Pokémon Silver (Nintendo Gameboy Color)

Pokemon SilverHoje ainda publico uma super rapidinha. No video update que farei das novas entradas na colecção de Março, um dos jogos que cá vieram parar foi este cartucho do Pokémon Silver, cujo troquei com um amigo, pois eu também tinha um Pokémon Crystal a mais. E tal como o Pokémon Gold que já aqui analisado (e de certa forma o Crystal também), este é o seu lançamento gémeo, igual em tudo excepto nos Pokémons possíveis de capturar, existindo algumas diferenças entre ambos de forma a encorajar que sejam feitas trocas com recurso ao link cable. Ou que os fãs mais acérrimos comprem as duas versões. Edit: Recentemente arranjei uma versão em caixa num bundle grande que comprei.

Jogo com caixa

Poderão então ler o artigo mais completo do Pokémon Gold que se aplica em tudo aqui. Se for TL;DR, devo dizer que é dos meus preferidos, com bastante conteúdo, sendo um pequeno milagre tecnológico ter tanta coisa incluída num pequeno cartucho de Gameboy Color (compatível também com a Gameboy clássica).

Duke Nukem 64 (Nintendo 64)

Duke Nukem 64A rapidinha de hoje recai numa conversão de um dos meus videojogos preferidos de sempre, o Duke Nukem 3D. A versão para Nintendo 64 é de todas aquela que mais mudanças traz face à original (ok se não estivermos a contar com a versão não tão oficial para a Mega Drive), algumas boas, outras nem por isso. É que é a versão mais politicamente correcta deste jogo, mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa há uns meses atrás, veio num bundle que me ficou pela módica quantia de 2.5€ por cada jogo.

Jogo com caixa, manual e papelada
Jogo com caixa, manual e papelada

Sim, aqui continuamos a lutar contra os aliens que invadiram o nosso planeta e raptaram também todas as boazonas que encontraram. É baseado na versão original de PC com os seus 3 diferentes episódios, embora vá buscar uma ou outra coisa às novidades introduzidas no Plutonium Pak, ou mesmo ao Shadow Warrior. Isto porque dois dos níveis secretos neste jogo são o Area 51 e Duke Burger, do Plutonium Pak. Outras mudanças consideráveis é o aspecto das armas, que foi remodelado para practicamente todas. Algumas das armas originais nem sequer aparecem na versão da Nintendo 64 e foram substituídas por outras. Por exemplo, em vez da metralhadora temos duas Uzis (como no Shadow Warrior), o Shrink Ray tem já o Expansion Ray também (mais algo do Plutonium Pak), em vez do Devastator temos o lança granadas do Shadow Warrior e o Freeze Ray foi substituído por um canhão de plasma, algo similar à BFG-9000 de DOOM. Muitas das armas têm modos secundários de disparo (mais outra coisa do Shadow Warrior), incluíndo mísseis teleguiados, munições mais poderosas para a pistola e shotgun, entre outros. Itens como óculos de visão nocturna, medkits, o tão útil Jetpack, ou steroids (aqui substituídos pelo título mais subtil de VitaminX) foram também aqui incluídos.

gfs_50254_2_3
Uma das armas novas é este plasma cannon, algo semelhante à BFG-9000 do DOOM

Os controlos obviamente que não são tão bons quanto uma versão para PC, mas a possibilidade de se usar um analógico já é bem bom, algo que infelizmente a versão Saturn não se pode vangloriar. Os níveis também foram ligeiramente alterados, excepto o segundo, onde visitamos locais nobres como uma loja de revistas para adultos e um bar de strip. Aqui o primeiro passa a ser uma loja de armas e o bar de strip é substituído pelas traseiras do Duke Burger, o primeiro nível secreto que podemos depois entrar. Isto se deve às políticas mais “familiares” que a Nintendo tinha. Todas as referências a strippers, posters com innuendo, ou mesmo os palavrões de Jon St. John foram substutuídos por outras coisas. Até as jovens prisioneiras dos aliens que antes nos pediam para as matarmos agora estão mais tapadas e podem inclusivamente ser salvas. Mas ao menos a violência mantém-se practicamente inalterada, sendo possível destruir qualquer criatura em pedaços. Coisas típicas de norte americanos, vamos censurar o trabalho honesto de jovens mulheres, mas violência over the top? Pode ser! 😀

Quem conhecer o DN3D original, sabe que estas jovens estão menos vestidas.
Quem conhecer o DN3D original, sabe que estas jovens estão menos vestidas.

