Psychic World (Sega Master System)

Na PUSHSTART deste mês, um dos artigos que tive a oportunidade de escrever foi ao Psychic World da Sega Master System, uma conversão de um sidescroller algo obscuro, desenvolvido pelo estúdio Hertz para os computadores japoneses MSX2. A conversão para a Master System trouxe algumas mudanças que poderão ler na minha análise completa, bastando para isso seguir este link.

Psychic World - Sega Master System
Jogo com caixa

A minha cópia do jogo deu entrada na minha colecção algures entre Novembro ou Dezembro de 2013, tendo sido comprada na loja portuense Pressplay, onde já fazia um bom tempo que não visitava a loja. O jogo custou-me algo perto dos 9€, mas infelizmente não traz manual.

World Cup Italia ’90 (Sega Master System)

WorldCupItalia90-SMS-EUJá que ando numa de artigos sobre sistemas 8bit, cá fica mais uma “rapidinha” a um dos vários jogos de futebol existentes para a Sega Master System. World Cup Italia ’90, tal como o nome indica é o jogo “oficial” da edição de 1990 do campeonato do mundo de Futebol. O “oficial” esteve entre aspas, pois existem diversos jogos sobre o mesmo tema lançados especialmente em computadores em território europeu, como Amiga, Commodore 64, Atari ST, entre outros. A versão que tem o dedo da Sega saiu para a Mega Drive e para a Master System, versão que aqui trago para análise. Este jogo em particular foi comprado num bundle de uns 7 jogos de Master System que tinha comprado há uns bons anos atrás, por um valor irrisório.

World Cup Italia 90 - Sega Master System
Jogo com caixa e manual multilingue

No Brasil o jogo é conhecido como Super Futebol II (com o primeiro a ser o World Soccer), e essa versão eu também a possuo na minha colecção, com a colectânea “Portuguese Purple” Gamebox Série Esportes, de onde também se inclui o Great Volley e o primeiro Wimbledon. Mas noutra altura abordarei melhor essa colectânea.

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Ecrã-título

Este jogo apresenta 3 diferentes modos, o World Cup, Test Match e Penalty Kick Contest, onde apenas o primeiro é exclusivamente singleplayer. No modo de World Cup funciona precisamente como a competiçao oficial se tratasse, começando pela fase de grupos até à final. A diferença é que podemos não só escolher qualquer uma das 24 selecções que fizeram parte da competição, como podemos escolher uma de 6 selecções bónus que tomam o lugar no grupo de uma outra. Infelizmente Portugal não consta da lista, mas pronto, são outros tempos. O Test Match e Penalty Kick Contest dão para 2 jogadores e tal como o nome indica, o primeiro é apenas um jogo amigável, o segundo é uma competição de grandes penalidades. Nestes 2 modos de jogo também temos as 30 selecções disponíveis.

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O campo é demasiado pequeno para tanto jogador. E são só 8 por equipa!

As equipas têm os seus pontos fortes e fracos, pelo que antes de escolher uma selecção a jogar podemos observar as suas estatísticas para velocidade, kick, capacidade ofensiva e capacidade defensiva. Obviamente que quanto maiores forem os números, melhor é a equipa nesse ponto. O jogo toma uma perspectiva aérea, e infelizmente os controlos não são os melhores, principalmente quando não se tem a bola, onde é muito difícil chegar à bola antes do adversário. O facto de o campo ser tão pequeno para todos os jogadores em campo (ou os jogadores serem grandes demais, escolham a que melhor convém), também dificulta um pouco as coisas, pois é muito frequente ficar uma multidão de jogadores num espaço curto.

Graficamente o jogo começa muito bem, com um bonito ecrã título e boas animações na selecção de equipas ou nos penalties. Já no jogo em si, não gostei das cores escolhidas para o campo, e a Master System é capaz de melhor neste campo. Os efeitos sonoros são OK, tendo em conta o hardware, já a música também não deixa grandes memórias.

