Mortal Kombat (Sega Master System)

MK - SMSO artigo que trarei cá hoje será mais uma rapidinha, embora o primeiro Mortal Kombat seja um clássico de tal forma que merece sem dúvida um artigo bem mais completo. A razão para isso prende-se com o facto desta ser a versão Sega Master System, que possui severas limitações face ao original das arcadas. Apesar de também possuir o original arcade no Komplete Kollection no Steam, estou a guardar-me para um artigo com mais detalhe uma vez que comprar a versão Mega Drive ou outra “na mesma liga” e lançada na época. E este cartucho já não me recordo mesmo como chegou à colecção, sei que veio juntamente com algum bundle que comprei, mas de resto não me lembro de mais nada. EDIT: recentemente um amigo meu ofereceu-me também a caixa e manual do jogo, já o tenho mais completo.

Jogo com caixa e manual

A história de Mortal Kombat prende-se com as forças malignas de uma outra dimensão quererem invadir o planeta Terra. A única condição que os deuses colocaram foi que para isso as forças de Shang Tsung teriam de vencer os terrestres 10x num torneio mortal de artes marciais. A má notícia é que eles já venceram 9 e este seria o derradeiro combate que ditaria o nosso destino. Na verdade foi a sua violência over the top e fatalities que colocaram verdadeiramente este jogo no mapa, não a sua história.

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Sinceramente, as sprites até que estão bem detalhadas tendo em conta a plataforma

O jogo marcou a estreia de personagens como Sub-Zero, Scorpion, Johnny Cage ou Liu-Kang, mas devido a limitações da consola, foram cortadas neste jogo as personagens Johnny Cage e o ninja secreto Reptile. Devido aos poucos botões da Sega Master System, também alguns golpes especiais ficaram de fora e para bloquear é necessário pressionar o botão de socos mais carregar para trás no D-Pad, ao contrário de outras plataformas com mais botões, que tinham um botão exclusivamente para bloquear. As fatalities, essas existem também aqui mas com um look bem mais 8bit. De resto, possuimos 2 modos de jogo, a campanha single player que nos coloca a combater contra todos os outros lutadores principais, um combate contra um clone nosso, alguns combates de “endurance”, onde lutamos contra 2 lutadores em cada round e por fim os 2 bosses Goro e Shang Tsung. Por fim temos o versus para 2 jogadores.

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O (ligeiramente) reduzido ecrã de selecção de lutadores

No audiovisual este é um jogo misto. Por um lado as sprites são bem grandinhas para um jogo de Master System e apesar de haver algum downgrade óbvio, mantêm na mesma as suas características de terem sido digitalizadas de actores reais. O trade-off de termos estas sprites grandes e bem detalhadas tendo em conta a consola, é que o jogo tem um pacing mais lento que o original. As arenas foram outro dos aspectos cortados, pois apenas temos duas ao longo de todo o jogo, e apesar de serem extremamente simples e com poucos adornos visuais, ao menos são grandinhas. Os efeitos sonoros não são nada do outro mundo e as músicas ouvem-se.

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Os dois confrontos finais

Por muito que eu goste da minha Master System este é um jogo que eu apenas recomendo aos coleccionadores, tanto da plataforma como da série Mortal Kombat em si, visto que é um port fraco devido às limitações de hardware, mas vê-se que foi criado com as melhores das intenções. Quanto a mim eventualmente o comprarei pelo menos em caixa, mas não é algo que tenha pressa.

Jungle Strike (Sega Mega Drive)

Jungle StrikeMais uma análise, desta vez a uma sequela a um dos meus videojogos favoritos da Electronic Arts  dos velhos tempos. O Desert Strike original é para mim um dos melhores videojogos da geração 16bit e, mesmo eu tendo analisado a versão Master System, essa é também uma das melhores conversões 16 para 8bit de sempre. E como em equipa vencedora não se mexe, apesar deste Jungle Strike ter algumas mudanças, o core da jogabilidade mantém-se inalterado. O jogo entrou na minha colecção há umas semanas atrás, após ter sido comprado na cash converters do Porto por 5€. Já o andava a namoriscar nessa loja há uns bons meses, mas o seu preço anterior de 12€ nunca me cativou.

