Sword of Vermilion (Sega Mega Drive)

Em comparação com a Super Nintendo, a Mega Drive recebeu muito menos RPGs. Por outro lado, poucos foram os que se ficaram pelo Japão, o que no caso da SNES há muita coisa boa (muita mesmo), que nunca saiu de terras do Sol Nascente. E vou já ao veredicto final: Este Sword of Vermilion não é nada de especial. Apesar de ter saído depois de Phantasy Star II, sente-se ainda como um RPG do início de vida da Mega Drive, com uma história e visuais algo simples, e com uma jogabilidade em parte aborrecida, principalmente no que diz respeito à navegação de menus. Tem no entanto algumas particularidades interessantes, mas já lá vamos. O meu exemplar custou-me cerca de 11€, tendo vindo de uma loja de Belfast que conheci enquanto lá estive de visita.

Jogo em caixa. Nem manual nem o hintbook gigante, infelizmente.

A história é simples. O nosso herói é o filho de Erik, rei do reino de Excalabria, que foi invadido pelo rei tirano Tsarkon, de Cartahena. Para salvar o seu filho que era ainda um bébé, Erik confia-o a Blade, o seu melhor guerreiro, que o leva para uma cidade longínqua e cria-o como se fosse seu filho. A certa altura Tsarkon ameaça também invadir as cidades vizinhas e Blade conta-nos a verdade sobre as nossas origens, lançando-nos assim na missão de juntar uma série de anéis mágicos espalhados pelos diversos reinos e derrotar Tsarkon.

O que mais me irritou neste jogo, algo que é comum a muitos RPGs antigos, é a falta de um botão multiusos para tarefas recorrentes como falar com pessoas ou interagir com objectos. Aqui temos sempre de abrir o menu e seleccionar a acção respectiva

Se há coisa que não podemos criticar negativamente este jogo, é a sua variedade de jogabilidade. Quando visitamos alguma cidade ou aldeia, o jogo toma uma perspectiva aérea, muito comum nos RPGs da época. Porém quando exploramos o mundo ou as cavernas, o jogo já alterna para uma perspectiva na primeira pessoa, como nas dungeons do primeiro Phantasy Star. As batalhas são aleatórias como era comum na época, mas a jogabilidade dentro das batalhas assemelha-se mais a RPGs de acção. Isto porque somos levados para uma arena de batalha, onde o jogo adquire quase as mecânicas de um beat ‘em up. A perspectiva é lateral, como nos ecrãs de batalha nos primeiros Final Fantasy, mas podemos nos mover livremente ao redor da área de combate. Existem uma série de magias que podemos aprender, mas nestas batalhas apenas podemos “equipar” uma magia que pode ser usada directamente ao carregar num botão. Depois temos ainda as batalhas com bosses que mudam ainda a fórmula do jogo. Quando enfrentamos um boss, a perspectiva é alterada para um sidescroller 2D puro, com o herói a ganhar novas habilidades como o agachar-se ou defender. Temos é uma grande limitação aqui, pois não se pode usar magias.

As batalhas são em tempo real e como se um RPG de acção se tratasse.

De resto, na navegação do mundo ou das cavernas, temos também de ter uma série de cuidados. O ecrã fica parcialmente preenchido com a vista em primeira pessoa do jogador, e no lado direito temos o mapa da zona, que normalmente não está preenchido, nem se vai preenchendo à medida que vamos desbravando terreno. Temos de ir falando com os habitantes das localidades, que nos vão dando novos mapas e aí já temos visibilidade do overworld. Nas cavernas acontece algo parecido, mas temos de navegar às cegas até encontrar um baú de tesouro com o mapa do respective andar da caverna. Para além disso, as cavernas estão às escuras, pelo que inicialmente temos de comprar muitas velas para iluminar o nosso caminho. Eventualmente lá ganhamos uma magia que nos facilita esse trabalho. Depois, a chatice na jogabilidade que mencionei logo no primeiro parágrafo na minha opinião está na falta de um botão de acção. Para falar com alguém, ou interagir com objectos temos sempre de abrir o menu e seleccionar a opção de falar. No caso dos baús do tesouro ainda é mais chato, pois temos de abrir o menu e seleccionar a opção para abrir o tesouro e depois voltar a abrir o mesmo menu e seleccionar a opção de pegar o conteúdo do baú. É uma pequena picuinhice, mas são daquelas coisas que chateiam um pouco. No entanto é daquelas mecânicas mesmo old-school, pois mesmo os primeiros Dragon Quest sofriam do mesmo mal.

