Chuck Rock (Sega Master System)

Continuando pelas super rapidinhas, hoje trago-vos cá mais uma adaptação de um jogo para a Master System. A versão SMS do Chuck Rock é idêntica à da Game Gear, que eu já cá trouxe anteriormente, pelo que não vai haver muita coisa a mudar nesta versão. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu por algo em volta dos 6€ no passado mês de Março.

Jogo com caixa e manual

Tal como já referi acima, esta versão é muito idêntica à da Game Gear, com as mesmas mecânicas de jogo de um simples jogo 2D de plataformas, onde com um botão Chuck salta, com o outro ataca os inimigos com a barriga. Podemos  também apanhar rochas que tanto podem servir de arma de arremesso, como de plataforma para atingir locais de difícil acesso. A grande diferença está mesmo na resolução maior no ecrã, que nos permite ver mais do nível e evitar saltos de fé. De resto é o mesmo jogo que na Game Gear, onde os backgrounds não possuem qualquer detalhe e infelizmente a única música que existe é a faixa título, durante o jogo temos apenas os efeitos sonoros. Ao menos essa música é excelente, mesmo na Master System!

Out Run Europa (Sega Master System)

A rapidinha de hoje é sobre o Out Run Europa, um spin off da famosa série de jogos de corrida da Sega. Mas este Europa é diferente de todos os outros da série, até porque foi inteiramente desenvolvido pela U.S. Gold e não pela empresa nipónica. É um jogo interessante, mas longe dos Out Run clássicos. O mais próximo seria o Battle Out Run, pois neste jogo encarnamos num agente secreto que persegue uma série de bandidos pela Europa fora, para recuperar uns documentos secretos que tinham sido roubados. O meu exemplar foi comprado a um colega meu por cerca de 6€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Recomendo que leiam o artigo que escrevi sobre a versão Game Gear, pois é essencialmente o mesmo jogo. Esta versão Master System tem a vantagem de ter uma resolução mais larga, havendo mais espaço para a interface com o jogador. Na parte inferior do ecrã, para além de indicadores dos nossos escudos, munições e turbo, temos no centro uma espécie de radar que indica as posições de outros veículos. De resto, é o mesmo jogo, com uns visuais excelentes para uma Master System, mas a custo de um framerate baixo.

Taz-Mania (Sega Master System)

Vamos para mais uma rapidinha, agora na Master System, para abordar a adaptação do Taz-Mania que tinha sido produzido e lançado pela Sega na Mega Drive na mesma altura. A nível de mecânicas base e história, é muito similar à versão 16bit, mas naturalmente com menos detalhe gráfico. O meu exemplar foi comprado em Janeiro deste ano na Cash Converters do Porto. Custou-me 10€.

Jogo com caixa

Portanto o jogo conta a aventura de Taz em busca de um vale perdido onde aparentemente ainda habitam algumas aves pré históricas gigantes, que por sua vez também põe ovos bastante grandes. Iludido com a perspectiva de fazer uma omolete enorme, Taz parte então à descoberta de tal vale. Tal como na versão Mega Drive, vamos explorar alguns níveis distintos como selvas, cavernas ou ruínas de antigas civilizações.

Sim, isto parece que foi desenhado por crianças.

As mecânicas de jogo que foram introduzidas na Mega Drive mantêm-se em certa parte, visto que Taz pode saltar ou rodopiar sobre si mesmo como um furacão, o que ajuda bastante em alguns saltos mais sensíveis ou onde temos de chegar mais longe. Aqui o modo “furacão” é a única forma de ataque para os inimigos, onde na versão Mega Drive havia alguma variedade, pois podiamos saltar em cima deles como no Mario, ou até comê-los, se bem que nem todos os inimigos davam para fazer todos estes “ataques”. Aqui também temos power ups como comida que nos restabelecem parcialmente a vida, vidas extra, estrelas que nos dão invencibilidade temporária ou bombas que, se as comermos, causam-nos dano. Ao contrário da versão Mega Drive, onde tínhamos um botão que permitia comer coisas, aqui para consumir um destes itens basta passar por eles. Ou seja, temos de ter cuidado em não comer bombas por engano. Ao passar por elas em modo furacão são destruídas, mas por outro lado também temos de ter em atenção evitar destruir power ups dos bons. Outra diferença está no tempo em que podemos deixar o Taz em modo furacão, pois para além da barra de energia temos outra de stamina que se esvazia rapidamente quando estamos a rodopiar. Por outro lado também se encha muito rapidamente quando ficamos “normais”.

Os bosses não são nada complicados

O jogo está dividido portanto em várias zonas, cada uma com dois níveis de plataformas onde o objectivo é unicamente o de encontrar a sua saída e por fim um nível contra um boss. Os níveis em si são relativamente simples, não sendo este um jogo muito difícil, até porque temos power ups com fartura (bons e maus). Há alguns níveis um pouco mais labirínticos que teremos de explorar mais e por vezes lá temos de dar alguns saltos de fé. Isto porque apesar de Taz se poder agachar, infelizmente não serve para a câmara do jogo se mover para baixo, mostrando-nos se temos ou não plataformas em baixo para aterrar com segurança. Mas com todos os power ups que podemos encontrar, esta é uma inconveniência menor.

