Bom, este artigo vai ser mesmo uma super rapidinha, pois é um jogo sobre xadrês e eu nunca aprendi a jogar o mais famoso jogo de tabuleiro do mundo. E visto este jogo não ter qualquer modo de tutorial, também não foi desta que quis aprender. O meu exemplar só entrou na colecção pois veio num bundle de muitos outros cartuchos que comprei há uns meses atrás na feira da Vandoma no Porto por 20€.
Apenas cartucho
A primeira impressão que retiramos deste jogo, é a de um jogo algo inacabado, ou feito muito à pressa. Isto porque mal saímos do ecrã de título, começamos logo a jogar uma partida com os settings por defeito, sendo no entanto possível entrar no ecrã de opções a qualquer altura e seleccionar várias alternativas, como definir o número de jogadores humanos, que pode variar de zero a 2. Sem jogadores humanos vemos apenas a IA a decidir as jogadas entre si, o que não tem muita piada. Jogando com pelo menos um jogador, ao menos o jogo vai-nos avisando se as nossas jogadas são permitidas ou não e no ecrã de opções podemos ver algumas dicas de jogadas possíveis, bem como podemos anular/refazer as nossas jogadas anteriores. Existem vários níveis de dificuldade para o CPU e para além disso, e sendo este um jogo portátil, é possível gravar o nosso progresso nas partidas a qualquer momento, com recurso a uma password.
Infelizmente a interface dos menus nem sempre me parece ser a mais adequada
De resto o Chessmaster é isto, um jogo de xadrez bastante simples, mas suponho que eficaz, pelo menos para quem saiba jogar. A nível audiovisual é também bastante simples, com alguns efeitos sonoros e pouco mais.
Voltando às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é uma adaptação de Stargate, o filme para os videojogos. Sinceramente sempre pensei que fosse uma adaptação da série televisiva, pois nunca tinha visto o filme e nem sabia da sua existência. E ao contrário da adaptação para a Gameboy e Game Gear que acaba por ser um clone de Tetris, esta aqui para a SNES e Mega Drive já é o esperado jogo de acção e plataformas que habitualmente se via em ambas as consolas. O meu exemplar veio de uma troca que fiz com um particular há uns meses atrás.
Apenas cartucho
O filme Stargate antecipa a série, onde algures no Egipto, é descoberto um portal que dá acesso a um mundo alienígena chamado Abydos, onde viviam os deuses da mitologia egípcia e que realmente influenciaram a nossa civilização. Claro que tínhamos de enviar uma patrulha de reconhecimento militar, bem como uma bomba atómica portátil, para detonar o portal de Abydos caso aquela civilização apresentasse uma ameaça para a raça humana. Claro que as coisas não correm bem e lá teremos de enfrentar as forçças de Ra, Anubis e companhia, bem como procurar os restantes membros da nossa expedição, salvar a população local e recuperar todas as partes da nossa bomba atómica.
Ocasionalmente lá vamos tendo algumas cutscenes que nos avançam na história, mas estas não são lá muito apelativas
Este é um jogo de acção/plataformas, onde em practicamente todos os níveis teremos de procurar alguns objectos ou pessoas, de forma a poder avançar para os níveis seguintes. Nesses níveis as mecânicas de jogo são simples, com um botão para correr, outro para saltar, um outro para disparar a nossa metralhadora e por fim outro para disparar granadas. A metralhadora possui munição infinita, mas no entanto pode receber alguns power-ups temporários como o rapid fire ou balas mais potentes. A nossa vida é dada como uma barra de energia, que por sua vez também pode ser regenerada ao encontrar alguns itens próprios para o efeito. Para além dos níveis de platforming, onde temos também alguns combates contra bosses, existem também alguns segmentos aéreos, onde conduzimos uma nave alien e o jogo aí já assum contornos de um shooter 3D.
Infelizmente não se pode dizer que este jogo é um grande feito tecnológico
No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente acho que é um jogo aborrecido nesse departamento. É certo que é um jogo influenciado num filme, pelo que não dá para fugir muito do material original, mas fiquei desapontado por todos os cenários por onder passarmos terem influências egípcias. Pensei que fosse haver uma maior variedade de mundos e civilizações a explorar tal como na série, mas isso foram falsas expectativas criadas por mim, ao não me ter apercebido inicialmente que o jogo é baseado no filme, não na série que o sucedeu. Mas para além disso, tecnicamente o jogo é bastante medíocre, desde as sprites pequenas e pouco detalhadas, passando pelas músicas algo aborrecidas.
