Soldier of Fortune II Double Helix (PC)

SoF IIContinuando com os jogos de PC, a análise que trarei cá hoje será sobre o segundo jogo da série Soldier of Fortune, nomeadamente o Soldier of Fortune II: Double Helix. Mantendo a violência extrema do primeiro jogo, na medida em que podemos disparar sob várias partes do corpo, com diferentes reacções e consequências, mediante a distância e arma escolhida, mas a jogabilidade passou a ser um pouco mais séria e táctica. Onde antes poderíamos ter uma jogabilidade à “Rambo” em certos momentos, aqui teremos de ter muito mais cuidado com cada passo dado. E este jogo entrou na minha colecção algures durante este ano, após ter sido comprado por 1€ na feira da Ladra em Lisboa.

Soldier of Fortune II - PC
Jogo completo com 2 discos, caixa e manual

Mais uma vez tomamos o papel de John Mullins, um veterano de guerra do Vietname que posteriormente virou mercenário, trabalhando para a misteriosa organização “The Shop” cujo objectivo consiste em combater organizações terroristas espalhadas pelo mundo. Uma das coisas que eu não sabia é que John Mullins é uma personagem real, tendo sido militar no Vietname e posteriormente ter fundado a sua própria organização de mercenários, bem como ter servido de conselheiro nestes dois jogos da série. Mas voltando ao mundo fantasioso, aqui começamos a aventura (após um flashback na europa de leste em tempo de guerra fria, com um John Mullins sem bigode) em plena selva colombiana, onde uma remota aldeia foi misteriosamente erradicada com um surto viral. Depressa vamos chegar à conclusão que isso não foi um mero acaso, mas sim obra de mais um grupo terrorista, desta vez chamado de Prometheus e que se encontra a desenvolver um poderoso vírus, com o qual desejam posteriormente utilizá-lo em actos terroristas de forma a angariar muito dinheiro por parte dos governos. A história não se fica só por aí, vamos ter algumas reviravoltas e muitas conspirações à mistura, mas deixo isso para quem for jogar.

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Desde o velhinho Shadow Warrior que não me divertia tanto a disparar com duas Uzis

A primeira coisa que nos deparamos é que neste jogo os tiroteios são bem mais fatais, exigindo da nossa parte uma jogabilidade mais furtiva e cuidada. Isto porque apesar de todo o “realismo” do primeiro jogo, ainda nos podíamos dar ao luxo, pelo menos em certas partes, de ter uma abordagem bem mais à “rambo”, disparando para tudo o que se mexa enquanto corremos que nem uns doidos. Aqui isso não é possível, pois os inimigos para além de serem bem numerosos por vezes, não se importam nada de nos mandarem com granadas ou de nos rodearem. Por outro lado, os NPCs inocentes que no primeiro jogo eram abundantes e teríamos cuidados adicionais para não os matar, caso contrário era um game over, aqui existem na mesma, mas num número muito menor. Outra diferença considerável face ao primeiro jogo está nas armas. Onde antes chegavamos a ter algumas armas high-tech completamente fictícias, aqui todas elas são inspiradas em modelos reais, incluindo a arma high-tech e multifunções OICW. Também como o anterior podemos ir escolhendo o nosso load-out de armas e items a levar, e enquanto o arsenal é vasto, mais uma vez não podemos carregar com tudo. Ainda assim pareceu-me ser um limite mais generoso.

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Vamos tendo um arsenal bastante vasto à nossa disposição

Em relação ao foco maior numa jogabilidade furtiva, existem de facto missões em que a mesma jogabilidade é fortemente encorajada, ou mesmo obrigatória, tal como numa das primeiras missões em que jogamos. Infelizmente essa implementação não é a melhor, pois uma vez soado o alarme (e basta para isso um dos inimigos nos ver, mesmo que uns micro-segundos depois lhe enfiemos uma bala na testa), é impossível desligá-lo, deitando abaixo por completo a nossa abordagem furtiva e em alguns casos até se torna muito difícil progredir no jogo. De resto, para além da campanha single player que é maiorzinha que a do primeiro jogo, temos um”random mission generator” que sinceramente não experimentei e várias vertentes de multiplayer. Destas temos, para além do Capture the Flag e variantes de Deathmatch (como a Elimination onde as mortes são permanentes por round), temos também o modo Infiltration, onde uma equipa tem de proteger uma pasta a todo o custo e a outra terá de a roubar e levar a um determinado extraction point no mapa. A versão Gold deste jogo trouxe ainda o Demolition, mas como a minha versão é a normal, não me alongo nesse assunto.

