Micro Machines (Sega Mega Drive)

Vamos para mais uma rapidinha, visitando a Mega Drive e mais um dos seus clássicos. Com as suas origens em 1991 para a NES, Micro Machines foi um excelente e viciante jogo de corridas produzido pelo estúdio britânico Codemasters, tendo chegado às consolas da Sega só em 1993. E se por um lado as versões Master System e Game Gear perderam algum conteúdo do jogo original da NES (por razões que não faço ideia), por outro lado a jogabilidade mantém-se idêntica (e ainda bem!). O meu exemplar foi comprado a um particular em Dezembro por 5€.

Jogo com caixa e manual

No Micro Machines é como se voltássemos a ser crianças, pois controlamos os carrinhos em pistas improvisadas com as coisas lá de casa, sejam a mesa da cozinha, as secretárias da sala de aula, o quintal lá de casa, a mesa de bilhar, a praia ou mesmo a banheira. Em cada tipo pista corremos com diferentes veículos por exemplo, na banheira usamos barcos, na praia usamos Buggies, na sala de aula usamos carros desportivos, entre outros. Temos aqui dois modos de jogo diferentes, o Challenge e o Head-to-Head. Este último pode também ser jogado contra um amigo, onde o objectivo é deixar o oponente para trás um certo número de vezes (a câmara acompanha sempre quem vai à frente), já o Challenge é uma espécie de campeonato onde temos de chegar sempre pelo menos em segundo lugar para nos qualificarmos para a corrida seguinte. Se no entanto chegarmos em primeiro uma série de vezes, desbloqueamos um circuito bónus onde, a bordo de um monster truck, temos um circuito cheio de obstáculos para percorrer dentro de um tempo limite. Se formos bem sucedidos, ganhamos uma vida extra.

O circuito de qualificação é um autêntico passeio no parque.

A jogabilidade é excelente e viciante, sendo que a dificuldade também vai escalando à medida que vamos avançando no jogo. Os oponentes vão ficando mais agressivos, as pistas repletas de obstáculos e curvas apertadas, sendo que acaba por ser quase obrigatório fazer batota e cortar caminho sempre que possível. Não podemos cortar muito caminho pois o jogo também não deixa, mas nalguns circuitos é possível encontrar alguns bons atalhos. De resto, o que esta versão tem e a da Master System e Game Gear não é os níveis com helicópteros, que também existem na versão NES, mas tal como referi acima, não sei porque foram cortados nas versões 8bit da Sega.

Graficamente é um jogo excelente e muito bem colorido. Já em todas as versões 8bit poderia dizer o mesmo, mas aqui vemos ainda mais detalhe nos circuitos (em especial nas corridas na sala de aula). As músicas são practicamente inexistentes, existindo apenas no ecrã título e transições entre corridas. Nas corridas propriamente ditas temos apenas o ruído dos veículos e pouco mais. Nada a opor no entanto!

O conceito do jogo é muito simples, porém brilhante

Felizmente o jogo teve bastante sucesso na Mega Drive, pelo que este acabou por ser o sistema preferido para receber todas as sequelas durante esta era 16bit, e aqui já trouxe o Micro Machines 2. A ver se um dia arranjo os outros dois!

Batman Returns (Sega Mega Drive)

Vamos para mais uma rapidinha e voltando à consola de 16bit da Sega. Apesar de já ter trazido aqui o Batman Returns da Master System (que tinha sido produzido pela Aspect), esta iteração para a Mega Drive é um jogo diferente, produzido pela Malibu Interactive. Na verdade este é mais um dos exemplos em que temos diferentes adaptações de filmes para diferentes consolas ou computadores. As da NES e Super Nintendo, por exemplo, foram produzidas pela Konami e são beat ‘em ups à lá Final Fight ou Double Dragon. O meu exemplar foi comprado a um particular algures perto do final de 2018, tendo-me custado 15€.

