Pit-Fighter (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, vamos ficar com mais uma adaptação do Pit-Fighter, um clássico arcade cuja conversão para a Mega Drive eu já cá trouxe. As mecânicas de jogo e o nosso objectivo final são muito similares, pelo que recomendo a leitura desse artigo para mais detalhes. O meu exemplar foi comprado a um particular no mês de Junho por 5€.

Jogo com caixa e manual

Infelizmente esta conversão fica muito aquém da original. A nível audiovisual isso já seria perfeitamente expectável, pois o original arcade foi pioneiro no uso de sprites digitalizadas e a pobre Master System estaria muito longe de replicar isso. Aqui temos na mesma arenas fechadas para lutar, ocasionalmente com alguns objectos que podemos usar no adversário, ou alguns power ups para apanhar. A falta de um botão de salto, obriga-nos a usar combinações de botões para saltar. O problema é que a jogabilidade em si é muito má, principalmente na detecção de colisões, pois vamos muitas vezes dar socos ou pontapés em falso.

Temos os mesmos 3 lutadores para escolher, se bem que agora com muito menos detalhe

Graficamente é uma versão muito modesta, com arenas com muito menos detalhe e as sprites dos lutadores a serem minúsculas. No entanto, se conseguirem chegar ao final do jogo, vão ver aqueles que são talvez os melhores ending credits da plataforma, de tal forma que acredito que a equipa tenha perdido mais tempo nisso do que no resto do jogo em si. As músicas existem apenas entre lutas e sinceramente até que nem desgostei delas.

Aztec Adventure (Sega Master System)

Aztec Adventure, que dos Astecas não tem nada a não ser o título, é um jogo de acção/aventura lançado pela Sega no final da década de 80, onde um jovem aventureiro percorre a américa do Sul em busca de um tesouro. No Japão é conhecido por Nazca 88, sendo que mudaram o seu nome para Aztec Adventure no Ocidente, talvez por se referir a uma civilização mais conhecida. Os adornos peruanos do protagonista e de alguns inimigos não são então por acaso! O meu exemplar foi comprado online algures em Abril deste ano, tendo-me custado 10€ se bem me recordo.

Jogo vom caixa e manual

Numa primeira observação, parece estarmos a jogar um clone de Zelda. Isto porque ambos possuem a mesma perspectiva, sem scrolling mas sim uma série de ecrãs interligados e o nosso protagonista, o jovem Niño, está munido de uma espada para atacar os inimigos, sendo que poderemos descobrir outros itens/armas que poderemos igualmente usar. Mas as semelhanças terminam aí, pois este não é um jogo em mundo aberto e com vários puzzles ou dungeons para resolver e explorar. Este está então dividido em vários níveis onde para além de descobrirmos a sua saída, temos de derrotar uma certo número de diferentes mini-bosses (indicados no ecrã antes de começarmos cada nível) de forma à saida se desbloquear.

Antes de começar o jogo vemos os inimigos que podemos contratar para nos ajudar e quanto nos vai custar por cada tipo.

Para além da nossa espada, poderemos vir a encontrar uma série de outros itens ao derrotar os inimigos. Coisas como sacos de dinheiro, bolas de ferro ou lanças que podem ser atiradas para os inimigos e um outro item adicional que varia de nível para nível. Nos níveis da floresta, este item especial são bolas de fogo que podem ser usados para incendiar algumas árvores que bloqueiam o nosso caminho ou atacar inimigos, botas que nos permitem caminhar em rios sem sofrer dano, raios que nos dão invencibilidade temporária, ou furacões que causam algum dano numa área do ecrã. E o dinheiro, para que serve? Bom, serve para aliciar alguns inimigos específicos para que se juntem a nós! Existem três tipos de inimigos que podemos subornar, sendo que os mais resistentes precisam de mais dinheiro para serem subornados. Podemos ter até 3 destes mercenários a acompanhar-nos sendo que nos seguem para onde vamos e atacam ao mesmo tempo que nós. No entanto seria muito mais interessante se estes mercenários fossem mais autónomos, pois é difícil controlá-los e fazê-los de facto ajudarem-nos a defrontar alguns dos inimigos mais chatos, até porque muitas vezes estes atacam-nos bem mais rapidamente do que o que nos conseguimos mover e seriam uma boa ajuda.