Jungle Strike - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual. E os cartuchos característicos da EA para a Mega Drive

A história une dois vilões e os seus planos anti-americanos. Um deles é o Kibalba, filho do ditador islâmico que foi “neutralizado” durante o primeiro jogo e procura vingança contra o governo norte-americano. Para isso une-se a Carlos Ortega, um perigoso líder de um cartel de drogas com base algures na américa do sul e juntos fazem uma explosão nuclear de teste algures numa ilha deserta. O próximo alvo serão os Estados Unidos. E mais uma vez nós tomamos o papel de um piloto norte-americano que, em conjunto com um co-piloto a escolher por nós, irão comandar um imponente helicóptero de guerra Comanche (que na realidade nunca passou de protótipo), mas não só.

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Na missão nocturna tudo é realmente escuro

Isto porque para além do helicóptero também poderemos ocasionalmente conduzir outros veículos, como um hovercraft, uma moto e mesmo um F-117, o avião stealth das forças armadas norte-americanas. Cada um destes veículos tem as suas peculiaridades e diferente armamento, mas sempre com metralhadoras, diferindo nos explosivos, podendo estes serem mísseis, minas terrestres ou aquáticas ou mesmo outras bombas. Mas a maioria do tempo é mesmo passada a conduzir o Comanche, cujos controlos são idênticos aos do Desert Strike e possuimos as mesmas armas: metralhadora, mísseis Hydra, bastante rápidos e os poderosos Hellfire em menor número. Mas os nossos veículos não são invencíveis e os seus recursos podem também esgotar-se, pelo que teremos de explorar os diferentes níveis de uma ponta à outra, de forma a poder restabelecer o combustível, munições ou mesmo a armadura através do pick up de vários power ups. A grande excepção está mesmo no poderoso F-117 que possui combustível e munições infinitas.

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As cutscenes que contam a história são uma das coisas mais bem conseguidas do jogo

De resto cada nível possui diferentes objectivos que, apesar de não serem forçosamente necessários serem cumpridos pela ordem em que nos são apresentados, é recomendado que o sejam para facilitar as coisas um pouco, por vezes. Essas missões mais uma vez consistem na destruição de infrastruturas inimigas, como radares, bases ou centrais de energia, armamento específico, mas também teremos outras missões em que teremos de resgatar prisioneiros de guerra ou outros reféns, bem como aprisionar pessoas chave dentro da organização terrorista. No geral é tudo o que o Desert Strike foi, mais esta variedade extra de veículos, mas também de cenários, que tanto podem ser passados em várias localizações diferentes da selva, neve, e também em pleno solo norte-americano, na sua capital de Washington DC.

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Apesar do “jungle” no nome, não é só na selva que nos aventuramos

Graficamente é um bom videojogo tendo em conta as capacidades da Mega Drive. Tal como Desert Strike, é assumida uma perspectiva isometrica que se adequa bem aos controlos escolhidos, bem como ao simular um ambiente tridimensional. Como referi no parágrafo anterior, os cenários vão sendo bem variados, com um bom nível de detalhe. Para mim o pior é mesmo a missão nocturna em que está tudo escuro como breu. No geral a apresentação continua muito boa, com cutscenes a decorrer eventualmente que nos vão dando mais detalhes da história e todo o sistema computorizado do mapa, descrição dos objectivos, inimigos e por aí fora continuam muito bons na minha opinião. As músicas e efeitos sonoros são bons, com a maioria das músicas a terem uma onda mais rock como eu gosto. Mas as mesmas apenas tocam nos interlúdios entre cada nível, as missões em si são mais silenciosas.

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Este status screen continua a ser extremamente útil e bem pensado

Para quem gostou do Desert Strike, irá certamente adorar este jogo. Eu pessoalmente prefiro o primeiro por razões meramente nostálgicas, mas admito que esta sequela é um jogo melhor. E com o sucesso que teve existem vários outros ports para outras consolas e computadores, com versões para PC e Amiga a sairem mais tarde, mas também com outro nível de gráficos e som. Ainda assim a versão Mega Drive porta-se muito bem e no factor divertimento não deve nada às outras. Um jogo essencial na biblioteca da 16bit da Sega.