Jogo com caixa e manual

O jogo segue, de uma forma leve, a história do filme de Tim Burton, onde como Batman teremos de defrontar o Pinguim que está a aterrorizar a cidade de Gotham. O jogo é um misto de sidescroller de acção e plataformas, tal como o da Master System, mas possui uma jogabilidade um pouco mais complexa. Isto porque sim, também temos um botão para atacar e outro para saltar, mas para além disso podemos encontrar e seleccionar entre diferentes armas que podem também ser usadas. Coisas como os habituais bumerangues do Batman, bombas de fumo que paralisam temporariamente os inimigos, uma arma que dispara uma espécie de arpão, entre outros. Estes itens possuem munições limitadas que teremos de descobrir pelos níveis. Tal como o jogo da Master System no entanto podemos planar ao abrir a capa ou disparar um gancho para subir para plataformas longínquas. Os outros power ups consistem itens que nos regeneram a barra de vida ou mesmo vidas extras, estas que vão ser extremamente úteis pois o jogo é desafiante, com inimigos a surgirem de todo o lado e muitas vezes é difícil não sofrer dano.

Graficamente este é um jogo muito sinistro por vezes, gostei disso.

A aventura está dividida em 4 actos, cada qual com diversos níveis e ocasionalmente sub bosses (como é o caso da Catwoman), culminando num boss no final do acto onde o Pinguim marca sempre a sua presença. Como devem imaginar o jogo decorre todo à noite, com os níveis a atravessarem os edifícios da cidade de Gotham, um centro comercial antigo, um circo todo psicopata, culminando nos esgotos, onde acabamos por derrotar o Pinguim de uma vez por todas.

E aqui até devo dizer que não desgostei de todo dos gráficos. Por um lado é verdade que a sprites de alguns inimigos podiam e deviam ter mais detalhe. Mas por outro lado, acho que os níveis possuem um bom nível de detalhe, principalmente tendo em conta os tons escuros que o jogo usa. Há um nível que jogamos num plano inclinado que ficou muito bem conseguido, já no acto com a temática do circo há um nível onde andamos a saltar de carruagem em carruagem num comboio repleto de armadilhas… são dois bons exemplos de originalidade no level design. Já no que diz respeito ao som, este também tem os seus altos e baixos. Isto porque pessoalmente não achei os efeitos especiais nada de especial, mas já as músicas, essas são interessantes pois tanto variam em temas discretos e algo sinistro, como melodias mais mexidas. Para mim foi mesmo uma questão de hábito.

Achei este nível tecnicamente bem conseguido

Portanto temos aqui um jogo que apesar de longe de ser perfeito, até que dá para divertir um pouco. A versão Mega CD é muito semelhante a esta, mas para além de incluir uma banda sonora de melhor qualidade, temos também alguns níveis onde conduzimos o Batmobile e as capacidades técnicas da Mega CD são mesmo postas à prova. Mas isso é tema para um eventual artigo no futuro.

Ariel the Little Mermaid (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas e na Mega Drive, temos cá hoje mais um videojogo baseado nos filmes da Disney. Mais uma vez por um lado temos a Capcom, que produziu um videojogo da Little Mermaid para a NES e Gameboy, já por outro lado nas consolas da Sega foi a própria empresa nipónica que subcontratou a Blue Sky software para que desenvolvesse um videojogo para as suas consolas. Portanto uma vez mais temos videojogos completamente distintos para diferentes plataformas, tal como aconteceu mais tarde com o Aladdin. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular algures no Verão deste ano.

Jogo com caixa, versão norte-americana

No entanto, a história deste jogo não segue os eventos do filme. Muito resumidamente a Ursula, rainha do Mal e vilã do filme, transformou todos os “sereios” e sereias em meras minhocas. Podemos jogar com Ariel ou com o seu pai, o Rei Tritão. Dependendo da personagem que escolhermos, teremos também de salvar a outra personagem de Ursula.

Podemos jogar com Ariel ou com o seu pai, o Rei Tritão

No fim de contas, podemos ver este jogo como uma espécie de Ecco the Dolphin (mas infelizmente com muito pior qualidade). Então vamos percorrer diversos níveis no oceano, onde teremos de localizar todas as minhocas, libertá-las da sua maldição ao tocar nelas ou acertando-lhes com a nossa arma, que por sua vez são bolas de fogo se jogarmos com o rei Tritão ou notas musicais se jogarmos antes com a Ariel. Os níveis vão sendo cada vez mais complexos e labirínticos, com inimigos cada vez mais poderosos. Para além dos ataques normais, temos também uns ataques mais poderosos, porém esses já usam algumas “munições”.

