O artigo de hoje será mais uma rapidinha só mesmo para marcar o ponto e o escolhido foi nada mais nada menos que mais uma compilação, desta vez da Sega para a sua Mega CD. Na verdade, existem 2 versões desta compilação. A japonesa (que trago cá hoje) e primeira versão americana, mas também existe uma segunda versão americana e europeia, que para além dos jogos aqui descritos, traz ainda o Super Monaco GP. Este meu exemplar veio da Feira da Vandoma há uns tempos atrás, creio que me custou cerca de 10€. Foi uma compra algo de impulso por não ter quase nada para a Mega CD.
E porque digo que foi uma compra por impulso? Porque, apesar de excelentes, na realidade já possuia todos estes jogos na Mega Drive. No caso do Revenge of Shinobi e Streets of Rage, já os tenho em stand alone. Já os casos do Columns e Golden Axe, apenas os tenho para já nas compilações Mega Games I e Mega Games II respectivamente. Mas se formos honestos, esta compilação para a Mega CD até que tem as suas diferenças e só por isso já seria um item interessante de se possuir na colecção. E que diferenças são essas? Bom, melhor música e vozes digitalizadas, mais perceptíveis. Para além disso, a única coisa que realmente não se percebe aqui é o facto de terem tirado o suporte a 2 jogadores do Golden Axe. Porquê???
Versão europeia, com caixa e manual
Edit: Arranjei também recentemente uma versão europeia deste jogo, veio de uma CeX, por 8€. A versão europeia possui um outro jogo que não vem na edição japonesa que já possuía anteriormente, o Super Monaco GP.
Desta vez lá tirei algum pó à Wii, e sinceramente nem sei porque a deixei desligada tanto tempo, com tanta coisa boa que tenho para jogar do seu catálogo. Bom, na verdade sei, o Wiimote e Nunchuck acabam por se tornar bastante desconfortáveis ao fim de meia hora de jogo, mas neste caso como é um light gun e apenas usei o Wiimote, acabou por ser bem mais divertido. Não é por acaso que a Wii recebeu uma série de light gun games da Sega, inclusivamente compilações de alguns clássicos de arcade como a série The House of the Dead, ou Gunblade N.Y./L.A. Machineguns. Este meu exemplar veio da CEX de Gaia, algures no mês de Novembro ou Dezembro do ano passado. Custou-me 5€.
Jogo completo com caixa, manual e papelada
E ao contrário do que o nome do jogo indica, este não é propriamente um jogo onde andemos à caça de fantasmas, mas sim pertencemos a um grupo de elite que luta contra ameaças terroristas. No modo arcade dispomos de 3 níveis diferentes para atravessar, no primeiro temos de invadir uma mansão onde o Presidente Norte Americano mais alguns líderes mundiais estavam a ser feitos reféns, o segundo é passado inteiramente a bordo do Air Force One, onde mais uma vez temos de resgatar o presidente norte-americano. Já o último nível é passado numa floresta tropical, onde temos de resgatar um CEO de uma grande empresa que tinha sido raptado por guerrilheiros… mas apesar de termos só 3 níveis para explorar, os mesmos vão sendo bastante dinâmicos e repletos de caminhos alternativos. É que para conseguirmos completar o jogo a 100% teremos mesmo de o jogar várias vezes, pois vamos desbloqueando outros caminhos alternativos, para além de novos uniformes ou armas que podemos usar.
Uma das opções é a de não vermos a mira no ecrã, tornando-se mais difícil mas também mais recompensador em pontos
Quando me refiro a níveis dinâmicos é porque existem alguns segmentos com alguns mini-jogos, que, com as suas mecânicas de jogo diferente lá quebram um pouco a monotonia. Se bem que monotonia não é a palavra certa pois com tanto tiroteio e câmaras dinâmicas, este jogo não é nada monótono. Esses referidos mini jogos consistem em coisas como combates corpo a corpo onde temos de apontar o wiimote para uma certa parte do corpo dos agressores e carregar no A, ou desactivar bombas onde temos de cortar fios coloridos por diferentes ordens, desactivar minas terrestres, salvar reféns entre outros. Também ocasionalmente podemos ter segmentos jogados com visão nocturna ou térmica.
