Nightshade (Sony Playstation 2)

nightshade PS2Nightshade é a sequela directa do Shinobi para a PS2 que já tive a oportunidade de falar do mesmo por aqui. A série Shinobi, que surgiu primeiramente nas Arcades nos anos 80, tornou-se uma das minhas séries preferidas com a temática ninja. Infelizmente, nem sempre a Sega tratou bem o que considero uma das suas melhores séries, com alguns lançamentos de qualidade menor para a Master System, Saturn e Gameboy Advance. Os jogos da PS2 já apresentam uma melhor qualidade, mas surgiram numa altura em que a Sega estava a atravessar uma fase difícil onde foram lançando diversos jogos medíocres pelo que estes acabaram por passar um pouco despercebidos ao público no geral. Com o lançamento do Shinobi para a 3DS, que acabou por receber críticas maioritariamente positivas, pode ser que a Sega volte a olhar com bons olhos para uma das melhores séries que teve desde os 16bit, onde na minha opinião o Shinobi III para a Mega Drive ainda hoje é dos melhores lançamentos da empresa. A minha cópia do Nightshade foi adquirida algures neste ano no ebay UK, não me tendo custado mais de 10€. Infelizmente o estado do disco não é o melhor, o que me causou alguns problemas ao carregar algumas cutscenes e músicas do jogo. Na altura em que o comprei parecia-me tudo OK, pelo que agora é tarde demais para resolver o problema. Paciência.

Nightshade - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa e manual

A história decorre algum tempo após os acontecimentos do jogo anterior, onde o ninja Hotsuma equipado da sua espada amaldiçoada Akujiki salvou Tóquio de uma invasão demoníaca. Hotsuma era um dos últimos ninjas do mítico clã Oboro, de onde Joe Musashi dos jogos clássicos pertencia. Com o final do conflito, Hotsuma desapareceu, deixando para trás a sua espada amaldiçoada. Akujiki é uma espada que se alimenta de almas. Quando inimigos são assassinados pela Akujiki, a espada vai ganhando poder, podendo desferir mais dano. Por outro lado, se estiver muito tempo sem combater, a espada começa a alimentar-se da própria alma de quem a utiliza. Este aspecto foi um dos que mais contribuiu para o elevado grau de dificuldade do jogo anterior. De qualquer das formas, o clã Oboro está desfeito e neste jogo controlamos Hibana, uma jovem ninja que trabalha para o governo japonês. Hibana teve como seu mestre um outro Ninja do clã Oboro, que actualmente trabalha à margem da lei. Hibana tem como missão aniquilar vários membros da organização Nakatomi Conglomerate, e adquirir a espada amaldiçoada Akujiki para o governo japonês.

Shinobi para a PS2 é um jogo extremamente difícil, com controlos bastante exigentes, e níveis onde era necessário um domínio practicamente perfeito dos mesmos, de forma a atravessar diversos abismos “sem fundo”, derrotanto alguns inimigos aéreos entretanto, não esquecendo que a espada também nos obrigava a estar constantemente a lutar, não dando muita margem de manobra para jogar com mais calma. Nightshade é um jogo mais fácil neste aspecto, mas ainda exigente. A começar pela espada de Hibana, que apesar de ir adquirindo poder enquanto se combate, não consome a alma de quem a enverga. Depois existem alguns checkpoints nos níveis (não em todos), pelo que nem sempre é necessário recomeçar o nível do zero. Ainda assim a jogabilidade continua a ser bastante precisa e exigente. Tal como no jogo anterior, é possível executar duplos saltos, andar sobre paredes e fazer “dash” tanto em terra como no ar. O combate aéreo foi expandido desde o jogo anterior, onde agora é possível utilizar pontapés para quebrar defesas dos inimigos e aproveitar o facto de se estar no ar para prolongar os saltos (desde que os inimigos sejam atingidos), podendo assim desencadear diversos combos aéreos com o risco algo elevado de as coisas correrem mal e Hibana cair num precipício que são abundantes em níveis mais avançados.