Apesar de repetitivos, os bosses estão muito bem retratados.

A nível gráfico é um jogo  que me deixa com sentimentos mistos. As cidades não más de todo, tendo em conta os RPGs da altura, mas o que me incomoda mais um pouco é mesmo a perspectiva na primeira pessoa. As paredes parecem formadas por blocos cilíndricos separados entre si, quer sejam nas cavernas, quer sejam as rochas naturais das montanhas que atravessamos. Fica a impressão que poderiam ter melhorado bastante neste ponto. Ainda a nível gráfico, devo também referir os óptimos designs que deram aos bosses, pois parecem mesmo criaturas ameaçadoras. No que diz respeito ao som, este Sword of Vermilion é um trabalho mais consistente, principalmente nas músicas que são bastante agradáveis.

Os cenários em primeira pessoa podiam ser melhor retratados. Esta imagem ilustra bem o sistema de “blocos” que referi acima.

Portanto, Sword of Vermilion é um RPG algo ultrapassado em algumas mecânicas de jogo, com uma história simples que não reinventa a roda. Possui no entanto algumas particularidades que me pareceram bem interessantes para a época em que o jogo foi lançado, como as diferentes perspectivas e mecânicas de jogo em exploração e combate. Não é de todo um dos melhores RPGs da Mega Drive, mas vale a pena ser jogado.

The Smurfs (Sega Mega Drive)

thesmurfs_md_uk_boxA Infogrames durante a primeira metade dos anos 90, para mim era uma empresa conhecida principalmente pelos seus videojogos baseados em personagens de banda desenhada europeia, como era o caso de Astérix, Spirou ou os Smurfs, as estranhas criaturas azuis que muito populares foram durante a década de 80. Embora já tivesse o segundo jogo para a Super Nintendo, o primeiro acabou por me aparecer na sua versão Mega Drive. O meu exemplar veio de um bundle comprado no final do ano passado na Feira da Vandoma no Porto. Ficou-me por cerca de 2€.

Jogo com caixa
Jogo com caixa, na sua versão UK

Neste jogo o nosso objectivo é defrontar o feiticeiro Gargamel e o seu gato Cruel, pois o mesmo raptou uma série de Smurfs, incluindo a única fêmea lá da aldeia, a Smurfette (é fácil de entender porque querem ir todos salvá-la!). Começamos a aventura pela aldeia dos Smurfs e vamos percorrendo a região em florestas, lagos, cavernas ou montanhas. A jogabilidade é simples, como um jogo de plataformas perfeitamente normal. Há botões para saltar, correr ou atirar objectos, quando possível. Isto porque a única maneira de derrotar os inimigos é saltando-lhes em cima, no entanto pelo meio lá vamos salvando outros smurfs, podendo depois jogar com eles nalguns níveis específicos, sendo que cada um possui diferentes habilidades.

Como em muitos jogos de plataforma, temos vários itens para apanhar. Alguns apenas nos dão pontos extra, outros podem restaurar parte da nossa barra de energia
Como em muitos jogos de plataforma, temos vários itens para apanhar. Alguns apenas nos dão pontos extra, outros podem restaurar parte da nossa barra de energia

Um deles é o Fun Smurf que atira presentes que servem de bombas para derrotar alguns inimigos em sítios mais perigosos. O Greedy Smurf possui uma habilidade similar, mas atira bolos em vez de presentes. A diferença é que os bolos explodem logo ao tocar em qualquer coisa, enquanto que os presentes demoram a explodir. Por fim há um outro smurf que podemos salvar e cuja habilidade especial está em iluminar zonas escuras. De resto é um jogo que possui uma jogabilidade bastante simples e competente, e qualquer fã de jogos de plataformas não terá muitas dificuldades em jogá-lo.

