Sonic 3D Flickie’s Island (Sega Mega Drive)

Sonic 3DO artigo de hoje será invariavelmente mais uma rapidinha, até porque já escrevi há algum tempo atrás sobre a versão Sega Saturn do Sonic 3D. E apesar desta versão ser a original e a Saturn ter algumas diferenças, no fundo acaba por ser o mesmo jogo pelo que não vale a pena estar a alongar-me muito. Este meu exemplar foi comprado na Feira da Ladra em Lisboa há uns 2 meses atrás, tendo-me custado cerca de 7€. Está como novo!

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Tal como devo ter referido no artigo da Saturn, este Sonic 3D é uma espécie de sucessor tanto da série clássica Sonic, como de um jogo arcade muito mais antigo, o Flicky. Isto porque os pequenos pássaros estão aqui presentes e tal como no original das arcades também temos de os reunir e encaminhá-los a uma saída, neste caso uns anéis mágicos que os teletransportam para uma outra dimensão. De resto o jogo mantém uma identidade algo fiel aos jogos do Sonic clássicos, excepto na perspectiva que passa a ser isométrica. Com essa nova perspectiva, o aspecto velocidade e malabarismos como vários tipos de loopings tiveram de ser algo sacrificados, dando mais ênfase à exploração e alguns elementos de puro platforming.

Apesar da velocidade ter sido sacrificada, não deixa de ter a identidade muito própria dos Sonics clássicos
Apesar da velocidade ter sido sacrificada, não deixa de ter a identidade muito própria dos Sonics clássicos

As diferenças face à versão Saturn assentam principalmente nos detalhes gráficos e nos níveis bónus. Nestes últimos, enquanto aqui vamos tendo alguns caminhos armadilhados para avançar e coleccionar anéis suficientes para ganhar uma esmeralda caótica, na versão Saturn estes foram refeitos de uma forma completamente 3D, onde Sonic percorre uma série de circuitos em meios tubos tal como no Sonic 2, mas claro, com gráficos melhores. Os gráficos continuam bem bonitinhos para uma Mega Drive, mas a versão Saturn apresenta-os de uma forma mais refinada e com alguns efeitos gráficos adicionais. Já nas músicas sinceramente prefiro as da versão Mega Drive, pois prefiro o chiptune e as melodias em si são bastante agradáveis como nos Sonics clássicos. E temos a vantagem de não ter loadings! De resto aqui também temos uma cutscene de abertura em Full Motion Video, que se bem que se apresenta de uma forma bastante pixelizada, não deixa de ser impressionante para uma Mega Drive e certamente que ocupa uma grande parte do curto armazenamento do cartucho.

Tails e Knuckles também marcam aqui a sua presença, se bem que apenas para nos conduzirem aos níveis bónus
Tails e Knuckles também marcam aqui a sua presença, se bem que apenas para nos conduzirem aos níveis bónus

Posto isto, devo dizer que mesmo não sendo um jogo tão bom como os clássicos da Mega Drive, não deixa de ser um óptimo jogo de plataformas, e mesmo a versão Saturn ser superior em alguns aspectos, a versão Mega Drive acaba por fazer muito mais sentido do que a versão 32bit que no fim de contas apenas serviu para fazer de tapa-buracos após o fiasco de Sonic X-Treme.

Donkey Konga (Nintendo Gamecube)

Donkey KongaSim, hoje trago cá mais uma rapidinha. Apesar de tudo, o jogo que cá trago hoje é bastante peculiar. Numa altura onde ainda não tínhamos Guitar Hero no mercado, com todas as suas sequelas, expansões e clones, mas tínhamos Dance Dance Revolution e os seus tapetes gigantes de dança, a Nintendo procurou também lançar um videojogo musical, que na realidade até que acabou por ser desenvolvido pela Namco. Donkey Konga foi o resultado, tendo sido lançado em conjunto com os Bongo controllers, tornando-se assim num videojogo onde o ritmo impera. Este meu exemplar foi comprado há uns bons meses atrás na Cash Converters em Alfragide, tendo-me custado cerca de 12€, trazendo ainda uns Bongos sem caixa que não ficaram na foto abaixo.