Graficamente é uma conversão interessante e bem competente. Os níveis estão bem detalhados, pouco se perde para a versão PC, bem pelo contrário. Adicionaram aqui alguns efeitos especiais como fumo, melhores explosões e mesmo alguns efeitos de partículas. Os níveis foram alterados e em algumas alturas até temos “salas em cima de salas”, algo que o motor gráfico original do Build não permitia que fosse feito. Os efeitos sonoros continuam bastante fiéis ao original, pena só pelas falas de Duke que estão ligeiramente mais politicamente correctas. As músicas continuam óptimas!

Um dos melhoramentos gráficos desta versão está precisamente no último boss, que passa a ser completamente poligonal
Um dos melhoramentos gráficos desta versão está precisamente no último boss, que passa a ser completamente poligonal

No fim de contas, e sendo hoje possível jogar o Duke 3D em versões bem melhoradas no nosso PC, fazem com que estes ligeiros melhoramentos gráficos da versão N64 se tornem bastante obsoletos. No entanto, as suas mudanças a nível de armas e suas funcionalidades, bem como para o bem ou para o mal, a sua maior “boa educação”, não deixam de ser algo curioso. Mas para mim é a versão PC que prevalece!

Call of Duty: World at War (PC)

Call of Duty - World at WarJá há bastante tempo que não trazia cá nenhum Call of Duty. Não que me faltem jogos da franchise por jogar, o que falta é tempo e muita vez a vontade de pegar neste ou naquele jogo não é a maior. Mas lá lhe dei uma oportunidade e até gostei daquilo que joguei. Nesta altura já não havia o frenesim de anos anteriores em FPS da segunda guerra mundial. Na verdade a Activision entrou pelos tempos modernos no Call of Duty Modern Warfare, lançado antes deste, e a coisa a partir daí esmoronou. Mas, com a Treyarch a desenvolver este World at War, foi tempo da Activision revisitar pela última vez (até agora) os teatros de guerra da 2a Guerra Mundial. Este meu exemplar foi comprado por cerca de 5€ na já extinta New Game do Maiashopping, algures em 2013.

Jogo com caixa, manual e papelada
Jogo com caixa, manual e papelada

Em conjunto com este World at War foi também lançado para a PS2 uma adaptação chamada Call of Duty World at War: Final Fronts, que já tinha referido num outro artigo. E apesar deste também se focar nas campanhas finais da Segunda Guerra, aqui apenas controlamos as tropas norte-americanas na conquista da ilha de Pelelieu e posterior invasão a Okinawa, enquanto que no teatro de guerra europeu, apenas jogamos com as tropas Soviéticas, principalmente da sua invasão da Alemanha e conseguinte tomada da cidade de Berlim.

Há que começar as coisas com algum dramatismo!
Há que começar as coisas com algum dramatismo!

E eu nunca fui um grande fã das batalhas do pacífico, pois são quase todas em clima de guerrilha, com japoneses camuflados enfiados em foxholes, ou escondidos nas árvores. Mas aqui, se calhar os bons gráficos para a época ajudaram, e até achei a campanha norte-americana no pacífico bem agradável desta vez. A soviética é toda jogada nos olhos do mesmo soldado, cujo primeiro nível começa na batalha de Estalingrado, após os Nazis a terem conquistado e assassinado imensos compatriotas soviéticos. Essa primeira missão soviética é uma sniping mission, onde teremos quase sempre de ter uma abordagem muito mais furtiva. As outras missões são mais genéricas, com os típicos objectivos de destruir artilharia pesada, ou de invadir e controlar alguns pontos estratégicos. Claro que, no lado do pacífico, nos vai levar por muitas selvas e culminando num grande castelo em Okinawa, já no lado soviético serão em paisagens rurais, mas também nas ruínas de grandes cidades como Estalinegrado ou Berlim, com passagens inclusivamente pelas suas estações de metro. Ainda assim teremos também 2 missões de veículos. Do lado americano faremos parte da tripulação de um avião anfíbio, onde teremos de destruir uma frota japonesa e resgatar alguns dos nossos soldados em pleno oceano, já do lado soviético controlamos um tanque e iremos enfrentar algumas batalhas de tanques bem interessantes.

