Colecção de videojogos – alguns "rants" e análises
Autor: cyberquake
Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Ora cá vamos nós para o primeiro vídeo de 2017 e como o tempo infelizmente é algo que não abunda para estes lados, a originalidade acaba também por tirar férias pelo que este vídeo é mais um de compras!
Apesar de não ter sido um vídeo tão longo quanto o anterior, ainda assim o mês de Dezembro foi recheado o suficiente para me obrigar a fazer mais um vídeo longo qb.
Espero que gostem e provavelmente o próximo já será um crónicas cúbicas!
Para além do vídeo, como é habitual aproveito para actualizar alguns artigos de jogos que já tenha escrito e que tenha acabado por orientar alguma versão mais completa de algum jogo que já tenha escrito um artigo. Ou se for simplesmente a versão física, se for sobre algum que tenho em formato digital.
Este mês passado um colega de trabalho ofereceu-me uma série de caixas e manuais de NES e SNES que descobriu no sótão. Muitos deles são de jogos que não possuo na colecção, enquanto que outros sempre deram para completar jogos que já cá tinha. O Super Mario Bros 2 e o terceiro foram casos desses, assim como o Teenage Mutant Hero Turtoes, cujos artigos já foram actualizados. Os restantes que ficaram mais “completos” referem-se a jogos que ainda não trouxe cá.
Depois actualizei ainda o artigo do Super Monaco G.P. II pois recentemente comprei um bundle de 8 jogos de Mega Drive em caixa na feira da Vandoma no Porto. O jogo “patrocinado” pelo Ayrton Senna foi um deles.
Voltando à Game Gear, o artigo que cá trago hoje é mais uma rapidinha, apesar de ser sobre um dos melhores jogos da plataforma, na minha modesta opinião. Shinobi II continua com a mesma tradição de confusão de nomes entre regiões e entre jogos completamente diferentes entre si. O “verdadeiro” Shinobi II seria o Shadow Dancer de Arcade/Master System, mas não vamos entrar nessa discussão. Este jogo é uma sequela directa do Shinobi da Game Gear, partilhando assim muitas das suas mecânicas de jogo, daí este artigo ser uma rapidinha. O meu exemplar foi oferecido por um ex-colega de trabalho há coisa de um ano atrás, juntamente com toda a sua colecção de jogos Game Gear. Edit: Recentemente comprei a um amigo um exemplar completo por 10€
Jogo completo com caixa e manual
A história leva-nos uma vez mais a controlar o ninja vermelho que tem de salvar outros 4 ninjas coloridos, bem como encontrar 4 cristais que dão acesso à area final. A ordem pela qual escolhemos os 4 níveis continua a ser opcional e podemos rejogá-los a qualquer momento, algo que até é necessário se quisermos avançar para o ultimo nível ou completar o jogo a 100%, pois os cristais ou outros power ups importantes como aqueles que nos extendem a barra de vida, geralmente estão bem escondidos, sendo necessário utilizar as habilidades de alguns ninjas específicos para os encontrar. As habilidades inatas e diferentes armas que cada ninja possui mantêm-se idênticas ao primeiro Shinobi da Game Gear, já os Ninjutsus é que me parecem haver algumas diferenças face ao primeiro jogo, mas continuam variados e com diferentes utilizações. De resto a jogabilidade continua excelente. A obrigatoriedade de rejogar os níveis de forma a encontrar os cristais escondidos aumenta a longevidade do jogo e assim que desbloquearmos o último nível, tal como na sua prequela teremos de o percorrer e defrontar os bosses anteriores novamente, bem como estar constantemente a alternar de ninja em ninja e usar os seus ninjutsus, de forma a conseguir atravessar os obstáculos que nos apareçam à frente. Mas ao contrário do primeiro jogo, nem sempre o fundo da sala é da mesma cor do ninja que temos de usar.
