Wayne Gretzky and the NHLPA All-Stars (Sega Mega Drive)

Voltando à Mega Drive e às rapidinhas, vamos agora ficar com um jogo de desporto, nomeadamente este Wayne Gretzky and the NHLPLA All-Stars que, como o nome indica, é um jogo de hóquei no gelo. Foi desenvolvido pela Time Warner Interactive e lançado para a Mega Drive e Super Nintendo. O meu exemplar foi comprado num lote de uma Mega Drive II em caixa com vários jogos em caixa, que me custou apenas 30€ numa feira de velharias algures durante o mês passado. Já há muito tempo que não apanhava um lote tão bom numa feirinha!

Jogo com caixa e manual pt

Aqui dispomos de diversos modos de jogo, desde partidas amigáveis, passando por diversos tipos de torneios ou um campeonato completo. Sendo este um jogo licenciado pela NHLPA, suponho que todos os jogadores sejam reais e representativos das suas equipas numa determinada temporada NHL. Teremos imensas equipas do continente norte-americano para escolher, bem como algumas equipas all-stars que representem selecções nacionais. Para além disso temos também alguns modos de treino que nos permitirão testar alguns aspectos do jogo, como o passe, remate ou os “pontapés de saída”, que sinceramente não sei qual a expressão para o hóquei no gelo.

Sempre que há um golo ou uma falta temos um pequeno vídeo ilustrativo

De resto, a nível de jogabilidade parece-me ser um jogo competente, com um botão para correr, outro para passar e um outro para rematar, caso estejamos a jogar ofensivamente. Se estivermos na defensiva, temos um botão para tentar roubar a patela, outro para correr e um outro para seleccionar o jogador mais próximo da patela. Teremos várias opções para customizar as partidas, tornando-as mais arcade ou mais próximo de simulações. Tal como alguns jogos NHL, é também possível activar as lutas, mas sinceramente nunca percebi muito bem como é que as desencadeamos.

Também podemos andar à porrada, mas não esperem por um motor de luta de qualidade

A nível audiovisual acho que até é um jogo bem interessante. Os ecrãs de escolha de equipas são engraçados e bem detalhados, a acção durante as partidas é rápida quanto baste, os jogadores possuem boas animações e há também um outro detalhe muito interessante que devemos mencionar. Sempre que há alguma falta ou golo, surge uma janela no meio do ecrã que mostra um pequeno vídeo em FMV que ilustra diferentes golos ou faltas. Um detalhe muito interessante na apresentação do jogo! A nível de som, nada de especial a apontar, vamos ouvindo alguns comentários básicos ocasionalmente e as partidas estão repletas daqueles sons característicos do desporto, como as buzinas a tocarem sempre que há um golo. Tudo isto acompanhado do ruído do público, claro.

Portanto este Wayne Gretzky até que me pareceu um jogo de hóquei no gelo bem competente, embora a crítica, pelo pouco que vi, não parece ter gostado muito do jogo. Mas também é verdade que não faltam alternativas na Mega Drive, a começar pela própria série da Electronic Arts.

Gauntlet IV (Sega Mega Drive)

A história por detrás deste Gauntlet IV é no mínimo curiosa. O que começou por um projecto entre amigos (que mais tarde viriam a ser conhecidos por M2 e responsáveis por algumas das melhores conversões de jogos clássicos da Sega) do Gauntlet original para o computador japonês X68000 da Sharp, acabou por ser reconhecido pela Tengen, que contratou a equipa para produzir esta versão para a Mega Drive. O meu exemplar foi comprado no mês passado numa feira de velharias por 10€.

Jogo com manual português. Não sei o que faziam ao manual multi cá, mas nunca apanhei nenhum com esse.

E apesar deste jogo ter Gauntlet IV no nome, é mais do que uma sequela, pois também inclui uma adaptação do original arcade, que já aqui tinha trazido a sua versão Master System no passado, e agora com suporte a 4 jogadores em simultâneo, tal como o original. Aqui teremos uma enorme dungeon para atravessar, com níveis gerados aleatoriamente e dezenas de inimigos para enfrentar. Sobreviver e amealhar tesouros para aumentar a nossa pontuação é o objectivo, pois supostamente é um jogo sem fim. Como referi acima, teremos dezenas de inimigos para enfrentar em cada nível, cujos vão vazendo respawn constante enquanto não destruirmos os seus respawn points. Para além disso, a nossa barra de vida vai decrescendo continuamente à medida em que caminhamos, sofrendo ainda rombos maiores quando formos atacados, pelo que teremos de ter algum cuidado redobrado ao explorar os níveis. Teremos também vários power ups para apanhar e usar, mas temos de ter cuidado para não os destruir, o que não é fácil visto que temos mesmo muitos inimigos para enfrentar.

