Bugs Bunny Blowout (Nintendo Entertainment System)

Bugs Bunny BlowoutVamos agora para uma rapidinha da NES, para uma análise e um jogo de plataformas que tem o Bugs Bunny como protagonista. E este é daqueles jogos que apesar de ter um vídeo do AVGNa falar mal dele como lixo, nem o acho assim tão mau de todo, é apenas um simples jogo de plataformas. E este cartucho foi comprado na cash converters de Alfragide algures durante o mês passado por 8€. Foi uma compra de impulso, pois não costumo dar tanto dinheiro por um cartucho apenas.

The Bugs Bunny Blowout
Jogo, apenas cartucho

A história é simples, este é um jogo comemorativo dos 50 anos de Bugs Bunny e tal é reflectido na sua história. Bugs foi convidado para a sua festa de 50 anos e todo contente põe-se a caminho (tendo de atravessar florestas, desertos, selvas ou cavernas – eu chamava um táxi). No entanto os seus “amigos” dos Looney Tunes roem-se de inveja por ficarem constantemente em segundo plano e então vão fazer de tudo para que Bugs não chegue à sua festa. Sim, os bosses serão outras personagens do universo Looney Tunes, mesmo que não sejam propriamente vilões, como o Tweety ou Daffy Duck.

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No início e final do jogo temos uma pequena “cutscene” que mostra a história do jogo

O jogo está dividido em 6 zonas distintas, com 4 níveis em cada. Na maior parte dos níveis vamos ter bosses no final, sendo que alguns se repetem, como o Daffy Duck, Tweety ou o caçador que agora não me recordo o nome. No caso do Daffy Duck o objectivo nem é derrotá-lo, mas sim evitá-lo e alcançar a cenoura gigante para avançar no nível. As mecânicas de jogo são as típicas de um jogo de plataformas: um botão para saltar, outro para atacar. Bugs Bunny possui um martelo gigante com que pode atacar os inimigos, mas quando sofre dano “vê estrelas” e deixa de o poder usar temporariamente. Temos também um sistema de dano na forma de pequenos corações. Começamos inicialmente com 2 e podemos incrementar para 3, sendo que perdemos uma vida se os gastarmos a todos. Os items coleccionáveis são pequenos quadradinhos com cenouras que, após serem coleccionados tornam-se em plataformas físicas que poderão até ser bastante úteis. As cenouras que vamos apanhando podem depois ser usadas nos níveis de bónus. O primeiro é uma mistura de “4 em linha” com bingo, na medida em que nos vão sendo sorteados 5 números e se conseguirmos fazer linhas de 3, 4 ou 5 números ganhamos várias vidas. No final de cada zona, o nível de bónus que vemos é uma espécie de “whac-a-mole“, onde temos de acertar com um martelo em várias toupeiras durante um intervalo de tempo, podendo também ganhar várias vidas se a nossa performance for boa. De resto convém também referir a “inspiração” que foram buscar a Mario, com a possibilidade de descer vários “canos” disfarçados de tocas, chaminés, potes ou troncos de árvores, dependendo da zona em questão.

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As cenoras podem ser coleccionadas, transformando-se depois em plataformas físicas com o símbolo da Warner Brothers

Graficamente é um jogo competente, com todas as zonas a terem um nível de detalhe aceitável e um esquema de cores competente tendo em conta à fraca palete de cores disponíveis no sistema. Tirando um ou outro slowdown visto em zonas com imensos inimigos, tudo o resto corre normalmente. Os efeitos sonoros não são nada do outro mundo mas cumprem o seu papel. Posso dizer o mesmo das músicas, mas eu adoro o chip de som da NES e mesmo não havendo nenhuma música memorável, são sempre agradáveis ao ouvido.

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Alguns blocos são mais frágeis e podem ser destruidos

No fim de contas considero este um jogo sólido de plataformas. Não é perfeito, nem por sombras. O facto de não podermos usar o martelo quando estamos atordoados pode ser um ponto negativo, ou mesmo alguns inimigos como as bombas relógio serem chatinhas. Mas não é de todo um jogo assim tão mau como o AVGN o pintou. Gosto dos vídeos dele, mas acho que neste jogo ele falhou redondamente o alvo.