Graficamente é um jogo muito bem detalhado para a Game Gear
De resto, a nível gráfico e de som, é mais um jogo excelente. Os cenários estão ainda mais bem detalhados e o mesmo pode ser dito dos bosses. As músicas são bastante agradáveis e cativantes, e tudo isto juntando à excelente jogabilidade, dificuldade mais balanceada e maior longevidade do jogo, tornam-no, na minha opinião, num dos melhores jogos de acção para uma portátil de 8bit.
Forbidden Siren foram 2 jogos muito interessantes na Playstation 2 que mereciam mais reconhecimento do que aquele que tiveram. Com as suas raízes em folclore e filmes de terror asiáticos, em conjunto com a sua jogabilidade única, são 2 excelentes survival horror com uma óptima atmosfera. Com o lançamento da Playstation 3, a equipa por detrás dos dois primeiros jogos decide recontar a história por detrás do primeiro Forbidden Siren, num remake com várias novidades. O meu exemplar sinceramente não me recordo de quando e onde o comprei, mas certamente não foi caro.
Jogo com caixa e manual
A história possui vários elementos familiares a quem já jogou o primeiro Forbidden Siren. A aldeia de Hanuda marca novamente a sua presença, onde um sinistro ritual foi abruptamente interrompido e várias personagens vêm-se presas num pesadelo de todo o tamanho, cujas histórias vamos presenciando ao longo de vários capítulos. A grande diferença está no elenco que foi completamente mudado, embora seja fácil de traçar alguns paralelismos entre personagens de ambos os jogos, o original, e a reimaginação. Mas o maior problema deste jogo a meu ver está precisamente nessa mudança do elenco. É que decidiram incluir várias personagens norte-americanas: um jovem chamado Howard Writght, curioso pelo sobrenatural e que já vive no Japão há algum tempo; e o elenco de um programa de televisão norte-americano sobre o oculto, que descobre os mitos sobre a aldeia de Hanuda e decide investigá-la. É que todos os jogos desta série são intimamente japoneses, que vão beber muito às suas tradições e folclores, e esta inclusão de yankees acaba por borrar bastante a pintura por se desenquadrarem por completo.
Podemos alternar temporáriamente poara uma perspectiva de primeira pessoa, que dá bastante jeito para usar armas de fogo
Por outro lado existem uma série de mudanças na jogabilidade e fluxo de jogo que acabaram por me agradar bastante. O jogo foi lançado originalmente na PS Store como uma obra episódica, onde cada episódio possuía vários capítulos e poderia ser comprado separadamente. Isto obrigou a que o progresso no jogo fosse bastante linear, ao contrário dos jogos da PS2 onde a partir de uma certa altura poderíamos desbloquear e/ou optar por caminhos paralelos ou alternativos, o que resultava numa timeline bastante complexa e que nos obrigava a estar com a máxima atenção e obter pistas adicionais para percebermos o que realmente se estava a passar. Mas apesar da progressão do jogo ser mais linear, não quer dizer que não existam na mesma capítulos paralelos, alternativos, ou que se cruzam entre si, e uma vez mais, coleccionar pistas que podem ser vistas nos arquivos acaba por ser uma mais valia para apanhar mais detalhes que nos possam ter escapado.
