Dear Esther (PC)

Recentemente escrevi para a PUSHSTART o que penso sobre o Dear Esther, um interessante produto indie que nos faz repensar o conceito de gaming e e a linha cada vez mais ténue que o separa da arte. Este jogo veio parar à minha colecção através do Humble Indie Bundle 8, em conjunto com outros grandes jogos como Awesomenauts, Hotline Miami, ou Thomas Was Alone. Mais uma vez, um excelente bundle a um preço bastante apetecível.

O resto podem ler aqui.

F-Zero GP Legend (Nintendo Gameboy Advance)

F-Zero GP LegendE já há imenso tempo que não trazia cá nada da primeira portátil 32-bit da Nintendo, a Gameboy Advance. F-Zero é uma das mais reconhecidas séries da Nintendo, apesar de infelizmente o último jogo ter saído já em 2004 e apenas com lançamento japonês. Os F-Zero são jogos de corrida futuristas, inspirando outras séries como Wipeout. Este GP Legend é baseado no anime do mesmo nome, com Captain Falcon e outras personagens à mistura. A minha cópia foi comprada algures no ano passado na extinta GAME do Maiashopping, tendo-me custado 5€. Está completa e em óptimo estado.

F-Zero GP Legend - Nintendo Gameboy Advance
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Sendo um jogo baseado num anime, é de esperar que exista alguma história. De facto, um dos modos de jogo disponíveis é mesmo esse, onde vamos podendo jogar com 8 personagens diferentes do anime, bons da fita como o Captain Falcon ou Rick Wheeler, mas também os vilões como Zoda ou Black Shadow. Esse modo história está dividido como se diferentes episódios se tratassem, sendo possível jogar 5 missões + uma secreta para cada personagem, bem como no início nem todas as personagens estão disponíveis para serem jogadas neste modo. As histórias em si não são nada de especial, mas como nunca vi o anime não vale a pena alongar-me nisto. Neste modo, cada missão é uma corrida por objectivos: chegar primeiro, impedir que o adversário chegue em primeiro, destruir os adversários, fugir de um inimigo, entre outros.

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Este é o ecrã onde escolhemos qual o capítulo que queremos jogar para o modo história de uma determinada personagem.

Para além deste modo história, existe também o tradicional modo de competição aqui chamado Grand Prix, onde existem várias taças com diferentes graus de dificuldade para serem conquistadas. E aqui acabaremos por desbloquear bem mais personagens e veículos que os 8 do modo história, à medida em que vamos completando alguns circuitos. Existe também um modo Training, que como o nome indica serve para praticarmos as nossas habilidades em alguns percursos, bem como um tradicional Time Attack, onde o objectivo é obter o melhor tempo possível em corridas de 5 voltas em cada circuito. Para além destes, ainda existem outros 2 modos de jogo, o Zero Test, que consiste numa série de desafios de correr em certos segmentos de circuitos num determinado intervalo de tempo. Existem vários níveis de dificuldade para estes desafios, com os tempos a apertarem cada vez mais. Como é escusado dizer, são desafios difíceis, como é habitual nos F-Zero. Por fim temos o Link mode que é a vertente multiplayer do jogo, sendo possível jogar contra até mais 3 amigos que estejam ligados com os cabos próprios da GBA para esse efeito.

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No Grand Prix já podemos escolher uma variedade maior de personagens/veículos, bem como desbloquear outros

O jogo não é propriamente fácil, nenhum F-Zero alguma vez o foi. Mas os controlos são algo que os fãs se queixam neste jogo. A GBA tem poucos botões, menos que a SNES inclusivamente, fazendo com que algumas habilidades sejam um pouco chatas de realizar. Para se ter uma ideia, pressionar L ou R faz uma espécie de “power slide“, já pressionar 2x L ou R faz um “side attack” para atacar os inimigos. Se se pressionar L e R ao mesmo tempo, então faz um Power boost. De resto, sou sincero que não conheço a fundo os circuitos dos F-Zero em 2D, mas nomes conhecidos como Mute City, Port Town ou Red Canyon estão lá, agora não sei se os circuitos em si são adaptações dos clássicos ou inteiramente novos.

