G-Loc: Air Battle (Sega Master System)

GLOCAirBattle-SMS-EU-mediumO jogo que cá trarei hoje é um daqueles nostálgicos para mim pois foi um dos que passou pela minha Master System quando era bem novinho e dava para trocar jogos uns com os outros na escola. No entanto é um jogo bom? Não é assim tão bom não, quando comparado ao poderio gráfico do original arcade, cujo tinha até uma versão com uma cabinet que permitia ao jogador rodar em 360º, aumentando assim a imersão no jogo. Claro que nunca vi uma cabinet dessas ao vivo e a cores… Mas adiante. A minha cópia foi comprada a um particular por cerca de 7€ se a memória não me falha.

G-Loc Air Battle
Jogo completo com caixa e manuais

Uma vez mais nós somos um piloto de elite que terá de salvar o mundo ao enfrentar exércitos inteiros em batalhas aéreas, contra tanques, navios ou simplesmente destruir bases militares. Há algo que me passou completamente ao lado das primeiras vezes que o joguei e só me apercebi quando voltei a testá-lo agora que o comprei. Apesar deste continuar a ser um jogo completamente arcade na medida em que vamos tendo tempos algo apertados para concluir os nossos níveis/missões, existe uma certa não-linearidade na forma em como progredimos no jogo, pois podemos ir escolhendo quais as missões que queremos desempenhar. Podemos combater contra aviões, navios, tanques, destruir bases militares e eventualmente confrontar um ou outro boss. Essas missões podemo-las escolher, tendo cada uma os seus objectivos próprios (destruir um mínimo de x veículos/estruturas inimigas) num curto intervalo de tempo e com diversos cenários em background, podendo a acção decorrer em alto mar, desertos, campos verdejantes e por aí fora.

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No final de cada missão podemos gastar os pontos em munições, tempo ou recuperar do dano sofrido no avião

Mas uma vez no ar a acção é imparável. Estamos munidos de uma metralhadora pesada e vários mísseis que podemos disparar a qualquer momento, mas apenas o devemos fazer quando os nossos alvos estão em lock-on. Para isso temos de os enquadrar numa determinada área do nosso cockpit, tendo de manobrar o avião para ficar no ângulo certo para os apanhar. Claro que temos também de neutralizar ou nos desviar dos mísseis que disparam contra nós e no caso das batalhas aéreas também pode acontecer termos um avião inimigo na nossa cauda, com a perspectiva do jogo a transitar da primeira para a terceira pessoa, com o cockpit do avião inimigo em primeiro plano e lá teremos de fugir ao lock-on deles. No fim de cada missão vamos ganhando pontos consoante a nossa performance, pontos esses que podem ser usufruidos para restabelecer o nosso stock de mísseis ou fortalecer a armadura do avião. Também como já referi atrás, ocasionalmente teremos um ou outro boss para enfrentar, que exigem mais alguma estratégia com vários pontos de ataque.

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Para manter os aviões debaixo de mira temos muitas vezes de fazer algumas acrobacias

Passando para os audiovisuais este é um jogo muito simples, mas também isso seria o esperado para uma conversão da Master System. Os aviões são detalhados quanto baste, mas os backgrounds são bastante simples, nada a ver com o detalhe que vemos na versão arcade ou mesmo na Mega Drive, onde os campos têm árvores e não passam de descampados ou desertos planos nesta versão. A conversão do After Burner original para a Master System está bem mais conseguida a nível de detalhe gráfico e é um jogo bem mais antigo, embora me pareça ter um framerate inferior. A música e efeitos sonoros também não são nada do outro mundo mas cumprem o seu papel.

No fim de contas este é apenas um jogo competente, embora existam melhores versões deste G-Loc para serm jogadas. Foi daquelas compras que fiz apenas pelo factor nostálgico, mas não acho que seja um mau jogo de todo.

Light Crusader (Sega Mega Drive)

Light CrusaderA rapidinha que trago cá hoje é sobre um action RPG produzido pela Treasure, uma empresa sobejamente conhecida pelos seus jogos repletos de acção e adrenalina como Gunstar Heroes, Alien Soldier ou Ikaruga. Como é que eles se foram lembrar de produzir este jogo? Não faço ideia, mas talvez a falta de RPGs na Mega Drive comparativamente à sua rival poderá ter sido um bom motivo. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na cash converters de Benfica em Lisboa por 5€. Está completo e em óptimo estado.