Donkey Konga - Nintendo Gamecube
Jogo com caixa, manuais, papelada e bongos (não na foto)

Essencialmente este é um jogo de ritmo onde temos de bater nos batuques consoante o ritmo imposto pelas músicas. Para isso vão aparecendo no ecrã vários símbolos coloridos aos quais temos de reagir respectivamente e no tempo certo. Círculos amarelos indicam bater no bongo esquerdo, vermelhos para o direito e rosa para bater nos bongos em simultâneo. Estrelas azuis para bater palmas e está apresentada a variedade de acções que podemos fazer. Bom, eu acredito plenamente que jogar isto em multiplayer e de preferência com uns bons copos em cima sejam umas horas muito bem passadas, mas no meu caso que joguei sozinho já não foi bem assim. Isto porque a maioria das músicas não “casam” muito bem com o som dos tambores e palmas e o resultado final, mesmo que tenhamos uma boa performance rítmica, continua a soar muito estranho. Por sua vez,  o catálogo de músicas abrange alguns temas da Nintendo, artistas pop e rock e até 2 músicas clássicas.

Donkey Konga é um jogo rítmico onde temos de seguir os símbolos que nos aparecem no ecrã e acompanhando a percursão das músicas
Donkey Konga é um jogo rítmico onde temos de seguir os símbolos que nos aparecem no ecrã e acompanhando a percursão das músicas

No que diz respeito aos modos de jogo, o principal é o Street Performance onde vamos jogando várias músicas em diferentes níveis de dificuldade. Se formos bem sucedidos ganhamos uma quantia de moedas que pode posteriormente desbloquear conteúdo extra. O Challenge serve para desafiarmo-nos a nós próprios a completar o máximo número possível de músicas de uma só vez, e no multiplayer temos o Battle para multiplayer competitivo e Jam para cooperativo até 4 jogadores, onde cada jogador terá a sua própria linha de percursão e em conjunto todos irão contribuir para a percurssão das músicas. O conteúdo extra a desbloquear são faixas para o modo Jam, mini-jogos para serem jogados no modo de jogo Ape Arcade e por fim vários diferentes conjuntos de som para as percursões. Podemos por cães a ladrar cada vez que batemos nos bongos, ou sons característicos da NES e de outros jogos da Nintendo, por exemplo.

As músicas da Nintendo estão também aqui presentes e acabam por ser bastante divertidas!
As músicas da Nintendo estão também aqui presentes e acabam por ser bastante divertidas!

É um joguinho interessante como party game, mas apesar de os Bongos não serem de uso obrigatório, não é a mesma coisa usar o comando de Gamecube, e não estou a ver em que festa poderá haver não um, mas quatro bongos prontos a serem usados. Esses mesmos Bongos foram depois não só usados nas 2 sequelas do Donkey Konga, mas também no Donkey Kong Jungle Beat. Espero que em breve consiga arranjar esse jogo para a colecção e assim poder-vos também escrever sobre ele.

Lode Runner 3D (Nintendo 64)

Lode RunnerHoje é tempo de escrever mais uma rapidinha daquelas mesmo curtinhas porque o tempo não dá para mais e sinceramente este nem foi um jogo que me tenha cativado tanto assim. O Lode Runner original é um clássico que gerou imensas conversões e sequelas para os mais variados sistemas. Uma delas foi esta incursão para uma perspectiva 3D, que veio a aumentar a complexidade dos seus puzzles e introduzir novas mecânicas de jogo. O meu exemplar foi comprado já há algum tempo atrás na feira da Ladra em Lisboa, num bundle de vários cartuchos da Nintendo 64 que foi comprado salvo erro por 15€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