Para além do novo quest mode, temos aqui também uma conversão do clássico original

Mas vamo-nos focar no Quest Mode, este que é sem dúvida a razão pela qual o jogo se chama de Gauntlet IV. Aqui podemos escolher uma vez mais o nosso guerreiro de entre 4 classes disponíveis, cada qual com as suas características, e é-nos contada a história por detrás do jogo. Basicamente representamos um aventureiro genérico que vai tentar a sua sorte ao explorar um enorme castelo, repleto de inimigos e armadilhas, em busca de uma misteriosa recompensa se conseguir chegar ao final. Para além de ter uma história, em que mais se diferencia este Quest Mode do original? Basicamente incluiram mais conceitos de RPG, como pontos de experiência, lojas que nos vendem equipamento e mais itens especiais para descobrir e usar. Aqui teremos de explorar 4 torres distintas, dedicadas aos 4 elementos de Terra, Ar, Fogo e Água, cada qual com 10 andares, para desbloquear a dungeon final, também com 10 andares. Tal como na versão arcade as mesmas mecânicas de jogo se aplicam, com a adição dos tais pontos de experiência que nos irá permitir evoluir os nossos stats e o facto de podermos comprar/equipar diferentes armas e equipamento. Creio que é um modo de jogo com níveis ainda mais labirínticos e que nos obrigará a mais backtracking para descobrir todos os seus segredos. Isto com multidões de monstros a quererem-nos limpar o sebo, claro.

No quest mode, ao pressionar o botão Start leva-nos para o Camp Menu, onde podemos evoluir a nossa personagem e verificar o equipamento

Para além destes dois modos de jogo, a M2 presenteou-nos com mais conteúdo ainda. Temos também o Battle Mode que é basicamente o multiplayer competitivo de 2 a 4 jogadores e que nos colocará à pancada entre todos, bem como o Record Mode, que confesso que não perdi grande tempo. Parece ser ainda mais focado na pontuação que a versão arcade.

A nível audiovisual confesso que o jogo foi uma boa surpresa. O Gauntlet original não é propriamente um jogo que seja lindíssimo, mas o seu grande número de sprites no ecrã em simultâneo sempre foi algo que impressionou. E esta versão Mega Drive, para além de ser uma óptima conversão do original, inclui também o Quest Mode que possui gráficos um nadinha superiores. Mas o que mais gostei foi sem dúvida das músicas que ficaram excelentes. Nada a apontar aos efeitos sonoros também, que incluem algumas vozes digitalizadas de boa qualidade.

O dinheiro que vamos amealhando pode ser usado para comprar itens e equipamento em lojas específicas

Portanto devo dizer que este Gauntlet IV acabou por se revelar uma óptima surpresa, quanto mais não seja pelo Quest Mode que o aproxima mais de um verdadeiro RPG de acção. Mas mesmo aí é bastante desafiante e temos mesmo de jogar com uma mentalidade de sobrevivência e apenas procurar o conflito quando estritamente necessário.

Asterix and the Secret Mission (Sega Master System)

Voltando à Master System, vamos agora ficar com o último jogo da saga Astérix a sair para esta plataforma. Ao contrário do Astérix and the Great Rescue, cujo desenvolvimento tinha ficado ao cargo da britânica Core Design, este Astérix and the Secret Mission acabou por ficar novamente com a própria Sega, que já tinha feito um bom trabalho no primeiro Astérix. E este Secret Mission segue precisamente a fórmula do primeiro jogo, o que não é uma má ideia de todo, embora estivesse à espera de mais novidades. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Junho na loja 1Up, tendo-me custado cerca de 11€.

Jogo com caixa

A história por detrás deste jogo é simples: o druida Panoramix ficou sem os ingredientes necessários para produzir mais da sua poção mágica e a dupla Astérix e Obélix irão percorrer meio mundo para os encontrar, antes que as legiões romanas se apercebam e invadam a aldeia gaulesa. Tal como no primeiro Astérix iremos poder optar por jogar com qualquer uma das personagens, que por sua vez possuem diferentes habilidades. Astérix é mais ágil, podendo efectuar duplos saltos, correr, esgueirar-se por passagens estreitas e usar poções mágicas com diferentes efeitos. Já Obélix é mais forte, é capaz de desencadear um poderoso ataque depois de saltar, bem como atirar menires para os inimigos romanos.

Ocasionalmente teremos alguns desafios interessantes

Para além disso, os níveis vão sendo algo diferentes entre si, de forma a usar as habilidades de cada um. Algumas zonas são inteiramente exclusivas de cada personagem, como uns níveis gelados para o Astérix, ou uma pirâmide egípcia no caso do Obélix. De resto, as mecânicas de jogo são as de um simples jogo de plataformas, com um botão para saltar, outro para atacar e algumas combinações de botões que nos permitem usar as habilidades de cada um. Alguns níveis também terão desafios de platforming mais exigentes, ou alguns pequenos puzzles para resolver.