Alguns itens são únicos em cada tipo de nível. Na floresta temos de usar as chamas para destruir algumas árvores que obstruem o nosso caminho

No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo bem conseguido para 1988, com sprites grandes, com detalhe e coloridas. Os níveis possuem também algum detalhe quanto baste, embora sejam algo simples e repetitivos. O mais interessante é sem dúvida o último, com as suas representações algo sobrenaturais das linhas de Nazca – e por isso me irrita que tenham mudado o nome do jogo para Aztec Adventure!! As músicas sinceramente não são nada do outro mundo, a menos que estejam a jogar a versão japonesa, que possui uma suporte ao FM Unit, com músicas de muito melhor qualidade.

Bomber Raid (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, mas indo agora para a Master System e um simples shmup lançado originalmente algures perto do final da década de 80. Bomber Raid, apesar de ter sido desenvolvido pela Sega, curiosamente foi lançado nos Estados Unidos através da Activision. O meu exemplar foi ganho num leilão no facebook por 11€.

Jogo com caixa. O avião da capa não tem nada a ver com o jogo.

A história do jogo? Sinceramente nem sei se tem, apenas sei que voamos num avião aparentemente da época da segunda guerra mundial e temos muitos outros alvos para abater, incluindo um boss no final de cada nível e que nos é apresentado como briefing de cada nível/missão. A nível de mecânicas de jogo, temos um botão para disparar as nossas armas primárias, de munições infinitas, e um outro para bombas capazes de causar imenso dano em todos os inimigos presentes no ecrã, mas naturalmente que as temos em quantidades reduzidas.

No início de cada nível temos uma introdução ao boss que iremos enfrentar

De resto, e como é esperado em jogos deste género, temos alguns power ups para ter em conta: uns dão-nos naves auxiliares (um  máximo de duas), outros (com a forma de P) aumentam-nos o poder de fogo da nossa arma principal, outros, na forma de S, aumentam a agilidade do nosso avião. Por fim temos outros power ups numéricos que alteram a formação das nossas naves auxiliares, bem como a direcção dos seus disparos. Fora isso, à medida que vamos amealhando pontos, também vamos ganhando vidas extra.

A nível gráfico devo dizer que é um jogo muito simples e com pouca variedade de inimigos, que se repetem bastante ao longo dos níveis. Outra coisa que nunca me agradou muito é o facto das sprites serem bastante pequenas e os projécteis (tanto os nossos como os inimigos) não contrastarem bem com os cenários, pelo que para mim é perfeitamente normal perder o fio à meada. Já no que diz respeito às músicas, estas não são nada de especial até porque há poucas, e todas possuem uma temática militar que até se adequa bem ao estilo de jogo. No entanto, convém também referir que sendo este um jogo que saiu também no Japão, essa edição possui uma banda sonora com o chip FM que não existe nas Master System ocidentais. Este chip de som possui muita mais qualidade que o velhinho PSG que já existe desde a SG-1000, mas neste caso do Bomber Raid, devo dizer que mesmo assim prefiro as músicas do PSG.

A nível gráfico é um jogo que deixa algo a desejar, o Power Strike é da mesma época e é um exemplo muito melhor

Portanto este Bomber Raid é um shmup nada por aí além, embora tenha algumas boas ideias na jogabilidade, como é o caso das diferentes formações das naves auxiliares. No entanto, sinceramente sempre achei a série 194X da Capcom bem mais apelativa para estes shooters da segunda guerra mundial.

Alex Kidd in Shinobi World (Sega Master System)

Não é segredo nenhum que Alex Kidd foi uma das várias tentativas da Sega em criar uma mascote para as suas consolas. E se por um lado o Miracle World até que é um jogo de plataformas bem competente, os que lhe seguiram nem tanto, até porque muitos deles foram inclusivamente adaptados de outros videojogos que não tinham nada a ver com o Alex. É o caso do High Tech World, por exemplo. E depois do Alex Kidd in the Enchanted Castle para a Mega Drive, onde de certa forma voltaram às raízes do primeiro jogo, a Sega lançou um último título para a Master System, este Shinobi World, que como o nome indica, vai buscar muitas influências aos Shinobi, também da Sega. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês, custou-me algo em torno dos 5€.