Depois ainda há mais conteúdo adicional… ao completar o modo arcade somos presenteados com pontos de experiência que por sua vez desbloqueiam novas armas e uniformes, e a cada vez que completemos um dos níveis com sucesso desbloqueamos uma versão mais complicada do mesmo. Para além disso e de um modo de treino, temos ainda o Party Mode, que nos permite multiplayer com até 4 jogadores, enquanto a versão arcade permite apenas dois. E dentro do Party mode podemos desbloquear dois modos de jogo adicionais: o Ninja mode que substitui as nossas armas e vestimentas por shurikens e um fato de ninja respectivamente. O mesmo acontece com os inimigos e decorações que parecem todas retiradas do Japão Feudal. A injustiça é que os inimigos estão na mesma equipados com metralhadoras… O outro modo é semelhante a este mas é chamado de Paradise Mode. Qual a diferença? Todos os nossos inimigos, excepto os bosses, são raparigas de bikini. E nós estamos equipados com pistolas de água na forma de golfinhos. Nas cutscenes fica hilariante, assim como nos bosses que também se apresentam vestidos de uma forma no mínimo bizarra.
Como não poderia deixar de ser, no final de cada nível temos um boss para enfrentar
No que diz respeito aos audiovisuais, bom, é um jogo de Wii! Acho que apresenta cenários bem detalhados para uma consola que para todos os efeitos tecnicamente é equiparável à geração sua predecessora. Em especial a primeira missão na mansão, onde todas as divisões apresentam-se bem compostas e repletas de objectos que podem ser destruídos, desde janelas, monitores, taças de fruta ou garrafas de vinho, por exemplo. Obviamente que no meio da selva já não temos tanta interacção assim, já no Air Force One não sei pois nunca estive num! As músicas têm um ritmo sempre acelerado, tal e qual como se quer num jogo arcade deste género, e geralmente têm todas uma sonoridade mais electrónica. Quanto ao voice acting, é tradição em light gun shooters o mesmo ser o pior possível, mas sinceramente neste Ghost Squad nem achei muito mau.
Benvindos ao Paradise mode. Aquele ser ali no meio é o segundo boss.
Ainda me faltam jogar uns quantos light gun shooters na Wii, mas devo dizer que fiquei bastante satisfeito com este Ghost Squad. A Sega ainda tinha mais uns quantos que poderia também ter lançado na Wii, foi pena que tal não tenha acontecido com o Confidential Mission ou o Virtua Cop 3, por exemplo.
O Commando foi um jogo interessante por parte da Capcom. Notavelmente influenciado por filmes como Rambo, esse era um daqueles primeiros jogos de acção em que sozinhos teríamos de defrontar um exército inteiro em cenários de guerra. O conceito pegou e naturalmente acabaram por surgir diversos imitadores, como Ikari Warriors, Jackal ou mesmo alguns jogos do próprio Rambo que acabaram por lhe seguir essas mesmas pegadas. Naturalmente a Capcom também não se deixou ficar quieta e mais tarde ou mais cedo lançam também este Mercs como uma sequela aprimorada. Das várias conversões existentes deste jogo, esta para a Mega Drive acaba por ser a mais interessante, pelas razões que irei referir ao longo deste artigo. Esta minha cópia, apesar de ser Genesis foi comprada cá em Portugal, tendo vindo de um bundle no OLX onde comprei 8 jogos de Mega Drive em caixa por 35€.
Jogo com caixa e manual, na sua versão americana
A história prende-se aos clichés habituais: o presidente norte-americano foi raptado aquando de uma visita a um qualquer país africano. Mas em vez de se envolver o exército por aparentemente desrespeitar tratados diplomáticos, o governo norte-americano decide antes contratar uma equipa de mercenários para que de forma “discreta” se possa resolver esse conflito. Sim, uma equipa até porque o lançamento original para arcade permitia multiplayer cooperativo de até 3 jogadores em simultâneo. Infelizmente na versão Mega Drive não tem qualquer multiplayer, sendo esse o seu principal defeito.
