Mystic Quest Legend (Super Nintendo)

Conhecido nos Estados Unidos como Final Fantasy Mystic Quest este é um spinoff da série principal de Final Fantasy, tendo inclusivamente sido lançada em primeiro lugar no ocidente. Isto porque o público alvo deste jogo era precisamente o público ocidental, jogador de consolas, sem muita experiência em RPGs. Este é então um RPG muito simplificado a nível de história e mecânicas de jogo e a expectativa da Squaresoft é que o mesmo servisse como uma espécie de ponto de entrada ao mundo dos JRPGs, algo que a Square se veio a especializar durante essa época. O meu exemplar veio de uma loja do Reino Unido, custou-me 6 libras.

Apenas cartucho

A nível de história este é um jogo muito simples, onde controlamos o jovem Benjamin, que no meio do caos em ver a sua cidade natal destruída, somos abordados por um velhote que diz que somos um cavaleiro de uma antiga profecia e teremos de “libertar” os quatro cristais mágicos elementais (água, fogo, terra e ar) e no fim defrontar um vilão qualquer. Nada do outro mundo portanto, e tal como nos Final Fantasy clássicos, há sempre cristais mágicos envolvios na história. A diferença aqui é que a história foi muito simplificada ao mais básico dos diálogos.

Podemos usar o machado para cortar árvores e abrir caminho para algumas passagens secretas e não só

De resto este é um RPG com batalhas por turnos, mas não aleatórias, pois vemos as sprites dos inimigos e só se quisermos combater é que vamos ter com eles e despoletar o confronto. Alguns são inevitáveis pois bloqueiam o nosso caminho, mas muitos são completamente opcionais, embora seja recomendável que os combatemos quanto mais não seja para ganhar experiência. Até porque não temos nada a perder, só o tempo, pois se perdermos um combate somos convidados a tentar de novo e podemos fazer save game em qualquer ponto do jogo, fora das batalhas. Por outro lado as dungeons são mais complexas e por vezes temos alguns puzzles para resolver ao activar botões para abrir portas, arrastar blocos de gelo para servirem de plataformas, entre outros. O facto de não termos batalhas aleatórias também nos permite explorar melhor cada dungeon. Infelizmente no “mapa mundo” a nossa liberdade já é extremamente limitada, pois apenas podemos navegar de ícone para ícone, nas direcções demarcadas por setas no ecrã. Cada ícone representa uma aldeia/vila, dungeon, floresta ou campo de batalha, onde tipicamente teremos 10 batalhas para completar. Alguns dos caminhos estão inicialmente bloqueados até que a história se desenrole.

O inventário deste jogo é algo bizarro. A nível de equipamento, é como se tivéssemos todas as armaduras, escudos, capacetes e amuletos equipados ao mesmo tempo.

Mas voltando ao esquema de batalhas, algumas coisas estão aqui uma vez mais simplificadas. Por um lado apenas teremos um parceiro de combate ao nosso lado de cada vez, que vão entrando e saindo da party à medida que a história vai progredindo. Nós subimos de nível, eles não. Para além disso, nas batalhas, eles podem ser controlados automaticamente pelo CPU ou manualmente por nós. Ao longo do jogo vamos encontrando uma série de diferentes armas, cujas versões melhoradas vão automaticamente substituir a versão mais fraca que tínhamos antes. Por exemplo, começamos o jogo com uma espada normal, eventualmente descobrimos uma espada melhor, que é automaticamente equipada. Algo similar acontece com as armaduras que vamos encontrando. As magias são também itens que podem ser encontrados ao explorar as dungeons ou como recompensa a “limpar” os campos de batalha de todos os inimigos. Cada feitiço que encontramos está associado a um tipo de magia diferente: magia branca para feitiços regenerativos, magia negra para feitiços ofensivos e elementais (fogo, vento, gelo, terra) e magia do tipo “Wizard” que tipicamente possui os feitiços mais poderosos como o Meteor ou Flare. Cada um destes tipos de magia possui diferentes “pontos de mana” que podem ser gastos ao invocar os seus feitiços, sendo que estes números vão aumentando gradualmente com a nossa experiência de batalha.

Infelizmente no mapa mundo não temos grande liberdade de movimentos

A nível audiovisual, é um jogo algo bipolar. Por um lado os gráficos são simples, não há nenhum cenário que seja especialmente interessante de explorar e os inimigos que combatemos têm sempre um aspecto um pouco mais “desenho animado” e não tão sério. Acho engraçado no entanto as diferentes posturas que cada monstro tem, especialmente quando estão prestes a serem derrotados. Mas se os gráficos não são grande coisa, já nas músicas a história é outra, pois são excelentes. Temos muitas músicas que me parecem retiradas de um álbum de heavy metal dos anos 80, cheias de agradáveis riffs de guitarra que até dá para abanar o capacete enquanto jogamos. Mesmo as músicas mais calmas também são bastante agradáveis.