Para desenjoar das plataformas, ocasionalmente lá teremos de pilotar uma nave alien
Portanto, este Stargate, apesar de não o considerar propriamente um mau jogo, pelo menos nesta versão SNES, também não sai da mediocridade, algo que infelizmente era algo comum a nomes como a Acclaim e a Probe.
A rapidinha de hoje leva-nos novamente para a NES, desta feita para um interessante jogo da Software Creations que nos remete logo para os clássicos do Spectrum como o Knight Lore, que se tornou bastante popular devido ao seu grafismo pseudo 3D com recurso à perspectiva isométrica. O que infelizmente tem as suas desvantagens, mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado algures no mês passado numa feira de velharias no Porto, tendo-me custado 7.5€.
Apenas cartucho
A história segue um cliché muito habitual, o da “damsel in distress“, vulgo “vamos salvar a princesa”, desta feita das garras de um feiticeiro que aproveita o solstício de Inverno para a sacrificar, tornando-se assim muito mais poderoso. Nós encarnamos num outro feiticeiro, o Shadax, que tenta salvar a princesa. Para isso tem de se infiltrar no castelo, procurar as 6 partes que compõe a Staff of Demnos, a única arma com poder suficiente para derrotar o bruxo e assim resgatar a princesa.
Ao pressionar no Select vemos um ecrã que nos mostra o mapa, as vidas dispomíveis, quantas chaves temos, as poções, e os pedaços da Staff of Demnos que já encontramos
Mas apesar de sermos um feiticeiro, os seus poderes deixam muito a desejar, pois temos de evitar os inimigos a todo o custo, para além de outros obstáculos como os típicos espinhos no chão. Este é então um jogo que preza bastante a exploração e a resolução de puzzles de forma a obter os mais variados itens e abrir caminho para outras salas. Temos centenas de salas a explorar, muitas delas secretas, pelo que um mapa é algo muito importante. A carregar no Select podemos ver um mapa, mas infelizmente as salas vão desaparecendo do mesmo ao fim de algum tempo após a última visita. Temos também de esquivar de vários obstáculos e inimigos, mas também usar os objectos na sala para nossa vantagem. Por exemplo, podemos apanhar blocos que por sua vez podem ser largados a meio de um salto, servindo de plataforma intermédia para alcançar alguma zona que de outra forma seria difícil de alcançar. Nalgumas salas temos de fazer isto de forma repetida, o que requer alguma práctica.
Apesar de graficamente ser um jogo muito interessante, sofre do mesmo mal da maioria dos jogos em perspectiva isométrica. Por vezes é difícil perceber em que local está mesmo a plataforma que queremos saltar.
Para nos facilitar a vida, para além de vidas extras, podemos também encontrar várias poções coloridas que podem ser usadas a qualquer altura, mas cujos efeitos apenas duram enquanto permanecermos na mesma sala. Temos poções verdes que revelam blocos secretos nas salas, outras amarelas que congelam os inimigos e plataformas nas suas posições. As azuis deixam-nos invencíveis contra os inimigos, permitindo-nos inclusivamente usá-los como plataformas e as roxas destroem todos os inimigos presentes no ecrã, bem como algumas plataformas e itens que ainda não tenhamos apanhado, pelo que deve ser usado com algum cuidado.
Tudo isto torna o jogo bastante não-linear devido à natureza labiríntica do castelo, permitindo-nos explorar as diferentes saídas de cada sala de uma forma algo livre. Mas para além da exploração ser exigente, os controlos também demoram um pouco a serem habituados, devido à perspectiva isométrica não ser a melhor num jogo que exige muita precisão nos saltos de plataformas. É fácil a perspectiva enganar-nos quanto à posição exacta de uma plataforma ou inimigo, mas compreende-se o porquê deste tipo de gráficos serem tão apelativos na década de 80.
No início e fim temos algumas interessantes cutscenes para ver.