Jogo com caixa

A história segue o cliché do costume: a namorada de Alex foi raptada por uma entidade maligna, o ninja Hanzo! Vamos então percorrer uma série de níveis e enfrentar uns quantos ninjas pelo caminho! Felizmente o Alex Kidd herdou também os poderes do espírito do guerreiro que derrotou Hanzo 10000 anos antes, pelo que teremos novas habilidades para usar – sim, porque jogar pedra, papel e tesoura com ninjas não deve ser lá grande ideia.

Graficamente até que é um jogo bem colorido

Portanto Alex ataca agora com uma espada, se bem que ao longo do jogo poderemos encontrar outros power ups que nos dão novas habilidades. Temos corações que regeneram e/ou extendem a nossa barra de vida (que infelizmente faz reset sempre que entremos num conjunto novo de níveis), bem como podemos apanhar uma espada mais poderosa ou kunais que podem ser atiradas à distância. Sempre que apanhamos um desses power ups, acabam por substituir a arma que tínhamos equipada anteriormente. Mas também é algo que faz reset quando avançamos um nível. O que sobra, para além de vidas extra, é um outro power up que transforma Alex num tornado invencível durante alguns segundos. Para além disso, o ninja Alex possui ainda a habilidade de saltar entre paredes (como no Ninja Gaiden), ou rodopiar sobre si mesmo em postes, varões ou barras horizontais, saindo depois disparado como uma bola de fogo, capaz de derrotar inimigos e destruir alguns blocos especiais. O maior problema do jogo, para além de não ser propriamente difícil, é mesmo pela sua curta duração. Temos apenas 4 “mundos”, com 3 níveis cada, sendo que o terceiro é sempre o confronto contra um boss.

Podemos subir a postes e rodopiar sobre os mesmos a alta velocidade, até sairmos disparados como uma bola de fogo invencível

E falando nos bosses, esses são paródias de outros bosses do Shinobi original. O primeiro, Kabuto, é uma paródia ao Ken-Oh, o primeiro boss do primeiro Shinobi. Com a sua armadura de samurai, é ir atacando até que ele de repente diminui bastante de tamanho! Bom, como assim? Isso não acontecia no Shinobi. Na verdade, este jogo esteve para ser chamado de Shinobi Kid, e era para ser uma paródia da série Shinobi assim como Dracula Kid o é para o Castlevania. E este primeiro boss nessa versão inicial chamava-se Mari-oh e tinha um bigode farfalhudo. Era portanto uma pequena alfinetada à Nintendo, e explica o facto dele encolher depois de sofrer alguns ataques. Na versão final esta sprite foi alterada, o que é pena pois acho que tinha ficado sensacional.

O jogo começou o desenvolvimento como Shinobi Kid, e o primeiro boss seria uma sátira ao Mario da Nintendo

A nível audiovisual é um jogo colorido, bem detalhado e com músicas muito boas, mesmo para a Master System que, sem o FM-Unit que se ficou apenas pelo Japão, possui um chip de som muito fraquinho e por isso são poucos os jogos desta consola que possuem músicas realmente boas.

Portanto, mesmo sendo um projecto reciclado, este Alex Kidd in Shinobi World acaba por ser uma óptima despedida a uma mascote infelizmente fracassada. Só peca mesmo pela sua curta duração!

Chuck Rock (Sega Master System)

Continuando pelas super rapidinhas, hoje trago-vos cá mais uma adaptação de um jogo para a Master System. A versão SMS do Chuck Rock é idêntica à da Game Gear, que eu já cá trouxe anteriormente, pelo que não vai haver muita coisa a mudar nesta versão. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu por algo em volta dos 6€ no passado mês de Março.

Jogo com caixa e manual

Tal como já referi acima, esta versão é muito idêntica à da Game Gear, com as mesmas mecânicas de jogo de um simples jogo 2D de plataformas, onde com um botão Chuck salta, com o outro ataca os inimigos com a barriga. Podemos  também apanhar rochas que tanto podem servir de arma de arremesso, como de plataforma para atingir locais de difícil acesso. A grande diferença está mesmo na resolução maior no ecrã, que nos permite ver mais do nível e evitar saltos de fé. De resto é o mesmo jogo que na Game Gear, onde os backgrounds não possuem qualquer detalhe e infelizmente a única música que existe é a faixa título, durante o jogo temos apenas os efeitos sonoros. Ao menos essa música é excelente, mesmo na Master System!