Os inimigos em si até que possuem algum detalhe. Só não gosto muito é do desenho em si.

Portanto, este Mystic Quest Legend, apesar de, como um todo, não ser um RPG nada de especial, não deixa de ser um jogo interessante. É certo que a Squaresoft sabia e podia fazer muito melhor, mas compreendo que, devido ao seu catálogo de RPGs cada vez maior na Super Famicom, quisessem testar as águas do público ocidental, que, pelo menos a nível de consolas, ainda não estavam muito habituados a JRPGs. Mas não sei se depois de jogar este jogo pela primeira vez eu passaria a gostar de RPGs, pois para mim terem uma boa história e apresentação audiovisual sempre foi o mais importante, e o que acabou por me levar a gostar de JRPGs no geral. Coisa que este Mystic Quest não tem.

Super Punch-Out (Super Nintendo)

A série Punch-Out tem as suas origens nas arcades, sendo um dos vários sucessos da Nintendo nesse ramo no início da década de 80. Mas sem dúvida que a entrada mais conhecida é a versão NES, principalmente a primeira edição que saiu no Ocidente, intitulada Mike Tyson’s Punch-Out, onde o na época famosíssimo pugilista era um dos protagonistas do jogo, servindo de oponente final. Anos mais tarde o jogo foi relançado na NES sem nenhuma referência ao pugilista devido à licença de utilização do seu nome e imagem já ter expirado. E em 1994 eis que sai uma sequela na Super Nintendo, visualmente já muito mais próxima dos lançamentos originais arcade, com sprites muito bem detalhadas. O meu exemplar é uma versão norte-americana que comprei algures no mês passado por 5€.

Jogo completo com caixa e manual. Versão norte-americana. Ainda bem que tenho um adaptador!

Este é um jogo inteiramente single player, onde controlamos um pugilista numa perspectiva de terceira pessoa, com a câmara a posicionar-se nas suas costas. Podemos desferir golpes com os punhos esquerdo e direito, bloquear golpes inimigos, bem como desviarmo-nos deles, ao abaixar ou esquivar para os lados. Para isso é fulcral estarmos atentos aos movimentos dos nossos oponentes e quando adivinharmos que vão atacar, conseguir reagir atempadamente. O facto da sprite do jogador ser transparente permite-nos fazer precisamente isso. Mas ainda assim convém conhecermos bem os nossos oponentes, pois quando eles estão a prestes a preparar um golpe especial, não o conseguimos bloquear, temos mesmo de nos esquivar. Por outro lado também temos de ser inteligentes e aproveitar as abertas que os oponentes nos vão dando para atacar o melhor possível.

Antes de cada combate temos uma breve descrição do nosso oponente

No topo do ecrã temos as barras de energia, nossa e do oponente e o objectivo, tal como nos jogos de luta, é reduzir a barra de energia do oponente a zero. Isto faz com que eles percam temporariamente os sentidos e o árbitro começa a contagem até 10. Mas a maioria dos oponentes acaba por conseguir se levantar e recuperar um pouco da sua energia, pelo que teremos de usar estratégias como alguns golpes especiais e poderosos para os derrotar com um technical knock out. E quando podemos usar esses golpes especiais? Na parte inferior do ecrã temos uma outra barrinha que se vai enchendo à medida em que atingimos o nosso oponente, por outro lado vai diminuindo sempre que levarmos algum soco. Quando estiver no máximo, podemos usar esses golpes poderosos. De resto o jogo coloca-nos a competir em várias ligas de dificuldade crescente, cada qual com quatro oponentes que teremos de defrontar. E temos de derrotar cada um deles em menos de 3 minutos, caso contrário acaba o combate e aí o perdedor somos sempre nós, perdendo uma vida.

Os oponentes para além de serem bizarros, são sprites bem grandes e bem detalhadas.