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No modo história podemos ver o artwork das personagens em maior detalhe

Graficamente sou sincero: Nunca fui grande fã do Mode 7. Isto falando em jogos de corrida como o F-Zero e o Mario Kart. É bonito ver os cenários rodarem e tal, mas um circuito inteiramente plano nunca me chamou à atenção. Já em shooters como Axelay, ou rotação de cenários como se fez em Super Castlevania 4, sempre me agradou mais o mode 7. Dito isto, não posso dizer que os gráficos deste F-Zero me impressionem, porém quem gostou do original da SNES ou o Maximum Velocity, então não terá problemas com este jogo. No modo história existem várias “cut-scenes” com artwork retirado directamente do anime, o que sempre dá para variar um pouco. Os efeitos sonoros são os tradicionais, já a banda sonora é excelente, como é a norma dos F-Zeros. Como em todas as séries clássicas da Nintendo, ouvimos sempre reinterpretações dos temas clássicos e aqui não é diferente. As músicas têm sempre uma toada rockalheira que me agrada bastante (embora no F-Zero X da Nintendo 64 ainda me agradaram mais). Músicas como Big Blue ou Mute City continuam épicas.

De resto não tenho muito mais a dizer. É um jogo sólido, embora não tenha achado a história nada de especial. Para quem gostou dos F-Zero anteriores certamente irá gostar deste, mas confesso que agora que Psygnosis e o seu Wipeout foram à vida, um novo F-Zero totalmente em 3D seria muito benvindo. Vá lá Nintendo, para a Wii U que precisa de jogos, e basta chatear outra vez os tipos da SEGA que fica um jogo excelente como os F-Zero GX/AX.

Ben There, Dan That! + Time Gentlemen, Please! (PC)

De volta com os jogos indie para PC, desta vez não com apenas um, mas sim 2 jogos englobados no mesmo post. A razão para tal é que o primeiro jogo é bastante curto, e com as mecânicas básicas de um jogo de aventura. O segundo já é maior e com mais novidades, mas partilha muitas coisas com o jogo anterior, portanto resolvi abordar os jogos desta forma. Ambos são jogos de aventura point and click, repletos de um bom sentido de humor e uma história completamente non-sense. Os jogos foram desenvolvidos pelo pequeno estúdio Zombie Cow Studios, agora conhecido como Size Five Games. Comprei-os na Steam Summer Sale que terminou há pouco mais de uma semana atrás, pela super módica quantia de 39 cêntimos. Adoro estas promoções malucas.

screenshotVamos primeiro para o “Ben There, Dan That!”. Neste jogo controlamos uma dupla (sim, o Ben e o Dan), e quando digo que a história é completamente non-sense não estou a brincar. O primeiro cenário do jogo coloca-nos em plena selva amazónica, com o Dan transformado em zombie. A maneira de o curar era construir uma catapulta que o levasse até à cabana de um médico/curandeiro qualquer lá do sítio. Depois somos logo transportados para o apartamento deles, onde querem ver TV e não conseguem pois a mesma está avariada. Ao arranjar finalmente maneira de ver TV, são atingidos por um raio que os transporta para outra dimensão! Depois o resto do jogo é passado em saltar de dimensão em dimensão, cada uma mais bizarra que a outra, até que eles consigam finalmente regressar a casa a tempo de ver o seu programa de TV preferido. Entretanto vamos visitando dimensões como uma igreja cheia de zombies e um padre bizarro, um estúdio de dinossauros desenvolvedores de videojogos e fãs de Star Wars, entre outros!

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E assim começa a primeira aventura.