Super Mario World (Super Nintendo)

Super Mario WorldO jogo que trago cá hoje é mais um grande clássico que dispensa apresentações, pelo que este será um artigo curto. Lançado juntamente com a Super Nintendo, a consola de 16bit da BigN, este Super Mario World era um jogo muito aguaradado, não só pelo tremendo sucesso de Super Mario Bros 3 para a NES, mas também para verem o que uma consola de 16bit conseguira fazer pelo Mushroom Kingdom. Este jogo, apesar de ser apenas um cartucho, entrou na minha colecção após ter sido comprado a um particular por 5€.

Super Mario World - Super Nintendo
Jogo, apenas cartucho

Para não variar, é mais uma vez preciso alguém salvar a princesa Toadstool/Peach, após a mesma ter sido mais uma vez raptada por Bowser e os seus minions. Para além disso, Bowser também levou com ele todos os ovos de Yoshis, estranhos dinossauros habitantes daquela ilha. Claro que o papel de resolver a situação cabe mais uma vez ao canalizador mais desocupado do mundo, com o seu irmão Luigi a dar uma ajudinha. Mas os Yoshis são a grande novidade do jogo, possuindo habilidades muito próprias, como o Mario ou Luigi o poderem montar e usá-lo para alcançar outros sítios que de outra maneira seria difícil, ou mesmo o próprio Yoshi poder engolir inimigos e cuspi-los, servindo também como arma de ataque. Para além do mais, ao engolir certos inimigos Yoshi herda algumas das suas habilidades, como ganhar asas caso engula uma blue shell.

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Sprites enormes como esta não eram comuns na NES

A jogabilidade continua excelente como sempre. Mario ganhou novas habilidades como um salto a rodopiar capaz de destruir blocos abaixo de nós, escalar grades em especial nos níveis em “dungeons”, novos power-ups como uma capa que nos permite voar temporariamente e planar, descendo suavemente, entre muitos outros. Este jogo continua o conceito introduzido pelo Super Mario Bros 3 e os níveis representados num overworld. Agora temos muita mais liberdade de escolha e poderemos até descobrir vários níveis secretos ou outros que nem são obrigatórios jogar se simplesmente quisermos derrotar Bowser o mais rapidamente possível. Os níveis vão variando de de background em cada “mundo”, mas mantêm mais ou menos o mesmo esquema, com níveis em ar aberto, outros subterrâneos, subaquáticos e claro está, os castelos com um boss no final. Para além disso temos ainda as Ghost Houses que albergam os Boos, aqueles fantasmas filhos-da-mãe que são tímidos mas mal lhes viramos as costas eles atacam-nos. Estas Ghost Houses têm alguns elementos mais de puzzle, na medida em que temos de adivinhar qual o caminho certo a seguir, para além dos habituais desafios de platforming, que neste jogo são um fartote, em especial se quisermos descobrir todos os segredos e níveis escondidos.

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O jogo está repleto de truques e maneiras de ganharmos vidas. É só saber como.

Graficamente ainda é um jogo algo simples, comparando com outros jogos de plataforma que acabaram por sair mais tarde na mesma plataforma (como o próprio Super Mario World 2: Yoshi’s Island). Ainda assim, os níveis são bem mais coloridos e detalhados, bem como as próprias sprites de Mario, companhia e inimigos alguma vez o foram na NES. Os efeitos sonoros têm aquele feeling muito característico de uma SNES e as músicas são o “classic Nintendo” – memoráveis e muito agradáveis de se ouvir.

É sem dúvida um jogo absolutamente recomendado, seja para fãs de Mario, jogos de plataforma no geral ou mesmo qualquer colecionador que se preze. Para além do lançamento original da SNES, podem também comprá-lo numa conversão musculada que saiu para a Gameboy Advance com vários extras, ou então as versões emuladas disponíveis em serviços digitais da Nintendo como a Virtual Console da Wii.