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O modo campeonato do mundo dá para um jogador apenas.

No fim de contas, para quem gostar de jogos de futebol com esta perspectiva, então as versões Master System do Sensible Soccer ou Super Kick Off parecem-me ser alternativas bem melhores. Mas também quem estou a enganar? O público alvo deste género de jogos hoje em dia continuará a preferir jogar os novos PES ou FIFA.

Jurassic Park (Sega Master System)

JurassicPark-SMS-PT-mediumO Jurassic Park foi o primeiro filme que fui ver ao cinema, corria o ano de 1993 e tinha eu na altura uns 7 anos. Ainda mal lia as legendas, mas só ver aqueles bicharocos no ecrã gigante já valia completamente a pena. Sim, tal como muitos de nós jovens nerds desta geração, também tinha um fascínio por dinossauros. E o Jurassic Park, filme tão badalado como foi, necessitava também de uma adaptação a videojogos. E curiosamente, existem inúmeras adaptações deste filme, desde a NES, Arcade, Gameboy, Mega-CD até aos PCs, quase todas elas diferentes entre si e com sequelas também distintas. A versão Master System que aqui trago é idêntica à da Game Gear, sendo esta mais uma das Portuguese Purples. Custou-me algo entre os 5€ e os 7€ na Feira da Ladra em Lisboa, algures em 2013.

Jurassic Park - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manual. Versão Portuguese Purple

O jogo segue muito ligeiramente a história do filme. Encarnamos no Dr. Grant, reconhecido paleontólogo, com a função de visitar diversas secções do parque jurássico e aprisionar vários diferentes dinossauros que escaparam das suas “jaulas”. O jogo começa com um mapa da ilha, onde podemos escolher livremente um de 4 diferentes níveis. O 5º e último nível está bloqueado, apenas o podemos jogar em último lugar e mesmo assim para o desbloquar temos de encontrar todos os tokens com as letras JP, que estão espalhados nos vários níveis, tendo nós de derrotar os dinossauros que os carregam. Infelizmente não dá para ver quais os dinossauros têm esse item, pelo que o ideal é mesmo “matá-los” a todos.

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O colorido ecrã título

Os níveis estão divididos em duas partes: na primeira vemos o Dr. Grant a conduzir de jipe pelo parque e temos de o proteger de todos os dinossauros que o atacam, a segunda parte já é mais tradicional de um jogo de plataformas/sidescroller. Voltando ao início, estes segmentos em que o Dr. Grant viaja num jipe assemelham-se a um pseudo-lightgun game. Vemos uma mira no ecrã e com o botão direccional temos de apontar para os vários dinossauros que vão atacando o jipe. Na recta final da viagem temos sempre um dinossauro maior a servir de boss, que precisa de vários tiros para ser derrotado. E sim, tal como no filme, também seremos perseguidos por um T-Rex. Os outros segmentos também como já indiquei são mais tradicionais de um jogo de plataformas, onde nós temos de ir do ponto A ao B, defendendo-nos dos dinossauros que nos atacam e também das adversidades naturais dos níveis. No final de cada um desses níveis de plataformas teremos também um boss.

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Estas perseguições são um bocadinho chatinhas e os gráficos também não ajudam

Tanto nos níveis de perseguição como nos de plataformas, temos uma barra de energia que vai sendo gasta com cada ataque que sofremos e existem vários powerups que podemos apanhar. Estes, para além dos tokens JP que dão acesso ao nível final, consistem em items que regeneram a barra de energia, medkits que podem ser utilizados no ecrã de pausa, ou mesmo novas vidas e continues. Durante as secções em que estamos a ser perseguidos, podemos também encontrar um garrafão de combustível que nos aumenta a barra de energia. Na secção de platforming ao carregar em pausa temos acesso a um pequeno menu, onde para além de podermos utilizar o medkit como já referi acima, podemos também escolher uma de 3 diferentes armas a utilizar. A arma normal dispara projécteis em linha recta, ideais para inimigos que nos ataquem ao mesmo nível. Temos também uma espécie de lança granadas, bons para derrotar os dinossauros voadores e por fim umas barras de dinamite que são atiradas em arco.

