California Games (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas na Master System, vamos agora ficar com a sua conversão do clássico da Epyx, California Games. Enquanto a versão Mega Drive, bem mais bonita a nível audiovisual, foi desenvolvida pela Novotrade, que mais tarde vieram a desenvolver o clássico Ecco the Dolphin, esta versão 8bit acaba por ser muito mais próxima do original de Commodore 64. O meu exemplar foi comprado algures em Setembro deste ano, tendo vindo de um bundle que comprei a um particular através do Facebook, tendo-me custado 6€.

Jogo com caixa e manual

Sendo esta uma versão mais fiel ao original, teremos então à disposição todos os eventos, ou seja, skate, footbag, patins, surf, bmx e lançamento do disco voador. Em cada desporto temos um tempo limitado para fazer o máximo de truques possível e aumentar a nossa pontuação, algo que exige alguma disciplina nos controlos, pois temos timings precisos para fazer esses mesmos truques. Felizmente que pelo menos nesta versão para a Master System tenho o manual que posso usar como referência para ver quais as combinações de teclas a usar. Depois é uma questão de práctica, muita práctica.

Não pressionar os botões nos tempos certos geralmente resulta em trambolhões

O único desporto que eu não conhecia, pois sempre joguei a versão Mega Drive, é o tal lançamento do disco. Aqui vemos um cursor a oscilar em 2 categorias, sendo uma para escolher o ângulo de lançamento, a outra a velocidade. Uma vez lançado o disco, teremos de controlar a pessoa que o vai receber. Na parte superior do ecrã vemos uma caixa que mostra a posição de quem lança o disco, o movimento do disco, e o seu receptor, onde temos de usar o d-pad para o ir movendo para a zona onde achamos que o disco vai cair. Depois lá temos de usar os tais truques para apanhar o disco de uma forma estilosa e acima de tudo não o deixar cair. Sinceramente gosto mais dos outros desportos como os patins ou BMX.

No final de alguns eventos temos direito a estatísticas dos truques que conseguimos desempenhar

A nível audiovisual, bom esta até que é uma versão bem competente, com gráficos bem coloridos e detalhados para um sistema 8bit. Está também repleta de pequenos momentos de bom humor, o que é um toque muito interessante. No que diz respeito às músicas, bom, este California Games é um daqueles jogos ocidentais que suporta o FM Sound, algo disponível apenas no Japão, o que é um pouco estranho pois este jogo acabou por nem sair no Japão, embora talvez inicialmente até fosse suposto sair lá, daí ter esta banda sonora à parte. No entanto tive a oportunidade de ouvir esta banda sonora em FM e sinceramente não a achei nada de especial, prefiro o som normal.

Teddy Boy (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, visitamos agora a Master System para mais uma conversão de um jogo arcade da Sega. Chamado originalmente de Teddy Boy Blues, que por sua vez era o nome de uma música de uma artista pop japonesa, Yoko Ishino, cujas referências à sua música e à própria cantora são uma constante no jogo. A versão Master System já não tem nada disto. O meu exemplar foi comprado a um particular no facebook no passado mês de Setembro, tendo-me custado 4€.

Jogo com caixa e manual

Agora as mecânicas de jogo são muito simples. Cada nível é um pequeno labirinto que se repete infinitamente, com uma série de dados gigantes espalhados pelos mesmos. Estes dados por sua vez são um spawn point de vários inimigos que temos de combater. Teddy tem ao seu dispor uma arma capaz de encolher, sendo que temos de os apanhar depois. Se demorarmos muito tempo até apanhá-los, estes transformam-se e corrrem para comer parte da nossa barra do tempo. Sim, isso mesmo. Basicamente perdemos uma vida se formos atingidos por algum inimigo, ou se deixarmos o tempo esgotar-se em cada nível. Ocasionalmente também lá visitamos alguns níveis de bónus que podemos aproveitar para ganhar uns pontos extra.

Depois de encolhermos os inimigos, temos de os apanhar o quanto antes.

E basicamente é isto, Teddy Boy é um jogo simples, tanto que até foi lançado originalmente como cartão, não um cartucho normal. Esses jogos em cartão eram por norma títulos budget, que ocupam pouco espaço. Na verdade temos cerca de 50 níveis distintos entre si, sendo que depois voltamos ao início. Sim, este é mais um daqueles jogos sem fim.

A nível audiovisual é um jogo super simples, afinal com 50 níveis distintos num cartãozinho, não poderia mesmo ser de outra forma. Os gráficos são bastante simples e não muito apelativos, já as músicas… bom estamos sempre a ouvir a mesma música e na versão ocidental certamente não pode ser a tal adaptação da diva pop, pois a música até que é bastante irritante.

Estes blocos azuis claro podem ser destruídos com a nossa arma

Portanto no fim de contas este Teddy Boy é um joguinho muito simples e ainda algo primitivo. Sinceramente quando era mais novo nunca senti o apelo do jogo, devido à sua jogabilidade e audiovisuais muito repetitivos. Anos mais tarde o sentimento parece que se mantém.

Parlour Games (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas e à Master System, ficamos com mais um jogo para toda a família. Antes de a Compile ter desenvolvido o Casino Games através da Sega, também estiveram por detrás deste Parlour Games, que inclui 3 diferentes jogos, com diversas variantes. O meu exemplar foi comprado no facebook algures no passado mês de Setembro, tendo-me custado 6€.

