia interessante.

Como sempre teremos vários obstáculos para contornar

Infelizmente no entanto temos menos modos de jogo que nos títulos anteriores. Se jogarmos sozinhos temos o challenge race, onde teremos uma série de circuitos para explorar sendo que temos de ficar constantemente nas primeiras posições para avançar. Temos também o time trial, onde temos um tempo limite para percorrer 3 voltas em cada circuito. Um novo modo de jogo é o Arena, onde temos uma arena que preenche um ecrã inteiro e temos de atirar os oponentes para fora da arena, sobrevivendo um certo limite de tempo. Depois temos as versões “Pro” destes mesmos modos de jogo, onde os circuitos possuem agora mais obstáculos e os oponentes não dão tréguas. Fica a faltar o modo liga do jogo anterior, por exemplo! As opções multiplayer oferecem também variantes destes modos de jogo no single player.

Bom a cozinha não é propriamente um cenário de guerra, mas é um clássico em Micro Machines

Graficamente é um jogo muito bem detalhado, embora já não hada muito a dizer pois a Codemasters acertou em cheio logo no primeiro jogo, depois foi só acrescentar alguma variedade ao longo das sequelas. Aqui temos uma vez mais circuitos montados em divisões da casa, no quintal, na oficina de alguém, onde os objectos do dia-a-dia são parte importante nas corridas, servindo de obstáculos ou mesmo para demarcar os circuitos. As músicas são também bastante agradáveis.

Portanto este é mais um óptimo Micro Machines, com uma jogabilidade bastante divertida, e agora podemos inclusivamente disparar projécteis contra os nossos adversários, para apimentar ainda mais as coisas! Ainda assim nota-se perfeitamente que a fórmula já estava a ficar algo gasta nos 16 bit, pois este jogo possui muito menos pistas e modos de jogo que os seus antecessores.

Bubsy II (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas mas voltando à Mega Drive, o jogo que cá trago hoje é a sequela de Bubsy, mais um jogo de plataformas com mascotes lançado na década de 90, na esperança de destronar Sonic e Mario dentro do género. O primeiro jogo, apesar de ter na minha opinião excelentes audiovisuais, não é lá grande coisa na jogabilidade. O segundo jogo, acaba por melhorar bastante, mas ainda está algo longe de ser um jogo muito interessante. O meu exemplar foi comprado algures durante o mês de Julho a um particular, tendo-me custado algo em volta dos 5€.

Jogo com caixa e manual

A história é simples, Bubsy e sua família iam visitar um novíssimo parque de diversões, que graças à sua realidade virtual, nos permitia visitar diferentes mundos. A excitação é tanta que os gémeos Terri e Terry, sobrinhosde Bubsy, invadem o parque de diversões antes do mesmo abrir, descobrindo acidentalmente um plano maléfico traçado por Oinker, o dono do parque de diversões. Cabe-nos então a nós resgatar os pequenos gatos e travar o que quer que Oinker esteja a tramar.

Antes de começar o jogo podemos escolher qual o conjunto de níveis a jogar

Mal começamos o jogo temos logo uma série de opções a ter em conta: escolher a ala oeste ou este do parque de diversões, e aí escolher se quisermos visitar apenas um dos três andares, ou explorar os três de seguida. Cada andar corresponde a uma dificuldade e cada possui também 5 níveis distintos para explorar, mais um boss. Os cinco níveis correspondem às temáticas do antigo egipto, outro baseado na música, um outro no espaço que muito me faz lembrar os desenhos de Marvin, o marciano dos Looney Tunes. Temos também um nível medieval e um outro “aéreo”. Independentemente da ala ou do andar que escolhemos, os níveis baseam-se todos nestes temas, embora sejam diferentes entre si.

Cada andar que visitamos serve de hub para diferentes níveis

E enquanto no primeiro Bubsy os níveis eram bastante lineares, aqui não é bem assim, sendo até bastante confusos, com portais que nos levam de uma ponta para a outra, acabando por nos desorientar um pouco. O objectivo é encontrar a saída, sendo que temos 15 minutos para o fazer e desta vez Bubsy consegue aguentar com 3 colisões seguidas antes de perder uma vida, o que é bom! De resto iremos encontrar imensos power ups, desde berlindes coloridos, vidas extra, itens que nos regeneram a vida entre outros power ups que podemos posteriormente utilizar. Os controlos são simples, com um botão para saltar e um outro para planar após um salto. O botão C serve para usar os tais itens que podemos apanhar nos níveis. Coisas como uma pistola Nerf ou mesmo uma bomba capaz de destruir todos os inimigos presentes no ecrã em simultâneo. De resto, ainda na jogabilidade, este Bubsy II possui modos de jogo multiplayer tanto cooperativo como competitivo, algo que acabei por não experimentar.

Graficamente até que é um jogo bem detalhado

A nível audiovisual, este Bubsy II acaba por ser um jogo competente, tanto a nível gráfico como de som. Os níveis são bastante detalhados e possuem um desenho muito cartoony, como seria de esperar. As músicas são também algo variadas entre si, por vezes até um pouco jazzy, o que até se adequa bem à natureza do jogo.

No fim de contas, este Bubsy II não é um mau jogo de plataformas, tendo superado o seu predecessor em practicamente todos os pontos. Pessoalmente gostaria que os níveis fossem um pouco menos confusos e que houvesse maior variedade de zonas. Mas não é um mau jogo de plataformas de todo!