Já a sequela (Time Gentlemen, Please!) decorre logo após os eventos do jogo anterior, e é igualmente repleta de humor negro e non-sense. Devido aos acontecimentos que aconteceram no final do outro jogo, Ben e Dan têm agora de viajar no tempo e arranjar maneira de evitar que essas coisas acontecessem. Por alguma razão ilógica, decidiram que a melhor maneira seria impedir que as cruzetas fossem inventadas, e com as trapalhadas que fizeram alteraram completamente o rumo da história do planeta, para uma realidade alternativa onde Hitler tinha vencido a 2a Guerra Mundial e invadir o Reino Unido com um “mech” copiado ao último boss do Sonic 2 da Mega Drive e um exército de clones de dinossauros. Também ao longo do jogo iremos viajar por entre diversas eras, sempre alterando o rumo das coisas de forma a resolver os puzzles que nos aparecem. Desde visitar o futuro com um palhaço pedófilo, à pré-história com uma disco-caverna, mais uma vez há de tudo.

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Os jogos não têm problemas nenhuns com gore e referências sexuais

A jogabilidade é a clássica de um jogo de aventura point and click. Para avançar no jogo temos de coleccionar os mais variados e estapafúrdios items, combiná-los e utilizá-los noutros objectos para solucionar os puzzles. Enfiar um braço de um cadáver na sanita imunda do Hitler para ficar com algum ADN lá marcado? Vale tudo. Falar com outras personagens também é uma constante para obter novas informações, ou convencê-los a fazer o que quisermos também é habitual. Apesar de em ambos os jogos existir uma dupla, a maior parte das acções são feitas pelo Ben. No segundo jogo já existem alguns segmentos em que temos obrigatoriamente controlar o Dan, apesar de ser possível em ambos os jogos tentar utilizar todos os objectos no Dan, ou mesmo seleccioná-lo para examinar algumas coisas para que ele faça os seus comentários. No segundo jogo, que está mais refinado, introduziram uma série de elementos novos. É possível a qualquer altura seleccionar no mapa qual a localização que queremos visitar, bem como existem outros pequenos jogos embutidos, como uma aventura de texto como as que existiam para computadores nos finais dos anos 70 / primeira metade da década de 80, ou mesmo uma outra pequena aventura gráfica com o Hitler que também podemos jogar. Aliás, devemos mesmo pois é necessário para avançar no jogo. Os puzzles em Time Gentlement, Please! são também muito mais elaborados, sendo necessário muito mais backtracking que no primeiro jogo.

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Um jogo de aventura dentro de outro! Adventureception!

No que respeita à apresentação, ambos os jogos são bastante simples. Os jogos foram criados utilizando a ferramenta freeware “Adventure Game Studio”, assim como os jogos da série Blackwell que já analisei anteriormente. No primeiro jogo os visuais são bastante simples, mas também bizarros, fazendo-me lembrar aqueles cartoons dementes da Nickelodeon, ou mesmo os Terrence & Phillip de South Park, com toda a grosseria. As animações são quase inexistentes, o que aumenta a bizarrice quando pomos as personagens a andar de um lado para o outro com as suas pernas de alfinetes. O segundo jogo apresenta uns visuais do mesmo calibre, porém já introduz alguns outros extras, ao inspeccionar alguns items de perto, oferecendo muito mais detalhe, ou mesmo a jogar os mini-jogos que referi anteriormente. O grande senão, na minha opinião é mesmo a ausência de voice acting. Os diálogos estão cheios de bizarrices, sarcasmo, humor negro e inúmeras referências aos jogos de aventura e seus clichés, e ter um voice acting de qualidade seria uma mais-valia brutal para ambos os jogos. A música no primeiro jogo é pouco variada, e faz mesmo lembrar aquela música “de centro comercial” que por vezes se ouvia nalguns desses cartoons da Nickelodeon. No “Time, Gentleman Please!” as músicas já são um pouco mais elaboradas e até “cinemáticas”.

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Humor negro é coisa que não falta

Ainda assim, face ao valor baixíssimo que me custou na promoção (e os jogos continuam a não custar muito actualmente), valeu completamente a pena. Este são daqueles jogos que dá mesmo vontade de experimentar todas as combinações possíveis e imaginárias de acções que podemos fazer, só mesmo para ler os diálogos que isso gera. São jogos que usam e abusam do sarcasmo e humor negro que eu tanto gosto, bem como uma dose industrial de non-sense. Volto a referir, para os fãs de jogos deste género, estes são dois “budget titles” que valem totalmente a pena conferir.