Neste jogo o sightjack divide o ecrã com 2 perspectivas de visão, e deixa-nos mover livremente enquanto usarmos a habilidade
As outras novidades estão principalmente no sightjack. O sightjack é uma habilidade psíquica que todas as personagens têm, e consiste em poder ver o mundo pelos olhos de outra personagem, ou shibito. E isto é sem dúvida o elemento de jogabilidade mais importante na série, pois os shibito são zombies imortais que apenas podem ser deixados inconscientes durante algum tempo, voltando a ressuscitar e tornarem-se numa ameaça. Isto obriga-nos a ter uma abordagem bem mais furtiva, pois muitas vezes ou não temos arma nenhuma, ou possuímos uma arma branca que pode ser uma frigideira, faca de cozinha, ou utensílios de agricultura, que não são propriamente as armas mais eficientes. Mesmo quando temos armas de fogo, não deixamos de estar vulneráveis. Então usar o sightjack para descobrir a posição dos shibito, ver o que eles estão a fazer, e principalmente perceber se estamos expostos ou não, acaba por ser muito importante mesmo. Até porque cada capítulo possui vários objectivos para cumprir (desde escapar de uma determinada zona ou tarefas procurar como chaves ou ligar a electricidade) e muitas vezes conseguimos descobrir pistas ao observar o que os shibito fazem. A melhoria face aos jogos da PS2 está no jogo dividir o ecrã ao meio sempre que usamos o sightjack, com a parte esquerda a mostrar a nossa personagem, e a direita o sightjack. Isto permite-nos também que nos consigamos mover enquanto usamos o sightjack, algo que não acontecia nos jogos anteriores.
Ao longo de cada capítulo jogável, vamos ter vários objectivos e subobjectivos para cumprir
No que diz respeito à apresentação audiovisual possuo também opiniões divergentes. Por um lado a parte sonora está excelente, se nos conseguirmos abstrair do facto de as personagens norte-americanas estarem ali a destoar. O voice acting é bastante competente, as músicas quando existem costumam ser bastante macabras e todos os ruídos que vamos ouvindo contribuem bastante para uma atmosfera bastante tensa. Acho que já não posso ouvir sirenes! No que diz respeito aos gráficos, não acho que seja dos melhores jogos da PS3 nesse aspecto. É óbvio que há uma grande melhoria face aos jogos da PS2 no que diz respeito ao detalhe dos cenários e das personagens (e mesmo os originais da PS2 já eram muito bons nesse campo), mas na qualidade dos gráficos em si é que por vezes deixa a desejar. Principalmente nos níveis que são jogados durante a noite, onde tudo leva com um estranho filtro gráfico que quase parece um pseudo-cell shading que fica ali muito estranho.
Em certas alturas, Siren Blood Curse possui gráficos com uns filtros estranhos
De resto, e mais uma vez mando a alfinetada às personagens norte-americanas que não deveriam existir (ou pelo menos terem tanta importância) num jogo tipicamente japonês, acho este Siren Blood Curse mais um excelente survival horror, com uma jogabilidade bastante desafiante e melhorada face aos originais da PS2. Mais uma vez (pelo menos algo semelhante tinha acontecido no primeiro Forbidden Siren), a Sony criou alguns websites falsos supostamente criados ou frequentados por personagens do jogo, dando ainda mais algum background às personagens. Neste Blood Curse criaram o blog pessoal de Howard Wright. E também como no Forbidden Siren 2, podemos desbloquear minijogos, sendo estes uma espécie de homenagem às portáteis LCD como a Nintendo Gaming Watch, o que também é algo curioso. Como se isso não chegasse, nós europeus fomos duplamente sortudos, pois por um lado o jogo não saiu em formato físico nos Estados Unidos e a nossa versão PAL inclui ainda um making off que pode ser visto no leitor de vídeo da PS3.
Durante a década de 80, os videojogos seguiam muito as tendências daquilo que se fazia no cinema, daí termos jogos como Commando, Contra, Golden Axe, entre vários outros. E nessa década uma das franchises mais famosas do cinema era nem mais nem menos que Ghostbusters. E se por um lado os videojogos da série nunca foram assim tão bons, outras empresas tentaram pegar no conceito e aplicá-lo elas próprias. Foi o que aconteceu com a Sega e o Laser Ghost de arcade, onde controlavamos precisamente caçadores de fantasmas, disparando umas armas especiais para livrar uma cidade de todos os seus fantasmas e outras criaturas sobrenaturais que iam surgindo. A versão Master System acabou por ser uma conversão muito diferente, e o meu exemplar veio da cash converters do Porto, algures durante o mês de Novembro. Custou-me 15€.