Se explorarmos os níveis calmamente vemos que há uma abundância de vidas extra e itens que nos regeneram a energia

De resto a nível audiovisual, eu não estava de todo à espera de um jogo com o mesmo nível de detalhe da versão Mega Drive, se bem que também não achei a versão Mega Drive nada por aí além nos gráficos. Mas confesso que estava à espera que o resultado final fosse um pouco melhor. Nada a apontar às sprites de Taz e dos inimigos, mas os cenários estão muito, muito feios mesmo. Parece que foram desenhados por crianças! A Master System é claramente capaz de muito melhor. As músicas também não são nada de especial infelizmente. Mas por incrível que pareça a versão Game Gear consegue ser ainda muito pior, mas isso seria tema para um eventual artigo futuro.

Portanto este Taz-Mania é um simples jogo de plataformas, que sinceramente deixa muito a desejar nos seus audiovisuais. Se forem coleccionadores, evitem pagar muito dinheiro por este jogo. Eu arrependi-me bastante dos 10€ que dei, devia ter sido metade.

Prince of Persia (Sega Master System)

Por incrível que pareça, ainda não tinha na minha colecção nenhuma versão do Prince of Persia, esse grande clássico de Jordan Mechner e que tantas horas me fez perder ao jogar a sua versão de DOS quando era criança. Bom, se não contarmos com o desbloqueável que vem junto do Prince of Persia Sands of Time, claro. As conversões para as consolas da Sega (excepto a da Mega CD) ficaram a cargo da Domark que a meu ver até fizeram um bom trabalho, até porque eles já tinham lançado a conversão deste jogo para o Commodore Amiga. O meu exemplar foi comprado a um colega no passado mês de Janeiro por 5€.

Jogo com caixa e manual

Prince of Persia é um jogo inspirado nos contos das 1001 noites, onde algures num reino das Arábias, o sultão lá do sítio foi comandar uma guerra e deixou o seu reino ao cuidado do seu Vizir, Jaffar. Ora como aprendemos no Aladdin, um Vizir com o nome de Jaffar não pode ser boa pessoa e claro, coisas aconteceram. Jaffar toma então poder e confronta a princesa, obrigando-a a casar-se com ele. Como a jovem recusa, Jaffar lança-lhe então um feitiço, dando-lhe 60 minutos para mudar de ideias, caso contrário morre. As esperanças da princesa estão no seu amado que a vá salvar, mas Jaffar antecipa-se, prende o protagonista e atira-o para o fundo dos calabouços do Palácio.

Morrer empalado por espinhos é só uma das coisas que nos pode acontecer se não tivermos cuidado

Cabe-nos a nós então atravessar uma série de níveis labirînticos, repletos de armadilhas, guardas e outros puzzles. Tudo isto com 60 minutos de tempo limite para terminar a aventura. Ao longo do jogo encontramos imensas armadilhas como plataformas que caem, espinhos que saem disparados do chão, ou mesmo lâminas que nos cortam em dois se não tivermos cuidado. Temos também montes de precipícios que temos de ter em conta para não cair. É que a partir de uma certa altura é morte certa. Para além disso também vamos vendo algumas portas que temos de destrancar, ao pressionar algumas plataformas específicas que servem de interruptor. Por outro lado, também temos de evitar tocar noutros interruptores que nos podem dificultar mais a vida. Tudo isto junto, para além dos combates que referirei em seguida, obriga-nos a explorar bastante cada nível, até que consigamos finalmente resolver estes puzzles. Certamente 60 minutos não são suficientes para as primeiras tentativas, mas eventualmente lá chegamos. O jogo está dividido em 12 níveis, sendo que entre cada nível nos fornecem uma password, onde para além de nos permitir começar no novo nível em questão, também são guardadas outras informações, como a vida que temos disponível e o tempo restante.

Graficamente é uma conversão impressionante pois as sprites continuam muito bem animadas

Os controlos são simples, depois de nos habituarmos. Já o original de PC nos obrigava a esse treino, pelo que aqui, com um comando ainda com menos botões, as coisas não poderiam ser tão simples assim. O botão direccional faz com que Prince se agache, suba ou desça plataformas, ou corra para a esquerda ou direita. O botão 2 serve para saltar, já o botão 1 possui outros usos. Se o pressionarmos enquanto nos movimentamos de um lado para o outro faz com que andemos devagar, passo a passo, em vez de começar a correr. Por outro lado, também nos deixa agarrar em plataformas quando as estamos a descer, ou simplesmente a cair em queda livre, pressionar o botão 1 na altura certa pode-nos salvar a vida! Quando encontramos um guarda, se não tivermos nenhum botão pressionado faz com que o Prince saque da sua espada e se ponha numa posição de guarda (mas antes disso temos de a encontrar!!). O botão 1 serve para atacar, o botão 2 serve para defender, embora não seja muito fácil acertar com os tempos para nos defendermos com sucesso. O botão direccional para a esquerda ou direita faz com que nos afastemos ou aproximemos do nosso oponente, enquanto que ao pressionar para baixo faz com que guardemos a espada, algo que só recomendo fazer caso queiramos fugir do confronto, pois se somos atingidos sem estar numa posição de guarda, é morte instantânea.