A série Lode Runner sempre teve a sua fama por misturar conceitos de platforming e de puzzle, na medida em que tínhamos de coleccionar todos os pedaços de ouro disponíveis nos níveis, fugindos dos adversários ou aprisionando-os em buracos que poderíamos fazer no chão ou plataformas. Para além disso trazia também um editor de níveis em muitas das suas versões, mesmo em algumas das conversões que foram lançadas para consolas domésticas. Neste Lode Runner 3D a grande novidade está precisamente em os níveis serem em 3D, se bem que apenas nos podemos mais uma vez movimentar “para a esquerda ou direita” como se um jogo 2D se tratasse, pois os caminhos são estreitos. A jogabilidade clássica dos Lode Runners continua aqui presente, com o objectivo a ser continuar a apanhar blocos de ouro evitando o contacto com os inimigos que nos aparecem à frente. Para isso podemos aprisioná-los em blocos que destruímos, ou soltar outras máquinas que o façam. Também em certas situações temos de explodir uma série de blocos de forma consecutiva com o timing certo, ou apanhar elevadores naquela altura específica para que tudo corra bem. Portanto para quem gosta de puzzles, têm aqui 110 níveis onde terão de planear tudo de forma meticulosa para ter sucesso.

Apesar de os níveis serem em 3D, continuamos a poder movimentar-nos apenas num caminho específico
Apesar de os níveis serem em 3D, continuamos a poder movimentar-nos apenas num caminho específico

Nos audiovisuais é um jogo algo comedido, tanto nos gráficos como no som e música. Existem 5 mundos diferentes que poderemos explorar que por sua vez possuem diferentes backgrounds, mas os gráficos não são assim lá muito trabalhados. As músicas passam também algo despercebidas, o que neste caso até pode ser propositado para que não nos desconcentre muito enquanto tentamos elaborar um plano que nos permita chegar ao final do nível em questão.

Os nossos inimigos são uma espécie de monges de uma raça alienígena. Basta um toquezinho que perdemos uma vida
Os nossos inimigos são uma espécie de monges de uma raça alienígena. Basta um toquezinho que perdemos uma vida

No fim de contas, apesar de ser um jogo desafiante quanto baste, sinceramente não tem o mesmo carisma do original e o facto de lhe terem adicionado uma dimensão extra acho que não trouxe nada que fosse realmente inovador ou que trouxesse algo de valor para a fórmula.

Sega Ages Volume 1 (Sega Saturn)

Sega AgesNo artigo de ontem escrevi sobre a conversão para 32X do After Burner II, onde referi que até à data, essa era a melhor versão doméstica que poderíamos encontrar desse clássico das arcadas. E isso foi verdade até ter saído mais uma conversão, desta vez para a verdadeira máquina de 32bit da Sega. Embora tenham sido lançados originalmente no japão de forma separada, os jogos After Burner II, Out Run e Space Harrier foram relançados no ocidente na forma desta compilação Sega Ages Volume 1. Este meu exemplar foi comprado algures em Dezembro na Cash Converters de Alfragide por 7€.

Sega Ages Volume 1 - Sega Saturn
Compilação completa com caixa e manuais

Creio que não há muito a dizer desta compilação, a não ser que foram as primeiras conversões verdadeiramente fiéis aos originais de arcade, embora a versão 32X do After Burner tenha estado muito próxima. Os especialistas dizem que o seu único defeito é correr a 30fps, enquanto a versão Saturn é tão fluída como a original, correndo nos belíssimos 60fps. O Space Harrier é mais um jogo com a tecnologia Super Scaler (aliás, todos os jogos desta compilação o são) e naturalmente é uma versão bastante superior ao esforço que foi feito em colocar a Master System a correr um shooter pseudo 3D de uma forma tão fluída. Por fim sobra-nos o Out Run que foi o único jogo cuja versão original ainda não analisei mais a fundo. Mas vou deixar isso para uma dia que encontre a versão Mega Drive ou mesmo a Master System. Se tiverem curiosos, poderão ver um paralelismo que tracei entre o original e o Out Run 2006 para a PS2 aqui.

Ao contrário da versão Master System, o sprite scaling funciona muito bem nesta versão
Ao contrário da versão Master System, o sprite scaling funciona muito bem nesta versão

A nível técnico são todos jogos que correm com a tecnologia Super Scaler da Sega, que permitia um zoom bem fluído e convincente de sprites, resultando em jogos bastante rápidos e repletos de acção, em especial no caso dos dois shooters. E os três jogos possuem excelentes bandas sonoras, cada um ao seu estilo. A minha preferida continua a ser a banda sonora do After Burner por ser mais rockeira, mas aquelas melodias do Space Harrier também me agradam bastante.