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O Visitor Center é o último nível que poderemos jogar, ou não, e tal como no filme, o T-Rex vai aparecer.

Os níveis, apesar de serem poucos, parecem-me bastante variados entre si, ao contrário das perseguições de jipe em que pouca coisa muda. Podemos atravessar florestas repletas de perigos, como plataformas que caem, raios de trovoada ou mesmo incêndios que rapidamente enchem o ecrã de chamas. O Dr. Grant para além de atacar e saltar, pode também agarrar-se a ramos de árvores e subir para cima das mesmas, ou mesmo tectos. Pois tal como no filme podemos também atravesar algumas instalações humanas, como se viu nos filmes quando os velociraptors e o T-Rex andaram a fazer das suas. Graficamente o jogo não é nada de especial, apesar de nos níveis de platforming ter alguns detalhes interessantes, como as árvores a mexerem com o vento. Alguns bosses são bem grandinhos, mas as sprites apresentam algum flickering, especialmente quando lhes andamos aos tiros. Mas o que realmente gostei nos visuais é a elaborada cutscene de introdução, são poucos os jogos que se esmeraram assim tanto. De resto já se viu melhor na Master System, mas também já se viu muito pior. O mesmo pode ser dito dos efeitos sonoros e música.

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A cutscene inicial está muito boa para os padrões da consola

Acho extraordinário o facto de existirem imensas adaptações do primeiro filme Jurassic Park, quase todas elas completamente diferentes entre si (conto pelo menos umas 10, não contanto com sequelas não oficiais como Jurassic Park 2: The Chaos Continues para SNES/GB). Hoje em dia é algo que seria practicamente impossível de se ter, a menos que considerássemos as diferenças notáveis de hardware entre consolas caseiras, portáteis e smartphones/tablets. Mas voltando mais uma vez à versão da Master System, não acho que seja um jogo mau de todo, mas também não se destaca na consola. Pode ser que mais tarde possa analisar uma das outras versões.

The Lion King (Sega Master System)

LionKing-SMS-PTE após a análise à versão SNES da adaptação do filme The Lion King para os videojogos, fica agora uma “rapidinha” a uma das versões 8bit existentes, nomeadamente a da Master System. Não possuo uma versão apenas deste jogo, mas sim duas. A primeira é a versão espanhola, dá para ver nitidamente na capa. Essa foi comprada por algures em 2011 na antiga Virtualantas, penso que me ficou algo entre os 4 e 5€, possuindo o manual multilínguas. Mas a versão que eu almejava ter desde cedo é mesmo a Portuguese Purple, comprada algures em Outubro/Novembro na Feira da Ladra, em Lisboa. Penso que me terá ficado em 6€.

The Lion King - Sega Master System
Em baixo, versão espanhola com manual multilínguas e catálogo. Em cima, versão portuguese purple com o manual em português e a capa com algumas manchas, infelizmente.

Ora e tal como a versão 16-bit, esta tem também os mesmos níveis, apenas com menor detalhe, como seria de esperar. O segundo nível, com os macacos, girafas e todos os outros animais, ficou mais simplificado, mas não deixou de ser frustrante, com os saltos e o timing exigente. O único nível que mudou radicalmente é o da perseguição pela manada. Nas versões 16bit a acção decorre de frente para Simba, aqui é mais um nível de plataformas banal. Mas é esperado, a Master System não teria capacidades de apresentar o mesmo detalhe que nas outras versões. Os níveis bónus são também ligeiramente diferentes, aqui consistem em ter o Pumba a comer o máximo de insectos possíveis que vão caindo. Os controlos estão aqui um bocadinho piores pela falta de botões da Master System, mas os movimentos de Simba, quer em criança, quer em adulto estão lá practicamente todos, exigindo por vezes é uma combinação de botões para os executar. A luta final com o Scar também exige uma estratégia diferente: temos de esperar que ele salte, para saltar também e atacá-lo no ar. Dessa forma iremos arrastá-lo consecutivamente até ao precipício, forçando-o a cair.