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Hibana a “kickar” alguém

Para além da barra de energia normal, existe uma outra barra de energia, mas para a espada. Assim que esta estiver completa, é possível desencadear um golpe devastador que é bastante útil nas lutas contra os bossses. Para além do combate melee normal, é possível atirar kunais para os inimigos (o botão de lock-on é o grande amigo), que os paralisam momentâneamente. Nem todos os inimigos são afectados por estas armas, e como o arsenal é limitado, devem ser utilizadas com discrição. Também existem magias, tal como os jogos antigos, que podem ser adquiridas através de powerups. Estas tanto podem ser explosões que afectem os inimigos ao alcance de Hibana, invencibilidade temporária, ou um ataque eléctrico de longo alcance. O mecanismo de Tate introduzido no jogo anterior faz também o seu regresso. Ao derrotar rapidamente todos os inimigos no ecrã, surgem algumas cutscenes cheias de estilo, com todos aqueles clichés habituais de animes ninja/samurai, onde os inimigos ficam paralisados durante alguns segundos e depois que o herói faz uma pose toda cheia de pinta é que os inimigos jorram sangue, são desmembrados, etc. Desencadear Tates aumenta mais rapidamente a barra de energia da espada, bem como atribui uma maior pontuação final. Tal como no jogo anterior, existem diversas moedas escondidas ao longo dos níveis, geralmente em locais de difícil acesso. Coleccionar estas moedas e outros items secretos acaba por desbloquear diverso conteúdo no jogo, como artwork. Existem diversos modos de dificuldade, e ao completar o jogo em todos os modos desbloqueia também outros conteúdos, como algumas outras personagens jogáveis ou novos trajes. Como não podia deixar de ser, o fan service está presente, com um traje sexy para Hibana. As outras personagens desbloqueáveis são Hisui, uma outra ninja feminina rival de Hibana, e o regresso de Hotsuma e Joe Musashi, com uma jogabilidade um pouco diferente.

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Um dos primeiros bosses. Este nem é muito difícil.

Graficamente o jogo não é nada de especial, utilizando o mesmo motor gráfico do jogo anterior. As texturas são pobres e as cores também não são muito vivas. O sangue algo cor-de-rosa também não me agradava, e neste jogo permanece idêntico. De qualquer das formas gosto bastante do artwork, do design de Hibana e dos restantes bosses no geral. Fazem-me lembrar o anime de Ninja Scroll, com aqueles ninjas com vestimentas e armas invulgares. As cutscenes, apesar de não terem um CG do nível da Square-Enix, evidenciam este bom gosto no design das personagens. Infelizmente o voice acting foi traduzido para inglês, que apesar de não ser muito mau, nestes jogos orientais especialmente se estivermos a falar de ninjas, preferia de longe ouvir o voice acting original, visto que é possível activar legendas. A música e os efeitos sonoros já são outra história. É a típica Sega que eu tanto gosto. Muitos efeitos sonoros vão provocar alguma nostalgia devido a serem semelhantes aos jogos clássicos, e a música é bastante mexida, mesmo a lembrar as músicas dos jogos arcade que sempre foram a especialidade da empresa.

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Hibana em trajes menores, enquanto caminha sobre paredes e destrói um espelho (nestes níveis é necessário destruir um certo número de espelhos de forma a avançar para a secção seguinte). O “selo” em frente a Hibana impossibilita-a de avançar mais.

No final de contas, tanto Shinobi como Nightshade não são nenhuns Ninja Gaiden modernos, este último apresentou um sistema de combate bem mais “bonito”, para não referir os gráficos que são bastante melhores. Ainda assim, para quem gosta de jogos com a temática Ninja e tiver uma PS2, não perde nada em jogá-los. São jogos bastante difíceis e frustrantes, embora este Nightshade seja mais bonzinho. Ainda assim, terminá-los mesmo no modo Normal é sempre bastante recompensador.

Dragon Quest VI: Realms of Reverie (Nintendo DS)

Dragon Quest VIDragon Quest é uma das séries mais antigas e importantes (pelo menos para o mercado nipónico) de RPGs para consolas. A sua mecânica de combate por turnos influenciou a esmagadora maioria de J-RPGs até aos dias de hoje, e tal como disse na análise ao Dragon Quest VIII para a PS2 (excelente jogo, por sinal), pouco evoluiu até aos dias de hoje. Infelizmente a Europa tinha ficado por fora dos jogos principais da série precisamente até ao lançamento do acima mencionado jogo, felizmente a Square-Enix decidiu ganhar uns trocados rápidos e converteram alguns dos seus jogos antigos para a Nintendo DS, cujos lançamentos abrangiram a Europa por fim. Este DQVII é um exemplo disso, tendo sido comprado há relativamente pouco tempo numa Mediamarkt no Porto por 14€.