As ondas neste nível ficaram muito bem conseguidas!

No que diz respeito aos audiovisuais, mais uma vez estamos perante um jogo de plataformas muito bem conseguido, repleto de cores vívidas e personagens muito bem detalhadas para um sistema 8bit, embora ainda se note alguns slowdowns quando temos mais que 1 inimigo presente no ecrã em simultâneo. Gosto particularmente do efeito das ondas no nível do surf do Astérix! Já as músicas… bom sinceramente essas já não achei grande coisa.

Portanto este Astérix and the Secret Mission é mais um óptimo jogo de plataformas que recomendo vivamente, particularmente a quem gostou do primeiro jogo! Temos também uma versão para a Game Gear que é virtualmente idêntica, apesar de correr num ecrã menor e com a imagem algo ampliada para melhor acomodar-se num sistema portátil.

Rock ‘n Roll Racing (Sega Mega Drive)

Antes de haver Blizzard, havia a Silicon & Synapse, que acabou por ser responsável por lançamentos como The Lost Vikings ou BlackHawk, por exemplo. Outro dos seus clássicos da era 16bit é precisamente este Rock ‘n Roll Racing, um jogo de corridas futuristas com elementos de combate e claro, uma banda sonora excelente, repletas de hinos do rock e hard rock. O lançamento original é o da Super Nintendo, embora a Mega Drive tenha recebido uma conversão no ano seguinte. Apesar desta versão ter mais conteúdo, sinceramente acho que no geral é a versão da Super Nintendo que acaba por levar a melhor. O meu exemplar foi comprado algures em Maio a um particular, custou-me cerca de 10€.

Jogo com caixa e manual

Inspirado por títulos como o R.C. Pro-AM, este jogo também possui uma perspectiva isométrica e foco no combate entre carros. Inicialmente poderemos escolher uma de diferentes personagens para representar e, com base no grau de dificuldade escolhido, teremos diferentes orçamentos para escolher o nosso carro inicial. Depois lá somos largados nas corridas, cujas decorrem ao longo de 4 voltas e com mais três oponentes, que não nos irão facilitar a vida. Mas nós também possuímos armas para ripostar, tanto frontais (como mísseis) e traseiras (como minas). Estas não possuem munições limitadas, pelo que as devemos usar de forma algo inteligente, sendo que as mesmas vão sendo restabelecidas entre cada volta. Ao longo da pista poderemos encontrar também alguns itens úteis como dinheiro ou medkits que nos regeneram a barra de vida, bem como alguns obstáculos como minas ou poças de óleo que nos fazem perder o controlo do carro. Para além disso os nossos oponentes também podem apanhar os mesmos power ups que nós, o que pode ser um bocado chato.

As corridas são sempre frenéticas pois os nossos oponentes não têm problemas em usar as suas armas. Vá lá que também se atacam entre si!

As corridas estão divididas em vários planetas com paisagens distintas entre si e dois campeonatos por planeta. A primeira, e talvez única, vantagem da versão Mega Drive face à original de SNES é que a segunda volta de corridas decorre em pistas diferentes, enquanto na versão SNES repetíamos as corridas da primeira volta, mas com uma oposição mais feroz. O objectivo é então o de tentar chegar ao fim de cada corrida nos lugares cimeiros, pois vamos recebendo mais pontos e dinheiro consoante a nossa posição no final de cada corrida. E para ir avançando no jogo teremos sempre de atingir um número mínimo de pontos antes de avançar para a segunda volta ou mesmo para o planeta seguinte. Para além disso, o dinheiro dá mesmo jeito para comprar upgrades para os carros, mais armas, turbos ou carros novos. De resto a jogabilidade é relativamente simples, com um botão para acelerar e os outros 2 faciais para usar as armas frontais ou traseiras. Para gastar um nitro teremos de pressionar o botão para acelerar por 2 vezes. Para travar infelizmente temos de pressionar o direccional para baixo, o que pode não ser muito intuitivo. O jogo até suporta comandos de 6 botões, mas os controlos poderiam ser melhor aproveitados nesse caso.