Light Crusader - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa, manuais e um poster

Aqui tomamos o papel de Sir David, um guerreiro ao serviço do Rei Frederik da nação de Green Row, que nos pede para investigar o paradeiro de uma série de pessoas que têm vindo a desaparecer misteriosamente sem deixar rasto. E essa nossa investigação vai-nos levar aos enormes calabouços que existem precisamente debaixo do castelo, onde teremos de enfrentar vários monstros, armadilhas e puzzles.

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Logo com a cutscene inicial já dá para ter uma ideia de quem está por detrás das coisas

Assim de cabeça, a maior inspiração que eu vejo aqui, é a do Landstalker, produzido pela Climax para a mesma consola pois são ambos RPGs de acção representados numa perspectiva isométrica. Mas ao contrário do Landstalker que tinha um foco enorme no platforming, o que numa perspectiva isométrica é uma confusão dos diabos, aqui o foco parece-me ser maior no puzzle solving e combates, embora também tenha a sua dose quanto baste de platforming. Independentemente do resto, tanto o platforming como o puzzle solving nesta perspectiva deixam algo a desejar. Isto porque este último envolve manipulação de objectos, como arrastar enormes pedras ou bombas para botões no chão, o que por sua vez faz abrir ou fechar passagens ou activar plataformas, cujas geralmente também têm de carregar algum objecto. Mas existem também outros puzzles, incluindo uma versão do “Simon says” onde temos de repetir as ordens que nos aparecem no ecrã, ou mesmo um puzzle musical onde temos de repetir uma música ao atacar algumas estruturas.

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Nota-se logo no início que há uma “ocidentalização” nos visuais

No que diz respeito ao combate esse é puro e duro. Não ganhamos níveis nem nada que se pareça mas podemos ganhar dinheiro que pode ser gasto em lojas quer em produtos que nos restorem energia (geralmente alimentos) ou em novas armas mais poderosas. Os nossos pontos de vida também podem ir aumentando à medida que vamos descobrindo alguns power-ups que nos extendam a nossa barra de vida de uma forma permanente. Os ataques de magias podem também ser comprados e utilizados como se um item se tratasse, ao contrário de muitos outros RPGs em que os mesmos vão sendo aprendidos e nos consomem pontos de mana. Aqui enquanto tivermos itens desses no inventário, é sempre a andar. O combate em si é então bastante linear. O jogo acaba é por se tornar um pouco difícil na medida que apenas poderemos fazer save em algumas salas próprias para o efeito. Assim como nos Metroids, obrigando-nos por vezes a atravessar ecrãs cheios de inimigos só para fazer save. É por isso que é importante manter um stock repleto de alimentos para irmos restabelecendo alguma vida perdida.

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Como sempre em jogos isométricos os saltos em plataformas tornam-se algo confusos

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo bastante curioso, uma vez que tem um look bastante ocidental e foi produzido pela Treasure, onde practicamente todos os seus jogos têm notórias influências em anime, pelo menos no design das personagens e dos seus mundos. Agora se isso é uma boa ou má ideia, sinceramente se estamos a fazer um jogo inspirado no mundo medieval europeu, eu sinceramente prefiro um design europeu. Mas a Treasure não fez um excelente trabalho nesse sentido, pessoalmente todos os humanos e monstros humanóides parecem-me anoréticos. As músicas também tentam mimicar esse feeling medieval europeu, e sinceramente aqui já gostei bem mais do resultado final.

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Como sempre, teremos alguns bosses para enfrentar

No fim de contas este Light Crusader acaba por ser um jogo que fica uns bons furos abaixo dos restantes que a Treasure produziu nesta consola. Aliás, qualquer jogo que se tente comparar a um Gunstar Heroes tem uma fasquia muito alta para superar. Ainda assim não é um mau jogo de todo (pecando principalmente pelos problemas associados à perspectiva isométrica) e dou os meus parabéns à Treasure pela audácia em fugir à sua zona de conforto e produzir algo completamente diferente do que nos habituaram.