Sonic Advance (Nintendo Gameboy Advance)

Sonic Advance - GBANão foi há muito tempo atrás que mencionei que tão cedo não escreveria nada tão cedo sobre os videojogos do Sonic the Hedgehog. Todos os que me faltavam analisar até à altura (excepto o Generations) são ovelhas negras e não estava com pachorra para jogá-los do início ao fim para depos escrever as minhas impressões. Mas eis que há coisa de duas semanas atrás vou à feira da Vandoma no Porto e calha-me este cartucho do Sonic Advance a 1€. Não pude dizer que não. Edit: recentemente encontrei um completo com caixa e manual por 5€ na Cash Converters do Porto.

Sonic Advance - Nintendo Gameboy Advance
Jogo com caixa e manual multilingue

Apesar de não ser um jogo perfeito, Sonic Advance para além de ser a primeira grande iteração da mascote azul da Sega numa consola da concorrência (vamos esquecer que aquela coisa para a Neo Geo Pocket nunca existiu), é também um jogo de plataformas inteiramente em 2D, algo que os fãs já pediam visto os jogos 3D do ouriço nunca terem tido grande aceitação. E como sempre, a história neste tipo de jogos é descartável. Já sabemos que Eggman anda a tramar alguma e Sonic e companhia vão tentar desfraudar os seus planos de world domination. Para além de Sonic, Tails e Knuckles com as habilidades já conhecidas (o “duplo salto” de Sonic, a capacidade de voar de Tails, e a capacidade de planar ou escalar paredes de Knuckles), mais algumas habilidades novas, junta-se também ao elenco a Amy Rose que, ao contrário dos restantes é incapaz de fazer o spin dash, recorrendo ao seu martelo como principal arma de ataque. Também de regresso estão as esmeraldas caóticas que, tal como nos jogos de 16bit do ouriço e companhia, devem ser apanhadas nos níveis de bónus e são transversais ao percurso de qualquer personagem no jogo, ou seja, se já as apanhamos todas com o Sonic, não precisamos de fazer o mesmo com os outros. Isto porque para jogar os últimos níveis e obter o verdadeiro final da história temos mesmo de jogar a “campanha” principal com as 4 personagens e obter todas as 7 esmeraldas.

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Os modos de jogo disponíveis.

Infelizmente, apesar de o regresso às raízes do 2D ser louvável, há algo no level design que não me agrada. Os níveis são rápidos sim, a alta velocidade é uma constante e temos os loopings e outros malabarismos que sempre nos deixaram com um sorriso nos lábios nos jogos clássicos da Mega Drive. Mas a exploração e o facto de aqui também existirem imensos abismos sem fundo é para mim um retrocesso. De resto, para além do jogo “normal” temos também o “Tiny Chao Garden”. Para quem se lembra, os Chao eram pequenas criaturas “cute” que surgiram pela primeira vez no Sonic Adventure para a Dreamcast. Aí tínhamos um local onde poderíamos criar essas pequenas criaturas que nem um tamagotchi avançado, com vários minijogos à mistura também. Aqui o jardim é mais pequeno e com menos funcionalidades, onde poderemos criar apenas um chao. Mas na altura em que saiu era possível transferir os bichinhos entre este jogo e o Sonic Adventure 2 Battle para a Nintendo Gamecube, e o mesmo se tornou também compatível com o Sonic Adventure DX também para a mesma consola.

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Apesar da menor resolução, as personagens têm sprites muito mais detalhadas e os níveis no geral são bastante coloridos.