Graficamente é um jogo colorido e muito bem detalhado, onde o destaque está nos pugilistas que defrontamos, cujas sprites são bem grandes e muito bem detalhadas e animadas. Todas as personagens têm um look muito cartoon, o que resulta numa bem atmosfera agradável. Aliás, muitas das personagens são também oponentes que já existiam nos Punch Out anteriores, pelo que quem for fã da série já sabe com o que contar aqui. As arenas também são bem detalhadas, principalmente o seu público envolvente que está repleto de energia! No que diz respeito ao som, a música tem uma toada mais rock que sinceramente me agrada, bem como vários clipes de vozes digitalizadas, comos os números em inglês de 1 a 10, ou os “Knock Out” proferidos pelo árbitro, entre outros. Os samples de voz estão bem nítidos, só o four é que sempre me soou um pouco estranho.

Portanto este Super Punch Out acaba por ser um jogo bem divertido, onde os seus pontos fortes estão mesmo em se afastar do realismo de outras simulações. É um jogo divertido, mas mesmo assim desafiante pois temos de estudar bem os nossos oponentes, as suas estratégias e ter bons reflexos. Já  os oponentes, de tão bizarros que são, são certamente a parte mais interessante de todo o jogo.

Capcom’s Soccer Shootout (Super Nintendo)

Sim, mais uma rapidinha a um jogo desportivo, desta vez mais um jogo de futebol da Super Nintendo. Este Capcom’s Soccer Shootout, apesar de ter o nome da Capcom, tem na verdade diferentes origens, pois foi lançado originalmente no Japão como J.League Excite Stage ’94, sendo um jogo desenvolvido pelo estúdio A-Max e focado exclusivamente na primeira divisão japonesa de futebol. A versão que cá trago hoje é a Norte-Americana, pois foi comprada num pequeno bundle de jogos de Super Nintendo, tendo-me custado 5€. A versão europeia chama-se apenas Soccer Shootout e foi publicada cá pela própria Nintendo.

Apenas cartucho, versão norte-americana. Ainda bem que tenho um adaptador!

Este é então um simples jogo de futebol de onde dispomos de vários modos de jogo distintos. O Exhibition, conforme o nome indica é um modo de jogo onde podemos jogar partidas amigáveis. Main Game é um campeonato a duas voltas onde no fim ganha quem tiver mais pontos (se bem que aqui as vitórias dão apenas um ponto e os jogos não podem terminar empatados, partindo logo de seguida para decisões por penáltis). Temos o modo All-stars que nos permite jogar partidas com equipas misturam os melhores jogadores de cada equipa “normal”. Temos também um modo Penalty Kick, onde apenas practicamos penaltis, se bem que numa perspectiva diferente de quando temos um penálti a meio de uma partida. Temos o Indoor Soccer, que é futebol de salão onde podemos fazer tabelas nas paredes e por fim um modo de treino que nos permite treinar dribbles, remates, pontapés de canto, livres, etc.

A nível de modos de jogo até que temos bastantes opções

Bom, a nível de modos de jogo tudo bem, até que temos bastante variedade. No entanto temos apenas 12 selecções disponíveis, o que por esta altura confesso que já era um número algo reduzido. A jogabilidade em si é bastante rápida e com um feeling arcade, o que me agrada. Infelizmente não temos é qualquer indicador visual de qual o jogador que estamos a controlar quando não temos posse de bola (tipicamente o controlo fica sempre com quem está mais próximo da mesma), mas mesmo assim ainda me atrapalha um bocado. Depois é um jogo em que é difícil acertar passes, mais vale correr desde o meio campo até à grande área e tentar um remate, pois se tivermos alguma sorte lá nos desviamos dos tackles que os oponentes nos tentam fazer.

Graficamente o jogo até que é bastante competente

A nível audiovisual sinceramente acho este jogo muito bem conseguido. A acção dentro de campo é bastante nítida e detalhada, sem que a performance sofra com isso. Depois sempre que há um golo, temos sempre cutscenes dos jogadores a festejar, ou da equipa adversária em desespero. Outros pequenos detalhes interessantes, como as animações do árbitro quando fica algo indeciso se há-de mostrar cartão a algum jogador, está muito engraçado. No que diz respeito ao som, devo salientar duas coisas: a maioria dos jogos de futebol apenas possuem música nos menus e pouco mais, mas este não. Aqui temos várias músicas diferentes, mediante a equipa que estamos a defrontar, e são todas elas bastante enérgicas, algumas que até ficam no ouvido. Por outro lado, os ruídos do público e afins são maus. Parece que voltamos ao mundial de 2010 com todas as vuvuzelas! Não havia necessidade…

Estas são as selecções disponíveis. Já ouviram falar na selecção nacional da Grã Bretanha? Eu também não.

Portanto este Soccer Shootout apesar de não ser um jogo perfeito, está longe disso, até que acaba por divertir bastante para algumas partidas com amigos, até porque este permite jogos multiplayer com até 4 pessoas, se tivermos o multitap.