Ao pausar, temos acesso a um mapa do nível em questão onde vemos onde estão as outras sereias que temos de salvar

Ao carregar no botão Start, para além de pausarmos o jogo vemos também um mapa do nível onde, dependendo do nível de dificuldade escolhido vemos a posição actual onde estamos, onde estão as outras sereias que temos de salvar e a saída do nível. Para além disso poderemos encontrar chaves que abrem baús com itens que nos regeneram a vida e tesouros que servem de unidade monetária no jogo. Isto porque podemos também encontrar algumas “lojas” onde poderemos comprar munições para os ataques especiais, regenerar a nossa vida, comprar vidas extras ou a ajuda dos nossos amigos: o caranguejo chato, o peixe amarelo e outro que sinceramente não me recordo sequer de o ver no filme. Basicamente a qualquer momento no jogo podemos chamar a ajuda desses amigos: o caranguejo afasta momentaneamente os inimigos, o peixe consegue empurrar algumas rochas e abrir novos caminhos, já o outro peixe consegue desenterrar tesouros. No fim de cada nível temos um boss para defrontar, como é habitual.

Ocasonalmente podemos visitar uma loja e comprar alguns mantimentos.

A nível audiovisual, este jogo não é nada do outro mundo. Graficamente creio que os níveis e inimigos poderiam estar melhor detalhados, mas também já vi jogos muito piores na Mega Drive. Mas é no som que este jogo para mim falha mais: a música do primeiro nível é horrível, pois há ali um instrumento que literalmente só faz barulho e nada tem a ver com o resto da música. Felizmente nos níveis seguintess a música lá acaba por melhorar. Já os efeitos sonoros também são algo irritantes, principalmente o ataque normal da Ariel ou o som que ouvimos cada vez que sofremos dano.

Portanto, este jogo da Disney sinceramente não me encheu as medidas. Felizmente que o jogo produzido pela Capcom para a NES e Gameboy é um pouco melhor, pelo que se realmente forem fãs desta franchise acabo antes por recomedar esse.

Aero the Acro-Bat (Sega Mega Drive)

Já há muito que a Sega tentava arranjar uma mascote para rivalizar com Mario e quando Sonic se revelou no sucesso que foi, declarou-se aberta a “corrida às mascotes”, pois todas as empresas de videojogos queriam o mesmo lugar na spotlight. Inúmeras foram as tentativas e o braço americano da Sunsoft, através da Iguana Entertainment, também tentou a sua sorte com este Aero The Acro-Bat. E na verdade até que fizeram um jogo de plataformas bem sólido! O meu exemplar foi comprado a um particular algures no verão deste ano. Custou-me uns 12€ se bem me recordo.

Jogo com caixa

O protagonista principal é o Aero, um morcego acrobata num circo qualquer. Por algum motivo o circo é invandido por um gangue de palhaços bandidos, liderados pelo Edar Ektor e um ex-colega de Aero, o esquilo Zero, que pelos vistos tem ciúmes do morcego por ter mais popularidade que ele alguma vez teve no circo. Começamos o jogo então no próprio circo, onde o iremos explorar exaustivamente, bem como o parque de diversões anexo, a floresta ou umas dungeons mais sinistras e que funcionam como base dos vilões.

Graficamente este até que é um jogo muito bem conseguido, com boas cores e detalhe nos cenários.

Para além da temática do circo que não é algo muito comum nos videojogos a jogabilidade deste Aero the Acro-Bat até que é bastante interessante. O jogo está dividido em 4 zonas diferentes, cada uma com pelo menos 5 níveis bem grandinhos e um boss por zona. Em cada nível podemos ter diferentes objectivos, como encontrar uma série de plataformas especiais espalhadas no nível, atravessar um certo número de arcos no ecrã, sobreviver a um percurso de montanha russa ou simplesmente explorar o nível até encontrar a saída. Indepentemente do objectivo que temos de cumprir para avançar de nível, vamos tendo vários objectos circenses ou festivos para interagir: podemos ser disparados de canhões, onde geralmente até temos de atravessar alguns anéis, saltar em trampolins, ou trapézios para mergulhar para uma piscina longínqua, andar de monociclo, etc.