O dinheiro que vamos ganhando deve ser usado para comprar novos carros ou melhorar o carro actual

A nível audiovisual, vamos começar pelo óbvio, as músicas rock. Este jogo possui uma série de músicas licenciadas contendo hinos como a Highway Star dos Deep Purple, Paranoid dos Black Sabbath ou outras igualmente conhecidas como a Born to be Wild ou Bad to the Bone, dos Steppenwolf e George Thorogood, respectivamente. A outra vantagem da versão Mega Drive em relação ao lançamento original é que esta versão traz uma outra música adicional, nomeadamente a Radar Love dos Golden Earring que, apesar de não ser uma má música, preferia que tivessem colocado algo melhor… sei lá, talvez AC/DC? Mas adiante. Naturalmente que as músicas na Mega Drive são completamente chiptune e, apesar de serem agradáveis, é impossível não admitir que as versões da SNES sejam superiores. Para além disso, as corridas vão tendo a narração de um comentador muito efusivo e, apesar das samples de voz possuirem boa qualidade, inexplicavelmente quando o comentador fala, as músicas param, o que é um grande turn off. E isto também não acontece na versão SNES. De resto, os efeitos sonoros não são nada de especial e os gráficos sinceramente também não achei nada demais, mas também não dá para fazer muito melhor num motor gráfico isométrico. A versão SNES possui cores mais vibrantes e gráficos mais detalhados, embora numa resolução inferior.

As armas são importantes, mas investir em nitros também o é

Portanto este Rock ‘n Roll Racing é um jogo divertido, desafiante e com uma excelente banda sonora para quem gostar de rock. No entanto não consigo recomendar esta versão da Mega Drive, cujas únicas vantagens resumem-se a pistas novas e uma música adicional. O original possui gráficos e interpretações das mesmas músicas com uma qualidade muito superior e a própria jogabildade também é mais agradável pois tiram melhor proveito do comando da SNES.

Rampart (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas, hoje ficamos com mais uma adaptação arcade de um clássico da Atari Games, que, como era habitual naquela altura, as suas adaptações para consolas não-Atari ficou a cargo da Tengen, que por si só já era uma derivação da própria Atari Games. É uma história algo complicada. O meu exemplar foi comprado algures em Junho, na loja InGame em São João da Madeira, tendo-me custado cerca de 10€.

Jogo com caixa e manual

Ora quando era miúdo este jogo nunca me cativou porque simplesmente não fazia ideia do que era suposto fazer. Dando-lhe uma nova oportunidade muitos anos depois, até lhe consigo encontrar algum charme e entendo porque o jogo fez algum sucesso nas arcades nos anos 80. É que este Rampart é o original Tower Defense, pois o objectivo está mesmo em montar muralhas que rodeiam vários dos nossos castelos e derrotar forças inimigas, evitando que nos destruam o castelo que tanto trabalho nos deu a manter.

Nos combates, temos de derrotar as forças inimigas o quanto antes, para conseguirmos reparar e expandir as nossas fortificações atempadamente.

Jogando sozinhos, iremos ter de defender o nosso território de navios inimigos, enquanto que se aproveitarmos o multiplayer, cada jogador deve montar/cuidar da sua fortaleza e atacar a do seu oponente. Independente do modo de jogo escolhido, o fluxo é sempre o mesmo. Inicialmente escolhemos qual dos três castelos disponíveis no nosso território queremos tornar como nossa base principal. Uma vez escolhido, teremos alguns seguindos para começar a construir as suas fortificações. Vão-nos sendo atribuidas diversas peças, que fazem lembrar os Tetris, que poderemos rodar e posicionar como bem entendermos. O objectivo é conseguir completar pelo menos uma fortificação à volta do castelo anteriormente escolhido dentro do tempo limite. Uma vez passado esse tempo, teremos de posicionar os canhões dentro da nossa fortificação, logo que tenhamos espaço para eles. O número de canhões que teremos disponíveis dependerá da área da fortificação, quantos castelos protegemos e do grau de dificuldade escolhido inicialmente. Uma vez construídas as defesas, é tempo de passar ao combate. Aqui teremos de guiar um cursor para os alvos que queremos atingir, mas claro que os inimigos também nos irão atacar, danificando as nossas fortificações. Uma vez terminada a batalha, teremos mais alguns segundos para reparar e expandir as fortificações existente, reposicionar canhões e por aí fora. Naturalmente que à medida que vamos avançando, os inimigos vão ficando também mais agressivos, pelo que o desafio está mesmo em aproveitar o máximo do tempo para construir a melhor fortificação possível, o que não é fácil pois as peças que nos saem na rifa são aleatórias e claro, na fase de combate, trucidar as forças inimigas o mais rapidamente possível.

Graficamente estamos perante um jogo muito simples. E mesmo as suas versões 16bit não são muito superiores.

A nível audiovisual é um jogo bastante simples, principalmente a nível de som, pois os efeitos sonoros são básicos e as músicas são apenas pequenas melodias audíveis entre níveis. Graficamente é também um jogo muito rudimentar, embora até ache alguma piada à transição de gráficos 2D enquanto estamos a construir as nossas fortificações e posicionar canhões, para gráficos pseudo 3D durante os combates.

Portanto este Rampart é um jogo muito simples, mas até vejo algum potencial de divertimento, tanto no multiplayer, como jogando contra o CPU que não nos dá tréguas no grau de dificuldade mais avançado. As suas influências para muitos outros jogos de tower defense que vimos florescer nos últimos anos são notórias.