Die Hard Vendetta (Nintendo Gamecube)

Die Hard VendettaVoltando à consola cúbica da Nintendo, para um jogo que passou despercebido a muita gente (e com razão), apesar de ter saído originalmente como exclusivo para a plataforma da Nintendo. Die Hard Vendetta é mais um jogo que pega na conhecida franchise do cinema de John McClane e o seu temperamento difícil. Desenvolvido pela malta da Bits Studious, Die Hard Vendetta é um FPS pouco polido, algo normal no início de vida de uma plataforma, principalmente em produtos de third parties. No entanto ainda tinham alguns elementos de jogabilidade interessantes, como irei referir em seguida. Sinceramente já não me recordo ao certo quando este jogo veio parar à minha colecção. Sei que foi comprado a um particular através de um fórum, e custou-me 5€. O jogo está em óptimo estado, o único senão é o mesmo vir numa caixa normal de DVD ao invés de uma caixa própria da Gamecube.

Die Hard Vendetta - Nintendo Gamecube
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Die Hard Vendetta decorre alguns anos após os acontecimentos do terceiro filme. John Mc Clane decide reformar-se e mudar-se novamente para Los Angeles, onde vê a sua filha tornar-se polícia e seguir as pisadas do pai. A história começa com John McClane sentado confortavelmente no seu sofá a ver o noticiário, mais precisamente uma reportagem de uma importante exposição de arte no museu Townsend, onde a sua filha Lucy estava também presente em serviço. Ora essa mesma exposição acabou por ser tomada de assalto por Piet Gruber, filho de Hans Gruber, o mau da fita no primeiro filme. O resto não é muito difícil de adivinhar, John McClane entra mais uma vez em acção para limpar o sebo a uns quantos bandidos e salvar a sua filha, pois Piet Gruber engendrou um esquema para se vingar de McClane e espalhar o caos na cidade.

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O jogo tem uma espécie de “iron sights” com maior precisão

Os controlos são os típicos de um FPS algo primitivo naquela geração de consolas. Infelizmente os mesmos não são os melhores para se movimentar e disparar, devido à sensibilidade do C-stick. Porém existe uma opção de utilizar um auto-aim que ajuda nos momentos mais caóticos, embora torne o jogo muito mais fácil. Um aspecto interessante é o facto de McClane ser esquerdino e isso se reflectir no jogo, onde podemos mudar as armas da mão direita para a esquerda. Ainda assim é possível utilizar 2 armas em conjunto, como 2 revólveres ou 2 Uzis. Devo dizer que acho piada à animação que implementaram sempre que se recarregam os revólveres, mas para poupar tempo basta trocar de arma que elas se recarregam automaticamente (isto não funciona com todas as armas, como o lança rockets, por exemplo). Uns aspectos muito interessantes que implementaram na jogabilidade são os elementos stealth e de situações com reféns. É possível surpreender os inimigos pelas suas costas, apontando-lhes uma arma à cabeça, onde os podemos matar silenciosamente, ou fazer com que se rendam. Por vezes existem situações com reféns que devem ser ultrapassadas desta forma, ao utilizar um inimigo como refém e obrigar os restantes inimigos a se desarmarem e renderem-se. Isto nem sempre resulta, convém sempre utilizar um inimigo com alguma importância, se for um “soldado raso”, não temos sorte. O jogo também emprega um mecanismo de cenas em slow-motion, algo como era feito no Max Payne e que estava na “moda” por aquelas alturas. Infelizmente não está incluido nenhum modo multiplayer, como muitos FPS de então introduziam.

