God of War: Chains of Olympus (Sony Playstation Portable)

GoW Chains of Olympus PSPGod of War: Chains of Olympus é a primeira iteração de Kratos e companhia na portátil da Sony. Enquanto a jogabilidade se viu algo simplificada devido à menor quantidade de botões disponíveis na máquina da Sony, ainda assim consegue manter todo a visceralidade dos combates repletos de gore e o erotismo dos originais. A minha cópia penso que foi adquirida na GAME do Maiashopping, tendo-me custado cerca 5€. Infelizmente é a versão Essentials, com a sua capa laranja berrante, mas paciência. Fora isso está completo e em óptimo estado.

God of War Chains of Olympus

Jogo completo com caixa e manual

A história decorre antes dos eventos do primeiro jogo, onde Kratos ainda serve sob a alçada de Ares e os restantes deuses do Olimpo. O jogo começa com Kratos a defender a cidade de Attica de invasões persas, com um início “all guns blazing”, onde temos de defrontar um gigante Basilisk. Após conseguir deter a invasão Persa, a verdadeira história começa, com o mundo ver-se envolto nas trevas de Morpheus, deus dos sonhos. Kratos tem depois como missão averiguar o que aconteceu e restabelecer a normalidade das coisas. Ao longo do jogo vão ser revelados mais detalhes do passado conturbado de Kratos, para quem se interessar. Eu confesso que não me interessei muito, pois conforme já disse anteriormente Kratos é um “bad ass”, mas muito presunçoso e nunca consegui gostar muito da personagem.

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Efreet, um dos ataques mágicos que acabaremos por ter à disposição.

A jogabilidade herda os movimentos de God of War II na sua generalidade, com os botões faciais a manter as mesmas funções de sempre. Devido ao facto de não existirem 2 analógicos (e consequentemente botões R3 e L3), técnicas como a Rage of the Gods tiveram de ser deixadas de fora, bem como a movimentação de se esquivar, que nas consolas ficava a cargo do segundo analógico, aqui teve de ser utilizada usando o único analógico em conjunto com ambos os botões de cabeceira pressionados. Não é tão cómodo, mas percebe-se. Também devido à falta de L2 e R2, várias das funcionalidades que estavam inicialmente alocadas para esses botões tiveram de ser repensadas. As magias executam-se com o botão R em conjunto com um dos botões frontais, sendo que cada botão frontal tem uma determinada magia alocada – magias essas que vão sendo adquiridas ao longo do jogo, como de costume. Também existem armas alternativas que vamos poder usufruir, neste caso é apenas uma, mas acaba por se tornar bastante útil, principalmente depois de ser “upgraded“. O mecanismo das orbs coloridas mantém-se, com orbs azuis a recuperar a barra de magia, orbs verdes a recuperar saúde e as vermelhas que podem ser usadas como moeda de troca para realizar upgrades às várias magias e armas do jogo, aprendendo assim novos golpes para serem utilizados na porrada.

Igualmente de regresso estão os power-ups escondidos ao longo do jogo, que permitem aumentar as barras de saúde e magia. Tal como nos jogos anteriores não há grande problema em deixar escapar um ou outro baú secreto, pois existem mais do que os necessários para se ficar “fully upgraded“, sendo que os restantes ficarão apenas com orbs vermelhas. Infelizmente não existem grandes segmentos alternativos, como os voos de Pegasus em God of War II. Felizmente não existem os segmentos de plataforma chatos do primeiro jogo. Ainda assim, é um jogo totalmente linear, com um ou outro pequeno desvio para se procurar conteúdo secreto. É também um jogo algo curto, sendo finalizado em apenas algumas horas.

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Os ciclopes como sempre possantes.

Passando para a questão técnica, é curioso saber que este é dos primeiros (senão o primeiro mesmo) jogo a tirar o partido total do processador da PSP. Para quem não sabe, o processador da PSP está nativamente travado a 222MHz, mas é possível fazer um soft-overclock para que o mesmo trabalhe à frequência de 333MHz. Quem andar nas vidas de usar Custom Firmwares seja para que uso for, alguns firmwares permitem alterar esta frequência para qualquer jogo, o que nalguns casos até melhora a experiência, tal como no Wipeout Pure. A contrapartida é que o tempo útil de bateria é bastante reduzido neste modo, mas como eu nunca jogo com a PSP fora de casa, não é algo que me afecta. Mas voltando ao que interessa, God of War Chains of Olympus ainda é dos jogos mais bonitos que a PSP tem para oferecer. Não está ao mesmo nível da PS2 como é óbvio, mas anda lá perto, com personagens bem detalhadas, cenários largos e com boas texturas, e vários efeitos de iluminação interessantes. Sonoramente não existem grandes diferenças. Ressalvo que aprecio a utilização de legendas nas cutscenes, visto grande parte do tempo eu jogar com o volume relativamente baixo e as legendas é algo que dá jeito nestas situações. Foi uma das coisas que me irritou não existir nos jogos da PS2, mas aqui redimiram-se. O voice acting é competente, continuo a achar a voz de Kratos algo irritante, mas estou ciente que a mesma não vai mudar. A banda sonora como habitualmente segue o clima épico com várias orquestrações.

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Um dos “fatos alternativos” que podemos desbloquear

Apesar de ter sofrido algumas limitações, God of War Chains of Olympus é uma boa adição para a série e desempenha um bom papel na PSP. Papel esse que foi superado pelo Ghost of Sparta, mas isso fica para uma outra altura. O jogo encontra-se também disponível com tratamento em HD para a PS3, será possivelmente a melhor versão para se adquirir. Antes de terminar, Chains of Olympus tem vário material de bónus que pode ser desbloqueado. Para além de habituais trajes alternativos, houve um regresso de pequenos filmes com conteúdo cortado, sobre o estúdio, etc. Infelizmente sabem a pouco, pois não existe qualquer comentário nos mesmos, mas ainda assim é melhor que nada.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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3 respostas a God of War: Chains of Olympus (Sony Playstation Portable)

  1. cyberquake diz:

    Um pormenor que me esqueci de mencionar: O jogo tem como habitual o seu “fair share” de QTEs, mas achei-os especialmente irritantes neste jogo devido ao mau slide pad que a PSP tem. Quando pedem QTEs em que temos de rodar apenas parte do slide pad, foi algo que me demorou imenso a habituar e a acertar no que era pedido.

  2. Este é porreiro mas o segundo melhorou bastante. Eu evitei ao máximo comprar a edição europeia pelo que me fiquei pel Greatest Hits americana, bem mais bonita até do que a nossa edição normal. Picuinhices de quem colecciona… 🙂

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