LIMBO (PC)

LIMBO PCVisto estar sobre forte pressão académica, o tempo que tenho tido para jogar (e consequentemente escrever) tem sido extremamente reduzido. Ainda assim, e após ter recebido um balão de oxigénio para os próximos dias, conto em apresentar alguns (2-3) artigos de escrita moderadamente rápida. O jogo que mostro aqui hoje é um desses pequenos jogos que me levou pouco tempo a finalizar e não tem muito que se lhe diga. LIMBO é um jogo indie que fez parte do Humble Indie Bundle 5. Lançado originalmente em 2010 e desenvolvido pelo pequeno estúdio independente dinamarquês Playdead, LIMBO é um jogo de plataforma/aventura/puzzle com um visual bastante peculiar.

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Menu inicial do jogo

A história é practicamente inexistente. LIMBO figura um aparentemente jovem rapaz que acorda num mundo completamente estranho (daí o nome do jogo), e enquanto explora este misterioso mundo vai encontrando uma série de estranhos animais e restantes seres humanos que ora o atacam, ora fogem, ora estão mortos. A jogabilidade é muito simples, os botões direccionais controlam os movimentos da personagem, sendo que a seta para cima faz com que o mesmo salte. Para além de movimento, existe também um botão destinado a acções, sejam elas para puxar/empurrar objectos ou interagir com vários interruptores e alavancas que acabaremos por encontrar.

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Uma das secções urbanas… naquele hotel é que eu não ficava.

O rapaz anónimo vagueia por um mundo completamente estranho e misterioso, atravessando vários diferentes locais. Ora estamos em cenários de floresta, ora visitamos locais mais urbanos, onde vagueamos por telhados de casas ou então mais lá para a frente acabamos por visitar ambientes mais industriais. A jogabilidade é a de um simples jogo de plataformas, misturando vários puzzles que vamos encontrando ao longo do jogo de forma a progredir no mesmo. Desde puzzles simples onde temos de arrastar objectos de forma a conseguir alcançar locais elevados, passando para puzzles mais complexos com vários segmentos de plataformas, onde podemos “brincar” com o nível de água, rotação de cenários, alterações de gravidade e até brincar aos campos magnéticos. Apesar de existir um ou outro boss (nomeadamente uma aranha gigante), o combate em si é practicamente inexistente, sendo esses conflitos resolvidos também sob a forma de puzzles e/ou destreza em secções de plataformas.

Figurando um protagonista tão frágil e indefeso, preparem-se para morrer muitas vezes. De facto todo o mundo de LIMBO é uma armadilha gigante, repleta de obstáculos que temos de contornar. Cair numa zona de água profunda é sinónimo de morte, cair de alturas elevadas também, cair em armadilhas, solo electrificado, ou receber dano de ataques inimigos são tudo diferentes maneiras de morrer. Felizmente o jogo está dividido em vários checkpoints, o jogador nunca tem de repetir muito do progresso anteriormente conseguido.

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Ser-se cortado ao meio por uma serra electrica é um acontecimento banal…

Passando para o audiovisual, é neste campo que LIMBO se demarca dos demais. O jogo é todo ele em “greyscale“, não existindo quaisquer vestígios de cor. Isto proporciona uma atmosfera bem mais tensa, pois nunca se sabe muito bem com o que contar a seguir e contribui imenso para o clima misterioso, deserto e claustrofóbico que o jogo proporciona. Música é inexistente, e os efeitos sonoros são igualmente minimalistas, contribuindo da mesma forma para o clima de jogo que descrevi anteriormente.

Apesar de existirem alguns puzzles inteligentes que demoram algum tempo a ser solucionados, e várias secções escondidas que proporcionam “achievements” para quem se interessar pelos mesmos, LIMBO é um jogo curto e com muito pouco replay value. Este é na minha opinião o grande defeito do jogo. Ainda assim, proporcionou-me uma experiência bastante interessante. Aliás, de todos os indie games que analisei até ao momento, todos eles me têm surpreendido pela positiva, por se demarcarem dos demais, quer no campo audiovisual, direcção artística, quer na jogabilidade. O jogo encontra-se disponível para várias plataformas e sistemas operativos, pelo que se o encontrarem a um preço convidativo, recomendo que o joguem.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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