Zombies (Sega Mega Drive)

ZombiesEscrever sobre este jogo vai ser uma tarefa um bocadinho difícil mas vamos a ver. Isto porque é considerado um jogo de culto, com muitos fãs dentro do pessoal mais nostálgico. E é verdade que até tem algumas boas ideias e a execução é boa, mas acaba por se tornar algo repetitivo e os seus mais de 50 níveis deixam de trazer algo de novo ao fim de algum tempo. Este meu exemplar foi comprado há uns tempos atrás a um particular no facebook por 10€, faltando-lhe o manual. EDIT: Recentemente comprei um outro bundle de Mega Drive, com os jogos a ficarem todos por cerca de 7.5€ cada. Lá no meio estava um Zombies completíssimo e em bom estado.

Jogo com caixa e manuais

E uma coisa que aprendi recentemente, nomeadamente quando comprei o jogo, joguei-o novamente e investiguei um pouco mais sobre o seu background para escrever este artigo. Sempre pensei na minha inocência que este era um produto da Konami mas não, a Konami serviu apenas de publisher, este é um jogo da autoria da Lucasarts, a mesma empresa que nos trouxe coisas como Full Throttle, Day of the Tentacle e muitos outros jogos de renome. Mas ao contrário das aventuras point and click pelo qual eram sobejamente conhecidos, este Zombies é um jogo de acção com uma perspectiva top-down view, onde o nosso objectivo é salvar uma série de inocentes por nível, enquanto enfrentamos as mais variadas criaturas dos nossos filmes de terror predilectos.

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Apesar de ter Zombies no título, o que não faltam é outros monstrinhos e aliens

Uma das grandes vantagens deste Zombies e pela qual eu lhe tiro o chapéu, é todo o bom humor que vemos, em conjunto com inúmeras referências a filmes série B, desde o nome de vários níveis, como em alguns inimigos. Logo por aí se veria que este não é um jogo com origem japonesa.. era tão inocente eu. A outra das suas grandes vantagens a meu ver era mesmo a vertente multiplayer cooperativa que era realmente divertida.

Mas vamos por partes. Neste jogo iremos explorar uma panóplia de níveis (mais de 50 como já referi) em variadíssimos ambientes, desde a vizinhança lá do bairro, com as suas casas, jardins ou piscinas, mas também exploramos zonas mais industriais, um aeroporto ou mesmo ruínas antigas. Indepenentemente disso, a jogabilidade mantém-se. Teremos de explorar todos os caminhos, corredores e divisões em busca dos sobreviventes ou de outros itens e armas para usar. Muitas portas estão trancadas e temos de encontrar chaves perdidas algures no chão. Podemos abrir armários e gavetas em busca de objectos, mas também podemos ser surpreendido por monstros. Mas se nos faltar uma chave e tivermos uma bazooca à mão, ou outros explosivos poderosos, porque não deitar a porta abaixo? As armas são mesmo bastante variadas, tanto podemos ter o standard de pistolas de água, como talheres de mesa, corta-relvas, crucifixos, entre muitos outros. Os itens são também variados, existindo desde medkits, sapatilhas para andar mais rápido ou uma série de poções que poderão ter efeitos diversos tanto bons como o efeito dos itens que já referi atrás, a possibilidade de nos transformarmos temporariamente num monstro bastante poderoso ou num fantasma invencível, mas também podem ser maus, como perder alguma vida ou transformarmo-nos temporariamente num assassino incontrolável que ataca as vítimas que teríamos de salvar, se tivermos alguma por perto. São esses pequenos detalhes que tornam este jogo especial, a meu ver.

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Estranhamente, trampolins é o que não falta na vizinhança

No entanto é precisamente como eu digo, existem demasiados níveis em que temos de fazer sempre a mesma coisa. É isso que acaba por me desagradar neste jogo, já o referi várias vezes e não me canso de o fazer. Mas de resto a nível técnico também é uma obra interessante, com níveis e monstros bem detalhados, embora a versão SNES seja melhor nesse aspecto. As músicas também achei-as boas, tudo me faz lembrar aquela temática de filmes de terror das décadas de 60 e 70. E falando nisso, este é dos poucos jogos que acabo por preferir a capa da versão americana à nossa europeia. E já que falo na versão americana essa tem um nome ligeiramente diferente: “Zombies Ate My Neighbors”. A razão pela qual mudaram o nome da versão europeia foi porque acharam que seria um título muito impróprio e censuraram-no em conjunto com muito do conteúdo do jogo, incluindo um inimigo que na versão americana tinha uma motoserra, aqui foi substituido por um lenhador com um machado. O que é pena, sempre condenei a censura e num jogo destes que nos coloca a lutar contra zombies com uma pistola de água não valia a pena. Parece que não viram o sentido de humor…