Aqui temos alguma liberdade de movimento, podendo explorar os níveis da forma como quisermos. Só não dá voltar para trás
De resto, Mercs tem também uma jogabilidade um pouco diferente de Commando. É quase um Contra com uma perspectiva diferente, ou mesmo um shmup com soldados em vez de naves espaciais ou aviões. Isto porque vamos tendo várias armas diferentes ao nosso dispor, desde a tradicional metralhadora, até lança-chamas, lasers ou mesmo o “spread shot” bem conhecido da série Contra. Para além disso, também existem outros power-ups que nos podem aumentar o poder de fogo, daí a minha comparação aos shmups tradicionais. Outras novidades estão também na eliminação do conceito de 1 hit kills, sendo o mesmo substituído por uma barra de vida, que inclusivamente pode ser regenerada caso encontremos power-ups para o efeito. A outra novidade está no facto de podermos conduzir alguns veículos como jipes, barcos ou tanques, o que torna a acção ainda mais interessante! E claro, para além das armas normais temos também as bombas que destroem todos os inimigos no ecrã, mas essas vêm em número limitado.
Estes caixotes podem conter uma grande variedade de itens… ou então barras de dinamite que explodem passado poucos segundos
Mas se por um lado a Sega teve o desplante de não ter introduzido a vertente multiplayer nesta conversão, por outro lado adicionaram um modo de jogo diferente, o “Original Mode”. Aqui os níveis são completamente redesenhados e algumas mecânicas de jogo alteram-se. Ao longo do jogo vamos encontrando tendas de campanha. Lá dentro temos uma loja onde poderemos trocar as medalhas que vamos encontrando no campo de batalha por power-ups, mas também poderemos encontrar outras personagens que podem ser recrutadas e jogáveis. Ao longo do jogo basta carregar no botão de pausa que poderemos alternar entre as diferentes personagens, sendo que cada uma dispõe de uma arma diferente. Os power ups que encontramos afectam apenas essa mesma personagem, pelo que temos de ter alguma estratégia ao apanhá-los. Não vale a pena apanhar um powerup de dano para a arma quando a mesma já está no máximo. Mais vale mudar para outra personagem, apanhar esse power-up e mudar de volta para a personagem anterior caso desejemos.
A tal loja que vamos encontrando no Original Mode
A nível de audiovisuais já nos sistemas arcade este jogo era um salto bem grande face ao Commando original. Notoriamente 16bit, o jogo apresentava umas sprites bem detalhadas, em níveis igualmente detalhados e bastante coloridos. As sprites gigantes para os bosses eram um eye candy e felizmente não houve grandes perdas de qualidade nesta transição para a Mega Drive, com os gráficos a ficarem muito próximos da versão arcade. As músicas são também bem inspiradas, acho que neste campo tanto a Capcom como a Sega fizeram um bom trabalho.
A apontar de negativo nesta conversão só consigo mesmo fazê-lo à falta da vertente multiplayer, nem que fosse para 2 jogadores apenas. De resto o Mercs é um óptimo shooter para quem gostar do género e esta conversão para a Mega Drive tecnicamente saiu muito bem na fotografia. O modo original foi sem dúvida uma adição muito benvinda e quase que faz esquecer a falta de multiplayer. Existe também uma conversão deste jogo para a Master System, que acabou por sair mais ou menos na mesma altura, tal como a Sega o fez com outros jogos da Capcom na mesma época (Strider, Ghouls ‘n Ghosts, Forgotten Worlds), estou algo curioso em ver como seria a versão Master System deste Mercs, mas esta versão enche-me as medidas.
O artigo de hoje será mais uma rapidinha a um jogo da portátil de 8bit da Sega. A série Golden Axe teve as suas origens nas arcades como um beat ‘em up passado numa idade média fantasiosa e enquanto a Sega decidiu apostar mais ou menos na mesma fórmula nas sequelas que a Mega Drive e Arcade receberam, para os sistemas 8bit decidiram fazer algo de diferente, com os jogos Golden Axe Warrior para a Master System e este Ax Battler que cá trago hoje. O meu exemplar foi comprado na Cash da Amadora algures em Novembro passado, tendo-me custado 5€. Edit: Recentemente arranjei uma versão completa por 10€ a um particular.
Jogo com caixa e manual
A história anda mais uma vez à volta do Golden Axe, um machado que é mais que uma arma, é também um ícone mágico capaz de dar poder de dominar o mundo a quem o possuir. E claro, algum vilão acabou por se apoderar do mesmo. E quem mais a não ser o Death Adder? Agora o rei de Firewood decide pedir a ajuda ao melhor guerreiro que conhece – Ax Battle, para recuperar o artefacto e devolver a paz àquele mundo.
