Spider-Man: The Return of the Sinister Six (Sega Master System)

SpiderManReturnOfTheSinisterSix-SMS-PT-mediumDe volta para a consola 8bit da Sega e para mais uma análise rapidinha a um dos jogos que teve direiro a um lançamento “portuguese purple“, ou seja, edições lançadas exclusivamente em Portugal, numa parceria entre a Ecofilmes e a Tectoy (distribuidoras da Sega em Portugal e no Brasil respectivamente). Esses lançamentos são facilmente identificáveis pela sua capa em tons púrpura, e este Spider-Man foi um dos jogos que recebeu esse tratamento. Ora este jogo entrou-me na colecção há pouco mais de um mês, tendo sido comprado na feira da ladra em Lisboa, por uma quantia que rondou entre os 6 e os 8€.

Spider-Man Return of the Sinister Six - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manual

E tal como o título do jogo indica, jogamos pelo homem-aranha na sua luta contra os Sinister Six, que correspondia a uma story-arc da comic norte-americana algures durante os anos 90, onde os Sinister Six não eram nada mais que 6 vilões clássicos do Spider-Man. Claro que estou a falar de tipos como o Electro, Sandman, Mysterio, Vulture, Hobgoblin e o “chefão” Dr. Octopus. O jogo está então dividido em 6 diferentes zonas de Nova Iorque, cada uma delas divididas em 2/3 níveis onde temos de defrontar um desses vilões no final de cada “zona”.

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Não posso negar que tenha gostado do ecrã título

A jogabilidade é simples, porém não muito funcional. Botão direccional para movimentar, um botão facial para disparar e um outro para saltar. Se pressionarmos ambos os botões faciais então o “aranhiço” solta as suas teias, permitindo-nos baloiçar entre outras plataformas. As habilidades especiais do Spider-Man não se ficam por aqui, pois podemos escalar edifícios e atacar os inimigos com “bolas” de teia. Essas bolas têm munições limitadas, no entanto lá vamos encontrando algumas munições que podemos coleccionar para restabelecer as teias.

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Se o jogo tivesse sprites maiores não seria má ideia

Estas características até seriam interessantes se os controlos não fossem uma porcaria. A movimentação do aranha é lenta e os controlos nem sempre correspondem aos nossos comandos, para além do ataque melee, quando não dispomos de teias ser muito pouco eficaz. Dispomos de uma pequena barra de energia que vai sendo consumida com cada golpe sofrido e apenas uma vida (embora tenhamos um ou dois continues para o jogo todo), e isso em conjunto com os controlos que não funcionam da melhor forma, estão reunidos todos os ingredientes para um jogo daqueles que o AVGN gosta de falar. A versão NES deste jogo até foi editada pela LJN, portanto se calhar até já falou dele mesmo. No entanto não posso deixar de comentar que nem tudo é assim tão mau. Em alguns níveis requerem mesmo uma interacção básica com o meio ambiente, seja simplesmente procurar uma simples chave para abrir uma porta, ou um punhado de dinamite para explodir com uma passagem, ou mesmo uns óculos com visão infra-vermelha para conseguirmos ver alguma coisa numa sala completamente às escuras.

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Antes de cada “zona” temos uma pequena introdução ao vilão que vamos enfrentar no final

Graficamente nota-se bastante bem que é uma conversão do mesmo jogo que saiu para a NES. Embora seja visualmente mais colorido, tirando assim partido da maior paleta de cores que a SMS disponibilizava, as sprites do aranhiço ou mesmo dos inimigos são bastante pequenas, e os níveis não são tão detalhados assim. A Master System é capaz de fazer melhor. As músicas e efeitos sonoros também não são nada de especial, mas isso já é normal na Master System, que tirando algumas excepções, o seu chip de som standard estava uns furos abaixo da concorrência.

No fim de contas este é mais um sidescroller para a consola da Sega que ficou esquecido no tempo, e face aos seus maus controlos e um restante jogo algo medíocre, é fácil perceber o porquê.