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O nível com a perseguição da manada foi alterado para um side scroller algo simples

Graficamente é um jogo bastante colorido, especialmente nos primeiros níveis em que Simba é apenas uma cria, mas naturalmente não faz justiça à versão Mega Drive ou Super Nintendo, que eram incrivelmente detalhadas. Ainda assim, as animações estão boas, em especial a das hienas, na minha opinião. Já no som, em especial nas músicas, conseguiram fazer um bom trabalho nesta conversão. Como já frizei por várias vezes, o chip de som da Master System é o calcanhar de aquiles do sistema, mas ainda assim conseguiram captar bem vários dos temas conhecidos do filme, logo aí já é um bom ponto.

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Mais uma vez, ao longo do jogoexistem vários bosses que teremos de lutar.

No final de contas, acho este um jogo de plataformas razoavelmente bom, não está de todo nos tops da plataforma, mas também não é mau. Ainda assim, para quem tiver as versões 16bit do jogo, apenas consigo recomendar esta versão meramente por coleccionismo.

The Lion King (Super Nintendo)

The Lion King SNESComo muitos da minha geração, o filme The Lion King, que faz este ano 20 anos (o tempo passa), é muito possívelmente o meu filme de animação preferido da Disney. E já nessa altura um videojogo a promover o filme era também lançado, de forma a capitalizar ainda mais o sucesso da franchise. Hoje em dia, muitos videojogos que são adaptações de filmes acabam por ser produtos medíocres, mas estes jogos da Disney na era dos 16-bit ainda tinham uma boa qualidade. O Aladdin para a Mega Drive que o diga! Para alem de ser um bom jogo de plataformas, tinha uns excelentes gráficos e animações. E mais uma vez a Virgin Interactive lança mais um jogo pela Disney Interactive, desta feita também com o nome da Westwood Studios, aquele responsável pela criação de franchises como Dune e Command and Conquer, que acabou por ser mandado às favas pela Electronic Arts em 2003. Essa empresa com o seu toque de Midas, mas ao contrário. Mas chega de divagações, este jogo entrou na minha colecção algures durante o ano de 2013, por alturas em que comprei um bundle SNES a um colega de trabalho. O preço individual por jogo + consola e acessórios acabou por ser um excelente negócio.

The Lion King - Super Nintendo
Jogo completo com caixa, manual e papelada. Versão alemã, como se pode ver na capa.

Não me vou alongar na história, estou certo que todos conhecemos a aventura de Simba, com os seus amigos Timon e Pumba, para recuperar o seu título de “Rei da Selva”, ursupado pelo seu tio Scar (mas quem é que está a secar? – lembra-me o filme). Devo sim dizer que o jogo retrata fielmente (dentro dos possíveis, estamos a falar de uma máquina 16-bit) os acontecimentos narrados no filme. Começamos com um Simba criança a “brincar” na selva, onde as suas únicas preocupações são uns porco-espinhos e camaleões que se metem no seu caminho, passando por um nível frustrante em que nos andamos a balancear entre macacos, rinocerontes, avestruzes e demais animais. As partes onde temos de fugir de uma manada, refugiar numa outra selva e finalmente quando crescemos e regressamos para derrotar Scar, são todas passagens que estão registadas no jogo.

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Supostamente as animações deste jogo estiveram mesmo por conta dos estúdios da Disney

Exceptuando o nível em que estamos a fugir de uma manada, cuja câmara está de frente para Simba e temos de nos esquivar dos animais que nos vão passando, ou das rochas à frente do caminho, todos os outros níveis jogam-se como um sidescroller, um jogo de plataformas com saltos precisos e por vezes frustrantes. Como cria e adulto, Simba possui diferentes habilidades. Na sua infância, Simba pode derrotar os inimigos saltando em cima deles (excepto alguns como os porco-espinhos), rugir para assustar inimigos, ou rebolar sobre si mesmo, útil para se esquivar ou mesmo descobrir algumas passagens secretas. Já como adulto, o seu rugido é mais forte, e pode atacar os inimigos atirando-se sobre eles, ou atacá-los com as garras.