Graficamente é um jogo muitíssimo bem detalhado para uma Mega Drive.
Graficamente é um jogo muitíssimo bem detalhado para uma Mega Drive.

A nível gráfico, é um jogo altamente colorido e bem detalhado, seja em que versão for. Esta versão Mega Drive pode-se comparar à da Super Nintendo e apesar de possuir óptimos gráficos, é verdade que a versão SNES acaba por levar a melhor pelos visuais mais coloridos e com alguns efeitos gráficos adicionais. As músicas são bastante alegres em ambas as versões, mas a Super Nintendo possui temas mais orquestrais devido ao seu chip de som mais avançado, pelo que alguns poderão preferir também essa versão. Ainda assim, considero ambas as versões 16bit muito boas do ponto de vista técnico. Um dia ainda me aparecerão as versões 8bit da Sega que também me parecem estar muito boas, mas isso há-de ser tema para outro artigo.

Pete Sampras Tennis (Sega Mega Drive)

pete-sampras-tennisContinuando pelas rapidinhas, vamos voltar aos jogos desportivos para a Mega Drive e o título que cá trago hoje até o primeiro Pete Sampras Tennis, da Codemasters. Este jogo conta também com uma particularidade, pois é o primeiro, ou dos primeiros títulos da Codemasters com os famosos cartuchos J-Cart. Esses cartuchos possuiam 2 entradas adicionais para ligar 2 comandos adicionais. Foram muito usadas em jogos da saga Micromachines! No entanto nem todas as edições vinham com um cartucho J-Cart, pois a minha vem num cartucho normal da Codemasters. O meu exemplar veio de um lote que comprei no final do ano na feira da Vandoma no Porto, com cada jogo a ficar-me por cerca de 2€. Edit: Recentemente arranjei por 7€ uma outra versão, com o J-Cart.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual. Versão normal.
Jog com caixa e manual. versão J-Cart

Pete Sampras Tennis não possui licenças para os nomes dos jogadores, excepto o do próprio Pete Sampras, o que para mim não causa nenhum problema. A jogabilidade é simples e bastante funcional, o que se jogado com 4 jogadores em simultâneo resulta muito bem! Possuimos 3 modos de jogo, o challenge que como o nome indica é uma partida simples, o world tour que é uma espécie de campeonato, onde se vão jogando partidas ao longo de vários courts em países diferentes. Por fim temos o Tournament onde se pode organizar vários torneios. O suporte ao multiplayer pode ser de 2 a 4 jogadores, pois é possível jogar em doubles, ou seja, com 2 jogadores de cada lado da rede. Por fim, o progresso no modo world tour é gravado através de passwords, e com a password ZEPPELIN, desbloqueamos 2 modos de jogo adicionais. O primeiro é o Huge Tour, que basicamente é uma versão extendida do World Tour e o melhor de todos, o Crazy Mode. Este Crazy mode é basicamente um proto-Mario Tennis, pois existem power-ups e golpes especiais, para além de um cameo do Dizzy a andar sobre a rede.

Para além de ser bonitinho, é muito agradável de se jogar!
Para além de ser bonitinho, é muito agradável de se jogar!

A nível audiovisual acho que este Pete Sampras Tennis é bem competente nesse campo. As músicas são alegres e viciantes, mas ocorrem apenas nos menus e afins, deixando as partidas apenas com os sons do público e das raquetes a bater na bola. Os gráficos são bem detalhados, especialmente nos courts de ténis e nas animações dos tenistas. Em suma, Pete Sampras Tennis acaba por ser um jogo bem competente dentro do género, pelo menos na era das 16bit. Foi sucedido pelo Pete Sampras 96 que sinceramente já não cheguei a jogar.