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As cutscenes utilizam o próprio motor gráfico do jogo.

Graficamente o jogo é francamente superior ao anterior, quanto mais não seja por utilizar a engine id Tech3 do Quake III Arena – mais uma vez a Raven a utilizar os motores gráficos de John Carmack. No entanto, também não é o melhor dos jogos para se correr em computadores modernos. Pelo menos no meu caso, não reconhecia resoluções widescreen, nem 4:3 maiores que 1400×1200, pelo que tive de o jogar com uma resolução algo baixa. De resto, os modelos dos inimigos estão bem detalhados e apesar de não ter visto tripas de fora desta vez, o gore continua presente e desmembramentos com shotguns continuam a ser possíveis. Os cenários são mais uma vez bastante variados, com níveis em selvas, pequenas aldeias, outros urbanos como os mercados de Hong Kong, ou as típicas bases militares espalhadas por vários locais no mundo. A música sinceramente passou-me despercebida, mas o voice acting pareceu-me convincente, assim como os efeitos sonoros no geral.

Para fechar o artigo, Soldier of Fortune II parece-me um jogo superior ao seu antecessor a todos os níveis, apesar de continuar a não ser perfeito. As secções de infiltração poderiam ser melhor trabalhadas e os controlos por defeito não me agradam de todo, mas esses podem ser livremente customizados, tal como qualquer jogo de PC digno dessa categoria. Se gostam de FPS com temas militares, certamente irão apreciar este Soldier of Fortune.

Battlestations: Midway (PC)

De volta para os jogos com a temática da Segunda Guerra Mundial para mais uma rapidinha no PC. Battlestations Midway é um misto de shooter/estratégia em tempo real, na medida em que tanto podemos controlar um veículo directamente, bem como comandar outros que estejam à nossa disposição para atacarem ou se moverem para locais específicos, um pouco como é feito no Battallion Wars, mas para além de ser com um tom mais sério, as batalhas são todas em pleno Oceano Pacífico. E este jogo entrou na minha conta steam após ter sido comprado num recente Humble Bundle com jogos da Eidos, digo, Square-Enix, a um preço muito convidativo.

Battlestations MidwayO jogo coloca-nos principalmente no papel de Henry Walker, um marinheiro com aspirações a subir tanto na carreira militar como o seu pai, bem como com o seu amigo Donald Locklear, um piloto exímio. E tal como deve dar para adivinhar pelo nome, as batalhas que vamos travando decorrem no teatro de guerra do Oceano Pacífico, começando pela batalha de Pearl Harbour e culminando na de Midway, que serviu como ponto de viragem para os Norte-Americanos e o seu confronto com as forças Imperiais Japonesas.

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Inicialmente começamos o jogo com um barquinho de brincar destes

Inicialmente controlamos apenas um pequeno PT Boat para defender Pearl Harbour dos aviões nipónicos, mas à medida que vamos progredindo no jogo e também subindo na carreira militar, acabamos por ter ao nosso dispor um enorme batalhão naval, incluindo um porta-aviões com os seus caças e bombardeiros. Nessas batalhas maiores, o ideal é mesmo ir ao mapa e comandar directamente as rotas o os alvos a abater de todas as nossas unidades, mas como isso para mim sempre foi algo chato, nada nos impede de assumir o controlo de um submarino e disparar torpedos para cruzeiros inimigos, usar a artilharia antiaérea dos nossos navios, ou porque não controlar mesmo os nossos aviões para abater outros aviões inimigos, ou fazer os míticos voos picados sobre os navios inimigos e deixar-lhes um presente explosivo? Essa é a vertente do jogo que gostei, já o resto, não é mesmo a minha praia. Para além da campanha single player com as suas 11 missões, o jogo possui ainda uma vertente multiplayer que sinceramente nem testei, bem como os “Challenges”. Estes são uma série de desafios, pequenas missões com um grau de dificuldade mais elevado e que se dividem em missões de navios, submarinos ou aviões.