Vamos perder muitas vidas ao tocar em espinhos!

Fora isso a jogabilidade é relativamente simples, com um botão para saltar, outro para atacar, ao disparar umas estrelas que servem de shurikens mas que aparecem em número muito reduzido e por fim outro botão para fazer com que Aero bata as asas e consiga levitar por alguns segundos. Como atirar estrelas não é lá muito viável pois quase nunca temos munições, o método principal de ataque do Aero consiste em ele rodopiar sobre si mesmo e projectar-se contra os inimigos, rodopiando em espiral como uma broca para furar paredes. Para isso temos de saltar e, enquanto estivermos no ar, devemos pressionar o botão de salto novamente em simultâneo com uma diagonal. Isto porque este ataque apenas funciona em diagonais, o que na verdade também acaba por ser uma mecânica chave para usar em alguns momentos mais exigentes no platforming. Isto porque, à medida que vamos avançando no jogo, vamos tendo cada vez mais obstáculos como plataformas ou superfícies com espinhos e que nos fazem logo perder uma vida se lhes tocarmos, mesmo que tenhamos a nossa barra de vida cheia.

A temática do circo não é uma coisa que se veja todos os dias.

Por outro lado também vamos tendo uma série de itens que podemos apanhar e obter usos diferentes. Os itens de comida apenas servem para nos aumentar a pontuação, as estrelas servem para atirar como shurikens, embora apareçam em muito poucos números. Os páraquedas julgo que não necessito de explicar para que servem e as asas deixam-nos voar livremente por alguns segundos. Os itens em forma de A servem para restabelecer ou extender a nossa barra de vida e podemos também encontrar vidas extra ou relógios que nos dão tempo adicional para terminar o nível em questão.

No entanto, tirando a questão das estrelas/shurikens em número muito reduzido e que já referi várias vezes, o jogo possui mais alguns pequenos problemas. Um deles é o facto que Aero ganha bastante velocidade como o Sonic. A diferença é que aqui a câmara não mantém o Aero no centro do ecrã, o que geralmente nos dá muito pouco tempo para nos desviarmos de obstáculos. Ou seja, temos de ter alguma paciência e evitar a velocidade pura, até porque como também já referi, qualquer toque em superfícies que contenham espinhos dá direito a uma vida perdida, pelo que temos de ter algum cuidado com os saltos que fazemos. E sim, também temos de ter cuidado com as diagonais que escolhemos para o duplo salto/ataque em rodopio, que também nos podem atraiçoar por vezes.

No final de cada nível a nossa performance é avaliada. Se apanharmos todos os itens e derrotarmos todos os inimigos ganhamos uma vida extra no final.

De resto, a nível audiovisual sinceramente até que gostei deste jogo. Os cenários são bastante coloridos e detalhados, principalmente nas animações do próprio Aero. As músicas são também agradáveis e variadas, tendo tanto temas com melodias tipicamente circenses, como outras músicas mais rock ou electrónica.

Portanto este Aero the Acro-Bat não é um jogo perfeito, está longe disso, mas até que teve um sucesso considerável pelo que no ano seguinte não uma, mas duas sequelas acabaram por ser produzidas. Pena que andem tão caras! De resto, este mesmo jogo foi também lançado para a SNES que pelo que me informei, é em tudo idêntico a esta versão, excepto nos níveis de bónus que foram modificados para usarem o efeito gráfico Mode 7. Para além disso, anos mais tarde foi lançada uma conversão para a Gameboy Advance, que seria até o ponto de partida para os outros dois jogos da série serem também convertidos, o que infelizmente não aconteceu.

Kid Chameleon (Sega Mega Drive)

No artigo de hoje, vamos voltar para a Mega Drive e a abordar uma obra da Sega Technical Institute. Este foi um estúdio de videojogos americano que trabalhou em vários jogos da Mega Drive tal como Sonic 2, Greendog, Sonic Spinball ou Comix Zone. Mas um dos seus primeiros trabalhos foi mesmo este Kid Chameleon, um interessantíssimo jogo de plataformas que possui uma jogabilidade desafiante e bem variada. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular algures no Verão deste ano.