Para além disso dispomos ainda de outros modos de jogo. Temos um Time Attack, onde como o nome indica o objectivo é chegar ao final de cada zona no menor tempo possível. Para além desse dispomos ainda de vários modos multiplayer, que tanto podem requerer um cartucho do Sonic Advance por cada GBA em jogo, ou apenas um cartucho no grupo, embora ambas as opções permitam no máximo até 4 jogadores. Destes últimos seria de esperar alguma simplicidade e de facto é o que acontece. Aqui o modo de jogo disponível é um “Collect the Rings”, onde tal como o nome o refere devemos coleccionar o máximo de anéis disponíveis num nível, podendo também atacar os adversários e roubar os seus anéis. Por outro lado, para o multiplayer que exige um cartucho por jogador dispomos do “Race” e “Chao Hunt”. O primeiro é uma espécie de rehash do mesmo modo de jogo no Sonic 2 da Mega Drive, onde o objectivo é chegar ao final de uma zona em primeiro lugar. O segundo é um modo de jogo mais voltado para a exploração, onde temos de apanhar o máximo número de Chaos possível num determinado nível. Tal como o “Collect the Rings” também podemos atacar e roubar os adversários. Infelizmente nunca cheguei a experimentar estas vertentes multiplayer por toda a logística necessária, mas não deixa de ser um toque interessante isso ter sido desenvolvido.

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As personagens seguem o look mais moderno introduzido por Sonic Adventure. Preferia o estilo antigo, mas este não está mau. Certamente melhor que a atrocidade de hoje em dia.

Graficamente é um jogo bonitinho. Se alguém nos anos 90 pensou como seria um jogo do Sonic numa SNES, estaria aqui a resposta. Os gráficos são bastante coloridos e detalhados, nota-se bem a diferença entre a paleta de cores disponível na Mega Drive e noutros sistemas como esta GBA. É verdade que a resolução é menor devido ao tamanho do ecrã da Gameboy Advance, mas não deixa também de ser verdade que mesmo assim as sprites são melhores detalhadas e com mais frames de animação. Os níveis no geral vão beber um pouco às influências dos jogos anteriores mas tal é perfeitamente normal, na minha opinião. O clone da Green Hill verdejante, as luzes psicadélicas do casino ou os níveis subaquáticos são algo que já fazem parte do código genético destes jogos. O som e música parece-me OK, embora as músicas na minha opinião não sejam tão memoráveis quanto às dos clássicos da Mega Drive.

Resumindo, acho este Sonic Advance um bom jogo da série. Uma tentativa louvável da Sonic Team / Dimps de recriar a fórmula de sucesso dos jogos do ouriço azul de outrora. No entanto, não é perfeito, mas é certamente melhor que quase todos os jogos 3D do Sonic que sairam até à data.

Aliens Infestation (Nintendo DS)

Aliens InfestationNão é segredo nenhum que a franchise Aliens é uma das minhas preferidas do cinema. O potencial para os videojogos sempre foi enorme, mas infelizmente embora tenham sido desenvolvidos vários videojogos acerca dos xenomorfos mais adoráveis da galáxia, poucos foram os que tiveram sucesso tanto de vendas como de crítica. O jogo que trago cá hoje é um metroidvania para a Nintendo DS, que me surpreendeu pela positiva. Aliens Infestation foi desenvolvido pela Wayforward Technologies e pela Gearbox Software, desenvolvedora que infelizmente foi escolhida pela Sega para desenvolver uma série de videojogos da franchise, incluindo o infame Aliens Colonial Marines. Este jogo entrou na minha colecção algures durante o mês passado, após ter sido comprado na cash converters de Alfragide por 7€.

Aliens Infestation - Nintendo DS
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Neste jogo encarnamos mais uma vez num grupo de Space Marines cuja missão inicial seria entrar na nave USS Sulaco (nave dos Space Marines que vimos no segundo filme) e investigar os acontecimentos estranhos que por lá decorreram. Não demorará muito tempo até visitarmos o planeta de LV-426 e nos envolvermos num conflito entre aliens e forças que lutam pela empresa Weyland-Yutani, que desde sempre quiseram investir nos bichinhos com ácido no lugar de sangue como armas biológicas. É uma trama que já há muito se viu, mas acaba por ser sempre eficaz.