Shaq Fu (Sega Mega Drive)

19257_frontA rapidinha de hoje vai incidir num daqueles jogos que tem tão má fama, que as pessoas chegam a um ponto e que o julgam sem sequer o terem experimentado. Estou a falar claro do Shaq-Fu, um jogo de luta desenvolvido pela Delphine Software, que protagoniza o famoso jogador de basket Shaquille O’Neal. É verdade que a fórmula Delphine Software + jogo de luta + estrela de basket como protagonista é uma coisa muito insólita no mínimo, mas como se safaram mesmo? Vamos ver. O meu exemplar veio de um bundle de jogos que comprei há poucos meses na Feira da Vandoma no Porto, ficou-me a 2€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Bom, uma das primeiras coisas que ouvimos quando o assunto é o Shaq-Fu, é o absurdo do seu conceito e história. Shaquille, mestre da arte marcial do Shaquido (é difícil escrever isto com uma cara séria), foi ao Japão para participar num jogo de caridade. Quando andava a passear pela cidade, decidiu entrar num pequeno dojo. Lá, o mestre Leotsu diz-lhe que tem de salvar Nezu, seu neto, das garras de um poderoso feiticeiro. Sem nos dizer muito mais, encaminha-nos por um portal para uma outra dimensão, onde iremos encarar uma série de adversários e falar com eles como se já os conhecêssemos desde a escola primária. Lindo! É que o jogo foi editado e publicado pela Electronic Arts, e conhecendo-os, se quisessem fazer um jogo com o Shaq, era muito mais simples e lógico fazer algo em torno do basket e nem precisava de ser um jogo desportivo, podia ser algo na onda de um Marko’s Magic Football. Mas avançando…

Antes de cada combate podemos explorar o overworld, escolhendo o combate seguinte. Quanto mais se vai avançando no jogo, mais lineares as coisas ficam.
Antes de cada combate podemos explorar o overworld, escolhendo o combate seguinte. Quanto mais se vai avançando no jogo, mais lineares as coisas ficam.

Antes de avançar para a jogabilidade em si, vamos falando nos modos de jogo. Shaq-Fu possui o modo história, onde nos deixa navegar no overworld entre cada confronto, deixando-nos assim decidir como queremos progredir nos combates. Para além do modo história temos também o multiplayer, nomeadamente o típico versus para 2 jogadores, ou um modo torneio por eliminatórias que pode ter até 8 jogadores. A versão Mega Drive quando comparada à sua rival mais directa, a Super Nintendo, acaba por ganhar no conteúdo, visto ter muitas personagens adicionais e alguns níveis extra. Agora a jogabilidade também é das coisas que as pessoas pior falam deste jogo e sinceramente nesse campo também me parecem ter alguma razão, pois tenho tido uma dificuldade acima da média em fazer com que os meus golpes acertem em alguém, ou mesmo que os golpes especiais saiam, não está fácil. Pode ser problema meu pois já vi alguns gameplays exímios e que dão uma impressão muito errada do jogo, mas não é fácil chegar lá.

É verdade que a história é estranha e a jogabilidade deixa a desejar, mas ao menos tem "altes grafiques".
É verdade que a história é estranha e a jogabilidade deixa a desejar, mas ao menos tem “altes grafiques”.

Agora em tudo o resto, este Shaq-Fu até está bastante acima da média e é verdade que um jogo com má jogabilidade não pode ser desculpado se possui bons audiovisuais, mas ao menos não pode ser chamado de um lixo completo. É que a Delphine Software pode não saber fazer jogos de luta, mas se há coisa que eles realmente eram muito bons na era 16bit era nas animações e detalhe gráfico. Para quem não estiver recordado, são os mesmos autores de clássicos como o Another World e Flashback. As sprites apesar de serem pequenas, estão muito bem detalhadas e animadas e o mesmo pode ser dito do mundo do jogo que vai tendo cenários variados, mas sempre algo austeros e hostis. As músicas não são as melhores que já ouvi, mas não são nada más também.

Portanto, apesar de concordar que é um jogo que possui um conceito e história que não fazem sentido nenhum, nem mesmo do ponto de vista de marketing do jogador, e entender perfeitamente as críticas que fazem à jogabilidade, nem tudo aqui é assim tão mau assim e está muito longe de ser chamado um dos piores jogos de sempre.