A campanha norte-americana exige alguma discrição e furtividade. Afinal, o clima é sempre de guerrilha
A campanha norte-americana exige alguma discrição e furtividade. Afinal, o clima é sempre de guerrilha

A jogabilidade é a tradicional de um Call of Duty, com a possibilidade de equipar apenas 2 armas em simultâneo, mas com uma grande oferta de diferentes tipos de armas, tanto americanas, soviéticas, nazis ou japonesas. A vida passa também a ser regenerativa, deixam de haver recursos aos medkits. E connosco acompanham-nos outros membros do nosso esquadrão que nos auxiliam a combater o fogo inimigo, bem como nos dão algumas dicas do que teremos de fazer (como se as estrelinhas que marcam os objectivos no mapa já não fossem ajuda suficiente). De resto teremos também a vertente multiplayer, que tanto pode ser a campanha jogada em modo cooperativo, ou o multiplayer competitivo mais robusto, com direito a diferentes níveis e rankings que podem ser evoluídos consoante a nossa performance. Não perdi muito tempo nisto, assim como pouco tempo perdi no modo de jogo que desbloqueamos após chegar ao final da campanha, os Nazi Zombies. Aqui enfrentamos ondas após ondas de zombies nazis e o nosso objectivo é meramente o de sobreviver. Quantos mais zombies matarmos, mais dinheiro ganhamos, dinheiro esse que pode ser gasto a comprar mais e melhor armamento ou melhorar as nossas defesas. Sei que seria muito a pedir à Treyarch, que provavelmente desenvolveram aquilo só numa de brincadeira, mas acho que teria bem mais piada em fazer uma pequena campanha com nazi zombies.

O apogeu está precisamente na invasão a Berlim, e sua conquista casa-a-casa até finalmente se invadir o Reichstag
O apogeu está precisamente na invasão a Berlim, e sua conquista casa-a-casa até finalmente se invadir o Reichstag

Nos audiovisuais é um jogo bem competente. Para quem jogou o Modern Warfare na sua época, este World at War possui gráficos ligeiramente melhores, pois usa o mesmo motor gráfico do anterior. E quando o joguei, ao ver as “bonitas” paisagens, suspirei de saudades em termos um novo FPS do género. Com a capacidade gráfica dos PCs e consolas actuais, um novo Call of Duty nesta época cairia que nem ginjas. Ou melhor… boa dica para a Gearbox, eles que terminem a história dos Brothers in Arms que já dava jeito. As músicas tanto vão daquelas orchestrações mais épicas que séries como esta ou Medal of Honor tanto nos habituaram, ou então música mais electrónica ou rock em certos segmentos que, apesar de nem resultar mal de todo, não deixa de ser um pouco estranho estar a ouvir algo tão descontextualizado.

A ver se em breve instalo o Call of Duty Modern Warfare 2 e dou finalmente o seguimento à série que até nem levam muito tempo a serem finalizados os modos de campanha. Resumindo, achei este um FPS competente, não reinventa a roda, mas para quem gostar de videojogos centrados na Segunda Guerra Mundial, terá aqui mais um bom exemplo para se divertir.

Dragon Ball Z: Ultimate Battle 22 (Sony Playstation)

DBZ Ultimate Battle 22Quando se fala em jogos do Dragon Ball para a Playstation, a memória que surge logo é a do Dragon Ball Final Bout, um jogo de luta em 3D famoso por não ser lá grande coisa. Mas antes desse jogo ter sido lançado, a Playstation recebeu também este Dragon Ball Z Ultimate Battle 22, que infelizmente não é muito melhor. Quanto às outras pessoas não sei, mas a mim sempre me passou ao lado porque eu queria era jogar o Dragon Ball Z da Sega Saturn. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na cash converters de Alfragide, creio que por 6€.

