Pit-Fighter (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas para a Mega Drive, o jogo que cá trago hoje é mais um publicado pela Tengen, o braço da Atari Games (que inicialmente se focava apenas no ramo das arcades) para publicar os seus títulos em consolas. O jogo que cá trago hoje é o Pit-Fighter, um clássico de arcade pré-Street Fighter II, já com personagens e arenas digitalizadas, práctica que veio mais tarde a ser bem mais popular com o Mortal Kombat. O meu exemplar foi comprado no mês passado a um particular por 5€.

Jogo com caixa e manual

Neste jogo podemos escolher um de três lutadores disponíveis, para participar numa série de combates, aparentemente ilegais. Temos o Bill Chase, um antigo wrestler profissional, Marc Williams, um campeão de kickboxing e Glenn Fraticelli, um cinturão negro, mas que não especificam a sua arte marcial. Escolhendo o lutador, visto que cada um possui diferentes atributos físicos (por exemplo o Bill é o mais forte, mas também mais lento), somos largados numa série de combates violentos contra outros oponentes, estes que já seguem uma ordem fixa. Para além disso, a cada 2 ou 3 combates vamos tendo também alguns combates bónus, os Grudge matches. Estes colocam-nos a combater contra um clone do nosso lutador onde o objectivo é atirá-lo ao chão 3 vezes. Se perdermos esse combate bónus, nada acontece, no entanto se o vencermos ganhamos mais dinheiro, que se traduz em mais pontos.

A versão Mega Drive não é graficamente impressionante com o original arcade foi em 1990, mas não está má de todo.

A jogabilidade é simples no papel com um botão para dar socos (ou apanhar itens), outro para pontapés e um outro para saltar. Ao usar combinações dos vários botões podemos dar pontapés aéreos, defender, ou agarrar os oponentes. Ao pressionar os 3 botões faciais em simultâneo, despoletamos um golpe especial. Tanto o jogador como os oponentes possuem uma barra de vida e o objectivo é reduzir a barra de vida dos adversários a nada, se bem que tipicamente os adversários possuem uma barra de vida maior. A jogabilidade faz no entanto lembrar a de beat ‘em ups como Streets of Rage, pois a arena é um plano em pseudo 3D onde podemos (e devemos) movimentarmo-nos livremente pela mesma. Nos combates em si vale tudo, pois muitas vezes temos objectos como facas, barris, ou mesmo bancos espalhados pela arena e que podem ser usados como arma, tanto por nós, como pelos oponentes. Ocasionalmente também temos alguns membros da plateia que se tentam intrometer e dificultar-nos a vida também. Mas no fim de contas, a nível de jogabilidade este jogo ainda está muito longe do que Street Fighter II viria a introduzir. É verdade que cada personagem possui diferentes ataques especiais, mas no fundo este é um button masher. O original arcade deixava-nos jogar com até 3 jogadores em simultâneo, mas este só deixa jogar com 2. No entanto, com 2 jogadores acabamos por ter de defrontar sempre mais oponentes em cada combate.

Ocasionalmente temos algumas rondas bónus que nos dão mais pontos se conseguirmos derrotar o nosso clone

A nível técnico é uma conversão com muitos sacrifícios face ao original. As sprites não estão de todo tão bem detalhadas, assim como as suas animações poderiam ser mais fluídas. O original arcade tem umas mecânicas de zoom (algo parecidas com o Art of Fighting) que não existem aqui, onde temos sempre quase toda a arena visível. As arenas em si são armazéns, bares, garagens e afins, sempre rodeados de gente a assistir aos combates. Mas o púlbico, por norma, está muito mal caracterizado, quase sempre a preto e branco (embora também seja assim na versão arcade), e com muito menos detalhe. As músicas sinceramente não as acho nada de especial. Por um lado têm uma toada rock que me agrada, por outro confesso que as melodias não são nada de especial e a versão Mega Drive não ganhou em nada. As vozes, infelizmente também têm muito má qualidade nesta conversão. Mas para mim não é o mais importante, de longe.

Portanto este Pit Fighter é daqueles jogos que para mim é um pouco difícil de classificar. Quando era mais novo joguei-o e não achei piada nenhuma. No entanto, hoje em dia, olhando para as coisas de outra forma, continuo a achar tecnicamente um jogo mauzinho, mas por outro lado é tão cheesy, que até se torna bom. E o multiplayer até se torna divertido!

 

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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Uma resposta a Pit-Fighter (Sega Mega Drive)

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