Dragon Quest VI DS
Jogo completo com caixa, manual e diversa papelada

A história coloca-nos no papel de mais um herói mudo, e logo nos primeiros minutos somos colocados juntamente de mais alguns companheiros a batalhar contra o vilão principal do jogo. A coisa não corre bem e o herói acorda posteriormente na aldeia de Weaver’s Peak, sem quaisquer memórias anteriores à luta referida. Mais tarde vão sendo encontrados os companheiros do “sonho” que também não têm quaisquer memórias do herói. A história vai-se desenrolando com as aventuras cliché, de reinos com problemas, aldeias atacadas por monstros, etc. Com o decorrer da aventura vamo-nos apercebendo que existem dois mundos, o mundo real e o mundo dos sonhos, sendo que iremos alternando entre os 2 mundos para ir resolvendo os conflitos com que nos vamos deparando. É um cliché já bastante utilizado em bastantes RPGs, mesmo o próprio Dragon Quest VII que saiu uns anos depois também consistia em viagens temporais, explorando o mesmo mundo em dois cenários diferentes. No que diz respeito aos Dragon Quest da DS, gostei mais da história dos DQ IV e V.

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Nas batalhas, o ecrã superior serve para ver o estado da party, enquanto o ecrã inferior mostra a batalha em si

O sistema de batalhas é o mesmo de sempre, com os encontros aleatórios e as batalhas decorrerem por turnos. Tal como noutros jogos da série, é possível programar as restantes personagens da “party” para tomarem decisões automaticamente nas batalhas, seja atacarem sem piedade, conservarem MP, defenderem, entre outras. Também existe novamente o sistema de classes. A partir de um certo ponto no jogo, em que visitamos o mosteiro “Alltrades Abbey”, é possível alterar as classes de todas as personagens da “party”. Alterar a ao classe, o progresso atingido nas classes anteriores não é apagado, o jogador continua a poder utilizar as “skills” e magias que aprendeu. Existem imensas classes diferentes, cada uma com as suas vantagens e desvantagens, bem como magias diferentes que podem ser aprendidas. Existem algumas classes especiais, que têm como requerimentos a personagem dominar uma ou outra classe previamente disponível. Para além das classes, apesar de apenas podemos utilizar 4 personagens ao mesmo na “party”, é possível alternar os seus membros, num total de 8 elementos que podem viajar na caravana junto do herói. Uma das classes que existia no original da SNES era a “Monster Master”. Com esta classe era possível o jogador recrutar qualquer monstro que defrontava nas suas batalhas para pertencer à party, algo que é possível em alguns outros Dragon Quest também. Infelizmente retiraram essa funcionalidade completa na conversão para a Nintendo DS, não percebi muito bem o porquê. De qualquer das formas é ainda possível recrutar uma série de monstros, mas apenas alguns em específico. É também possível usar esses mesmos monstros num torneio de lutas específico, de forma a ganhar alguns items poderosos. Existem mais uma vez alguns outros mini-jogos que podem ser descobertos, bem como um concurso de beleza (???) onde podemos concorrer. De resto é a jogabilidade esperada de um Dragon Quest, quem gosta certamente não ficará desapontado.

Este jogo herda também algumas comunicações wireless do Dragon Quest IX, que havia saído para a DS pela mesma altura, nomeadamente o Tag Mode. Neste modo, com a DS no sleep mode, esta fica à escuta de contactar com outras Nintendo DS correndo o mesmo jogo. Dessa forma, são trocadas informações entre os jogadores, que acabam por ser úteis para desbloquear algumas coisas no modo de jogo normal. Sinceramente nunca utilizei esta funcionalidade, encontrar na rua outras pessoas a jogarem DS já não é fácil, quanto mais alguém com o Dragon Quest VI. Acredito que no Japão isso tenha sido mais bem sucedido, até porque hoje em dia passou a ser uma funcionalidade comum em vários jogos da 3DS.