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O jogo está repleto de referências a filmes clássicos

No fim de contas este Zombies é um jogo que acabo em parte por dar o braço a torcer: é muito bom de se jogar (especialmente a 2), tem muitos pormenores interessantes, um bom sentido de humor, mas mais uma vez, e só para terminar, peca mesmo pelo extenso número de níveis onde a variedade se vai desvanecendo a cada momento.

Bug! (Sega Saturn)

BugVamos lá para mais uma rapidinha a uma consola que já não visitava há muito tempo. E o jogo que cá trago hoje é um daqueles bons exemplos em como um jogo de plataformas em 3D primitivo envelhece mal. Bug! em conjunto com Clockwork Knight foi uma das pseudo-mascotes da Sega na era da Sega Saturn, enquanto um novo jogo de plataformas do Sonic inteiramente em 3D não chegava (e na verdade nunca chegou a aparecer). Foi também um dos jogos daquela era pré-Super Mario 64 em que ninguém ainda sabia muito bem como fazer um jogo de plataformas em 3D, por isso o resultado foi um pouco estranho. Este meu exemplar foi comprado por 10€ na Cash Converters do Porto, há coisas de umas semanas atrás.

Jogo com caixa e manuais

E o que se faz em Bug? Bom, encarnamos no pequeno insecto verde de mesmo nome que tenta resgatar os seus amigos após terem sido aprisionados por uma aranha gigante. Mas tudo se passa como um filme, pois entre cada “mundo” vemos uma cutscene do Bug a passar de set em set de gravação. Mas o que interessa aqui é a jogabilidade e sinceramente a de Bug deixa um pouco a desejar. Apesar de os níveis serem em 3D, os mesmos são apresentados como um “labirinto” e apenas podemos andar nas direcções que os caminhos nos levam. Um pouco como no primeiro Crash Bandicoot, mas aqui os caminhos são mesmo mais apertados e apenas podemos seguir ao longo de um eixo. E isso sinceramente nem me chatearia nada, o problema é que achei o design dos níveis muito fraquinho e por vezes confuso demais, até porque por vezes há uma falsa sensação de profundidade que nos dificulta as coisas, como fugir/atacar inimigos ou apanhar alguns itens que pareçam que estão ao nosso alcance.

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Como uma imagem vale mais que mil palavras com este screenshot já dá para ter uma ideia do quão 3D é este jogo

Depois Bug não é propriamente um jogo fácil por essas coisas e por estr repleto de outros insectos que só nos atrapalham. Podemos atacá-los de várias formas, a mais comum acaba por ser ao saltar para cima deles, como em muitos outros jogos de plataforma. Existem claro outros power-ups que nos dão alguns poderes temporários, como um ataque eléctrico a partir das nossas antenas (também de curto alcance), ou umas cuspidelas tóxicas – sendo este ataque de maior alcance. Os inimigos vão sendo mesmo muito variados e surgem literalmente de todo o sítio. Uma das coisas engraçadas neste Bug! é mesmo a possibilidade de andarmos em “paredes” quando o caminho assim o indica, ou mesmo nos tectos de cabeça para baixo, temos é de evitar saltar pois ao saltar caímos mesmo para o chão, ou para a falta dele – o mais comum. Existem também vários níveis de bónus onde podemos ganhar vidas extras, um deles ficou-me gravado na memória, a possibilidade de correr contra o Sonic (e eventualmente ganhar mesmo com o nosso passo de caracol).