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Highway to the Danger Zone…

Graficamente é um jogo competente, com gráficos detalhados e um look muito clean, se calhar até demais para o meu gosto. Isto porque por vezes não parece que estamos num cenário de guerra, mas talvez seja a calma dos oceanos e céus azuis que nos trazem essa ilusão. Entre cada missão vamos vendo algumas cutscenes que estão bem feitas, mas o voice acting é um bocadinho mau e os diálogos são para esquecer. Mas isso é um mal menor. Os efeitos sonoros são bons e a música é o tradicional em jogos deste género: épica e orquestral.

No fim de contas este Battlestations Midway para mim não foi um jogo que me encheu as medidas, muito por causa de toda a componente estratégica que é algo que eu nunca fui grande fã, mas também por o foco do jogo serem as batalhas navais, algo que também nunca me encheu as medidas. Mas não posso dizer que seja um mau jogo e certamente terá algo que agrade tanto a entusiastas de jogos da Segunda Guerra Mundial como a fãs de estratégia em tempo real.

 

Micro Machines (Sega Game Gear)

Bora lá para mais uma análise “blitzkrieg”, bem mais rápidas que as “rapidinhas” que eu por vezes escrevo. Isto porque o jogo que trago hoje é uma conversão directa de um outro jogo já aqui analisado, o Micro Machines para a Sega Master System, pelo que recomendo vivamente a leitura desse artigo, este será apenas um pequeno complemento. E o cartucho entrou na minha colecção algures durante o mês passado, tendo sido comprado na feira da Ladra em Lisboa por 2€, salvo erro.

Micro Machines - Sega Game Gear
Jogo, apenas cartucho

Como podem ver pela fotografia, este não é um cartucho convencional, assim como todos (ou practicamente todos) os outros cartuchos lançados pela Codemasters para as consolas da Sega. Isto porque não são produtos propriamente licenciados pela Sega. De resto, em relação ao jogo em si, é essencialmente o mesmo da versão Master System, salvo a resolução mais baixa e o modo multiplayer a necessitar de um cabo próprio para ligar 2 Game Gears. A diversão, essa, é exactamente a mesma pelo que é um jogo de óptima qualidade.

Soldier of Fortune (PC)

Soldier of FortuneVamos voltar aos first person shooters do PC para um jogo que foi bastante badalado para a altura em que saiu pela sua violência over-the-top. Essencialmente é um jogo em que tomamos o papel de um mercenário que luta contra pequenos exércitos em busca de travar um eventual conflito nuclear de proporções catastróficas. O senão deste título é mesmo o sistema de localização de dano, sendo possível decepar os corpos dos nossos inimigos e atingi-los em diversas partes do corpo, provocando várias reacções. Mas já lá vamos. Este jogo entrou na minha colecção algures no ano passado, tendo sido comprado na cash converters da Praça do Chile em Lisboa por 1.95€, tal como se pode observar pelas marcas a marcador na capa (ainda não me dei ao trabalho de passar álcool na capa para a tirar).

Soldier of Fortune - PC
Jogo completo com caixa, manual e papelada.sion

Tal como referi no parágrafo acima, encarnamos então no papel de John Mullins, um mercenário do grupo de elite “Soldiers of Fortune”. Começamos o jogo a resolver um conflito nos subúrbios de Nova Iorque, onde um perigoso gangue tomou de assalto o sistema de metropolitano da cidade e feito uma série de reféns. Ao longo do jogo vamos descobrindo que as coisas não são tão simples assim e esse gangue teria ligações uma facção para-militar que tinha roubado 4 ogivas nucleares de uma antiga base soviética. O resto do jogo leva-nos ao longo do mundo para locais como o médio oriente, Japão, sibéria, entre outros, de forma a localizar as 4 ogivas desaparecidas e destruir essa organização misteriosa.

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Antes de cada nível, podemos escolher as armas e equipamento a levar logo de início, mediante os nossos fundos monetários.