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o uso do touchscreen é competente, onde podemos escolher a arma a usar ou o explosivo a equipar

A jogabilidade acaba por ir buscar muitas influências aos Castlevania 2D pós-Symphony of the Night, ou seja, herdando o estilo “metroidvania” com toda a sua exploração e backtracking. Mas para além disso o que chama realmente à atenção neste jogo é a morte permanente das personagens. O nosso esquadrão tem 4 elementos, o que nos daria logo à partida “4 vidas”. Mas explorando o mapa iremos encontrar diversos outros marines de outros esquadrões, que nos poderão dar uma ajuda, mas só se tivermos menos de 4 pessoas no activo no nosso lado. Caso contrário ficarão no mesmo sítio a lamentarem toda a situação. Explorando o mapa também poderemos encontrar outras coisas como caixas de munições, ou upgrades para as nossas armas e o backtracking é muita vez necessário devido ao costume: para entrar na zona A precisamos de uma determinada chave, ou o caminho está bloqueado e teremos de arranjar um workaround. Podemos marcar no mapa posições para relembrar mais tarde com recurso a flares, mas o seu uso é limitado e infelizmente não podemos incluir nenhuma nota no mapa para que nos relembre do que estamos ali a marcar, de qualquer das formas. Algo como é feito no Etrian Odyssey, por exemplo.

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Para quem viu o Prometheus, já sabe que criatura é aquela. Para quem não viu, acho que ficará na mesma.

De resto, as referências ao lore dos filmes são bastantes, desde o armamento que inclui a shotgunpara close encounters“, a portentosa smartgun ou um lança-chamas. Estamos bem equipados para o que der e vier, e acção é o que não falta. Inimigos humanos ou androides podem ser combatdos com recurso a um simples sistema de covers, já os nossos amiguinhos temos forçosamente de ter mais cuidado. Eles são bastante rápidos e surgem de todo o lado, incluindo dos sistemas de ventilação, como qualquer fã da saga esperaria. A táctica hit-and-run acaba por ser a nossa melhor amiga, em especial nos bosses que são enormes e como seria de esperar são também autênticas esponjas de balas. Podemos correr e rebolar, coisas que embora nos gastem a nossa barrinha de stamina, acabaremos por fazer regularmente ao longo do jogo. Teremos também ao nosso dispor outras ferramentas como um kit de solda que nos permite abrir portas que tenham sido barradas, ou uma ferramenta para abrir entradas no sistema de ventilação, sistema esse completamente uncharted nos mapas. Mas continuando com as referências ao lore dos filmes, temos outros doces que nos são oferecidos pela Wayforward, desde um segmento onde poderemos conduzir um APC (o veículo blindado que vimos em Aliens) ou usar um power-loader para… ok, não é difícil adivinhar. Infelizmente não existe é muito conteúdo extra, algo que é sempre bastante apreciado nos dias que correm. Para além das biografias dos Marines que descobrimos, o que nos resta é um minijogo também reminiscente do filme Aliens, onde com a stylus da DS simulamos o jogo de espetar rapidamente uma faca entre os dedos de uma mão de um pobre coitado.

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Infelizmente no campo dos extras este jogo fica algo a desejar.

Graficamente é um jogo bem competente. Tudo está representado num 2D muito bem detalhado tendo em conta a resolução dos ecrãs da Nintendo DS e com animações muito boas. Tudo tem um look muito 16bit, algo que eu pessoalmente aprecio bastante. O gore, apesar de não ser excessivo está presente, quem nunca gostou de ver o parto de um alien bébé? De resto os diálogos são apresentados um pouco à lá Metal Gear Solid, com comunicações via rádio e com os retratos dos interveninentes no ecrã. Isso leva-me a falar no artwork geral do jogo, onde por um lado vemos as coisas retratadas fielmente de um universo “Gigeriano“, as personagens em si foram todas desenhadas com um estilo comic book norte-americano, o que já não me agrada assim tanto, mas não acho que tenham feito um mau trabalho. Continuando ainda no audiovisual, o som é óptimo, bem como deveria ser. Ambiente sempre de cortar à faca, sempre com a ameaça de algum alien ou facehugger saltar a cada momento.