E se por um lado os gráficos até que são bastante coloridos, com os inimigos a terem designs interessantes e algo variados, o que mais me impressionou foi mesmo a música. Composta por Tim Follin, a banda sonora do jogo não é lá muito diversa pois existem poucas músicas, e durante a aventura principal vamos estar a ouvir sempre a mesma música repetida em loop, mas felizmente a banda sonora é excelente, indo buscar influências a música folk de diversas culturas e a rock progressivo. Sugiro mesmo que a vão ouvir!
Portanto este Solstice apesar de ser um jogo bastante exigente na sua jogabilidade e dificuldade no geral, acaba também por ser muitíssimo competente dentro do seu género. Possui uma sequela para a SNES chamada Equinox, que sem dúvida vou querer ir expreitar.
O artigo de hoje leva-nos a uma excelente surpresa da Gameboy Advance, o Ninja Cop (também conhecido como Ninja Five-O em território americano). Apenas o conheci quando um amigo meu me comentou, todo contente, que o encontrou como uma pechincha numa loja nacional. É daqueles jogos que são caríssimos no eBay e para piorar as coisas, também é um jogo super divertido. Suponho que tenha saído em números muito reduzidos, o que é uma pena pois é um bom jogo. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás por 10€, esteve muitos anos atrás de uma vitrine num hipermercado no interior do país.
Jogo completo com caixa, manuais e papelada
Tal como Shinobi, o nosso ninja é um justiceiro que combate grupos terroristas compostos por outros ninjas. E aqui temos uns quantos para combater! O jogo está dividido em vários grupos de níveis em localizações diferentes, cada qual composto por diversos subníveis e um boss. Aqui visitamos diversos cenários como o assalto a um banco ou a um aeroporto, culminando depois na própria base inimiga onde acabaremos por defrontar o seu líder.
A libertação de reféns é uma constante, mas é algo que também tem de ser feito com cuidado
A jogabilidade é excelente. O nosso ninja como seria de esperar é bastante hábil. Podemos atacar com a espada, ou com shurikens que por sua vez podem ser upgraded para causar mais dano. Para além disso, estamos munidos de um gancho à lá Bionic Commando, que nos permite agarrar aos tectos e paredes, podendo assim balancear-nos melhor entre plataformas, ou fazer algum wall jumping. Começando a jogar ,vemos que o nosso ninja dispõe de duas barras de energia, uma começa cheia, a outra vazia. A que começa cheia naturalmente que é a barra de vida, já a outra é a barra do special que vai enchendo à medida que combatemos os inimigos e que pode ser usada a qualquer momento para os nossos golpes mágicos. Se activarmos o special antes da barra encher, ficamos invencíveis durante o tempo em que a barra vai esvaziando. Se o activarmos com a barra cheia, então destruímos todos os inimigos presentes no ecrã. Para além disto, em cada nível vamos tendo alguns reféns para salvar, algo que temos de ter algum cuidado em fazer pois geralmente os bandidos apontam-lhes alguma arma à cabeça e só os devemos atacar no momento certo, quando eles se preparam para nos atacar a nós.
Como não poderia deixar de ser, também temos alguns bosses para defrontar
A nível audiovisual este jogo foi também uma óptima surpresa. Os níveis e sprites são ricos em cor e detalhe, e o mesmo pode ser dito das animações, que se mostram bastante fluídas. Existe alguma variedade nos níveis e as músicas, apesar de agradáveis, é que já não lá muito variadas infelizmente.
Volto a reforçar que este Ninja Cop foi uma excelente surpresa para a Gameboy Advance. É mesmo uma pena que seja um jogo tão caro, pelo que se virem nem que seja um cartucho solto perdido nalgum negócio não hesitem, é um jogo que vale bem a pena se forem fãs do género.
Voltando para a Nintendo DS, o jogo que tenho andado a viciar ultimamente, pelo menos desde que terminei o Mario & Luigi Partners in Time, é o Mario Kart DS, aquele que foi o pioneiro da série em possuir multiplayer online, algo que já poderia perfeitamente ter acontecido na Nintendo Gamecube, mas isso é outra conversa. E sinceramente o resultado final até que me surpreendeu, principalmente pela quantidade de conteúdo que trás. O meu exemplar veio da Cash de Alfragide, tendo sido comprado algures no verão passado por 5€.