Jogo com caixa

A premissa deste jogo é muito simples: algures na cidade estreia uma arcade muito particular, com imersão total do jogador em realidade virtual. No entanto o boss do jogo consegue libertar-se das suas restrições de inteligência artificial e aprisisona todas as crianças que não conseguem chegar ao fim do jogo, ou seja, todas até à data. Mas claro, temos o miúdo mais cool e destemido da rua para resolver a situação e lá vamos explorar os mais variados mundos virtuais deste jogo!

O objectivo de cada nível é o de chegar em segurança à sua saída.

Exceptuando os níveis onde temos de defrontar os bosses, em todos os outros o objectivo é sobreviver até encontrarmos uma bandeira que sinalize a saída do nível em questão. Para isso o herói terá de ultrapassar imensos obstáculos e inimigos, mas felizmente temos alguns powerups para ajudar, que podem ser obtidos ao partir alguns blocos, tal como no Mario. Ora estes itens podem ser diamantes cujos podem ser coleccionados até um número de 99 e funcionam como uma espécie de unidade monetária para usar algumas habilidades, crucifixos que representam vidas extra, ou máscaras que nos permitem transformar e ganhar super poderes.

É aqui que o jogo ganha piada. À medida em que vamos avançando na aventura vamos descobrindo cada vez mais destas máscaras, que nos podem transformar em criaturas como um cavaleiro que possui mais pontos de vida, a habilidade de escalar paredes ou furar blocos de cima para baixo. Ou então transformamo-nos numa espécie de Jason do Sexta-Feira 13, que pode atirar machados para os inimigos. Ou um samurai capaz de saltar bem alto e atacar com uma espada. Ou uma mosca pequena e capaz de fazer wall-jumping. Ou um super-herói capaz de voar como um tornado… As hipóteses são várias e o design dos niveis, especialmente naqueles níveis mais avançados, é feito de forma a nos obrigar a usar estas diferentes habilidades de forma exímia. Os diamantes que referi acima servem para activar outras habilidades especiais, que são uma vez mais diferentes de máscara para máscara. Por exemplo, se tivermos transformados em mosca, usar os diamantes faz com que os mesmos actuem como uma espécie de mísseis teleguiados, cada vez que passemos perto de alguns inimigos. Por outro lado se estivermos transformados no Jason, os diamantes servem de escudo, protegendo-nos contra dano causado pelos inimigos. Outras máscaras, como o Juggernaut, um tanque que dispara caveiras, usa os diamantes que apanamos como custo para disparar esses projécteis.

O boss do jogo é um tal de Heady Metal

Para além disso, o jogo possui um número considerável de níveis, sendo uns 102 no total, embora nunca os conseguimos jogar todos numa única playthrough. Isto porque em alguns níveis podemos encontrar uns teleportes que nos podem teleportar para locais diferentes do mesmo nível, ou para níveis completamente diferentes, incluindo níveis que não entrariam numa playthrough normal sem recurso a teleportes. Portanto há aqui muito para descobrir, embora não exista qualquer mecanismo de save, pelo que teremos de terminar o jogo de uma assentada só.

A nível audiovisual, sinceramente no início não achava o jogo nada de especial mas aprendi a gostar. Isto porque as sprites são pequenas, tanto as do Kid, como as dos inimigos que enfrentamos. Ainda assim, acho o jogo competente a nível gráfico e tem um feeling que me faz lembrar o Super Meat Boy, embora não tenha tanto gore. Os níveis são bastante diversificados entre si, com cenários em florestas, fortalezas, cavernas, templos antigos ou outras ruínas. As músicas não são nada do outro mundo mas cumprem também o seu papel.

Graficamente até que é um jogo detalhado, mas poderia ter sprites maiores.

Portanto, este Kid Chameleon até que é um jogo de plataformas bem competente na Mega Drive. Teria a ganhar se houvesse alguma maneira de gravar o progresso no jogo, mas as diferentes habilidades que podemos adquirir dão-lhe uma grande variedade no gameplay, tornando-o um jogo de plataformas muito completo nesse aspecto.