Sonic Adventure (Sega Dreamcast)

Sonic AdventureOra cá está um jogo que merecia um artigo tão extenso quanto eu pudesse escrever, mas infelizmente não vai dar. E a razão para isso é a de já ter escrito uma análise ao Sonic Adventure DX da Nintendo Gamecube, que é uma conversão do mesmo jogo, mas com mais alguns extras. Costumo dentro dos possíveis fazer o contrário: analisar primeiro o jogo original e posteriormente escrever um artigo mais curto a uma conversão mais recente. Mas como só vim a ter uma Dreamcast uns anos após eu ter comprado a minha Gamecube, a versão da Nintendo chegou primeiro. Assim sendo recomendo sempre que dêm uma leitura a esse artigo para mais detalhes. E esta versão original da Dreamcast entrou na minha colecção há umas meras semanas atrás, cortesia do Victor Moreira do The Games Tome / PUSHSTART ao qual eu muito agradeço. E o jogo estava selado!

Sonic Adventure - Sega Dreamcast
Jogo completo com caixa, manuais e um catálogo de jogos da Dreamcast, que inclui um anúncio ao Half-Life que nunca chegou a sair.

Durante muito tempo os fãs da Sega esperavam um verdadeiro jogo do Sonic em 3D. O Sonic 3D para a Mega Drive / Saturn foi apenas algo para “desenrascar”, o Sonic Xtreme teve um desenvolvimento conturbado e nunca chegou a sair e para piorar as coisas, a Saturn teve um final muito precoce, especialmente em solo ocidental deixando esse vazio na Sega, enquanto as concorrentes tinham pérolas como Super Mario 64 ou Crash Bandicoot. Assim sendo, Sonic Adventure tinha uns big shoes to fill, e foi naturalmente um jogo muito ansiado pelos fãs da empresa nipónica. O resultado foi para mim, um jogo que me agradou bastante na altura em que o joguei, mas hoje já nem por sombras. Isso por várias razões: personagens como o Big the Cat e os seus níveis com a cana de pesca, ou a quantidade absurda de abismos sem fundo. Mas trouxe claro coisas boas! Os níveis super rápidos do Sonic, alguns minijogos e a criação de Chaos, que podiam ser transferidos para o VMU da Dreamcast, funcionando assim quase como se um Tamagotchi se tratasse.

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Penso que foi mesmo este nível que vi pela primeira vez no saudoso Templo dos JOgos e que tanto me impressionou

Em relação aos gráficos, lembro-me perfeitamente de no inverno de 1998 ter visto no Templo dos Jogos um vídeo de jogabilidade deste jogo no fecho do programa. Algo do género: “A Dreamcast já foi lançada no Japão, benvindos à próxima geração de videojogos”. E com essa frase mostravam o Sonic a speedar em vários níveis distintos e um fio de baba a correr-me pelo queixo. Hoje em dia, as coisas não são assim tão famosas. Graficamente era um jogo muito rico em cores e diferentes cenários, mas os modelos poligonais das personagens ainda eram bastante simples e a Dreamcast é capaz de muito melhor, como pudemos ver depois. O voice acting também deixava algo a desejar (como infelizmente acontece em practicamente todos os jogos do ouriço azul), mas as músicas eram realmente excelentes e há temas deste jogo que ainda hoje são reaproveitados pela Sega.

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Este jogo marcou também uma mudança radical no visual do ouriço e dos seus amigos. Mas claro que também trouxe amigos novos que trouxeram alguma polémica

No fim de contas, este é um jogo que na altura recebeu óptimas críticas, por mim inclusivamente, mas acho que envelheceu bastante mal. Ainda assim, não deixa de ter os seus óptimos momentos e continua a ser uma pedra basilar no catálogo da última consola que a Sega nos trouxe. De resto poderão-me fazer a pergunta: deveremos comprar este jogo ou a versão DX para Gamecube ou PC? Bom, a versão GC traz uma série de extras como missões e jogos da Game Gear para desbloquear, para além de ter os gráficos numa resolução maior, me parece. Mas ainda assim, o jogo tem algumas quebras de framerate bem chatas, pelo que a escolha entre um e outro fica algo difícil. Sendo assim, why not both?