Mega SWIV (Sega Mega Drive)

Mega-SWIV

Mais uma rapidinha de Mega Drive, desta vez a um shooter chamado Mega SWIV que é na verdade uma conversão de um jogo que já havia saido para a SNES, com o nome de Super SWIV na Europa e Firepower 2000 em solo americano. Não sou o maior fã de shooters, pelo que este artigo não será muito detalhado. E tal como podem ver na fotografia custou-me 2.95, mesmo sendo só o cartucho. Foi comprado na Cash Converters de Alfragide há coisa de um mês atrás. Detesto quando colocam a etiqueta do preço sobre papel, daí ainda não a ter tirado. Edit: recentemente arranjei uma caixa e manual, oferecida por um amigo, pelo que completei o jogo.

Jogo, apenas cartucho

Como devem calcular. a história não é nada demais. o mundo foi tomado de assalto por um exército que roubou todos os prótótipos militares de tecnologia de topo dos governos mundiais e não tem problemas em usá-los para dominar o mundo. Mas como sempre cabe-nos a nós, jogadores que incarnam nuns pilotos rebeldes para destruir todo esse exército e retomar a liberdade ao planeta. Logo no início do jogo podemos optar entre conduzir um helicóptero ou um jipe. Se jogarmos este jogo de forma cooperativa com um amigo, então cada um ficaria com um dos dois veículos, que têm as suas vantagens e desvantagens. O helicóptero não é afectado pelos inimigos terrestres e o jipe vice-versa, mas como não pode voar, nos níveis mais avançados terá de ter cuidado com o cenário repleto de abismos ou outras paredes que impedem o movimento. No entanto tem uma vantagem de poder disparar em 8 direcções, ao contrário do helicóptero que apenas dispara para a frente.

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Antes de começar o jogo temos direito a uma cutscene a contar a história.

Como seria de esperar, powerups é o que não falta. Existem várias armas principais que podemos alternar, bem como outras especiais que podemos apanhar e coleccionar à medida em que vamos progredindo no jogo. As armas principais vão sofrendo upgrades mediante os powerups que coleccionamos e as armas especiais vão sendo acumuladas indefinidamente num buffer last in, first out, ou seja, a próxima que apanhamos será a primeira a ser usada. Essas armas, tanto as especiais como as normais usam diferentes padrões de disparo, eu pessoalmente gosto sempre das spread shot. Também podemos apanhar escudos, mas estes servem também para outras finalidades. Dizem que a melhor defesa é um bom ataque então quando vemos o escudo pronto para ser coleccionado, se preferirmos disparar-lhe então o mesmo explode, limpando o ecrã de inimigos.

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Power ups. Bastantes.

Graficamente não é o jogo mais colorido de sempre numa Mega Drive, mas vai sendo variado. Temos as habituais bases militares, mas também vários cenários outdoors como desertos, selvas ou mesmo um rio. Com a série SWIV a ter as suas raízes nos microcomputadores europeus, essas influências traduzem-se também nesta versão Mega Drive, com as músicas bem catchy. Infelizmente os efeitos sonoros são maus, principalmente as explosões que nos fazem sempre pensar que as colunas da TV estão a dar o pifo. No geral não acho que o Mega SWIV seja o melhor shooter de sempre da Mega Drive, mas diverte quanto baste. Mas eu também não sou o maior fã do estilo portanto não levem a minha opinião como garantida.

Virtua Fighter 4 Evolution (Sony Playstation 2)

Virtua Fighter 4 EvolutionTempo para mais uma quase-rapidinha de Playstation 2, desta vez a mais um excelente jogo de luta, mas cujas novidades não requerem um artigo completamente novo de raiz. Estou a falar do Virtua Fighter 4 Evolution, uma revisão ao jogo já lançado anteriormente na Playstation 2, que para além de 2 novos lutadores e ligeiras revisões a mecânicas de jogo que apenas os mais entusiastas reparam, temos também um novo modo de jogo que será aqui abordado em mais detalhe. Não me recordo ao certo quando comprei este jogo, mas penso que terá sido algures em 2011 na TVGames no Porto, não devendo ter custado muito mais que 5€.