Transbot (Sega Master System)

TransBot-SMS-PTDe volta para a consola de 8bit da Sega para um artigo bastante curto, assim como o jogo que possui apenas 2 níveis únicos. Tal como My Hero, Transbot é um daqueles jogos completamente arcade que ainda se faziam em plenos anos 80, onde não existe um final e o único objectivo é obter o máximo de pontos possível. Lançado originalmente no japão com o nome de Astro Flash e no mercado brasileiro como Nuclear Creature, Transbot foi um dos poucos jogos que tiveram direito a um relançamento dos chamados “Portuguese Purple”, edições com a capa roxa exclusivas ao mercado português. Como este Transbot veio parar à minha colecção, eu sinceramente não me recordo muito bem. Penso que tenha sido comprado através de um leilão no já defunto miau.pt e não me terá custado mais de 5€. Infelizmente está sem manual.

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Jogo com caixa. O artwork na release Portuguese Purple foi bastante modificado face ao original

Este é daqueles jogos que tem uma história, mas acaba por não ter importância nenhuma no jogo. O jogo decorre no ano 2000, após uma guerra nuclear que dizimou toda a civilização humana, excepto alguns sobreviventes que tinham tomado abrigo. Mas após o final da guerra, um supercomputador com inteligência artificial tomou o planeta de assalto, e neste momento a única esperança que a Humanidade tem é o jogador, que pilota uma especial nave de combate, capaz de se transformar em várias outras formas, daí o nome Transbot.

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O primeiro nível é logo o que acaba por ser visualmente mais variado

É pena o jogo ser incrivelmente curto e ter apenas 2 níveis que se repetem à exaustão, aumentando o grau de dificuldade gradualmente. Digo isto pois Transbot tinha potencial para ser um bom jogo. A jogabilidade é a básica de um shooter vertical à lá R-Type, contudo o jogador tem de ter em atenção a duas barrinhas que aparecem no canto superior direito. Power é essencialmente a barra de vida, deixando-a ir a zero o jogador perde uma vida. A outra é a barra da munição. Ao longo do jogo, enquanto vamos combatendo contra outros inimigos variados, surge uma carrinha a conduzir na superfície, essa carrinha tem powerups que devemos apanhar. Quando apanhamos esse powerup, umas letras vão saltando no ecrã, de A a G, cada letra representa uma arma diferente, excepto a A que é uma arma básica com munição infinita e a G que simplesmente restabelece a barra de munições no máximo para a arma que já está equipada. O jogador pode escolher assim a arma que mais lhe convém em cada situação, o que é uma mecânica de jogo interessante na altura.

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O segundo nível já é mais repetitivo, porém tem um boss

Transbot, devido ao seu pouco conteúdo, foi um dos poucos jogos cujo lançamento original não foi em cartucho, mas sim em cartão, com 32KB de memória. Ainda assim, mesmo para a pouca coisa que tem mostra ser um jogo tecnicamente muito bom para os padrões de 1985/1986. Os gráficos são bastante coloridos, e no primeiro nível (o que decorre no exterior) tem um bonito efeito de parallax, que consiste basicamente no background a mover-se mais lentamente que o resto da acção, causando um efeito de profundidade. Não são muitos os jogos da Master System que usam esta técnica (pouco mais de 30) e as músicas, mesmo não utilizando a expansão FM são bastante boas para a consola que é. É de facto uma pena o jogo não ter mais conteúdo, pois na minha opinião poderia ser um clássico do género para a Master System. Assim sendo, esses títulos permanecem com o Power Strike 2 e R-Type.

Streets of Rage (Sega Master System)

Streets of Rage Master SystemFazer uma análise a um port 8bit de um dos maiores clássicos da Mega Drive tem o que se lhe diga, pois um dia que venha a possuir o jogo original a sua análise já será um pouco menos detalhada. Ainda assim acho que a conversão para a Master System tem o seu mérito, por ter sido muito bem conseguida tecnicamente, na minha opinião. A série Streets of Rage surgiu durante o ano de 1990, com a SEGA a capitalizar sobre o grande sucesso que jogos como Double Dragon ou Final Fight tinham feito nas arcades. A Sega antecipou-se assim à Capcom com a conversão do Final Fight para SNES, lançando este jogo na Mega Drive em primeiro lugar. Infelizmente, a versão Sega Master System deste Streets of Rage apenas chegou às lojas já no ano de 1993. A minha cópia do jogo chegou-me às mãos por volta de 2005, onde me custou uns 7.5€ num leilão no Miau.pt. Está completa e em bom estado.