Super Metroid (Super Nintendo)

Um dos maiores clássicos da era 16-bit, para mim é mesmo o Super Metroid. O primeiro para a NES já foi um jogo revolucionário do seu tempo, lançando fundações que vieram a ser aproveitadas em muitos outros jogos que foram saindo ao longo dos tempos. Após uma sequela para a Gameboy que apesar de ter introduzido algumas mudanças interessantes, foi também algo simplificado para melhor se adequar as características da portátil. Mas eis que chegou este Super Metroid e sim, aqui a evolução foi mesmo SUPER. O meu exemplar foi comprado algures em Dezembro numa CeX do Reino Unido, tendo-me custado 25£.

Apenas cartucho,, infelizmente.

Esta obra prima decorre pouco tempo depois dos acontecimentos de Metroid II, onde uma cria de Metroid afeiçoa-se a Samus e esta deixa-a numa estação espacial para ser estudada por cientistas, de forma a usar as suas características únicas para o bem da civilização. No entanto a certa altura Samus recebe um pedido de socorro da estação espacial e é aqui que iniciamos a nossa aventura. Ao explorar descobrimos que os cientistas morreram, a cria de Metroid não se encontra am lado nenhum, até que somos atacados por Ridley, um dos líderes dos Space Pirates, que foge com o Metroid para o planeta Zebes. Este nível introdutório é sem dúvida um dos melhores momentos dos videojogos de acção da era 16bit, e uma excelente introdução a esta fantástica aventura.

A cutscene inicial faz um pequeno resumo dos dois jogos anteriores

Ao aterrarmos no planeta Zebes, começamos por explorar as ruínas que deixamos na nossa primeira visita, e uma vez mais começamos por encontrar os primeiros power ups: mísseis e a morph ball, que por sua vez nos permite enrolar numa esfera e rebolar por passagens estreitas. A premissa de Metroid mantém-se, portanto. Temos um mundo aberto para explorar e revisitar vezes sem conta à medida que vamos encontrando outros power ups que nos dão novas habilidades e que por sua vez nos permitem alcançar zonas que previamente seriam inacessíveis. Existem também inúmeras passagens secretas que poderemos descobrir, que geralmente nos levam a outros power ups bónus, como expansões ao número máximo de mísseis, super mísseis e super bombas que podemos carregar (estes dois últimos são novidade), bem como Energy Tanks que nos expandem a barra de energia. Outra das novidades introduzidas pelo Super Metroid está no sistema de auto mapping, bem como algumas salas que nos permitem descarregar mapas (obviamente sem as passagens secretas) das áreas que vamos explorando.

Agora temos também um status screen todo catita

Para além dos super mísseis e super bombas, temos também mais uns quantos power ups novos, como o speed boost que nos permite correr e armazenar energia, que pode ser usada depois para saltar em grandes distâncias. Ou a visão raio-x, excelente para procurar passagens secretas, ou o Grapple Beam, um gancho que se pode prender em algumas superfícies, deixando-nos balancear como o Tarzan de liana em liana. Em suma, existe um grande número de power ups que podemos encontrar, o que enriquece bastante a experiência. E tal como tem vindo a ser tradição nos jogos da série, temos alguns finais diferentes, cujos podem ser atingidos mediante a nossa performance no jogo. Tipicamente, se o terminarmos em menos de 3 horas, lá vemos a Samus de roupa interior durante uns breves segundos no final do jogo.

Um dos novos power ups é este Grapple Beam, que fica obsoleto assim que encontrarmos o Space Jump

A nível audiovisual esta é uma grande obra. O nível introdutório é excelente em toda a sua atmosfera inicial, uma vez mais solitária e misteriosa, culminando num excelente confronto contra Ridley, que nos deixa a adrenalina no topo, quando temos poucos minutos para escapar antes que a estação espacial se auto destrua. Depois quando exploramos Zebes temos uma vez mais um vasto mundo para explorar, com cenários inóspitos (as ruínas deixadas pelo primeiro jogo foi um óptimo detalhe) e hostis, onde a solidão impera. E aqui a música tem um papel muito especial, pois é bastante minimalista e atmosférica na maior parte do jogo. Existem uma ou outra zona cuja música foge um pouco à regra e já é mais “animada”, mas mesmo assim devo dizer que gosto bastante desta banda sonora. E sim, a música título, continua ser das coisas mais aterradoras e tensas que já ouvi num jogo 16bit. De resto o jogo possui visuais detalhados, inimigos variados e zonas bastante diferentes entre si. Desde zonas mais futuristas ou industriais como as bases dos piratas, passando por diferentes cavernas, umas repletas de vegetação, outras bem subterrâneas com lava por todos os lados, ou mesmo subaquáticas, cujas apenas poderemos explorar após descobrir o Gravity Suit. Os bosses são bem grandinhos e bem detalhados como se quer, os confrontos com Ridley, Crocomire e a luta final com a Mother Brain foram para mim os momentos mais marcantes.