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Exemplo de como utilizar um inimigo como refém

Graficamente é um jogo muito pouco polido, o que infelizmente era relativamente normal em jogos de third parties para a Gamecube, nos tempos de 2002. Os níveis são simples, pouco detalhados e com texturas igualmente pobres. As personagens principais ainda estão relativamente bem modeladas, já os inimigos nem por isso e o facto de se repetirem constantemente não ajuda nada. O jogo tem o detalhe de marcar as paredes crivadas por balas, mas o Duke Nukem 3D fazia isso em 1996 da mesma forma. A música passou-me completamente ao lado (detalhe musical interessante nas cenas em slow-motion – Beethoven FTW), mas o voice acting não está mau de todo. Apesar de não ser o Bruce Willis a dar a voz de John McClane, o seu carácter sarcástico e vernáculo repleto de profanidades está lá, bem como o actor Reggie VelJohnson volta a dar a voz do Al Powell. Infelizmente as restantes personagens já têm um voice acting mais pobre, mas não se pode pedir tudo…

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Graficamente o jogo não é nada de especial

Este é um jogo que recomendo apenas aos fãs acérrimos de FPS e dos filmes Die Hard (apesar de existir também o jogo para PC – Nakatomi Plaza), pois é ainda um jogo pouco polido e com alguns problemas nos controlos. Contudo há que dar o mérito aos desenvolvedores por terem implementado um interessante sistema de stealth e negociação de reféns. Ainda assim, para quem for mais exigente, a Gamecube possui FPS melhores.

Prince of Persia Trilogy (Sony Playstation 2) – Parte 3: The Two Thrones

Prince of Persia: The Two Thrones PS2Para desanuviar um pouco dos jogos de PC (por pouco, eles vão voltar), vou encerrar a trilogia Prince of Persia para a PS2, com o último jogo da série lançado nessa plataforma: The Two Thrones, que continua a história logo após os acontecimentos do jogo anterior, Warrior Within. Apesar do facto de o WW ter boas mecânicas de combate, o jogo recebeu muitas críticas (minhas inclusivamente) pelas mudanças “cosméticas” e de atitude “teen angst” nos cenários, audiovisual e no próprio carisma das personagens. Felizmente neste terceiro jogo decidiram juntar o melhor dos 2 jogos anteriores resultando numa boa sequela, como irei descrever mais à frente. E tal como referi nos outros artigos anteriores, este jogo faz parte da colectânea Prince of Persia Trilogy, cuja foi adquirida na extinta GAME do Maiashopping por cerca de 5€, estando completa e em bom estado.

Prince of Persia Trilogy - Sony Playstation 2
Trilogia completa com caixa e manuais.

Tal como havia referido acima, o jogo decorre logo após os acontecimentos de Warrior Within. Aliás, nas próprias cutscenes finais do WW dava-se a entender do que se trataria a futura sequela. Com o príncipe a viajar novamente para a sua terra natal ao lado de Kaileena, a vilã convertida do jogo anterior, encontra a sua babilónia em chamas, tomada de assalto pelo Vizir de The Sands of Time e as suas tropas malignas. O Vizir, aproveitando-se da chegada do príncipe e de Kaileena, ataca-os de surpresa, conseguindo capturar Kaileena. Quando o príncipe confronta o Vizir pela primeira vez neste jogo, acaba por ser derrotado, com o Vizir a roubar-lhe a Dagger of Time, assassinando a Kaileena de modo a ficar com os seus poderes e tornar-se imortal. Entretanto o príncipe consegue recuperar a Dagger of Time, porém fica “infectado” pelas Sands of Time, ganhando assim novos poderes e uma dupla personalidade. As coisas acabam por dar algumas voltas, que eu prefiro não revelar, a não ser o regresso de Farah, que tanto acompanhou o príncipe no primeiro jogo.