Ridge Racer (Sony Playstation)

Ridge RacerVamos lá a mais uma rapidinha, desta vez com o primeiro jogo da biblioteca da Playstation. Ridge Racer é um jogo de corridas em 3D poligonal, lançado originalmente nas arcades ainda no ano de 1993, tendo chegado apenas à playstation em solo europeu já em 1995. Tal como Daytona USA é um jogo completamente arcade, sem grande conteúdo adicional. Mas ao contrário do jogo da Sega, este não me traz assim tanta nostalgia, pelo que este artigo será algo breve. Comprei esta edição Platinum na feira da Ladra, há umas semanas atrás. Custou-me 3€, se a memória não me falha. A Playstation 1 é provavelmente a única plataforma da qual eu não me importo assim tanto em ter jogos platinum, devido à poluição visual ser mínima.

Ridge Racer - Sony Playstation
Jogo com caixa e manual. Versão platinum

Ora vamos lá. Ligando o jogo, depois de jogarmos um pouco de Galaxian no ecrã de loading (sempre gostei deste toque especial que a Namco deixou nos seus jogos), resta-nos escolher o carro a conduzir, as mudanças manuais ou automáticas, a música e o “circuito”. As aspas estão ali porque na realidade todos os circuitos são variantes do mesmo, mudando apenas com a dificuldade. O primeiro grau de dificuldade – beginner – leva-nos pelo circuito normal com uma velocidade limitada, onde apenas precisamos de fazer 2 voltas. O grau seguinte deixa-nos no mesmo circuito, mas o limite de velocidade é maior, e teremos 3 voltas pela frente. O “hard” leva-nos pelo circuito extendido, onde teremos uma parte nova do percurso, através de trechos de estrada ainda em construção. Por fim temos o Time Trial, mas já lá vamos. Nos primeiros 3 que mencionei, existem 12 carros na corrida, incluindo nós mesmos, começamos  na última posição e o resto é simples, correr em contra relógio através de vários checkpoints e fazer tudo por tudo para chegar ao final da corrida em primeiro. O Time Trial é diferente, é uma corrida 1 contra 1, nomeadamente contra o “melhor” carro do jogo, no mesmo circuito extendido. Finalizando em primeiro lugar nestas 4 pistas, temos acesso a jogá-las novamente no modo reverso.

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E nasceu aqui a lenda de Reiko Nagase

Uma coisa que Ridge Racer tem a seu favor são os unlockable cars. Inicialmente dispomos apenas de 4 carros diferentes para escolher, mas se fizermos uma pontuação perfeita no minijogo do Galaxian logo quando ligamos a consola podemos desbloquear os restantes 8 carros contra os quais corremos, formando assim os tais 12 carros. Ainda podemos desbloquear um “Lamborghini” preto se chegarmos ao fim do extra time trial, derrotando-no aí. Os carros são fictícios, embora se assemelhem ligeiramente a carros reais. Outra coisa interessante neste Ridge Racer é que o podemos jogar sem o CD na drive, e se colocarmos um CD de música na mesma podemos ouvir as nossas próprias músicas (limitando-se na mesma ao número 6 de músicas oficiais do jogo).

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Cada carro tem características diferentes, mas não se preocupem muito com isso, isto não é um simulador.

Falando nas músicas as mesmas têm todas uma toada electrónica e são bastante upbeat, eu prefiro as rockalhadas de Sega Rally, mas são músicas “mexidas” o suficiente para a adrenalina de um jogo de corridas arcade. Os gráficos como seriam de esperar são ainda muito rudimentares, pois este é um jogo natural de 1993, e as conversões arcade sempre perdiam algum dos detalhes. Mas não deixa de ter sido um jogo impressionante para a altura em que foi lançado na consola, certamente. Outra coisa que demonstra a sua idade é o “tipo de letra” utilizado para registar os tempos da corrida. São as mesmas utilizadas em muitos jogos de NES e noutros jogos da Namco em sistemas 8 e 16bit. De resto, e comparativamente com o Daytona USA, o jogo de corridas da Sega que por sua vez serviu também de jogo de lançamento da Saturn, a draw distance no Ridge Racer parece-me ser superior, tendo assim um menor pop-in.

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Pois, o “blue sky in gaming” não era só da Sega. Bons tempos!

No fim de contas, apesar deste Ridge Racer não ser propriamente um jogo cheio de coisas para fazer, e eu ter uma costela bem mais “Seguista” no que diz respeito aos jogos arcade, não há como fugir, o Ridge Racer original é um jogo importante no catálogo da consola da Sony, bem como na cooperação estratégica entre ambas as empresas. Se o virem por aí, mesmo que seja a versão Platinum, go get it!