Streets of Rage - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manuais

A história é o cliché do costume. Um enorme gangue de criminosos toma de assalto uma grande metrópole norte-americana, tornando a cidade bastante insegura para todos os seus cidadãos. Um grupo de jovens polícias fartaram-se da situação e decidem fazer justiça pelas suas próprias mãos, distribuindo pancada por todos os bandidos que encontrarem pela frente, desde o “soldado raso”, até ao kingpin lá do sítio. Pode ser um cliché, mas a verdade é que nestes jogos o que um gajo quer é encher a bandidagem de pancada, o resto é bónus. Os polícias que podemos jogar são Axel Stone, Adam Hunter, ou a menina Blaze Fielding, cada um com as suas peculiaridades, com Blaze ser mais fraca porém mais ágil, Adam mais forte e lento, e Axel como uma personagem “all around“.

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Antes do ecrã título também existe uma “cutscene” toda fancy como no original

Antes do Streets of Rage ter sido lançado para a Master System, a Game Gear recebeu também uma conversão. Ao contrário de practicamente todos os outros jogos que existem tanto para a Master System como a Game Gear que têm muito poucas diferenças entre si, devido ao hardware das 2 plataformas  ser muito semelhante, estes Streets of Rage são uma excepção. Na versão Game Gear, para além dos gráficos serem diferentes, a jogabilidade foi modificada, com as personagens a perderem alguns golpes, o Adam não pode ser seleccionado e como seria de esperar não existe nenhum modo multiplayer. A versão Master System inclui todos os 3 personagens e os seus combos na totalidade, mas infelizmente também não incluiu nenhum modo multiplayer. A jogabilidade, apesar de herdar todos os combos  do parente 16bit da Mega Drive, não é das melhores infelizmente. Existem alguns bugs de detecção de colisões, especialmente quando o jogador agarra numa arma. A dificuldade do jogo também é muito maior na versão 8bit, na minha opinião, por culpa também destes problemas. O botão de ataque especial, na falta de mais botões no comando, acabou por ser o botão de pausa da Master System, cujo sempre foi bastante incomodativo, mas é o que há.

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Ecrã de escolha da personagem com que queremos jogar, notem as diferenças

Visualmente a conversão para a Master System está muito competente. É certo que as sprites das personagens e objectos no geral estão muito mais pequenas e com menos detalhe do que a versão Mega Drive, é perfeitamente normal, embora os bosses continuem com sprites bem grandinhas e que pouco ficam a dever às suas incarnações originais. Mas os cenários variados e as cores garridas do original também estão aqui presentes. Logo no icónico primeiro nível, com todas as lojas repletas de letreiros de neon coloridos, dá para perceber que foi feito um enorme esforço por parte da Sega na conversão deste jogo. Ao contrário da versão Game Gear, que naturalmente corre a uma resolução inferior, esta apresenta um maior detalhe e número de objectos nos níveis, para além de ter os 8 níveis originais, ao contrário dos 6 da Game Gear. As músicas são remixes das originais do Yuzo Koshiro para a versão da Mega Drive, embora a qualidade do chip de som da Master System deixe muito a desejar neste aspecto.

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Sempre achei piada ao ataque especial. E com o carro do E-Swat!

Ainda assim, mesmo com as suas falhas, acho o Streets of Rage para a Sega Master System uma conversão muito boa, tendo capturado todo o “charme” do original da Mega Drive num sistema nitidamente inferior. Óbvio que a versão de 16bit continua a ser a melhor escolha, mas a Master System tem uma conversão muito bem conseguida. A Master System viria também a receber uma conversão do Streets of Rage 2 mais tarde, embora não seja tão fiel ao original.

Super Space Invaders (Sega Master System)

Super Space Invaders

Deixando um pouco de lado os jogos indie para o PC, vou então voltar à minha querida Sega Master System para um pequeno artigo. O jogo que trago hoje é a adaptação para a consola 8bit da Sega de um dos mais importantes videojogos da indústria, o mítico Space Invaders da Taito. Este Super Space Invaders é na verdade a conversão caseira de uma das sequelas do original, o Super Space Invaders ’91 cujo lançamento ficou a cargo da Domark. Empresa essa que lançou o jogo para quase toda a máquina que vendia bem em solo europeu, desde as consolas 8bit da Sega aos velhinhos ZX Spectrum, Commodore 64 e restantes computadores domésticos. Mais uma vez a conversão para a Master System ficou a cargo dos estúdios The Kremlin e/ou Tiertex. Ora a minha cópia veio-me parar às mãos junto com um pack de 7 jogos que comprei no Miau por 5€, infelizmente não vem com manual, mas pelo preço que foi não me posso queixar.