Jogo com caixa e manual

O primeiro dos jogos que aqui temos são diferentes variações de jogos de bilhar, cujos podem ser jogados de 1 até 4 jogadores, ou contra o computador, excepto no 5-ball que é obrigatório para 2 jogadores. Em qualquer variante (ainda bem que tenho o manual para explicar as regras) as mecânicas de jogo são simples, onde podemos escolher qual a direcção para a tacada, o ângulo na bola e qual a força aplicada. Tudo bastante intuitivo, nada a apontar!

A parte do bilhar é para mim a mais divertida

O segundo jogo são várias variantes dos dardos, e confesso que nestes nunca soube as regras, pelo que o manual deu jeito. Mais uma vez podemos jogar sozinhos, contra outros oponentes ou contra o computador e a nível de mecânicas de jogo também podemos posicionar o jogador em relação ao alvo, bem como a força a aplicar em cada lançamento. Aqui é difícil prever onde o dardo pode cair, pelo que temos mesmo de ir practicando. Por fim temos uma variante do bingo (aqui chamada de World Bingo) que nunca tinha ouvido falar e sinceramente mesmo com o manual, continuei sem entender muito bem qual o propósito do jogo.

Tanto o bilhar como nos dardos, temos algumas variantes para explorar, com diferentes regras

Uma vez mais, tal como depois o Casino Games veio a fazer, o jogo possui óptimos audiovisuais, especialmente nos menus entre jogos, com imagens bem detalhadas de jovens bem vestidas, ou outros jogadores. Durante os jogos em si, não há muito para fazer ao renderizar uma mesa de bilhar, várias bolas coloridas e alguns tacos aqui e ali, ou um alvo com dardos, ou mesmo o tal bingo esquisito. As músicas são também bastante agradáveis e uma vez mais o jogo suporta música em FM, embora aqui até faça algum sentido pois este Parlour Games até saiu no Japão sob o nome de Family Games.

Casino Games (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas e à Master System, o jogo que cá trago hoje, como se facilmente pode inferir pelo seu nome, é um título que nos dá a hipótese de jogar alguns jogos típicos de casinos. O meu exemplar foi comprado num pequeno bundle a um particular algures no passado mês de Setembro, tendo-me custado 6€.

Portanto, neste Casino games podemos jogar várias modalidades. Nos jogos de cartas temos o Poker tradicional (não a variante popular de hoje em dia do Texas Hold ‘Em), o Blackjack e o Baccarat, que por acaso só conhecia de nome. Depois temos a possibilidade de jogar em slot machines e, contra o que estava à espera, podemos também experimentar uma mesa de pinball, embora aí naturalmente não seja possível ganhar ou perder dinheiro, apenas pontos. Começamos inicialmente com 500 dólares e aparentemente a ideia é chegar ao milhão. Podemos no entanto gravar o nosso progresso no jogo na forma de passwords, para continuar noutra altura.

Poker é talvez o jogo mais bem implementado aqui e que nos oferece uma variedade de oponentes

No que diz respeito aos audiovisuais, confesso que este Casino Games foi uma agradável surpresa. Os gráficos são coloridos e bem detalhados, dentro dos possíveis, claro, visto que estamos a jogar cartas ou pouco mais. Mas no caso do Poker, podemos escolher diferentes oponentes que por sua vez vão tendo diferentes expressões faciais consoante a maneira em como o jogo está a correr. Para além disso, temos aqui uma das melhores sequências de Game Over de sempre! As músicas são também agradáveis, sendo este um dos jogos que suporta o FM Sound, algo que só está disponível nativamente nas Master System e Mark III japonesas, se bem que este jogo nunca saiu no Japão. Mas visto ter saído em 1989, ano do último lançamento para a Master System em solo nipónico, talvez a certa altura do seu desenvolvimento estivesse previsto um lançamento japonês.

Confesso que não estava à espera de poder jogar Pinball num casino.

Portanto, este até foi um jogo que me surpreendeu, e dentro deste nicho muito específico, as únicas outras opções para a Master System são talvez o Parlour Games, que também conto cá trazer muito em breve.

Marble Madness (Sega Master System)

Para não variar, mais uma rapidinha a uma conversão de arcade, desta vez para a Sega Master System. Marble Madness, lançado originalmente pela Atari, é um clássico arcade na medida em que oferecia uma jogabilidade simples, de absorção imediata, mas com um desafio elevado. O objectivo é o de conduzir um berlinde por uma série de caminhos labirínticos e repletos de obstáculos e outras armadilhas, até à sua meta. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado no mês de Setembro, tendo vindo de um leilão online que me ficou a 6€ por jogo.

Jogo com caixa e manual

O objectivo do jogo é tão simples que mesmo que uma pessoa não esteja habituada a videojogos depressa aprende o que tem de fazer. Basicamente temos um berlinde que temos de o conduzir por um labirinto repleto de abismos, armadilhas e outros inimigos que podem interferir. Podemos cair, ou ser comidos as vezes que quisermos pois temos vidas infinitas, no entanto temos é um tempo limite para chegar ao destino e é aí que está o desafio. Muitas vezes temos de fazer descidas íngremes em rampas estreitas, à beira de um abismo e com curvas apertadas, pelo que temos de controlar bem a inércia da bola. Numa arcade isto era mais engraçado pois os controlos usavam uma rollerball, até era mais intuitivo. Aqui temos de usar o d-pad e simplesmente este é um dos jogos que requerem muita práctica, pois até nem temos assim tantos níveis.

Por vezes conseguimos ganhar alguns segundos precisosos

A nível audiovisual é um jogo simples, porém bem detalhado. Os níveis são apresentados numa perspectiva isométrica e possuem alguns inimigos ou armadilhas que até têm boas animações. As músicas são também agradáveis, pelo que no fundo esta até acaba por ser uma boa conversão do clássico arcade.