Resident Evil Outbreak File #2 (Sony Playstation 2)

RE Outbreak File 2Recentemente escrevi um artigo sobre a primeira incarnação deste Resident Evil Outbreak, um jogo marcado por uma jogabilidade que fomentava a cooperação entre personagens, tanto online como offline, e as diferentes maneiras e caminhos alternativos para alcançar os mesmos objectivos, devido às diferentes habilidades de cada personagem. E neste jogo não houve muita coisa que mudou, pelo que não me vou alongar no mesmo, recomendo assim fortemente a leitura do artigo anterior. Este jogo entrou na minha colecção há cerca de 2 meses atrás, após ter sido comprado por 2.5€ na Feira da Ladra em Lisboa.

Resident Evil Outbreak File #2 - Sony Playstation 2
Jogo com caixa, manual e papelada

A primeira diferença notável, pelo menos comparando ambas as versões PAL, é que esta inclui a jogatina online que o primeiro falhou para o território europeu. Infelizmente não entrou na minha colecção a tempo pois os servidores oficiais há muito que fecharam e os servidores amadores que estão actualmente online, necessitam de uma cópia japonesa do jogo para correr, pelo menos que eu tenha conhecimento. De resto mantém a mesma fórmula e identidade que no primeiro jogo: as personagens jogáveis são as mesmas e herdam as mesmas características e habilidades únicas, mudando os cenários do jogo. Neste temos inclusivamente uma reimaginação do J’s Bar do primeiro jogo, que serve de tutorial para nos ensinar as várias acções que podemos desempenhar ao longo do jogo. De resto temos outros cinco cenários para explorar, levando-nos para um jardim zoológico cheio de animais zombies (gostei da ideia), o sistema de metro de Raccoon City, os subúrbios perto das montanhas, as imediações da esquadra da polícia, onde coisas relacionadas com o Resident Evil 2 acontecem e por fim temos o “End of the Road”, que nos leva por mais um laboratório da Umbrella até ao ataque fatal levado a cabo pelo governo norte-americano de forma a conter a epidemia.

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As mesmas personagens do jogo anterior entram novamente em acção com as suas peculiaridades

Outras coisas que notei que mudaram foram as mensagens que os NPCs nos vão enviando aleatoriamente, agora são bem mais silenciosas, embora continuem com uma frequência exagerada, já não incomodam tanto. De resto é a mesma fórmula, continuamos a ter um inventário muito limitado para gerir, podemos passar ou requisitar items para os outros NPCs, mas como a IA foi propositadamente deixada de forma a que eles fossem algo independentes, muitas vezes as ordens ou pedidos que lhes damos passam-lhes completamente ao lado e lá vão eles meterem-se na toca do lobo. Também tal como no jogo anterior temos itens especiais para descobrir que nos dão bónus, bem como ao jogar cada capítulo várias vezes se conseguirmos presenciar todos os diferentes eventos desbloqueamos o “Infinity Mode”, onde toda a gente tem munição infinita.

Graficamente é um jogo competente, fazendo lembrar a engine do Code Veronica, onde os cenários deixaram de ser pré-renderizados, embora os ângulos fixos da câmara persistem. Os efeitos sonoros e música são OK, nada a comentar. Reutilizaram a mesma música da CG de abertura do primeiro jogo, embora desta vez a cutscene de abertura ficou uns furos abaixo da do anterior, que era excelente.

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Não sei quem teve a ideia de colocar um elefante zombie, mas gostei.

E o Outbreak File #2 é isto: mais do mesmo, mas com algumas melhorias. Quem gostou do jogo anterior certamente irá apreciar este, mas para quem que, tal como eu, gosta de fazer as coisas com tempo e explorar com o mínimo de “à vontade” os cenários do jogo, então os RE clássicos são alternativas bem superiores. Mas para mim não deixa de ser verdade, estes Outbreak parecem-me mesmo ser os mais SURVIVAL horror de toda a série.

Race Days (Nintendo Gameboy)

Race DaysVoltando às rapidinhas, para mais um jogo da Gameboy clássica. Race Days na verdade não é um jogo apenas, mas sim uma compilação de 2 jogos de corrida das mãos da Gremlin Interactive / Gametek. Os 2 jogos em questão chamam-se Jeep Jamboree/4 Wheel Drive e Dirty Racing e possuem jogabilidades distintas. Este jogo também me veio entrar na colecção após ter-me sido oferecido por um colega de trabalho, num bundle Gameboy.