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Dentro de localidades ou dungeons, os 2 ecrãs servem para mostrar os cenários. Aqui é a arena onde decorrem as lutas entre os monstros.

Graficamente o jogo não é nada de especial, mas é agradável quanto baste. Utiliza o mesmo motor gráfico dos remakes de DQ IV e V para a DS, onde as personagens mantêm-se sprites em 2D, mas os cenários em si passaram a ser em um 3D simples, sendo possível rodar a câmara 360º em algumas localidades. Algo como foi feito no Dragon Quest VII na Playstation original. As sprites em si acabam por ser as mesmas de sempre, o que para quem jogou os Dragon Quest IV até ao VIII de rajada como eu poderá tornar a experiência um pouco mais monótona. De qualquer das maneiras o traço de Akira Toriyama é inconfundível, seja nas personagens principais, seja nos próprios inimigos e monstrinhos, onde muitos deles existem desde os primeiros jogos da série, e uns outros que parecem retirados de Dragon Ball. A nível das músicas, visto que a Nintendo DS é uma consola baseada em cartucho, não se pode esperar a qualidade orquestral de alguns outros Dragon Quest disponíveis em consolas de media óptica. Ainda assim apresenta uma banda sonora de qualidade, inspirada na original da Super Famicom. Os efeitos sonoros já por si são virtualmente idênticos aos dos jogos anteriores.

Apesar de existirem outros Dragon Quest inteiramente originais para a Nintendo DS, creio que estes relançamentos produzidos pela Artepiazza são de louvar, pois os originais hoje em dia são bem mais complicados de encontrar e no caso da Europa em específico, em que só começamos a receber os jogos principais a partir do VIII da PS2. Apesar de visualmente idênticos entre si, tanto DQ IV, como V e VI, possuem narrativas completamente diferentes e merecem ser jogadas pelos fãs de J-RPGs tradicionais. Infelizmente ainda não tenho os DQ IV nem V, mas certamente que os comprarei assim que encontrar uma boa oportunidade. Também irá sair futuramente pela Artepiazza para a 3DS o remake completo do DQ VII, apresentando um grafismo bem mais próximo do Dragon Quest VIII para a PS2, que até ao momento continua a ser o meu jogo preferido da série. Irei aguardar por um eventual lançamento na Europa.

Phantasy Star Universe: Ambition of the Illuminus (Sony Playstation 2)

PSU Ambition of the IlluminusDe volta ao sistema solar de Gurhal, para mais uma aventura no universo de Phantasy Star Universe (passe a redundância). Ambition of the Illuminus foi a primeira expansão que a Sega lançou para o jogo original, não sendo o mesmo necessário para se jogar este capítulo. Contudo, visto que a jogabilidade é idêntica ao original, não me irei alongar nesse aspecto, consultem o artigo referente ao jogo original para mais detalhe aqui. A minha cópia foi adquirida algures em 2011, no ebay UK, não me tendo custado mais de 10€. Está aparentemente completa e em bom estado.

Phantasy Star Universe - Ambition of the Illuminus - PS2
Jogo com caixa e manual

A história coloca-nos na pele de um jovem GUARDIAN, como aprendizes da experiente e irreverente Laia Martinez, da raça Beast. A acção decorre pouco tempo após os eventos do último jogo, em que a ameaça da SEED embora esteja mais controlada ainda não foi completamente erradicada e Ethan Waber, herói da aventura anterior, é acusado de tentar assassinar o actual presidente dos GUARDIANs. Laia Martinez, sendo rebelde e irreverente, coloca na sua mente a todo custo que deve capturar Ethan e, no meio de todos os acontecimentos surge uma nova ameaça sob a forma de uma organização secreta chamada Illuminus, cujo propósito consiste em erradicar todas as raças do sistema solar de Gurhal, excepto a raça humana. Apesar de os diálogos em si estarem algo pobres tal como no jogo anterior, a história pareceu-me interessante quanto baste. Infelizmente o jogo termina num cliffhanger jeitoso, e a SEGA foi um bocado mázinha com os fãs neste aspecto. Isto porque existe um “Episode 3” que segue imediatamente os acontecimentos do Ambition of the Illuminus (Episode 2). Visto a PS2 não ter condições de receber grandes updates dos seus MMOs, isto porque são pouquíssimos os jogos que dão suporte ao disco rígido externo da consola (e mesmo este não é compatível com todos os modelos da consola), o rico conteúdo deste Episode 3 (muito diálogo, novas cutscenes, inimigos e áreas a explorar) está bloqueado no disco do Ambition of the Illuminus, forçando os jogadores a usufruirem do serviço online para o desbloquear. Para além desse serviço online ser originalmente pago, hoje em dia os servidores deste jogo foram encerrados globalmente, dando destaque ao novo Phantasy Star Online 2. Portanto quem estiver interessado em saber o resto da história, enquanto não são criados servidores privados, a única solução está em ver algumas playthroughs no youtube.