Soldier of Fortune foi um jogo que foi publicitado como sendo “realista”. O facto de termos um imenso arsenal ao nosso alcance como vários revólveres, metralhadoras, lança rockets,a fiel shotgun e outras armas mais “futuristas”, não podemos carregar com tudo de cada vez, o que era algo não usual nos FPS da altura. E claro, o sistema de dano também deu as suas cartas e sim, é delicioso atirar numa perna de um soldado inimigo e vê-lo a ganir de dor, para a seguir dar um tiro num braço e por fim um outro na zona das virilhas para lhe dar um final merecido. Se usarmos uma arma mais poderosa, como uma shotgun, então é possível arrancar membros, cabeças ou deixar tripas de fora num disparo à queima-roupa na zona dorsal. Daí se compreende perfeitamente o porquê de tanta polémica quando o jogo foi lançado devido à sua excessiva violência. Mas apesar desse apregoado realismo, na verdade o jogo acaba por ter a jogabilidade de um Quake II, com imensos inimigos a surgirem de todos os lados e o jogo por vezes exigir uma abordagem bem mais agressiva ao invés de infiltração. Ainda assim é possível jogá-lo de uma forma não violenta, mas teremos de ser mesmo muito precisos. Ao disparar na arma dos nossos inimigos, eles perdem-na e rendem-se, ficando à nossa mercê de fazermos o que quisermos com eles (ou não).

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Como habitual em jogos deste estilo, as cutscenes utilizam o motor gráfico do jogo em si.

Para além do modo campanha que tem uma duração quanto baste, o jogo apresenta também uma vertente multiplayer, como não poderia deixar de ser. E também como não poderia deixar de ser, é algo que não prestei muita atenção. Para além de várias variantes do deathmatch, com as originais “Arsenal”, onde começamos a partida com todas as armas do jogo e temos de matar um inimigo com cada uma das armas e o primeiro a consegui-lo vence a partida, a outra é o “Realistic Deathmatch”, com restrições de apenas podermos equipar uma arma pesada para além do revólver, os danos provocados por tiros serem muito maiores que na vertente single player ou mesmo por existir uma barra de stamina que se vai diminuindo conforme vamos correndo e saltando. Para além dessas vertentes do deathmatch existe ainda um capture the flag que dispensa quaisquer apresentações, o “Assassination” que como o nome indica tem o objectivo de assassinar uma pessoa em específico e por fim temos o “Conquer the Bunker” que é uma variante de modos como os Domination, onde teremos de “conquistar” pelo máximo de tempo possível vários pontos específicos no mapa.

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A shotgun é uma arma que faz muitos estragos

Graficamente é um jogo bastante datado, até porque utiliza uma engine modificada da id Tech 2, utilizada em jogos como o Quake II, o que não é nenhuma surpresa, devido à óptima relação que sempre existiu entre ambas as empresas. De qualquer das formas, com esta engine esperem por modelos ainda muito “quadrados” e texturas simples. Para além do mais é um jogo que tem muitos problemas em correr em sistemas operativos modernos, sendo necessário a utilização de um patch desenvolvido por fãs para lhe tirar o melhor partido possível, incluindo jogá-lo em 1080P. A música, efeitos sonoros e voice-acting são OK, nada de particularmente memorável, mas também não posso dizer que sejam maus.

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Para disparos com precisão cirúrgica, nada como uma sniper rifle.

Como um todo, considero este Soldier of Fortune um bom FPS, que vai buscar elementos de jogabilidade tanto a jogos da velha guarda, mas também começa a incutir algumas outras coisas presentes em jogos mais modernos. Apesar de ser um jogo graficamente datado e com problemas de performance a correr em sistemas operativos modernos, recomendo na mesma a versão PC, pois existem tools disponíveis para o tornar jogável em sistema Windows 64bit. Existem também conversões para a Dreamcast e Playstation 2, mas sinceramente não sei se são boas conversões ou não. Lembro-me que, back in the day, o pessoal queixava-se bastante dos loadings demorados da versão Dreamcast.

Virtua Fighter 4 (Sony Playstation 2)

Virtua Fighter 4Virtua Fighter 4 é um dos primeiros grandes jogos lançados pela Sega após a descontinuação da Dreamcast e o seu consequente abandono do ramo de fabricante de consolas. E ao contrário do Virtua Fighter 3tb, cuja conversão para a Dreamcast deixou algo a desejar devido a ter sido remetida para um pequeno estúdio, desta vez foi a própria AM2 a tomar as rédeas neste projecto e o resultado é um jogo muito mais consistente. E este Virtua Fighter 4 entrou na minha colecção algures há 2 ou 3 anos, após ter sido comprado em bundle juntamente com os outros Tekkens desta consola. Ficou-me muito barato, mas falta-lhe o manual, infelizmente.

Virtua Fighter 4 - Sony Playstation
Jogo com caixa e papelada.