Jogo com caixa e manual
O original de arcade era um light gun shooter visualmente impressionante, com gráficos 2D muitíssimo bem detalhados e acção non-stop. Foi lançado originalmente para o sistema System 18, uma arquitectura já muito à frente da Mega Drive, pelo que uma eventual conversão para a Master System sempre deixaria muito a desejar. Então a Sega decidiu fazer um jogo algo diferente. Aqui temos como objectivo proteger uma jovem rapariga que foi raptada pelos fantasmas da Ghost City, devendo-a escoltar ao longo de todo o jogo, derrotando também os inimigos que vão surgindo no ecrã. Sendo assim, esperem por um jogo algo similar a um Operation Wolf, com o ecrã apenas a fazer scroll para a esquerda ou direita, e lá teremos de defrontar todas as criaturas que vão aparecendo no ecrã, evitando a todo o custo que a pobre rapariga morra no processo.
Mesmo a própria história se mostra diferente da versão arcade
Pelo meio podemos destruir também alguns objectos que podem guardar alguns itens que bem preciosos podem ser, especialmente se jogarem esta aventura com o comando e não com a Light Phaser. Isto porque por vezes há alguns inimigos que aparecem em grande número e são suficientemente rápidos para causar alguns estragos, como os morcegos, por exemplo. Assim, os power ups que encontramos como corações que vão restabelecendo alguma mda vida perdida pela rapariga, ou as munições especiais que causam dano a todos os inimigos no ecrã em simultâneo. Esse último power up pode ser também especialmente útil nos bosses que defrontamos sempre no final de cada nível.
Laser Ghost para a Master System é uma adaptação incomum, pois foge ao jogo original de forma a se adaptar ao hardware mais limitado da Master System. E mesmo assim o resultado não é mau de todo.
No que diz respeito aos audiovisuais, esta adaptação para a Master System até que ficou bem conseguida, excepto nas músicas que sinceramente não as achei nada de especial. A nível gráfico os níveis vão sendo variados, com casas assombradas, florestas, cidades em ruína e afins. As sprites também vão sendo grandinhas e bem detalhadas. A apresentação no geral pareceu-me muito boa, pois antes de cada nível temos uma breve introdução àquilo que nos irá esperar.
Posto isto, apesar de não ser tão bom ou excitante quanto o Laser Ghost de Arcade, temos de ser realistas ao assumir que a Master System nunca conseguiria causar o mesmo impacto que o jogo original. Portanto, acho que a Sega até esteve bem ao converter este jogo para a Master System, transformando-o numa aventura completamente diferente. É um dos mais interessantes jogos de light gun da Master System e é também um exclusivo europeu.
Já há algum tempo que não jogava uma aventura gráfica do género point and click. E após visitar a minha conta no site gog.com relembrei-me que possuia uns quantos jogos freeware associados à minha conta desde que me registei. Um deles era mesmo o clássico Beneath a Steel Sky, da Revolution Software, os mesmos que mais tarde produziram a série Broken Sword. E este jogo é uma interessante mistura de temas mais sérios, sendo passado num futuro algo distópico onde cidades são na verdade mega corporações ou ditaduras que nos controlam como viver. Entretanto lá arranjei também uma cópia física numa feira de velharias por 5€.
Jogo em edição budget, de tal forma que nem um manual nem uma caixa de cd jewel case traz,
O herói desta aventura chama-se Robert Foster, este que em criança despenha-se com a sua mãe num acidente de helicóptero num deserto nas imediações da cidade de Union City. Apenas Robert sobreviveu ao desastre, tendo sido acolhido por uma tribo de aborígenes que vivia nessa zona. Robert eventualmente faz-se adulto e é levado de assalto pela Security, a polícia de Union City, que mata todos na tribo e leva Robert de novo para a cidade, sem prestar quaisquer explicações. A caminho da cidade, o helicóptero que os transporta sofre também um acidente e Foster aproveita a confusão para fugir. O resto do jogo será passado a tentar fugir da cidade, simultâneamente tentando saber mais detalhes sobre os seus mistérios, o que levou a mãe a fugir com Robert em criança e porque foi raptado vários anos depois.