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Laia, à esquerda, e a personagem principal que pode ser customizada

A jogabilidade é idêntica ao jogo anterior, mas ao invés de se jogar a história principal com uma personagem pré determinada, temos a liberdade de criar uma personagem à nossa medida, podendo alternar entre as 4 diferentes raças. Podemos também importar a personagem do Extra Mode do Phantasy Star Universe original, com toda a sua experiência, dinheiro e equipamento. Suponho que o mesmo fosse possível no modo Network, mas como nunca o experimentei não posso estar a assumir coisas. Para os saudosistas de Phantasy Star Online, alguns inimigos ou bosses regressaram em secções específicas do jogo, como o boss De Rol Le que ficou ainda mais chato. Existe também uma variedade muito maior de armas, equipamento e técnicas especiais, conforme seria de esperar.Ainda no modo história, o jogo segue na mesma dinâmica como se um anime se tratasse, mas de forma mais contida. Isto porque no início de cada novo capítulo é feito um resumo dos eventos do capítulo anterior, seguido de uma música tema a anunciar o jogo. Desta vez não são incluídas cenas “não percam o próximo episódio”, nem outro genérico para encerrar o capítulo. Durante o jogo existe também uma interacção muito menor com os NPCs disponíveis nas várias cidades do jogo. Não que no jogo anterior os mesmos tivessem diálogos lá muito interessantes, aqui continuam a dizer coisas completamente desinteressantes, simplesmente os NPCs são em muito menor quantidade que no jogo anterior. Uma coisa que melhoraram neste jogo foi a questão dos Trials. No original, era bastante comum existirem imensos Trials temporizados para concluir uma determinada missão, aqui acontecem apenas em algumas Story Missions. As Free Missions, no jogo original todas tinham timers, neste não possuem nenhum. Ainda bem. Uma outra diferença face ao jogo original é que neste é possível rejogar as Story Missions sempre que se queira, sendo também possível escolher a dificuldade pretendida para a missão, com o nível dos inimigos a variar na escolha. O mesmo é possível para as Free Missions.

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Magashi, um dos vilões do jogo anterior, volta a aparecer nesta aventura.

A música e os efeitos sonoros são identicos ao Phantasy Star Universe, pelo que não há nada a dizer neste campo, a não sei que o voice acting é practicamente nulo desta vez. Não que no PSU fosse exemplar, mas era melhor que nada. Aqui os diálogos são todos apresentados na forma de balões de banda desenhada. Graficamente pareceu-me haver algumas melhorias face ao original, com os modelos a apresentarem-se mais detalhados e os cenários com menos aliasing. Mas também pode ter sido wishful thinking da minha parte. De qualquer das maneiras as quebras de framerate mantêm-se, em secções mais povoadas de inimigos e “party members“. No fim de contas acaba por ser um jogo que mais uma vez recomendo aos fãs acérrimos da série Phantasy Star. As melhores versões são mais uma vez as versões PC e X360, mas visto actualmente os servidores estarem todos desligados eu diria que a versão PC é a que tem maior probabilidade de vir a obter servidores privados, pelo que recomendaria essa versão entre todas as restantes.

PUSHSTART #27

A edição de Dezembro da revista online de videojogos PUSHSTART já se encontra disponível para download.

Este mês a temática fala sobre banda desenhada, pelo que esta edição contém artigos sobre personagens diversas deste mundo, como os X-Men ou o Spiderman, bem como uma reportagem ao evento Amadora BD.