No fim de contas tenho pena por este jogo ter saído já no final do ciclo de vida da Nintendo DS, pelo que acabou por passar despercebido a muita gente. É uma pena, pois apesar de ser um jogo relativamente curto e ainda com algumas pontas soltas que deveriam ser melhor trabalhadas, não deixou de ser um trabalho bem mais competente que Aliens Colonial Marines (que eu nem desgostei assim tanto como a maioria do mundo, mas sim, there was still much room for improvement). Se são fãs da saga dos Aliens, ou adeptos de jogos com a exploração e backtracking de um metroidvania, então este Aliens Infestation é mais uma óptima escolha para os donos da Nintendo DS.

Super Mario Bros. Deluxe (Nintendo Gameboy Color)

Super Mario Bros DeluxeApós ter escrito uma análise ao enorme clássico que é o Super Mario Bros para a NES, resta-me agora escrever uma rapidinha a este Super Mario Bros. Deluxe, que para além de ser uma conversão/remake do jogo original, acrescenta também inúmeras coisas novas, sendo aí que me irei focar para este artigo. Assim sendo, recomendo que seja dada uma leitura ao artigo anterior. E este jogo foi comprado algures em Julho deste ano na Porto Alternativo da Maia. Foi uma compra de impulso, pois ficou-me a 5€, mesmo sendo apenas o cartucho.

Super Mario Bros Deluxe - Nintendo Gameboy Color
Jogo, apenas cartucho

Quando ligamos a nossa Gameboy pela primeira vez com este cartucho, uma das opções que nos salta logo à vista é o “original 1985”. E apesar de ser uma réplica quase idêntica ao jogo original, não o é, apresentando pela primeira vez um overworld onde podemos ver o nosso progresso ao longo do mundo tal como o Super Mario World, alguns glitches foram corrigidos, novas animações introduzidas e temos agora a opção de fazer save-game. Para além disso temos também outros modos de jogo como o versus para multiplayer com o link cable, onde podemos competir contra um amigo a ver quem chega primeiro ao final do nível. Outros modos de jogo vão sendo desbloqueados à medida que vamos obtendo pontos no original de 1985. Aos 100 000 pontos desbloqueamos o You vs Boo, um modo de jogo semelhante ao versus, porém com um Boo como oponente de respeito, visto ele conseguir atravessar obstáculos sem qualquer problema. Mas aos 300 000 pontos desbloqueamos o “Super Mario Bros. for Super Players“, uma versão  algo modificada do The Lost Levels, a verdadeira sequela do jogo original que se ficou pelo Japão, até ao seu lançamento na compilação Super Mario All-Stars na SNES.

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Estes são os modos de jogo que dispomos inicialmente

Mas as coisas não se ficam por aqui, existindo vários outros extras como a combatibilidade com a Gameboy Printer, uma agenda do Mario ou o espectacular Challenge Mode. Aqui temos de cumprir vários desafios em todos os níveis do jogo original, seja procurar 8 red coins, ou um yoshi egg, muito bem escondido num bloco invisível ou ter o máximo de pontuação num determinado nível. Para além disso o jogo tem o seu próprio sistema de achievements muito antes de eles se terem tornado populares há alguns anos atrás. Aqui eles chamam-se de “Awards” e tanto abrangem coisas simples como apanhar um cogumelo de “1UP” como coisas mais complicadas como completar os vários Challenge modes por completo. Como vêm, este jogo traz imensos extras e eu nem os referi a todos.

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O modo challenge é de facto bastante desafiante.

No que diz respeito aos audiovisuais a Nintendo optou por mantê-los semelhantes ao original da NES, embora o tamanho de ecrã da Gameboy seja menor. Mas para compensar podemos ir para trás um pouquinho, talvez para compensar a diferença de resolução entre versões. De resto, tal como já referi atrás, modificaram algumas sprites e animações como a lava que é agora animada. As músicas são as clássicas de sempre não há nada a apontar aqui.

Concluindo, este é um óptimo exemplo de como um remake ou conversão “generosa” deve ser abordado, nada como vemos actualmente nas HD editions que pouco mais trazem que um upscale ligeiro aos seus visuais. Vale bem a pena a sua compra, e se o encontrarem completo ainda melhor.