Lemmings (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas que já cá trouxe várias versões do Lemmings, esta da Master System até que acaba por ser uma conversão bastante interessante tendo em conta as limitações da plataforma. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no mês passado de Julho por 5€.

Jogo com caixa e manual

Tal como nas outras versões deste jogo, o nosso objectivo é o de guiar os lemmings em segurança até à saída do nível em questão, onde teremos de ultrapassar muitos obstáculos e evitar armadilhas. Para isso teremos à nossa disposição uma série de diferentes habilidades como escalar paredes, cavar túneis, construir pontes, entre muitas outras, que deveremos assignar aos lemmings para os ajudar na sua travessia. Mas as coisas rapidamente começam a ficar desafiantes pois os lemmings a partir do momento em que entram num nível, eles começam a andar automaticamente da esquerda para a direita e, assim que encontrarem uma parede, voltam para trás e por aí fora. Portanto por vezes a primeira acção a fazer é mesmo colocar o primeiro lemming numa posição de parar o trânsito, obrigando os restantes a voltar para trás, prevenindo que caiam nalgum abismo.

Alguns níveis são exclusivos das versões Sega 8bit

Outras vezes teremos múltiplos pontos de entrada de lemmings que teremos de gerir ao mesmo tempo, já noutras situações poderemos ter um número muito reduzido de habilidades disponíveis para activar, pelo que teremos mesmo de resolver alguns quebra cabeças para finalizar certos níveis. Felizmente que, antes de começarmos cada nível temos a opção de o observar primeiro, ao pressionar o botão 1 que nos levará a uma preview. Outra coisa que recomendo vivamente é que joguem isto próximo da consola. Nalguns níveis por vezes teremos mesmo muito pouco tempo para seleccionar uma habilidade e levar o cursor para o lémingue em questão. Ao pressionar no botão de Pausa, todos os lémingues param no tempo, mas nós podemos mover o cursor na mesma e ir seleccionando as habilidades pretendidas. Como o botão de pausa na Master System fica na própria consola, dá jeito jogarmos próximo da mesma então.

Os blockers devem ser usados com critério, até porque tipicamente têm de ser sacrificados no final e poderemos não atingir a quota de sobrevivência

De resto temos aqui dezenas e dezenas de níveis, espalhados ao longo de diferentes níveis de dificuldade. Estes estão representados de uma forma mais simplificada que os originais, até porque temos um número máximo de 20 lemmings em simultâneo no ecrã. De resto, a nível gráfico em si, esta versão não fica muito atrás das restantes, pois já a versão original possui gráficos simples. Esta versão Master System possui é uns quantos níveis novos, que não existem noutras versões, sendo muitos deles dedicados à própria Sega, com o azul e branco do seu logotipo a ser predominante. Outra das coisas que me deixou agradavelmente surpreendido por esta versão é a qualidade das músicas. Estas, pelo menos a maioria, reconheci facilmente de outras versões do Lemmings e no geral, para além de serem músicas bastante agradáveis (sendo que, tal como no original, algumas são adaptações de músicas de compositores clássicos), soam mesmo bem! O que não é normal visto os jogos na Master System e Game Gear terem tipicamente um som mais fraco.

Portanto, apesar das suas limitações impostas pelo hardware, esta conversão do Lemmings até que se tornou numa agradável surpresa! Pena que a sua sequela nunca se materializou para a Master System

Kung Fu Kid (Sega Master System)

Vamos a mais outra super rapidinha, pois este pequeno e simples beat ‘em up da Master System já foi cá analisado anteriormente. Kung Fu Kid faz parte da compilação Gamebox Série Lutas, lançada originalmente pela Tec Toy em exclusivo no mercado brasileiro, mas a distribuidora portuguesa da Ecofilmes acabou por importar algumas cópias e lançar por cá também. Recomendo então que dêm uma olhada nesse artigo.

Jogo com caixa e manual

Entretanto, o meu exemplar deste Kung Fu Kid foi-me vendido por um amigo por 5€, durante o passado mês de Junho.

Asterix and the Secret Mission (Sega Master System)

Voltando à Master System, vamos agora ficar com o último jogo da saga Astérix a sair para esta plataforma. Ao contrário do Astérix and the Great Rescue, cujo desenvolvimento tinha ficado ao cargo da britânica Core Design, este Astérix and the Secret Mission acabou por ficar novamente com a própria Sega, que já tinha feito um bom trabalho no primeiro Astérix. E este Secret Mission segue precisamente a fórmula do primeiro jogo, o que não é uma má ideia de todo, embora estivesse à espera de mais novidades. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Junho na loja 1Up, tendo-me custado cerca de 11€.

