Giana Sisters: Twisted Dreams (PC / Sony Playstation 4)

Já cá trouxe no passado um artigo do Giana Sisters DS, um sólido jogo de plataformas 2D que acabou por servir de relançamento de uma franquia há muito enterrada, desde o final da década de 80. É que o primeiríssimo Giana Sisters, lançado em diversos micro-computadores da época, mas a sua semelhança bastante óbvia com Super Mario Bros. acabou por o retirar das lojas. Em 2012, após um kickstarter bem sucedido, a Black Forest Games, agora a detentora dos direitos desta série, acabou por produzir um novo jogo de plataformas, tendo sido lançado inicialmente para o PC e outras consolas de forma digital. Anos mais tarde e a Playstation 4 acabou por receber uma edição física que contém o Twisted Dreams, o DLC Rise of the Owlverlord e alguns níveis extra. Eu possuo o Twisted Dreams e o Rise of the Owlverlord na minha conta steam já há alguns anos, tendo vindo certamente de algum bundle barato. A versão PS4 foi comprada na Worten em Março de 2018, não tendo chegado a 7€.

Jogo com caixa e papelada

A história não é muito diferente do Giana Sisters DS. Maria, irmã de Giana foi uma vez mais raptada por um vilão do mundo dos sonhos, pelo que Giana parte uma vez mais para esse mundo fantasioso com a missão de a salvar. Neste Twisted Dreams temos uma vez mais mecânicas de um jogo de plataformas 2D, embora os níveis estejam todos representados em 3D. O subtítulo Twisted Dreams não existe por acaso, pois a principal mecânica de jogo consiste na possibilidade de alternarmos sempre que quisermos entre as 2 personalidades de giana, a sua versão cute, e a sua versão punk, cada qual com mecânicas de jogo distintas e, com os próprios níveis a mudarem entre si sempre que alternemos entre ambas as facetas de Giana. Giana pode andar e saltar, sendo que poderemos derrotar a maioria dos inimigos ao saltar em cima deles. Na sua personalidade cute, ou seja, com os cabelos loiros, Giana tem a habilidade de rodopiar após um salto, podendo planar suavemente em pleno ar e activar alguns interruptores específicos. Já na sua versão Punk, esta habilidade é substituída por um dash attack, algo parecido ao homing attack de Sonic nos Sonic Adventure, por exemplo. Esta habilidade permite também destruir blocos, paredes frágeis e ricochetear em superfícies, permitindo-nos assim subir alguns túneis estreitos enquanto mantivermos o botão dash apertado.

Cada versão de Giana possui diferentes habilidades que teremos de usar com mestria

O jogo vai-nos colocar imensos desafios de platforming onde teremos de ir alternando entre ambas as personalidades de Giana, não só para ir usando as habilidades de cada uma, mas também para manipular alguns elementos dos níveis em si. Há plataformas automáticas que se movem em direcções distintas consoante a personalidade de Giana, outras que aparecem ou desaparecem, passagens que se abrem ou fecham, ou mesmo no comportamento de alguns inimigos, por exemplo. De resto, para além dos interessantes desafios de platforming que vamos encontrando, este é também um jogo que recompensa a exploração, pois existem vários caminhos secundários e passagens secretas, onde poderemos encontrar imagens para desbloquear na galeria de artwork. No fim de cada nível a nossa performance é avaliada pela quantidade de diamantes que apanhamos, imagens desbloqueadas e número de vezes que morremos.

As diferentes personalidades de Giana têm também influência nos obstáculos que vamos enfrentando

O jogo está distrubuído ao longo de várias dificuldades. No caso da versão PS4, o modo normal é o mais fácil, com mais checkpoints espalhados ao longo dos níveis. O modo hard coloca-nos menos checkpoints, o hardcore sem qualquer checkpoint e o Uber hardcore obriga-nos a chegar ao fim do jogo inteiro com uma vida apenas. Caso morremos, é recomeçar do zero. E o jogo apresenta uma jogabilidade bastante sólida, mas não tenho paciência, ou sou masoquista o suficiente para explorar esses níveis de dificuldade mais avançados. Até porque tenho muito mais jogos em backlog para explorar! De resto temos ainda modos de jogo como o Score e Time Attack, onde a nossa performance é avaliada por pontos ou por tempo respectivamente.

Visualmente é um jogo muito apelativo, e sinceramente prefiro estas versões mais coloridas dos níveis

A nível audiovisual, confesso que este jogo foi uma bela surpresa. Os gráficos são bastante bonitos, mas considerem isto uma espécie de um jogo indie de 2012, ou seja, pré PS4 e afins. Os níveis são bastante coloridos e a forma como o mundo nos é apresentado varia consoante a personalidade de Giana que temos activada no momento. Com a Giana loira, os cenários possuem todos paisagens sinistras e inimigos infernais, enquanto que com a Giana punk, tudo isto é alterado por paisagens cheias de vida e cores vibrantes. A banda sonora também tem um tratamento similar, mas ao contrário. Com a Giana loira, as músicas são algo discretas e com melodias “fofinhas”. Ao alternar para a Giana punk, temos versões bem mais rock n roll, cheias de guitarradas das mesmas músicas. E tudo isto alterna suavemente com um toque de botão! De resto apenas tenho a lamentar não existir uma maior variedade de cenários. É quase tudo florestas, castelos, cavernas e o DLC trouxe também alguns níveis com uma temática de piratas. É certo que todos estes cenários possuem diferentes visuais consoante a personalidade de Giana, mas estaria à espera de mais variedade.

Esta versão física possui também uma série de níveis extra, como este dedicado ao Halloween

Portanto este Giana Sisters acabou por se revelar numa excelente surpresa. Esta versão física acaba por ser um mimo interessante para coleccionadores, até porque contém o DLC e uma série de níveis extra tudo no mesmo disco. Mas indepentendemente da versão e plataforma que prefiram, se gostam de jogos de plataforma em 2D, este título é uma aposta ganha.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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