Race Days - Nintendo Gameboy
Jogo, apenas cartucho

Falando do jogo mais antigo desta compilação, o Jeep Jamboree/4 Wheel Drive de 1992 é um jogo onde tal como o título o refere, conduzimos um jipe. É um jogo jogado na primeira pessoa, onde conduzimos um jipe por terrenos acidentados, mediante as capacidades do hardware da Gameboy, claro está. É um jogo em que tanto podemos jogar sozinhos como contra um amigo, mediante a utilização do link cable. Jogando sozinho, podemos jogar uma practice race para, tal como o nome indica, jogar uma partida sem implicações, ou podemos enveredar pelo modo “Season” que, mediante o grau de dificuldade escolhido, terá de concorrer em diferentes circuitos e diferentes números no total (5, 7 ou 10 na dificuldade máxima). A jogabilidade é simples, e no quesito gráfico este parece-me ser o melhor dos dois, pois tal como referi anteriormente, é um jogo que decorre na primeira pessoa, com os interiores do jipe à vista e toda a pista a ser gerada à nossa volta, com os seus altos e baixos. Só a questão do framerate é que é lentinho. A nível de som e música, nada a apontar, não é algo que fique na memória.

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Jeep Jamboree / 4 Wheel Drive

Passando para o outro jogo, Dirty Racing, lançado originalmente em 1993, já é um jogo diferente, onde em vez de jipes, temos buggies. E onde o jogo anterior nos deixava correr na primeira pessoa, aqui joga-se numa perspectiva aérea, tal como nos Micromachines. E as coisas continuam ainda diferentes, pois em vez de termos uns campeonatos “fixos”, aqui podemos avançar de corrida em corrida, ou mais concretamente, de desafio em desafio num world map, tal como se o Super Mario World se tratasse. Em cada ponto do World Map é que teremos o desafio pela frente, que tanto pode ser uma só corrida num circuito, ou várias em seguida. Cada “desafio” exige que terminemos as corridas em pelo menos num determinado lugar, para podermos avançar para o “nível” seguinte. Também entre cada “nível” teremos acesso a uma oficina onde podemos comprar novas peças para melhorar o nosso veículo com o dinheiro que fazemos nas corridas.

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Dirty Driving

Graficamente é um jogo mais simples e, algo que eu não sabia, é que a edição original deste Dirty Racing saiu apenas no japão. E isso reflecte-se bem nas várias imagens de meninas em trajes e poses mais sugestivas. De resto, tal como o jogo anterior, os efeitos sonoros e músicas não são nada de memorável. No fim de contas esta é uma compilação que não contém nenhum jogo propriamente brilhante, mas para os fãs de jogos de corrida, certamente que dará para entreter um pouco.

Final Fantasy VI (Sony Playstation)

Final Fantasy VIInfelizmente, foi só após o lançamento de Final Fantasy VII para a Playstation que a Squaresoft decidiu abrir os olhos e presentear-nos humildes europeus, com os restantes jogos da série, e muitos outros do seu catálogo, apenas devido ao sucesso estrondoso que esse jogo teve em todo mundo e naturalmente a Europae Portugal não fugiram à regra. Ainda assim, mesmo nos dias de hoje, continuam a haver vários JRPGs que chegam apenas a solo norte-americano e nós somos deixados na obscuridade, mas felizmente tal já não acontece em larga escala como nos anos 90. Mas no que ao Final Fantasy diz respeito, até ao lançamento da sétima iteração, no mercado norte-americano também muitos ficaram de fora. Este Final Fantasy VI é um bom exemplo, tendo sido lançado originalmente para a SNES, e chegado a solo norte-americano como Final Fantasy III, devido aos norte-americanos não terem recebido alguns dos jogos anteriores. Mas adiante, a minha cópia deste jogo foi comprada há cerca de 2 meses atrás na feira da Vandoma no Porto, tendo-me custado 4€ e faltando-lhe apenas o demo do FFX para a PS2, tal como descrito no autocolante da caixa. Não me faz grande falta para ser sincero.

Final Fantasy VI - Sony Playstation
Jogo com caixa e manual – fica a faltar o demo do FF X para a PS2