Ren and Stimpy: Stimpy’s Invention (Sega Mega Drive)

147297-the-ren-stimpy-show-stimpy-s-invention-genesis-front-coverDas coisas que mais tenho saudades dos anos 90 é a série de animação da Nickelodeon, Ren & Stimpy. Aquela dupla de animais protagonizaram uma série animada bastante bizarra e com alguns contornos mais adultos que em criança nos passavam completamente despercebidos. E como todas as séries de animação de sucesso, acabaram sendo lançados vários jogos. Exclusivo para a Mega Drive saiu este Ren & Stimpy: Stimpy’s Invention, cujo meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa algures no ano passado. Custou-me 2€, embora lhe falte o manual.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

O jogo anda todo à volta de uma invenção do Stimpy, a Mutate-O-Matic, uma máquina que transforma lixo em comida. E quando Stimpy mostra a máquina ao Ren, a máquina explode, perdendo algumas peças pelo caminho e deixando a cidade ainda mais doida do que o habitual. O jogo será então passado a percorrer vários níveis doidos tal como nos desenhos animados e procurar as peças perdidas da máquina. A parte interessante deste jogo está na sua jogabilidade cooperativa, tal como foi feito no World of Illusion, onde um jogador poderá controlar o Ren e o outro o Stimpy. Como não poderia deixar de ser, cada personagem possui diferentes habilidades e mesmo se jogarmos sozinhos, ambas as personagens estão sempre presentes no ecrã e podem ser alternadas livremente entre si. Mas as habilidades acabam  por ser diferentes mais a nível de animações em si, os objectivos acabam por ser os mesmos. Por exemplo, Ren pode-se encavalitar no Stimpy de forma a correr e conseguir saltar mais longe, por sua vez Stimpy pode usar Ren como uma vara para saltar mais longe. Para atacar os inimigos, se estiverem separados Ren usa o seu mata-moscas e Stimpy uma toalha enrolada. Já se estiverem juntos podemos usar uma série de botões e combinações que fazem com que Ren ou Stimpy atirem o parceiro para cima dos inimigos, ou no caso de Ren, pode fazer com que ren cuspa uma gosma estranha, ou simplesmente atirar o seu nariz para os inimigos. Toilet humor é o que não falta aqui, tal como nos desenhos animados! Até porque há um segmento de um nível em que tanto Ren como Stimpy enchem-se de ar e voam, sendo propulsionados com, à falta de palavra mais eloquente, flatulências.

As quatro peças do Mutate-O-Matic que teremos de arranjar
As quatro peças do Mutate-O-Matic que teremos de arranjar

Se há coisa que bem me lembro quando joguei este jogo em miúdo era precisamente a sua dificuldade. Talvez por não entender bem as mecânicas de jogo, pois passávamos mais tempo a dar bofetadas no Stimpy do que a tentar progredir no jogo. Mas o mesmo possui alguns elementos de platforming mais exigentes e bastantes surpresas com as quais não estamos inicialmente a contar, como aquelas girafas carnívoras quando atravessamos o jardim zoológico. Quer joguemos sozinhos ou com um amigo, temos de ser pacientes, embora existam vidas extra e itens que nos restaurem parte da nossa barra de vida.

Graficamente é um jogo interessante muito pelo bizarrismo que contém. As já faladas animações de Ren e Stimpy estão muito boas, bem como aquelas coisas mais inesperadas, como as tais girafas carnívoras ou os macacos muito especiais. Os níveis estão bem detalhados e quem se recorda dos desenhos animados consegue identificar aqui muitos dos seus traços. As músicas são também agradáveis, já os efeitos sonoros não tenho nada a apontar.

Girafas carnívoras! O jogo é tão bizarro como os cartoons e isso é bom!
Girafas carnívoras! O jogo é tão bizarro como os cartoons e isso é bom!

Portanto este Stimpy’s Invention é um jogo bastante agradável de se jogar, embora as suas mecânicas de jogo, principalmente se jogarmos sozinhos, demorem um pouco para ser assimiladas. Tenho pena que seja o único jogo da série que tenha saído na Mega Drive, pois a Super Nintendo tem mais uns quantos, mas é a vida.