Super Space Invaders - Sega Master System
Jogo com caixa, infelizmente falta o manual, pelo que já vi, é muito interessante.

Após uma introdução retirada de uma prompt de comandos como os terminais da velha guarda faziam, ficamos a saber que a terra está a ser alvo de uma invasão alienígena, e um briefing de quais as armas que temos ao nosso dispor, e quais as naves aliens que iremos defrontar, com os respectivos detalhes técnicos. Um pormenor interessante, e de facto nada mais é preciso saber acerca do Space Invaders, onde controlamos um veículo terrestre que se move da esquerda para a direita e vai disparando vários tiros para o ar de forma a destruir os aliens que ameaçam destruir o nosso planeta.

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Este title screen é mesmo à jogo europeu dos anos 90…

Mas este Super Space Invaders tem várias diferenças face ao original, embora muitas das mecânicas originais se mantenham. O jogo coloca então o jogador a enfrentar uma matriz de várias naves alienígenas que se movem em conjunto e disparam contra o jogador, movendo-se cada vez mais rápido quanto menos naves estiverem disponíveis. Consoante o jogo vai progredindo, a dificuldade também aumenta, pelo que os inimigos ficam cada vez mais “ferozes”, multiplicando-se ou mudarem o seu padrão de movimento. Felizmente este não é um dos shooters 1 hit kill, o jogador possui um escudo que permite absorver algum dano antes de se perder uma vida, de qualquer das formas sempre que uma nave consiga aterrar em terra firme perde-se uma vida. Também existem alguns powerups que podemos ir apanhando, dando ao jogador diferentes armas que se tornam bastante úteis, entre outros como por exemplo paralizar temporariamente os inimigos. Algumas das outras novidades introduzidas neste jogo face ao original é a implementação de um modo de 2 jogadores em simultâneo, a inclusão de bosses gigantescos no final de alguns níveis ou mesmo de níveis de bónus algo remeniscientes de um outro clássico das arcades, o Galaga. Nesses níveis de bónus chamados “Cattle Mutilation”, temos de proteger uma série de vaquinhas que estão tranquilamente a pastar no campo, de uma série de OVNIs que as tenta raptar – é bom ver algum sentido de humor no jogo. O progresso no jogo também é algo que fica a cargo do jogador, podendo este escolher o nível seguinte a jogar, totalizando 12 níveis distintos.

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Algumas naves inimigas não explodem ao primeiro contacto, umas duplicam de tamanho, outras multiplicam-se… é uma festa!

Visualmente, longe estão os níveis monocromáticos do Space Invaders original. Aqui todos os níveis têm uma paisagem de fundo, sendo que alguns incluem também scrolling. Óbvio que o detalhe gráfico está longe do original Super Space Invaders ’91 da arcade, ou mesmo das conversões para os computadores mais poderosos como o Commodore Amiga ou a Atari ST. Uma coisa interessante de mencionar é que pelo menos estas 3 edições possuem cutscenes de abertura (e de fecho, presumo eu) completamente diferentes e todas bastante originais. Tal como a versão arcade, practicamente não existe música nesta adaptação para a Sega Master System, apenas no final do jogo e, por sinal, é uma música muito bem conseguida, aproveitando da melhor forma os recursos limitados que a Master System oferece neste campo. De resto, ao longo do jogo, os “barulhinhos” que vamos ouvindo são os típicos de uma arcade dos anos 80, neste aspecto conseguiram recriar um clima mais nostálgico. A acompanhar esses efeitos sonoros existe uma espécie de batida que vai acompanhando o ritmo do jogo. Cada vez que o bloco de naves se move, ouve-se um som grave, à medida em que vamos destruindo as naves, as restantes vão-se movendo cada vez mais rápido, o que aumenta também o ritmo da batida, o que cria algum ambiente mais tenso.