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No fim de cada zona temos sempre um boss para enfrentar

Graficamente é um jogo um pouco ultrapassado. Por um lado gosto do design do Bug e dos seus amigos pois é bastante cartoony. Já da maioria dos inimigos ou mesmo a maneira como os níveis são desenhados ou os seus backgrounds, aí já não acho lá muita piada. Os efeitos sonoros são competentes, embora por vezes o Bug tenha algumas tiradas um pouco chatas – em especial quando sofremos algum dano. As músicas não são más, fazem-me lembrar bastante os desenhos animados norte-americanos típicos de canais como o Nickelodeon ou o Cartoon Network, são alegres e adequam-se bem a uma atmosfera agradável que o jogo tenta capturar.

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Por vezes lá temos umas cutscenes em CG que por acaso nem estão tão más, tendo em conta a qualidade geral das mesmas em outros jogos da mesma época na Saturn

Tal como já referi, para mim o maior problema do Bug é mesmo o seu design de níveis que acaba por ser bastante confuso e entediante e como se não bastasse temos sempre montes de outros insectos prontos a nos atordoar. Mas pronto, depois a Nintendo lá lançou o Super Mario 64 e toda a gente já passou a ver a fórmula que um jogo de plataformas 3D deveria seguir. Mas ainda assim queria ver se arranjava um Bug Too!

Batman Returns (Sega Master System)

Batman ReturnsMais uma rapidinha pois infelizmente o tempo não dá para mais e o jogo que cá trago hoje é o Batman Returns, um sidescroller adaptado do filme de mesmo nome e que sinceramente nem era um título da minha wishlist, mas acabou por vir em conjunto com o Space Harrier que já falei há pouco e sinceramente nem é assim tão mau quanto eu esperava. Infelizmente o meu exemplar não traz manual.

Batman Returns - Sega Master System
Jogo em caixa

Batman Returns tal como se pode ver na capa ou mesmo no próprio título do jogo é inspirado no filme de mesmo nome do Tim Burton que colocou Michael Keaton no papel de morcego, Michelle Pfeiffer como Catwoman e Danny DeVito como o Pinguim. Naturalmente que a versão Master System é apenas inspirada pelo filme, pois na realidade isto é um jogo de plataformas que tenta replicar alguns dos cenários do filme, como a cidade de Gotham, os corredores de um centro comercial ou os seus esgotos.

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Este é um jogo escuro mas bem detalhado

As mecânicas de jogo são simples: um botão para saltar e outro para atacar, com Batman a soltar o seu bumerangue. Ao pressionar o botão de salto enquanto estivermos no ar poderão acontecer duas coisas: se o mantivermos pressionado Batman abre a sua capa e podemos planar pelo ar, por outro lado se a meio do salto carregarmos rapidamente no botão de salto uma vez mais soltamos a nossa teia e podemos escalar ou balancear nos tectos ou outras plataformas. Ah esperem, esqueçam a teia, este é o Batman. Pronto, lançamos um gancho qualquer que serve para o mesmo efeito. Ao longo do jogo, para além dos inimigos e obstáculos vemos também vários morcegos que resultam em diferentes powerups depois de atacados. Poderão ser vidas extra, ou itens que tornam os nossos ataques mais rápidos e poderosos. De resto convém também referir que apesar de existirem apenas 5 níveis temos sempre duas variantes a que podemos escolher, sendo uma mais fácil que a outra. E lá vamos encontrando vidas extra em abundância pois vamos precisar delas. Ao contrário da versão Game Gear deste mesmo jogo onde Batman tem uma barra de vida, aqui basta sermos atingidos uma única vez para perder uma vida. E existem alguns níveis, em especial uma cascata no esgoto, em que temos de fazer uma série de saltos super-precisos e iremos certamente perder muitas vidas aí.

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Também nos podemos armar em Spiderman e balancear-nos de um lado para o outro

No que diz respeito aos audiovisuais este jogo até que é bem competente. O Batman é bem detalhado, assim como os níveis, dentro dos possíveis claro, afinal este é um jogo baseado num filme do Tim Burton, pelo que esperem sempre por cores escuras. As músicas foram outra das coisas que me surpreenderam, até as achei boas e agradáveis ao ouvido o que não é algo standard numa Master System.

Apesar de não ser perfeito até achei este Batman Returns uma versão competente. E é curioso que todas as 4 versões existentes nas consolas da Sega (esta, Game Gear, Mega Drive e Mega CD) acabam sempre por ter algo que as diferencie bastante o que achei bastante interessante.