Os jogos recentes não foram esquecidos, pelo que podem também ler análises ao mais recente Call of Duty, ou The Walking Dead.

Da minha parte contem com uma análise ao X-Men da Sega Mega Drive na secção 4×4.

Download aqui.

AVSEQ (PC)

Aproveitar para escrever mais um artigo “blitzkrieg” de um jogo indie. AVSEQ é uma espécie de um “Puzzle Bobble musical” que já passo a explicar. O jogo fez parte de um Indie Bundle qualquer (penso que um dos Indie Royale), e foi-me oferecido por alguém que comprou o bundle e já tinha este joguinho. É um puzzler interessante, mas poderia ter sido melhor aproveitado, conforme irei referir já em seguida.

AVSEQ

A jogabilidade consiste no seguinte: vão caindo ao longo de uma grelha uma série de círculos coloridos (que o jogo lhes chama de átomos), sendo que o objectivo consiste simplesmente em ligar os círculos da mesma cor e detonar essa sequência antes de os mesmos atingirem o fundo do ecrã. Existem também átomos brancos que permitem ligar átomos de diferentes cores, bem como uns outros com efeitos, que podem acelerar/atrasar a “queda” dos átomos, ou mesmo um outro que pausa o ecrã temporariamente. Para além do mais, à medida em que vão sendo detonadas as cadeias, vão surgindo no ecrã uns átomos especiais com um símbolo (+). Estes são fulcrais para o jogo, pois à medida que se vão detonando cadeias com esses átomos, vão sendo adicionadas notas musicais ao jogo, que vão sendo tocadas repetidamente à medida em que o nível se vai desenrolando. O objectivo de cada nível é conseguir colocar no ecrã um número objectivo de notas a tocar em simultâneo, formando melodias interessantes. Ao deixar os átomos bater no fundo acabamos por perder algumas notas, pelo que nos níveis mais avançados em que a acção decorre mais rapidamente as coisas acabam por ficar mais caóticas.

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Nunca percebi muito bem como evoluem as 2 barras em baixo, mas não parece ser muito importante

E é precisamente aí que o jogo acaba por falhar um pouco, na minha opinião. Embora as melodias que se vão construindo acabam por ser cativantes para se continuar a jogar, quando detonamos as cadeias de átomos, o jogo acaba por ficar muito poluído visualmente, com os “detritos” das cadeias de átomos que explodimos cobrirem o ecrã, em conjunto com outros efeitos visuais. Enquanto isso é realmente bonito de se ver, a verdade é que muitas vezes acaba por prejudicar o jogador, especialmente nos níveis mais exigentes, pois acabamos por nos esquecer de alguns átomos que vão “caindo” e prejudicam o nosso progresso no jogo. Infelizmente também não existe um factor replay muito grande. Existem uns 10 níveis diferentes, com uma dificuldade progressivamente maior (mais rápidos, objectivos com mais notas musicais para colocar na grelha e diferentes tipos de átomos especiais que surgem). Ao concluir cada nível é desbloqueado um “infinite mode” para esse mesmo nível, onde apenas temos o objectivo de obter a melhor pontuação possível. E AVSEQ é isso, infelizmente não existe qualquer multiplayer, sendo que este género de puzzle games beneficiam e muito com isso. Também não existem quaisquer leaderboards, apesar de o jogo pedir sempre o nome do jogador no final de alguma jogada (tenha sido a mesma bem sucedida ou não).

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Os gráficos são simples, mas com efeitos bonitos. Infelizmente esses mesmos efeitos muitas vezes atrapalham.

O audiovisual é o ponto forte do jogo, especialmente pelo lado musical, conforme seria de esperar. As músicas têm todas uma toada electrónica e as notas são todas síncopas entre si, formando melodias interessantes. Os desenvolvedores do jogo dizem que é possível fazer 2.2300745198530623×10^43 combinações de notas diferentes e de facto, a cada minha jogada a melodia resultante ia sendo diferente. Ainda assim, o pobre factor replay que AVSEQ tem leva a melhor sobre mim, não conseguindo recomendar o jogo, a menos que sejam realmente fãs deste género.