Mais uma análise relativamente rápida de um outro jogo indie que fez parte do Humble Indie Bundle V. Mais um jogo de plataforma, desta vez com uma mecânica de jogo muito interessante, envolvendo manipulação temporal. Braid foi lançado originalmente para o serviço da Microsoft Xbox Live Arcade no ano de 2008. Chegou à plataforma Windows algures no ano seguinte onde acabou por fazer parte de um Humble Indie Bundle anteriormente, voltando a sair neste último. Foi mais uma bela surpresa, mais um jogo desafiante de plataformas com uma jogabilidade muito característica.

História? Não vale a pena falar nisso, pois envolve a busca de uma certa princesa… Aliás, parte dos elementos de jogabilidade e também visuais vão buscar imensas influências a jogos do Super Mario. Aqui também existem umas versões estranhas de Goombas e Piranha Plants, entre outros inimigos, como coelhos assassinos. Tim, o herói de Braid tem de atravessar uma série de níveis até encontrar a tal princesa que tanto procura. Os inimigos são derrotáveis se Tim saltar em cima dos mesmos, tal como um certo canalizador bigodudo. Os níveis por vezes têm portas em que teremos de procurar uma chave para as abrir. Até aqui tudo normal, mas o que demarca este jogo dos demais é a manipulação temporal. Tim tem a habilidade de voltar o tempo atrás sempre que quiser, sendo assim virtualmente impossível morrer neste jogo. Um salto mal calculado? Não há problema, volta atrás. Mas claro que para as coisas não se tornarem demasiado fáceis, os desenvolvedores do jogo introduziram vários puzzles e secções de plataforma inteligentes que requerem tanto perícia em saltos precisos como no próprio controlo temporal.

O jogo está dividido em 6 “mundos”, sendo que Tim começa a aventura no mundo 2, deixando o World 1 para o final. Ao longo do seu progresso, vão sendo introduzidas gradualmente diferentes conceitos de manipulação temporal. O primeiro conjunto de níveis são níveis tradicionais num jogo de plataforma, mas no conjunto seguinte já se introduz o conceito de objectos e inimigos imunes à manipulação temporal. Por outras palavras, em circunstâncias normais, Tim pode regredir no tempo de forma a que inimigos que tenha previamente derrotado voltem à vida na posição em que estavam dependendo de quanto tempo retrocedemos no tempo. Objectos imunes a manipulação temporal mantêm as suas posições e/ou trajectórias independentemente de tudo o resto. No mundo seguinte as coisas já se jogam de uma maneira diferente, o tempo avança quando Tim se desloca para a direita e retrocede quando Tim se desloca para a esquerda. Os restantes mundos têm outras particularidades, mas prefiro deixar as pessoas as descobrirem. O que interessa dizer é que todas estas diferentes mecânicas introduzem desafios inteligentes para quem quiser tirar todo o partido do jogo, especialmente em procurar coisas opcionais como peças de puzzle ou estrelas genialmente escondidas, que testam a paciência do jogador ao limite.
Graficamente o jogo não é nada de especial, é uma aventura com visuais bastante simples, contudo cumprem bem o seu papel. Já a banda sonora foi algo que me interessou bastante, com algumas faixas mais acústicas e envolventes no clima algo misterioso em que Braid se enquadra. Não tenho muito mais a dizer, Braid é um jogo de plataformas com uns puzzles bem inteligentes, contudo penso que poderia ser mais cuidado no aspecto visual e na variedade de alguns puzzles que, mesmo com novos elementos de jogabilidade, uma boa parte dos puzzles são repetidos de mundos anteriores. Mas ainda é um jogo que recomendo a todos os fãs de platforming e não deixa de ser uma espécie de tributo a Super Mario Bros.