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Ecrã de selecção de níveis

Concluindo, a versão Sega Master System apesar de estar tecnicamente longe do Super Space Invaders 91 da Arcade ou as suas adaptações para os computadores de 16/32 Bit Atari ST e Commodore Amiga, ainda assim é um port interessante que consegue reter todo o sentimento nostálgico do Space Invaders original.

Sapo Xulé S.O.S. Lagoa Poluída (Sega Master System)

SapoXuleSOSLagoaPoluidaJá há algum tempo que não escrevia nada sobre a Sega Master System, pelo que decidi apresentar um jogo fora do comum. Este jogo, tal como muitos outros que a Tectoy lançou em exclusivo para o mercado Brasileiro, é um hack oficial de um outro jogo da Sega, desta vez um primitivo shooter chamado Astro Warrior. Algum leitor brasileiro que me corrija se eu estiver errado, a personagem Sapo Xulé faz parte de uma série de animação infantil brasileira e a Tectoy “desenvolveu” 3 jogos utilizando a personagem. A versão que trago cá é ligeiramente diferente, pois faz parte dos Portuguese Purple que já tenho vindo a referir noutros jogos, edições lançadas exclusivamente para o mercado português por intermédio da Ecofilmes, facilmente identificáveis pelas suas capas roxas. A minha cópia foi-me oferecida de presente de aniversário há muitos e muitos anos atrás, estando completa e em bom estado.

Sapo Xulé SOS Lagoa Poluída - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manual

Segundo a caixa do jogo, a história consiste simplesmente no Sapo Xulé, equipado do seu poderoso submarino a tomar de assalto 3 diferentes centrais subaquáticas de processamento de lixo, que estavam a poluir drasticamente a sua lagoa, ameaçando toda a fauna e flora do sítio. E o jogo é isto, um shooter 2D vertical que substitui o fundo negro do espaço por um verde escuro, com as naves inimigas a serem substituídas pelos mais variados detritos, desde tesouras, botas rotas, fósforos e cotonetes, entre outros, cada qual com diferentes padrões de movimentação. O Astro Warrior original é um jogo já de 1986, e tal como vários outros da mesma época para a Sega Master System é um jogo sem fim, repetindo as 3 diferentes áreas com a dificuldade a aumentar progressivamente. Na altura em que era piqueno e não tinha muito mais com o que jogar, não cheguei a passar do 3º nível (sim, eu sou mau em shooters deste tipo), pelo que se alguém já teve a oportunidade de passar o 3º nível agradeço que indique se este jogo também entra num loop, ou termina.

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Alguns dos primeiros inimigos que encontramos… quem deita fora fósforos por usar?

Para além dos inimigos peculiares (nunca tinha visto um cotonete a disparar bolas amarelas – o que visto bem as coisas quase 20 anos depois, é um bocado nojento), existem também os habituais power-ups que dão outros tipos diferentes de disparo, bem como outros que nos colocam navinhas auxiliares ao nosso lado. Também como é habitual, temos um boss no final de cada nível. Embora o jogo esteja longe de ser um bullet hell que por vezes vemos por aí (e algum asiático a jogá-lo com uma mão atrás das costas), é daqueles que basta um hit para morrermos, pelo que exige alguma destreza do jogador e também uma boa memória para se lembrar dos padrões inimigos.

Graficamente não posso dizer que seja o melhor jogo de sempre da Master System, o fundo é horrível e poderia ter mais detalhe, bem como as centrais industriais também poderiam ter mais algum detalhe – algo que não mudou desde Astro Warrior. Por outro lado, os inimigos ficaram bem retratados e o que seria inicialmente um shooter genérico no espaço é agora um shooter genérico, mas com inimigos originais. As músicas também não são nada do outro mundo, mas ficaram-me gravadas na cabeça, tal como muitas outras da Master System em plenos anos 90.

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O primeiro boss, não é muito difícil.

Não é um jogo que recomende vivamente, a Master System não é uma plataforma de excelência neste tipo de shooters, embora tenha alguns bons como R-Type e Aleste/Power Strike. Ainda assim, este Sapo Xulé apresenta o seu valor como artigo de colecção, visto ser uma edição exclusiva para o mercado nacional.