A versão Mega Drive do OutRun é bem competente, mas ainda longe da que temos aqui.
A versão Mega Drive do OutRun é bem competente, mas ainda longe da que temos aqui.

De resto, só tenho pena que esta compilação apenas se tenha ficado pelo primeiro volume. No Japão, e para a Sega Saturn, foram vários os jogos relançados sobre o nome “Sega Ages”, incluindo outros clássicos de arcade como Fantasy Zone, Galaxy Force II, Power Drift ou mesmo pérolazinhas como a Phantasy Star Collection.

After Burner Complete (Sega 32X)

After Burner CompleteComo tem vindo a ser habitual, o artigo de hoje será mais uma rapidinha. A obra escolhida acaba por ser uma das melhores conversões de um dos jogos arcade da Sega da década de 80 que mais impressionou: After Burner! Este jogo teve vários lançamentos, tanto em consolas e computadores, como diferentes revisões arcade com diversas cabinets, uma delas verdadeiramente impressionante, com uma cabine que se movia em vários eixos de forma a simular a rotação do avião. Este meu exemplar para a 32X foi comprado a um vendedor da Feira da Ladra em Lisboa por 2.5€.

Jogo com caixa e manual da Ecofilmes. Falta o multi.
Jogo com caixa e manual da Ecofilmes. Falta o multi.

Na verdade, este After Burner Complete é uma conversão do After Burner II, que por sua vez, tal como o Galaxy Force II é apenas uma revisão do primeiro jogo, ao contrário de uma sequela a sério, tendo acrescentado alguma funcionalidade extra nos controlos (é agora possível controlar a velocidade do avião) e com alguns níveis extra. A jogabilidade é bastante simples, mas bem frenética. Viajamos ao longo de diversas paisagens onde teremos de enfrentar imensos outros aviões que surgem de várias direcções. Para os combater temos mísseis teleguiados de munição limitada, e rajadas de metralhadora pesada que podem ser disparadas à vontade. Para não desperdiçarmos mísseis à toa, convém apenas dispará-los quando conseguirmos fazer “lock” aos aviões que nos vão aparecendo. Ainda assim, por vezes podemos reabastecer o stock de mísseis no fim de alguns níveis. Ocasionalmente, em especial nos níveis mais avançados, teremos alguns aviões que nos tentam caçar por trás, disparando também mísseis teleguiados que temos de despistar. Para isso, no canto superior direito do ecrã temos um sensor que indica a inclicação do avião e mostra também a posição relativa do míssel ao avião. Agora fazer isto em voos supersónicos e ter ainda cuidado com os outros aviões que aparecem de todo o lado é obra!

Visualmente o jogo é muito idêntico ao After Burner II para arcade.
Visualmente o jogo é muito idêntico ao After Burner II para arcade.

De resto, tal como referi acima, esta era simplesmente a melhor conversão de um After Burner lançado até à data. A versão Master System do primeiro jogo, apesar de ambiciosa deixava muito a desejar perante a portentosa tecnologia super scaler, e a versão Mega Drive do After Burner II apesar de muito melhor que a versão 8bit, também deixava a desejar perante a velocidade e grafismo dos originais das arcades. Esta versão para a 32X já se apresenta com um grafismo virtualmente idêntico. Há quem diga que a única diferença está no framerate a 30fps, enquanto os originais de arcade correm a 60. As músicas continuam excelentes, sendo quase todas melodias bem rock com guitarradas quanto baste e que sinceramente me agradam bastante.

Ocasionalmente vamos sendo reabastecido de mísseis desta forma. Outras vezes aterramos temporariamente para abastecer combustível, com os pilotos de Out Run e Hang On a fazerem uma visita.
Ocasionalmente vamos sendo reabastecido de mísseis desta forma. Outras vezes aterramos temporariamente para abastecer combustível, com os pilotos de Out Run e Hang On a fazerem uma visita.

Posto isto, esta é uma excelente versão de uma dupla de grandes clássicos da Sega de outros tempos. Só tenho mesmo pena é de ainda não ter orientado uma 32X para o ter jogado da forma que realmente merece. Mas apesar desta versão ser realmente muito boa, há ainda uma conversão melhor, mas isso fica para a rapidinha de amanhã.