Como seria de esperar, os bosses são bem grandes

Portanto este Super Metroid é um excelente jogo de acção que todos devem experimentar. Pena que a versão original de SNES tenha vindo a encarecer bastante nos últimos anos, mas felizmente existem sempre versões digitais para quem assim o entender. Infelizmente depois deste excelente jogo a série entrou num hiato que só veio a ser quebrado vários anos depois, com o lançamento conjunto de Metroid Fusion e Metroid Prime, ambos excelentes jogos também.

Alien 3 (Super Nintendo)

Voltando às rapidinhas e à Super Nintendo, o jogo que cá trago agora é nada mais nada menos que a adaptação para a Super Nintendo do filme Alien 3, que apesar de também possuir o selo da Probe, é muito diferente dos jogos que pudemos jogar na Mega Drive ou Master System. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado algures em Novembro de 2018 numa loja online, tendo-me custado cerca de 25€ se bem me recordo.

Jogo completo com caixa, manual e papelada

A história do filme anda à volta de Ellen Ripley, uma vez mais, que se encontrava num sono criogénico, em viagem numa nave espacial após os acontecimentos do filme anterior. No entanto shit happens e a nave despenha-se no planeta Fury 161, uma antiga prisão de máxima segurança, mas ainda repleta de prisioneiros perigosos. No filme, ninguém está armado e há um alien adulto à solta a causar o terror, já nos videojogos (e este não é excepção) o que não faltam são armas e outros aliens para combater. Mas ao contrário das versões que acabaram por sair nas consolas da Sega que têm um feeling bastante arcade, este é também um sidescroller 2D, mas com um conceito muito diferente.

É nestes terminais onde podemos consultar as missões que temos para desempenhar e a planta do nível

Isto porque temos apenas 6 níveis grandinhos onde jogamos em diferentes secções da prisão, com vários corredores e portas para explorar. No corredor central, que serve de acesso a todos os outros, temos sempre um ou mais computadores que devemos consultar e ver as missões que temos para desempenhar nesse nível. Estas são practicamente idênticas entre si, consistindo em coisas como “vai ao corredor X e Y e resgata os prisioneiros que lá estão”, ou “vai à enfermaria A e repara os quadros eléctricos para restabelecer a energia, e já agora volta ao corredor X para soldar uma porta”. Ou limpar ninhos de aliens em certos locais, ou reparar condutas de ar que estejam furadas devido ao ácido dos aliens… podemos fazer estas missões pela ordem pela qual quisermos e podemos também consultar a planta do nível, que nos indica que portas dão acesso às instalações que podemos visitar. Isto é o mais útil, pois o layout do corredor central por vezes é bastante confuso e normalmente não temos qualquer indicação sobre o corredor que estamos actualmente, a menos que espreitemos as tais plantas quando passamos por um terminal.

Graficamente achei o jogo muito bem conseguido

De resto a jogabilidade em si é bastante simples, com o jogo a ter diferentes armas como lança-chamas, metralhadoras, lança granadas e o ínfame sensor de movimento. Temos vários pick-ups como munições extra ou medkits, e para reparar condutas, quadros eléctricos, soldar portase afins também só temos de manter um botão pressionado durante alguns segundos, enquanto estamos parados. Claro que nem sempre é fácil com tanta bicharada à solta. No entanto o design do jogo acaba por se tornar bastante repetitivo, pois mesmo à medida que vamos avançando nos níveis em si, as missões são muito semelhantes, e os próprios corredores que podemos explorar também o são. Temos os típicos corredores prisionais, a enfermaria, outros mais industriais devido à prisão ser também uma grande metalúrgica, temos os exteriores, e pouco mais. Isto dividido em 6 níveis com várias missões semelhantes, tornam o jogo bastante repetitivo, infelizmente.

Só é pena as missões serem todas muito repetitivas

No que diz respeito aos audiovisuais, aí as coisas já mudam de figura, pois acho este Alien 3 muito bem conseguido. Os cenários estão muito bem detalhados, alguns com excelentes efeitos de luz, para um sidescroller 2D em 16bit. As músicas são algo industriais ou épicas, o que até se adequa bem para o tipo de jogo.