Bom… parece que o Dragon Quest é também uma inspiração…
Enquanto o Golden Axe Warrior emula o primeiro The Legend of Zelda, na medida em que temos um grande overworld para explorar com as suas dungeons com puzzles e bosses como manda a lei, neste Ax Battler a Sega continuou a usar Zelda como influência, mas desta vez viraram-se para a sequela Zelda II. Isto porque exploramos o mundo numa perspectiva de top down, com batalhas aleatórias que alteram a perspectiva para a de um side scroller, perspectiva essa que também é usada ao atravessar as dungeons, aqui também com alguns elementos de um jogo de plataformas. A única coisa em que este jogo realmente se difere do Zelda II é na exploração de cidades, onde usa a mesma perspectiva aérea de outros RPGs da época, permitindo-nos entrar em vários edifícios e falar com outros NPCs.
O problema das batalhas aleatórias é que acontecem muito frequentemente
Nessas mesmas cidades, para além da possibilidade de interagir com outros NPCs que podem ou não ter coisas interessantes a dizer, temos também 3 tipos de edifícios chave. Os INN, onde podemos descansar e restaurar a nossa barra de vida, os PW onde podemos gerar uma password para mais tarde voltar ao jogo e os TR. Aqui é onde aprendemos novas habilidades para os combates, sendo que para isso teremos de derrotar um inimigo um pouco mais forte do que os que nos rodeiam nas imediações da aldeia. As batalhas propriamente ditas diferem um pouco se estamos a jogar uma batalha aleatória ou uma dungeon. Em ambas temos uma perspectiva sidescroller como já tinha referido acima, mas nas primeiras apenas enfrentamos um oponente de cada vez, com a sua respectiva barra de vida. Nas dungeons como temos alguns elementos de plataforma decidiram colocar todos os inimigos mais fracos, morrendo com um ou dois ataques nossos. E para além dos ataques físicos também podemos usar magia ou não fosse este um Golden Axe. Temos 3 ataques mágicos diferentes, cada um consumindo quantidades diferentes de potes mágicos, que funcionam também como unidade monetária neste jogo, podendo ser usados também nos INNs para descansar. E onde vamos buscar tanto pote mágico? É a recompensa das nossas batalhas aleatórias.
Nas dungeons os inimigos já não têm barra de vida
Agora, alguns problemas. O jogo é bastante linear, mas sinceramente acho que é algo expectável visto estarmos a lidar com um pequeno RPG portátil. Os combates aleatórios muitas vezes têm intervalos muito curtos entre si, bastando dar um ou dois passos para entrar no combate seguinte, mas noutras alturas já conseguimos atravessar meio mapa sem nos chatear. Ao explorar as aldeias, temos uma música que vai tocando. Até aqui tudo normal, mas a música recomeça sempre que entramos ou saímos de uma casa, o que sinceramente me irrita um pouco.
Tecnicamente é um jogo 8bit. Os gráficos no mapa mundo e são algo simples, com cenários pouco detalhados e aldeias muito similares entre si. Passando para os combates e exploração de dungeons, os backgrounds já melhoram bastante e foi engraçado ver uma reimaginação da Turtle Village do Golden Axe original. Por outro lado achei as sprites dos inimigos mais detalhadas e também vamos vendo algumas caras conhecidas aqui e ali. As músicas e efeitos sonoros são normais, não me incomodaram, o que já não é mau.
Olhem ali uns chicken legs! Estes parecem ser domésticos!
Para mim este Ax Battler é uma experiência interessante, embora prefira de longe o Golden Axe Warrior. É que copiar Zelda por Zelda, ao menos o primeiro acaba por ser bem mais agradável, se bem que se calhar este Ax Battler não fique propriamente atrás do “clonado”.
Há uns dias atrás escrevi um artigo sobre o primeiro Golden Axe, onde referi que era um dos meus jogos preferidos da Mega Drive, pela sua temática bárbara, pela jogabilidade e pelos audiovisuais também. Mas é aqui também que começam algumas confusões com todo o percurso que a série Golden Axe levou, pois apesar deste ser uma sequela directa do primeiro jogo, este Golden Axe II é exclusivo para a Mega Drive, com a verdadeira sequela a ficar-se apenas no exclusivo de arcade Golden Axe: The Revenge of Death Adder, que é excelente por sinal e nunca foi convertido para mais nenhuma plataforma até agora. Este meu exemplar foi comprado já há uns bons tempos atrás na Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado 10€. Está em óptimo estado e vinha com 2 manuais portugueses iguais, um deles cedi-o a um amigo para completar a cópia dele.