Jogo com caixa

A história por detrás deste jogo é simples: o druida Panoramix ficou sem os ingredientes necessários para produzir mais da sua poção mágica e a dupla Astérix e Obélix irão percorrer meio mundo para os encontrar, antes que as legiões romanas se apercebam e invadam a aldeia gaulesa. Tal como no primeiro Astérix iremos poder optar por jogar com qualquer uma das personagens, que por sua vez possuem diferentes habilidades. Astérix é mais ágil, podendo efectuar duplos saltos, correr, esgueirar-se por passagens estreitas e usar poções mágicas com diferentes efeitos. Já Obélix é mais forte, é capaz de desencadear um poderoso ataque depois de saltar, bem como atirar menires para os inimigos romanos.

Ocasionalmente teremos alguns desafios interessantes

Para além disso, os níveis vão sendo algo diferentes entre si, de forma a usar as habilidades de cada um. Algumas zonas são inteiramente exclusivas de cada personagem, como uns níveis gelados para o Astérix, ou uma pirâmide egípcia no caso do Obélix. De resto, as mecânicas de jogo são as de um simples jogo de plataformas, com um botão para saltar, outro para atacar e algumas combinações de botões que nos permitem usar as habilidades de cada um. Alguns níveis também terão desafios de platforming mais exigentes, ou alguns pequenos puzzles para resolver.

As ondas neste nível ficaram muito bem conseguidas!

No que diz respeito aos audiovisuais, mais uma vez estamos perante um jogo de plataformas muito bem conseguido, repleto de cores vívidas e personagens muito bem detalhadas para um sistema 8bit, embora ainda se note alguns slowdowns quando temos mais que 1 inimigo presente no ecrã em simultâneo. Gosto particularmente do efeito das ondas no nível do surf do Astérix! Já as músicas… bom sinceramente essas já não achei grande coisa.

Portanto este Astérix and the Secret Mission é mais um óptimo jogo de plataformas que recomendo vivamente, particularmente a quem gostou do primeiro jogo! Temos também uma versão para a Game Gear que é virtualmente idêntica, apesar de correr num ecrã menor e com a imagem algo ampliada para melhor acomodar-se num sistema portátil.

Rampart (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas, hoje ficamos com mais uma adaptação arcade de um clássico da Atari Games, que, como era habitual naquela altura, as suas adaptações para consolas não-Atari ficou a cargo da Tengen, que por si só já era uma derivação da própria Atari Games. É uma história algo complicada. O meu exemplar foi comprado algures em Junho, na loja InGame em São João da Madeira, tendo-me custado cerca de 10€.

Jogo com caixa e manual

Ora quando era miúdo este jogo nunca me cativou porque simplesmente não fazia ideia do que era suposto fazer. Dando-lhe uma nova oportunidade muitos anos depois, até lhe consigo encontrar algum charme e entendo porque o jogo fez algum sucesso nas arcades nos anos 80. É que este Rampart é o original Tower Defense, pois o objectivo está mesmo em montar muralhas que rodeiam vários dos nossos castelos e derrotar forças inimigas, evitando que nos destruam o castelo que tanto trabalho nos deu a manter.

Nos combates, temos de derrotar as forças inimigas o quanto antes, para conseguirmos reparar e expandir as nossas fortificações atempadamente.

Jogando sozinhos, iremos ter de defender o nosso território de navios inimigos, enquanto que se aproveitarmos o multiplayer, cada jogador deve montar/cuidar da sua fortaleza e atacar a do seu oponente. Independente do modo de jogo escolhido, o fluxo é sempre o mesmo. Inicialmente escolhemos qual dos três castelos disponíveis no nosso território queremos tornar como nossa base principal. Uma vez escolhido, teremos alguns seguindos para começar a construir as suas fortificações. Vão-nos sendo atribuidas diversas peças, que fazem lembrar os Tetris, que poderemos rodar e posicionar como bem entendermos. O objectivo é conseguir completar pelo menos uma fortificação à volta do castelo anteriormente escolhido dentro do tempo limite. Uma vez passado esse tempo, teremos de posicionar os canhões dentro da nossa fortificação, logo que tenhamos espaço para eles. O número de canhões que teremos disponíveis dependerá da área da fortificação, quantos castelos protegemos e do grau de dificuldade escolhido inicialmente. Uma vez construídas as defesas, é tempo de passar ao combate. Aqui teremos de guiar um cursor para os alvos que queremos atingir, mas claro que os inimigos também nos irão atacar, danificando as nossas fortificações. Uma vez terminada a batalha, teremos mais alguns segundos para reparar e expandir as fortificações existente, reposicionar canhões e por aí fora. Naturalmente que à medida que vamos avançando, os inimigos vão ficando também mais agressivos, pelo que o desafio está mesmo em aproveitar o máximo do tempo para construir a melhor fortificação possível, o que não é fácil pois as peças que nos saem na rifa são aleatórias e claro, na fase de combate, trucidar as forças inimigas o mais rapidamente possível.