Virtua Fighter 4 Evolution
Jogo com caixa e um manualzinho bem espesso como não se faz nos dias de hoje.

Ora a primeira coisa que salta logo à vista mesmo na capa, são as duas caras novas: Brad Burns, que apesar do seu nome anglo-saxónico é na verdade um italiano especialista em muai-thai  e Goh Hinogami, um lutador que dá logo para ver que pertence ao leque dos vilões. É a primeira vez que a AM2, num update a um mesmo jogo que inclui novas personagens jogáveis. E as novidades não se ficam por aqui, com a inclusão de um novo modo de jogo, o Quest Mode. Este é um modo de jogo em que escolhemos um lutador e partimos à aventura para vários “centros arcade” da Sega e teremos de cumprir uma série de missões, como deitar oponentes ao chão “x” numero de vezes, vencer um combate em 10 segundos e por aí fora. Vamos combatendo em várias partidas de forma sequencial até alcançarmos esse objectivo, tendo posteriormente a possibilidade de participar num torneio até avançar para o centro arcade seguinte, com quests cada vez mais exigentes. E os nossos lutadores também vão subindo de ranking com as nossas vitórias. O incentivo, para além do ranking, é mais uma vez poder obter items cosméticos para alterar o aspecto dos nossos lutadores, tornando-os por vezes quase irreconhecíveis face às suas características que me sempre foram familiares.

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As arenas estão repletas de belos detalhes.

A coisa engraçada neste sistema, e algo que eu não mencionei no artigo do Virtua Fighter 4, é que isto simula algo que acontecia de facto nas arcades japonesas, cujas estavam todas ligadas em rede e cada lutador teria o seu perfil online (VF.NET) que o usaria sempre jogava. Os próprios oponentes que vamos enfrentando neste Quest Mode são baseados em perfis de utilizadores reais das versões arcade do jogo. Talvez por isso, por todo o data mining necessário é que infelizmente a AM2 retirou alguns outros modos de jogo do Virtua Fighter 4 normal da PS2, como o Kumite. Aqui só temos o Arcade (onde até aqui por vezes somos presenteados com “missões” para cumprir), VS, o já referido Quest Mode e o extensivo modo tutorial já presente no anterior jogo. Mas não é tudo. Virtua Fighter 4 Evolution tem escondido um excelente fan service para os fãs de longa data da série. Podemos desbloquear a possibilidade de jogar não só em arenas na sua versão antiga do primeirinho Virtua Fighter, mas também com as personagens com o seu look “quadradão” do primeiro jogo. Mesmo as personagens novas! E as mesmas mecânicas de jogo, pelo que não contem que os golpes que utilizem a terceira dimensão funcionem. Mas ao menos temos os “saltos lunares” que tanto achava piada back in the day. Bom, mas não na versão PAL. Esse modo de jogo adicional saiu originalmente no Japão como um jogo standalone intitulado “Virtua Fighter 10th Anniversary” e um modo de jogo extra na versão norte-americana do VF4 Evolution. Nós, europeus, infelizmente não tivemos a mesma sorte.

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Até os novos lutadores tiveram a hipótese de serem representados à moda antiga

Graficamente o jogo parece-me ainda um pouco mais polido que a sua versão vanilla. As arenas estão repletas de bonitos detalhes como condições climatéricas, bonitos efeitos de luz e até de água. Os lutadores estão muito bem detalhados, tendo em conta a quantidade de acessórios e outros extras que é possível equipá-los, e acima de tudo, as animações são muito fluídas. Não consigo ficar nada zangado a ver-me levar no lombo de uma forma tão graciosa. Os efeitos sonoros estão bons como não poderia deixar de ser e as músicas têm todas uma toada bem mais hard rock que sinceramente me agrada. O tema principal então é o clássico Sega das arcades da segunda metade dos anos 90, bem composto e com aqueles leads de guitarra deliciosos de se ouvir.