Jogo completo com caixa, manuais e papelada do Club Sega
Neste jogo voltamos a encarnar nas mesmas personagens de Ax Battler, o bárbaro primo do Conan, a bela amazonas Tyris Flare e o anão Gillius Thunderhead para combater a nova ameaça de “Dark Guld” (onde foi o Death Adder?) que se encontra a espalhar o terror por aquelas terras. O facto de termos as mesmas personagens jogáveis, uma jogabilidade e inimitos muito semelhantes aos do primeiro jogo acabaram por desapontar várias pessoas. Sinceramente eu também esperaria um pouco mais, mas este Golden Axe não é de todo um mau jogo, bem pelo contrário! As grandes novidades na jogabilidade estão no sistema de magias que para além de terem trocado “os elementos” a Ax Battler e Gillius que passam a usar magia de vento e rocha respectivamente, o próprio sistema de magias mudou. Ao longo do jogo, como entre cada nível vamos na mesma enfrentar alguns seres que possuem power ups de regeneração de vida ou de magia, a diferença é que em vez de serem pequenos duendes, são agora feiticeiros que também nos atacam. E a maneira como invocamos as magias muda. Por um lado mantém-se igual o esquema de cada personagem possuir barras de magia com diferentes distribuições de magic levels e slots, mas ao contrário do primeiro Golden Axe onde ao clicar no botão de ataques mágicos automaticamente usariamos todo o poder mágico amealhado até então, agora podemos escolher qual a “intensidade” dos ataques mágicos, podendo ficar com algum poder mágico para usar posteriormente. Para isso devemos deixar o botão A pressionado o tempo suficiente para seleccionar o nível de magia que queremos utilizar.
Era tão melhor que tivessem mantido os esqueletos do original!
Para além disso, existem pequenas mudanças na jogabilidade, como diferentes golpes (mas não muitos assim). Também podemos uma vez mais montar em criaturas inimigas e usá-las para atacar os nossos oponentes, como vários dragões e uma vez mais aquele Chicken Leg que nunca achei nada intimidador. Para além do modo de história que pode ser jogado de forma cooperativa com mais um amigo e onde vamos tendo pequenos interlúdios entre cada nível que nos contam a história, temos também mais uma iteração do modo “The Duel”. Este modo de jogo faz lembrar o “survival” de outros jogos de luta, colocando-nos a combater contra vários inimigos de forma sequencial, e com a dificuldade crescente.
O primeiro nível acaba por ser aquele mais austero, quanto mais não seja pelos cadáveres ali em background
Os níveis são bem detalhados e apesar de serem mais variados pois levam-nos na mesma a aldeias, florestas e ruínas, mas também diferentes cavernas e castelos. No entanto acho que não têm a mesma mística do primeiro Golden Axe. Onde andam as tartarugas e águias gigantes? O jogo possui vários inimigos diferentes do original, mas ainda assim com várias semelhanças. Creio que só ficaram a faltar as guerreiras, pelo menos todos os outros tinham clones respectivos. Também não gostei tanto das animações das magias neste jogo, acho que no primeiro Golden Axe foram mais bem conseguidas. As músicas também não são tão boas, na minha opinião.
Dark Guld… Quem é este marmanjo?
No fundo, este Golden Axe II é um daqueles jogos que simplesmente pegou no original, trocaram algumas coisas e siga para bingo. Não é um mau jogo, nada disso, para mim continua a ser óptimo. Mas entre este e o primeiro nota-se perfeitamente que este Golden Axe II não possui o mesmo carisma que tornaram o Golden Axe original num jogo tão bom. Basta ver o que fizeram com a sequela oficial nas arcades com o Revenge of Death Adder, esse sim, jogo tão bom, embora impossível de a Mega Drive alguma vez conseguir recriar aquilo. Mas a Mega Drive não ficou nada mal servida com o Golden Axe III na minha opinião, embora esse seja um jogo que não se compreende de forma alguma como é que o mesmo nunca saiu fora dos territórios asiáticos… mas isso poderá ser tema para uma outra conversa.