Graficamente estamos perante um jogo muito simples. E mesmo as suas versões 16bit não são muito superiores.

A nível audiovisual é um jogo bastante simples, principalmente a nível de som, pois os efeitos sonoros são básicos e as músicas são apenas pequenas melodias audíveis entre níveis. Graficamente é também um jogo muito rudimentar, embora até ache alguma piada à transição de gráficos 2D enquanto estamos a construir as nossas fortificações e posicionar canhões, para gráficos pseudo 3D durante os combates.

Portanto este Rampart é um jogo muito simples, mas até vejo algum potencial de divertimento, tanto no multiplayer, como jogando contra o CPU que não nos dá tréguas no grau de dificuldade mais avançado. As suas influências para muitos outros jogos de tower defense que vimos florescer nos últimos anos são notórias.

Assault City (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas e em consolas da Sega, vamos agora ficar com um light gun shooter lançado para a Master System no início da década de 90. Assault City acabou inclusivamente por ser lançado em 2 versões distintas, uma que suporta apenas a light phaser, e outra, mais comum, que suporta apenas o comando normal ou o joystick. Porque não fizeram antes uma versão que suportasse ambos os periféricos sinceramente não consigo compreender. A minha versão suporta apenas os comandos normais, veio da Cash Converters algures no passado mês de Abril por 12€.

Jogo com caixa e manuais

Assault City decorre algures no futuro, onde as máquinas se revoltaram contra os humanos e começaram a atacá-los. Nós encarnamos num soldado que descobre uma pessoa gravemente ferida e que, antes de falecer, lhe entrega uma arma toda high-tech e lhe pede para viajar até ao centro de controlo, onde poderemos destruir o computador que gere todos os outros robôs e assim terminar este banho de sangue.

Graficamente nem é um mau jogo, pena que os inimigos possuam poucas animações

Como muitos outros light gun shooters da era 8bit, não esperem por um jogo tão dinâmico quanto isso. Começamos por um nível de treino que é uma galeria de tiro, onde vão surgindo no ecrã vários alvos humanos ou robôs e naturalmente devemo-nos focar apenas em atingir os robôs. Mediante a nossa performance nesse nível de treino, o nível de dificuldade do jogo em si rambém se irá adaptar às nossas habilidades. Depois lá começamos a aventura a sério, com o ecrã a ir fazendo scrolling automático da esquerda para a direita e o objectivo vai ser o de destruir todos os robôs que nos vão aparecendo no ecrã, sendo que num dos níveis teremos também alguns humanos que devemos evitar atingir.

Engrish fresquinho

No que diz respeito às mecânicas de jogo, este não difere muito de outros shooters similares da sua época, como o Operation Wolf, por exemplo. A primeira parte de cada nível é toda em scrolling automático da esquerda para a direita como já referi, e para além de todos os inimigos que vamos enfrentando, também temos de estar atentos a alguns power ups que podem surgir, sendo que para os coleccionar também teremos de lhes disparar. Estes podem ser medkits que nos regeneram parcialmente a barra de vida, enquanto outros são upgrades para a nossa arma, tornando os nossos disparos mais amplos ou mesmo activando o rapid fire, mas aqui temos de ter em atenção para que a arma também não sobreaqueça. No final de cada nível espera-nos também um boss, que vai possuindo padrões de ataque diferentes, bem como zonas que se tornam vulneráveis apenas temporariamente, pelo que temos de ter sempre alguma paciência quando os enfrentamos.

Temos de estar especialmente atentos aos bosses pois levantam as suas defesas por pouco tempo

A nível audiovisual é um jogo até algo interessante, tendo em conta as limitações da consola. Os níveis são coloridos e variados entre si, assim como os inimigos. Entre cada nível vamos tendo cutscenes muito simples (e cheias de engrish) que nos vão contando a história. O meu único senão é que, pelo menos nos primeiros níveis, os inimigos não possuem nenhuma animação quando são derrotados, mas sim temos algumas sprites de explosões a surgirem à sua volta. No entanto, com o sprite flicker, nem sempre me apercebo se realmente acertei nalgum inimigo ou não. Num dos últimos níveis, os inimigos  que lá surgem já possuem animações quando são atingidos, o que é estranho a Sega só se ter preocupado com isso nessa altura… De resto as músicas não são nada de especial.

Portanto este Assault City é um shooter simples, que provavelmente seria bem mais agradável de jogar com uma light phaser em vez de um comando tradicional. Ainda assim é um jogo que dá para entreter e não é dos mais penalizadores quando morremos, pelo que eventualmente lá conseguimos chegar ao final.