Jogo completo com caixa e manual
Jogo completo com caixa e manual

Este é mais um dos imensos jogos de luta da biblioteca desta franchise, incluindo 22 personagens das séries Dragon Ball e Dragon Ball Z, incluindo mais umas 5 desbloqueáveis como o Goku do primeiro Dragon Ball ou a Tartaruga Genial, por exemplo. Curiosamente, quando desbloqueamos essas personagens extra, o título do jogo muda automaticamente para Ultimate Battle 27. Mas adiante. Aqui dispomos de vários modos de jogo incluindo os mais normais como o modo “arcade” para 1 jogador e versus para 2 jogadores, torneio e depois temos os Build Up, que já falarei com mais algum detalhe lá para a frente. Os combates possuem um round cada, e dispomos de duas barras de energia a ter em conta: a barra de vida e a barra de força. A primeira é bastante fácil de adivinhar o que é: a quantidade de vida que ambos os lutadores ainda possuem. A segunda serve principalmente para usar os ataques especiais, como o Kamehameha de Goku e companhia. Ao abusar desta barra, se a depletarmos, a nossa personagem fica temporariamente sem forças e incapaz de se mover. Felizmente, e não fosse este um jogo de Dragon Ball, é possível restabelecer a energia desta barra especial a qualquer altura.

Golpes especiais usam energia que pode ser regenerada ao fazer o que o Vegeta está a fazer
Golpes especiais usam energia que pode ser regenerada ao fazer o que o Vegeta está a fazer

No entanto, o facto de as personagens ficarem exaustas é algo que também se aplica aos nossos oponentes, e alguns são especialistas disparar imensos ataques especiais, pelo que saber defender, reflectir ou evitar esses ataques é meio caminho para aproveitar essas fragilidades. De resto, os combates acabam por ser bastante lentos na minha opinião, e os ataques especiais parecem tudo menos imponentes como sempre nos habituamos a ver na série televisiva. Ainda assim possui algumas características herdadas por outros jogos de luta desta série, como a capacidade de lutar no ar e o facto da câmara ir fazendo zoom in ou out consoante a distância que separam os 2 lutadores. O modo build up serve unicamente para tornar as nossas personagens mais fortes e ganhar mais vida, ao practicar vezes sem conta os mesmos ataques ao longo de imensos combates. Sinceramente acho uma perda de tempo.

Como ponto positivo, o alargado (para a altura) elenco de lutadores
Como ponto positivo, o alargado (para a altura) elenco de lutadores

A nível gráfico é bastante notório que este é um dos jogos da primeira geração da Playstation, principalmente pela estética dos menus e ecrãs de selecção de personagens, que está um trabalho bastante amador. Os backgrounds são bastante simples e, apesar de serem em 3D, apresentam um efeito de rotação bastante estranho. Também como já referi acima, os ataques especiais estão longe de serem tão épicos como nos habituamos a ver no anime, um kamehameha é apenas pequenas uma pequena bola de energia. Felizmente as sprites são em 2D e estão bem detalhadas, muito fiéis ao anime. As músicas não são nada de especial. Ainda assim, para um jogo original de 1995 num sistema de 32bit… é bastante desculpável.

O super poderoso Gogeta é também uma das 5 personagens secretas que podem ser desbloqueadas
O super poderoso Gogeta é também uma das 5 personagens secretas que podem ser desbloqueadas

Curiosamente, a versão norte-americana apenas foi lançada por lá já bem depois do ano 2000, mais precisamente em 2003 como lançamento budget, numa altura em que a Playstation 1 já não recebia nenhum videojogo verdadeiramente importante. Isto deveu-se ao facto de só por essa altura é que o anime passou a ser exibido por lá e então alguém achou boa ideia em lançar este jogo velhinho no território norte-americano. É por essa razão que se vêem muitas más críticas a este jogo pela internet, a maior parte do público jogou-o bastante fora de tempo. E de facto é um jogo que envelheceu mal do ponto de vista técnico, mas entre este e o Final Bout então venha o diabo e escolha.

Dark Ages (PC)

Para não variar… mais uma rapidinha a um jogo da Apogee para PC! Este é mais um de Todd Replogle e de outros nomes conhecidos da Apogee, antes de fazerem parte oficial da empresa. E tal como muitos outros jogos da produzidos ou publicados pela Apogee nessa altura, este é também um jogo de plataformas/acção sidescroller, embora na minha opinião esteja uns furos abaixo de outros jogos do seu catálogo do mesmo ano. E sim, este também veio da 3D Realms Anthology que arranjei há uns meses atrás ao desbarato.