Jogo com caixa, manual e papelada
A jogabilidade é a mesma clássica da série Mario Kart. O modo principal de jogo é o Grand Prix, onde dispomos de vários “campeonatos” diferentes de 4 corridas cada. Temos as habituais Mushroom, Flower, Star e Special cups, esta última que culmina na clássica Rainbow Road. Mas para além dessas 4 taças, desbloqueamos ainda outras 4 adicionais, contendo apenas circuitos clássicos dos Mario Kart anteriores, da SNES (que ficaram bem mais bonitos que usando apenas o Mode 7), Nintendo 64, GBA e até GameCube. Já sabia que o Mario Kart da Wii tinha também estes circuitos clássicos de jogos anteriores, mas não fazia ideia que este jogo da DS também tinha o mesmo. De resto, ainda no Grand Prix, podemos também jogá-lo em diferentes níveis de dificuldade, desde os motores de 50cc, para 100, 150 e por fim o Mirror, que consiste nas corridas de 150cc mas com as pistas invertidas.
O ecrã tactil mostra o mapa, que na perspectiva ampliada mostra mais detalhe dos objectos na pista
Para além disso temos também o Time Trial, onde o objectivo é o de fazer as corridas o mais rápido possível, o Battle Mode e um novo modo de jogo, o Mission. O primeiro já é algo conhecido de todos os Mario Karts anteriores e divide-se em duas vertentes. A primeira é o Baloon Battle, que é uma espécie de deathmatch sobre rodas, onde temos de rebentar os balões presos nos karts dos adversários. O outro é o Shine Runners, onde o objectivo é coleccionar as várias Shines (do Super Mario Sunshine) espalhadas na arena, e se possível também roubá-las aos oponentes. Quem tiver menos shines vai sendo eliminado até que sobre apenas o vencedor. Por último temos então o Mission Mode. Aqui vamos participar em corridas com objectivos definidos, como coleccionar um determinado número de moedas espalhadas na pista, atravessar uma série de checkpoints por uma ordem pré-definida, usar power-ups para derrotar uma série de inimigos, entre outros. Até contra bosses temos de lutar! Isto acrescenta uma boa dose de longevidade ao jogo, até porque temos de ter uma boa performance se quisermos desbloquear o ultimo número de missões.
A inclusão de um mission mode trouxe maior longevidade ao jogo e é muito benvinda
No multiplayer, temos o habitual multiplayer local, desta vez jogado de forma completamente wireless. O modo online estava apenas restrito ao modo Grand Prix, mas limitado a 4 jogadores de cada vez. Infelizmente não cheguei a experimentar, mas acredito que tenha sido viciante, pelo menos até à popularização dos flashcarts e respectivos cheaters…
No que diz respeito às características da Nintendo DS, o ecrã de cima apresenta a corrida em si, já o de baixo mostra duas coisas: a tabela classicativa de cada participante da corrida, incluindo os power ups que cada um carrega, bem como o mapa da pista. Este pode ser visto em duas perspectivas: uma perspectiva abrangente da pista toda onde vemos a localização de cada participante, e uma vista ampliada que nos mostra com mais detalhe os oponentes perto de nós, bem como os power-ups que nos atiram ou a localização dos obstáculos. E sim, temos aqui bastantes power-ups como não poderia deixar de ser, incluindo a infame blue shell que muita dores de cabeça dá a quem vai em primeiro lugar.
Para além das competições habituais, aqui temos também outras 4 taças com circuitos de outros jogos da série
Graficamente é um bom jogo tendo em conta que a Nintendo DS possui capacidades 3D algo semelhantes às da Playstation ou Nintendo 64. Os circuitos apresentam muito mais detalhe que os mesmos na Nintendo 64, pelo menos em texturas, mas naturalmente que a nível poligonal a coisa não é tão boa assim. Mas ao menos na Nintendo 64 os karts eram sprites 2D. Por outro lado, tanto os efeitos sonoros são bem competentes e as músicas muito agradáveis.
Por todas estas razões, o Mario Kart DS foi um jogo que me surpreendeu bastante pela positive. A jogabilidade é intemporal e só ficava melhor se a DS possuísse algum analógico. Mas a quantidade de conteúdo, incluindo desbloqueável como novas personagens jogáveis, karts, e as missões, tornam este jogo indipensável a todos os fãs da série que tenham uma Nintendo DS.