Virtua Fighter 4 é um jogo de luta para os entusiastas do género. Para os típicos button mashers onde eu até me encontro grande parte das vezes, a menos que estejamos a jogar num nível de dificuldade reduzida e escolhamos uma personagem rápida como a Vanessa Lewis, talvez assim teremos alguma sorte. Porque de resto é um jogo bastante tecnicista e difícil de masterizar. A nível de história, como habitual Virtua Fighter 4 decorre num torneio mundial de artes marciais, mas no entanto cada lutador tem as suas próprias razões pelas quais quer participar, e o próprio torneio tem também algumas origens não muito legais. Mas como sempre digo neste género de jogos, tal é completamente descartável e ao contrário dos últimos Tekkens onde é dada uma importância considerável à história e background de cada lutador, aqui nem por isso.

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Vanessa Lewis é uma das novas caras neste quarto jogo da série.

Virtua Fighter sempre se resumiu ao gameplay, e aqui vemos algumas mudanças. As arenas com desníveis do Virtua Fighter 3 deixaram de existir, porém temos agora algumas arenas fechadas com vedações que podem ser utilizadas como forma de dar dano aos oponentes, um pouco como se fez no Fighting Vipers. O botão de dodge utilizado no VF3 foi substituído por premir duplamente para cima ou baixo, bem como alguns golpes novos e outras features. De resto, enquanto acho Virtua Fighter 4 como um melhor jogo de luta que o seu rival Tekken 4, os modos de jogo são um pouco fracos. Temos o tradicional Arcade e versus, bem como o Kumite, que é na realidade uma espécie de survival, onde vamos amealhando pontos com cada inimigo derrotado. O A.I. System é um modo de jogo bastante peculiar em que à medida que vamos lutando contra um oponente à nossa escolha, ele vai aprendendo os nossos truques e respondendo à altura. Dessa forma podemos ter um adversário altamente treinado para… apenas isso. Para além do mais temos um óptimo “Training Mode” que serve de um excelente tutorial para ensinar as mecânicas do Virtua Fighter, mesmo com slow-motion se necessário. Para finalizar, temos também as customizações com items cosméticos que podemos aplicar a todos os lutadores, podendo ganhar esses items ao jogar no modo Kumite ou Versus.

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Apesar de não ter o mesmo nível de detalhe do original da Arcade, a versão PS2 não é nada de se deitar fora.

Graficamente é um jogo bonito, mas a versão PS2 está uns furinhos abaixo da versão arcade, que corre numa Naomi 2 e possui alguns efeitos de luz e suas reflexões melhores ou que não estão mesmo presentes da versão caseira. Mas mesmo a versão Arcade não faz justiça ao salto gráfico que cada jogo anterior desta série representou, mas a própria indústria também evoluiu de forma diferente, e o cúmulo de gráficos 3D deixou de estar nas arcades. Ainda assim não deixa de ter os seus bonitos detalhes, com arenas bem construídas, com efeitos de neve ou outros de luz ao lutar contra um por-do-sol em plena cidade e claro está, os lutadores muito bem detalhados. O jogo possui 2 lutadores novos face ao Virtua Fighter 3 – Lei Fei, um monge do estilo Shaolin como nos filmes clássicos de Kung-Fu e Vanessa Lewis, uma moça jeitosa com um misto entre muay-thay e vale tudo. Taka-Arashi, o lutador de Sumo introduzido no Virtua Fighter 3 foi posto de lado para este jogo, supostamente devido a dificuldades técnicas. Mas continuando com os audiovisuais, as músicas são OK, embora sinceramente não seja um jogo que tenha faixas tão memoráveis como os primeiros. Ainda assim, para quem é fã dos clássicos, irá gostar de saber que algumas das arenas icónicas estão de volta. Os efeitos sonoros estão bons, assim como os voice-overs, com os lutadores a falarem as suas línguas nativas.

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Este Virtua Fighter 4 traz um modo tutorial/training bastante completo

Virtua Fighter 4 é um excelente jogo de luta que precisa de muito trabalhinho para ser realmente apreciado. Ainda assim, a menos que sejam um coleccionador e/ou fã da série como eu, este não é um jogo que eu recomende de todo. Isto porque também para a Playstation 2 temos ainda o Virtua Fighter 4 Evolution, que para além de trazer ainda mais 2 lutadores novos, traz também vários novos modos de jogo que valem realmente a pena e fazem a diferença. Mas isso será para um artigo futuro.