Dark AgesE tal como o nome Dark Ages deixa antever, este é um jogo passado algures numa idade média fantasiosa e que faz lembrar de certa forma o Rastan, mas em vez de controlarmos um bárbaro tipo Conan, acaba por ser o herdeiro de um grande reino, que o tenta recuperar das garras de um feiticeiro malvado que assassinou o seu pai, o Rei. E em vez de usarmos uma espada, machado ou outra arma branca que meta respeito, disparamos ataques mágicos.

It is dangerous to go alone!
It is dangerous to go alone!

E apesar deste ser também um jogo shareware dividido em diferentes capítulos (neste caso 3), a progressão de níveis acaba por ser bastante discreta, com cada capítulo a parecer um nível bem grande. Essa transição acaba por se dar quando encontramos um homem encapuçado (os Wise Men) que nos pede que lhe encontremos un item (poderá ser uma chave, escudo ou maçã) para depois nos abrir uma porta para o nível seguinte, quando temos de ser nós a pressionar um interruptor para desencadear o mecanismo de abertura de outros portões, ou simplesmente quando nos apercebemos que há uma transição radical do cenário em si. E a jogabilidade acaba por ser simples, com um botão para saltar e outro para atacar, temos é de ter cuidado com todos os inimigos e obstáculos, como espinhos, plataformas que se desintegram, abismos ou poças de gosma verde ou lava.

Foi por screenshots como este que o jogo até me despertou alguma curiosidade. Mesmo com estes gráficos manhosos
Foi por screenshots como este que o jogo até me despertou alguma curiosidade. Mesmo com estes gráficos manhosos

Mas mesmo com uma jogabilidade simples, os controlos não são os melhores, pois o scrolling também não é tão bom e não ajuda à fluidez de jogo. Há alguns inimigos que inclusivamente se tornam invencíveis se estiverem demasiado próximos de nós, o que certamente não foi algo propositado. Mas felizmente que os nossos ataques são sempre “ranged” e os poderes mágicos podem ser expandidos ao coleccionar pedras verdes, ou simplesmente encontrar os upgrades que os desbloqueiam. Do ataque mágico inicial ganhamos um ataque de bumerangue que pode atingir o mesmo inimigo duas vezes e o último poder mágico é um raio que, apesar de ter menor alcance destrói quase todos os inimigos com um só toque e pode ser usado com rapid fire. Temos também uma barra de energia que pode ser regenerada completamente se encontrarmos um item que na forma de corações sangrentos ou pode regenerar um ponto ao coleccionar conjuntos de moedas, conforme a dificuldade. Em easy recuperamos um pouco de vida a cada 10 moedas coleccionadas, em normal precisamos de 20 e em hard de 30. Essa é a única distinção entre as dificuldades do jogo, já agora.

Estas cascatas em movimento provavelmente causam ataques epilépticos. Ou vontade de mandar o monitor pela janela.
Estas cascatas em movimento provavelmente causam ataques epilépticos. Ou vontade de mandar o monitor pela janela.

Nos audiovisuais, este é um jogo algo misto. Por um lado possui um design mais arrojado, com esse setting mais negro e sinistro. Por outro, os gráficos em si não são mesmo lá grande coisa, o scrolling deixa algo a desejar, em especial pela falta de efeitos de parallax. Naqueles segmentos em que têm cascatas de água, vocês vão sangrar dos olhos. A sério. Nos efeitos sonoros, continuam a usar o PC Speaker, mas este é também o primeiro jogo com o selo da Apogee onde introduziram música e o suporte a placas de som, neste caso a AdLib, a primeirinha. As músicas até que são bem agradáveis, mas só há cerca de 3 músicas para todo o jogo, portanto também se vão tornar algo repetitivas.

No fim de contas, este Dark Ages era um daqueles jogos do catálogo da Apogee que nunca tinha jogado e pelo seu conceito tinha-me deixado bastante curioso. E apesar de ser um jogo algo desafiante, a sua execução técnica deixou um pouco a desejar, não é daqueles que eu possa mesmo recomendar a não ser que sejam curiosos como eu.