Se acharmos que 60 minutos não é desafio suficiente, podemos sempre reduzir o tempo limite nas opções

Do ponto de vista audiovisual devo dizer que fiquei bastante impressionado com o resultado obtido pela Domark/The Kremlin. A versão original era bastante impressionante pela qualidade das animações do Prince, que foram gravadas através de actores reais, neste caso o irmão do criador do jogo, Jordan Mechner. Não sei como, mas conseguiram fazer sprites também muito bem animadas aqui, todas as animações estão bastante fluídas e credíveis. Os cenários também possuem mais cor e detalhe, quando comparados com o original ou mesmo a versão DOS, embora eu prefira o detalhe das partes mais luxuosas do palácio na versão DOS, se bem que a Master System possui cores mais vivas nessa parte. As músicas são poucas, todas elas com melodias árabes que estão muito bem implementadas aqui também. A parte principal do jogo é jogada sem qualquer banda sonora, com alguns pequenos arranjos a serem ouvido ocasionalmente quando algo de importante acontece. Sinceramente é algo que contribui bastante para a óptima atmosfera introduzida pelo jogo.

Portanto esta adaptação do Prince of Persia para a Master System surpreendeu-me bastante pela positiva. É certo que os controlos não são tão bons na parte do combate, e mesmo a maneira como o Prince acelera antes de começar a correr pode-nos causar algumas dificuldades no início. Ainda assim é uma conversão muito sólida, principalmente pela parte audiovisual. A meu ver é dos jogos da Master System mais bonitos que joguei até hoje. A versão Game Gear é idêntica, já a da Mega Drive está uns furos acima no audiovisual mas tenho de a jogar melhor. Outra versão que vale bastante a pena é também a da Super Nintendo, que practicamente duplicou o conteúdo do jogo face ao original. Mas isso é tema para outro artigo no futuro.

Aladdin (Sega Master System)

Vamos para mais uma super rapidinha a um jogo para a Master System, isto porque já cá trouxe a versão da Game Gear que é essencialmente o mesmo jogo. O Aladdin da Mega Drive é um dos melhores exemplos onde na era das 8 e 16 bits poderiamos ter jogos sobre a mesma franchise completamente diferentes entre si para diferentes plataformas. A Capcom desenvolveu um jogo muito interessante para a Super Nintendo, já a Virgin fez outro excelente jogo para a Mega Drive e PC. Surpreendentemente a Virgin lançou também conversões baseadas no jogo da Mega Drive para a NES e Gameboy, algo que sempre achei curioso pois supostamente a Capcom detinha direitos exclusivos para consolas da Nintendo. Por outro lado também é curioso que a Virgin não tenha desenvolvido nenhuma adaptação para a Game Gear ou Master System, que acabou por ser publicada pela própria Sega, após terem subcontratado a Sims para a desenvolver – um pequeno estúdio responsável por muitos dos jogos da Sega nas suas consolas 8bit. Confusos? É normal, eu também fico às vezes. O meu exemplar da Master System foi comprado a um colega meu no mês de Janeiro por 5€.

Jogo com caixa e manual

Portanto este é essencialmente o mesmo jogo que na Game Gear, embora com uma resolução maior. É um jogo de plataformas mas mais lento que o da Mega Drive, onde o foco está mais na exploração dos níveis, sendo que também temos uns quantos níveis de perseguições, onde o ecrã está em scrolling constante e temos de nos desviar de uma série de obstáculos.

Pode não ser o melhor jogo de plataformas, mas a nível de apresentação está excelente

Graficamente é um jogo excelente, sem dúvida um dos jogos mais bonitos da Master System. As sprites estão muitíssimo bem detalhadas, assim como os níveis. Aqueles que decorrem nas ruas de Agrabah têm também uns belos efeitos de parallax. As músicas são também muito agradáveis, mesmo usando o primitivo chip de som da Master System, o PSG. Para além disso, de todas as adaptações do filme do Aladino, esta (e a da Game Gear, claro) é sem dúvida a mais fiel ao filme pois entre cada nível vamos tendo várias cutscenes que nos vão contando a história. Se por acaso nunca viram o filme, mas vão jogar este jogo, ficam a saber todas as partes importantes da história.