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O modo quest é sem dúvida o que nos tomará a maior parte do tempo.

No fim de contas, e apesar de eu não ser propriamente um especialista na área, fico nitidamente com a ideia que este Virtua Fighter 4 (e este Evolution também) é um jogo para os entusiastas de jogos de luta 3D, mas o seu extensivo modo de treino dá as boas vindas a todos os outros meros mortais onde eu me insiro. Para mim é o jogo de luta 3D de eleição da Playstation 2, com o Soul Calibur III a chegar perto (este último não necessariamente pelo tecnicismo mas sim pela quantidade de extras).

Super Monaco G.P. II (Sega Mega Drive)

Super Monaco GP IITal como referi há algum tempo atrás na minha pequena análise à versão Sega Master System deste jogo, este Super Monaco G.P. teve uma supervisão do já falecido piloto de Fórmula-1 Ayrton Senna. Apesar de ainda estar longe do realismo de simuladores já existentes para PC, a sua participação na produção deste videojogo não deixa de ser um facto relevante. E este cartucho deu entrada na minha colecção algures durante o ano passado, tendo sido comprado em conjunto com uma Mega Drive, modelo 1. Não me recordo ao certo quanto custou mas foi barato. Update: Recentemente comprei um bundle na feira da Vandoma no Porto onde vieram 8 jogos de Mega Drive em caixa. Este Super Monaco G.P. II foi um deles.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

Infelizmente, tal como as versões Master System e Game Gear (e isto eu não sabia quando escrevi esse artigo) esta versão 16-bit também não tem qualquer modo multiplayer, o que realmente não se percebe como a Sega foi capaz de não incluir nada do género num jogo de corridas que se previa ser um sucesso. Resta-nos então correr sozinhos em 3 diferentes modos de jogo. Tradicionalmente temos o campeonato do mundo de fórmula 1, onde corremos ao longo dos circuitos da temporada de 1991, contra construtores e pilotos inspirados em marcas e pessoas reais, como Firenze representar Ferrari e Madonna, McLaren, por exemplo. Aqui temos na mesma de fazer a qualificação para determinar a nossa posição no circuito e para além disso dispomos de 2 vertentes neste campeonato: o Beginner e Master. O primeiro tem uma dificuldade reduzida e permite-nos dar quantas voltas de aquecimento desejemos antes de cada corrida em si, já o Master coloca-nos no fundo da cadeia alimentar e vamos poder ir subindo na hierarquia de pilotos e construtores consoante a nossa performance ao longo do jogo.

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Os 3 modos de jogo existentes

Outro modo de jogo é o Senna GP. Aqui competimos directamente contra Ayrton Senna em 3 circuitos, um inspirado no seu circuito privado de São Paulo, os outros 2 em circuitos fictícios que foram desenhados pelo famoso piloto. Por fim temos o Practice que como o nome indica nos permite practicar livremente cada circuito. De resto, apesar de não ser um jogo tão realista como outros simuladores da época no PC, para mim o que interessa é a diversão e Super Monaco GP II é um jogo divertido e com boa jogabilidade. Ou era, visto já ser bastante desfasado.

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O jogo em si é bastante colorido e bem detalhado

Graficamente é um jogo bastante colorido e detalhado, dentro das possibilidades que um jogo 2D num sistema de 16bit possa apresentar. O HUD (Heads Up Display) está bastante detalhado, apresentando um gigante mostrador das rotações do motor, ideal para quem jogue com mudanças manuais, bem como um espelho retrovisor na parte de cima do ecrã, para além das habituais informações dos tempos e o mapa do circuito. As músicas sinceramente passaram-me um pouco ao lado, mas os efeitos sonoros parecem-me bons tendo em conta a capacidade da Mega Drive, e temos também clips de voz do Ayrton Senna para ir ouvindo.

Resumindo, Super Monaco G.P. II é mais um bom jogo de corridas de Fórmula 1 vindo por parte da Sega. O facto de ter tido o endorsment de Ayrton Senna terá certamente contribuído para o seu sucesso, mas não deixa de ser pena não existir qualquer vertente multiplayer.