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Este infame nível… ao menos é muito colorido.

O “problema” do jogo está mesmo na sua dificuldade. Logo no segundo nível a dificuldade escala bastante, por um lado temos mesmo de ter bons reflexos pois os saltos são bastante precisos, por outro também temos de ter uma boa capacidade de memorização, para saber a quais macacos cor-de-rosa deveremos rugir, para que nos lancem para o sítio correcto, de outra forma não vamos a lado nenhum. Um outro nível bastante frustrante é o “Hakuna Matata”, onde temos de defrontar um gorila muito chato. Quando Simba se torna adulto, os combates tornam-se mais interessantes, mas os saltos precisos continuam lá, e com mais obstáculos pelo meio com que nos teremos de preocupar. Um outro ataque que Simba ganha como adulto é bastante útil na luta final contra o Scar, e não me importo de mandar o spoiler pois toda a gente já viu o filme, mas consiste em mandar o Scar pelo precipício abaixo. Entre os níveis normais temos também 2 tipos diferentes de níveis bónus, em que controlamos Timon ou Pumba. Nos níveis do Pumba, temos o Timon a atirar vários insectos e que Pumba tem de os comer, se algum cai ao chão, o nível bónus termina. Nos outros níveis temos Timon a coleccionar insectos, espalhados ao longo de um nível com diversas plataformas, durante um determinado intervalo de tempo. Também espalhadas por esses níveis estão aranhas venenosas que não devemos apanhar.

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Este é o único nível que jogamos numa perspectiva diferente.

Mas o que chama realmente à atenção deste jogo é a sua qualidade audiovisual. A Virgin Interactive já tinha feito um excelente trabalho com Aladdin para a Mega Drive e apesar deste Lion King não ser produzido pela mesma equipa, o resultado audiovisual é muito bom. Apesar de a versão Mega Drive deste jogo ter uma resolução mais larga, o que permite ver mais nos níveis, é para mim a versão SNES que acaba por levar vantagem no geral. Os cenários estão bastante coloridos e representam fielmente (com as limitações óbvias) vários momentos passados no filme. Simba, Timon, Pumba e os inimigos têm excelentes animações, mas gosto especialmente das hienas. Para além do mais, em alguns momentos do jogo temos direito a algumas cutscenes animadas que têm uma excelente animação. Logo no início do jogo vemos Timon a dizer “It starts“, os seus movimentos e qualidade da voice sample são mesmo muito bons. E vários momentos destes vão sendo apresentados ao longo do jogo.

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Algumas das cutscenes apresentam uma qualidade muito boa

E sim, o som é também excelente, a começar pelas voice samples que são perfeitamente audíveis, sem aquele “arranhar” que muitas vezes ouvimos em outros jogos 8 ou 16bit. A música também é muito boa, indo buscar imensas melodias que nos são familiares para quem viu o filme. A SNES tem um chip sonoro com muito boa qualidade e em jogos em que o mesmo é bem utilizado, a qualidade das músicas aproxima-se bastate do MIDI. Algumas até possuem coros que ficaram muito bem conseguidos.

No fim de contas acho este jogo um platformer interessante. A sua dificuldade poderá alienar alguns jogadores, concordo que alguns níveis, especialmente o segundo, poderiam ser repensados, ou até serem mais generosos com os saltos. No entanto não deixa de ser um feito técnico muito interessante para a Super Nintendo, e a versão Mega Drive também lhe fica muito próxima. Brevemente devo escrever um outro artigo complementar sobre a versão Master System deste jogo, da qual eu possuo duas cópias.