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Os cenários são mais uma vez abertos e bem iluminados

Sim, a maior parte das características de jogabilidade dos outros dois jogos estão também aqui presentes, tal como o combate acrobático, os saltos e acrobacias impossíveis de plataforma em plataforma, parede em parede, evadir armadilhas, etc. As habilidades de manipulação do tempo como o rewind e slowdown mantêm-se, bem como o facto de o príncipe poder utilizar diferentes armas roubadas aos inimigos nos combates. Para além de existirem novas acrobacias, como deslizar em 2 paredes em simultâneo, uma das grandes novidades no sistema de combate a meu ver é existir uma abordagem mais stealth. É possível esgueirarmo-nos por entre as sombras e atacar pelas costas os inimigos desprevenidos, matando-os em poucos golpes com alguma graciosidade. A outra grande novidade é mesmo os novos poderes do príncipe. Em certas alturas, na sua maioria quando entramos em regiões obscuras do jogo, o príncipe transforma-se no seu alter-ego possuído pelas Sands of Time. Para além de ser  mais forte e ter novas habilidades (como as duplas correntes que saem dos seus braços – Kratos suspira), jogar com esta nova forma é sempre uma corrida contra-relógio, pois a sua vida é consumida com o tempo. A única forma de regenerar a vida neste estado, é derrotar os vários inimigos que vão surgindo de forma a consumir as suas Sands of Time, ou então encontrar algumas destas areias em certos objectos espalhados pelo jogo. De resto o jogo continua uma mistura muito interessante de exploração em platforming e resolução de alguns puzzles, bem como um sistema de combate satisfatório. Novos combos e golpes podem também ser aprendidos com o decorrer do jogo, bem como aumentar a barra de energia, ao encontrar alguns locais espalhados pelo jogo. Uma outra novidade interessante são as corridas de “carroça”. Em alguns momentos do jogo entramos numa espécie de perseguição, onde conduzimos uma dessas “carroças” a alta velocidade e para além de termos de nos desviar dos obstáculos, também temos de ter em conta os inimigos que vão saltando para a nossa carruagem, ou mesmo de outros que nos perseguem nas suas carruagens.

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Corrida de “carroças”, middle eastern edition.

A Ubisoft voltou a introduzir um príncipe carismático, bem como cenários majestosos e repletos de misticismo, após as críticas recebidas com o Warrior Within. De volta estão as narrativas constantes ao lnogo do jogo, sejam por parte do príncipe e a sua dupla personalidade, por parte de Kaileena ou mesmo diálogos com Farah. O voice acting continua bom, mas acho que deveria ser um pouco mais dinâmico. Continua a ser um pouco estranho o príncipe andar a balancear-se em abismos e ao mesmo tempo pensar para si mesmo as suas dúvidas e decisões. A música felizmente já é mais uma vez adequada ao ambiente em que nos encontramos, voltamos a ouvir música com uma temática do médio-oriente, em vez de ouvir riffs de guitarra completamente desinspirados, comerciais e totalmente desenquadrados. Graficamente o jogo também está bonito. Os cenários voltaram a ganhar toda a sua pujança, desde majestosos palácios, passando pelas ruelas apertadas da Babilónia. A grande diferença está mesmo na iluminação, que voltou a trazer a luz do dia para o príncipe, deixando de ser tudo escuro e deprimente. Existem também uns interessantes efeitos de luz que utilizam o gloom lighting, mesmo na versão PS2. Para além do mais, tal como no jogo anterior, existem também vários extras para serem desbloqueados, como artwork ou video-galerias.

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Um pequeno tutorial é apresentado logo no início do jogo

No fim de contas, a Ubisoft fez um bom trabalho com este jogo. Souberam aceitar as críticas que foram feitas ao Warrior Within e apresentaram um jogo que para além de ter o melhor dos outros 2, ainda incluiram mais algumas novidades na jogabilidade que a meu ver foram bem implementadas. Para quem procura a experiência com melhor performance, então não há muito que enganar, a versão PC, ou a versão PS3 com retoques em HD são melhores escolhas. Existe também uma versão alternativa deste jogo intitulada “Rival Swords”, tendo saído para a Nintendo Wii e PSP.  A versão Wii inclui alguns controlos com sensores de movimento, o que não é de todo a minha praia, já a versão PSP, apesar de ser a mais pobrezinha tecnicamente, inclui uma série de conteúdo extra para compensar.