Union City está repleta de arranha-céus. Mas ao contrário do que seria de esperar, os estratos sociais mais ricos são aqueles que vão estando mais próximo da superfície, não no topo das torres.
A jogabilidade é a típica de um jogo point and click, que nos obriga a explorar todos cantos e recantos de cada cenário, à procura de itens escondidos ou objectos que possam ser interagidos, falar com pessoas e tentar combinações de itens que por vezes não pareçam ter muita lógica. É daqueles jogos em que é possível morrer, em certas alturas se não reagirmos rápido a alguma ameaça, se formos para o local errado à hora errada, ou se não tomarmos as devidas precauções, como entrar num reactor nuclear sem um fato protector. Portanto, ir gravando o nosso progresso no jogo, de preferência em ficheiros de save múltiplos, é algo que teremos de fazer com alguma frequência. O jogo foi desenvolvido com recurso à engine proprietária da Revolution, o Virtual Theatre. Uma das funcionalidades particulares dessa engine perante era a inteligência artificial mais avançada atribuída aos NPCs, permitindo-os ter rotinas e padrões de movimento que podem atravessar vários ecrãs. Isto é especialmente visível no nosso robot e companheiro Joey, que nos vai seguindo pelos ecrãs, embora a um ritmo mais lento, o que pode trazer algumas frustrações especialmente quando precisamos de apanhar elevadores. De resto a nível de jogabilidade resta-me apontar que os menus poderiam estar melhor implementados e nem sequer um ecrã título temos direito. Iremos também explorar alguns terminais e viajar mesmo para um mundo de realidade virtual dentro de LINC, a inteligência artifical que controla a cidade. Aí as coisas são algo estranhas e os puzzles que enfrentamos tornam-se um pouco incomuns.
Apesar de lidar com temas sérios da sociedade, o jogo está repleto de humor e personagens carismáticas
A história é muito interessante, misturando conceitos mais sérios como ditaduras, guerras ou os perigos por detrás da inteligência artificial, com diálogos muito bem humorados e algumas personagens bastante carismáticas. O robot Joey então possui um humor muito corrosivo que me agradou bastante. O jogo está repleto de pequenos detalhes deliciosos, como uma referência num dos diálogos à camisola vestida por Robert, debaixo do seu casaco, e quando muito mais tarde acabamos por ver o que Robert tem vestido é algo hilariante. O cirurgião, o porteiro do clube mais estranho da cidade ou a senhora Piermont, que nos recebe em sua casa nuns trajes muito impróprios.
O conceito artístico deste jogo foi criado por um artista de banda desenhada e isso nota-se perfeitamente na cutscene de abertura, embora ache que a mesma deveria ser melhor idealizada.
No que diz respeito aos audiovisuais, aí já possuo sentimentos mistos. O jogo começa logo com uma cutscene a abrir, em que aí sinceramente achei que o voice acting não está tão bom. E a cutscene em si é um pouco estranha, sinceramente não gostei nada. Mas depois quando entramos no jogo propriamente dito, então iremos explorar cenários bem detalhados, onde cada pixel está meticulosamente no sítio certo, resultando em personagens bastante expressivas, mesmo possuindo pouco detalhe. O voice acting vai alternando entre o bom e o mediano, com algumas personagens a resultarem bem melhor que outras. Mas no geral acho que a história está muito boa e só por isso já torna alguns dos seus defeitos bem perdoáveis. Ficou entretanto no ar a promessa de um Beneath the Steel Sky 2, o que é algo que eu vejo com bastante agrado, até porque este universo tem potencial para ser bem mais explorado.