E apesar de o Final Fantasy VII ter tido o sucesso estrondoso que teve, e tal é 100% merecido, muitos dos fãs mais hardcore do género afirmam que a história do seu predecessor é melhor. E eu concordo em absoluto. Essencialmente o jogo decorre num mundo com alguma tecnologia, governado por um império tirano com planos megalómanos de world domination. O costume portanto! Mas a origem dos conflitos vai bem atrás no tempo, onde houve uma grande guerra conhecida como a War of the Magi, que dizimou por completo a civilização como a conhecemos. E a magia, origem desse conflito, acabou por se perder com o tempo. Mas 1000 anos depois uma jovem por alguma razão tinha poderes mágicos. Ansiosos por poder, o Império deitou-lhe as mãos. E começamos assim a aventura ao controlo da misteriosa e inocente Terra, que em conjunto com mais 2 soldados imperiais tomam de assalto a cidade gelada Narshe, à procura de uma Esper, uma criatura com imensos poderes mágicos. Acontece que durante essa investida são atacados pelo grupo rebelde “Returners” e, após encontrarem a tal Esper, uma explosão de luz derrota os soldados imperiais e Terra vê-se livre do controlo que o Império tinha sobre ela. Depois iremos descobrir o seu passado misterioso, mas não antes sem encontrarmos primeiro várias novas personagens que nos irão ajudar na aventura, cada uma com personalidades muito vincadas e distintas.

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A introdução ao jogo é excelente e um dos melhores momentos

E o antagonista principal é um senhor chamado Kefka, que é simplesmente um dos melhores vilões que já vi num JRPG. Parafraseando alguém no podcast dedicado aos JRPGs da PS1 no Game-Chest, basicamente Kefka compara-se ao King Joffrey de Game of Thrones. E não podia estar mais de acordo! Se jogarem este Final Fantasy irão perceber o porquê. De resto devo dizer que gostei bastante da história deste Final Fantasy VI, tem imensos momentos com muita acção e até agora apenas o Chrono Trigger me conseguiu “colar” mais ao ecrã num JRPG.

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No início do jogo,Terra usa uma coroa imposta pelo império que a torna numa autêntica marioneta

A jogabilidade é a tradicional de um RPG em 2D da Squaresoft. Tanto podemos explorar cidades/aldeias, falar com NPCs e visitar lojas para comprar/vender items, como vaguear pelo world map ou dungeons onde teremos pela frente batalhas com encontros aleatórios e os bosses do costumer. Nas batalhas, este jogo herda as mecânicas do Active Battle System introduzido pela primeira vez no Final Fantasy IV. Aqui todas as nossas personagens possuem uma “barra de acção” que esvazia cada vez que desempenhamos uma qualquer acção em batalha, e apenas poderemos desempenhar outra acção quando essa barrinha voltar a encher. Isto claro que é válido para atacar, defender, usar items ou magias. E na questão das magias, inicialmente nem todas as personagens as podem usar. Mas depois, ao longo do jogo poderemos equipar várias magicites, que tanto nos darão novas habilidades não mágicas (como a capacidade de roubar os inimigos, ou equipar duas armas), a capacidade de invocar espers, ou aprender outras magias.

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As batalhas usam o já conhecidíssimo Active Battle System

Graficamente este continua a ser na sua essência um jogo de SNES. E como jogo de SNES, o Final Fantasy VI era um RPG bem detalhado. Mesmo as sprites pequenas vistas no overworld, dungeons ou cidades possuem diversos detalhes como expressões faciais que lhes permitiram mais facilmente transmitir diversos sentimentos com a história. Claro que na minha opinião isso foi muito melhor conseguido no Chrono Trigger, mas esse é de outro calibre. De resto, tal como um jogo de SNES, temos vários momentos a aproveitar os “fantásticos” gráficos em Mode 7, imagem de marca da 16bit da Super Nintendo. Essencialmente o que foi revisto aqui foram algumas cutscenes em CGI que foram adicionadas, muito à marca da Squaresoft. Se isso vale a pena para comprar esta versão do Final Fantasy? Na minha opinião não, devido aos tempos de loading do jogo no geral, e se quisermos ver as cutscenes o youtube é nosso amigo. Isto porque também não fizeram grandes revisões ao script dos diálogos, que tinha sido bastante modificado e censurado desde a sua versão norte-americana na SNES. Nesse capítulo a versão do Final Fantasy VI que saiu posteriormente para a Gameboy Advance acaba por ser uma melhor alternativa. Por outro lado, a banda sonora continua repleta de excelentes músicas, como é também habitual.

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As cutscenes em CG, apesar de serem uma novidade, não são tão boas assim.

Posto isto devo dizer que o Final Fantasy VI é um RPG obrigatório para todos os fãs de JRPGs no geral, ou da série Final Fantasy em particular. Mas tal como descrevi acima, recomendo a versão da Gameboy Advance por ser uma melhor conversão oficial e mais fiel ao original. Ou então joguem mesmo a versão originalíssima da Super Famicom com um patch de tradução feito por fãs. Há pequenos detalhes nas traduções que fazem a diferença.