Donkey Konga 2 (Nintendo Gamecube)

Especialmente durante a geração PS2, jogos musicais e rítmicos estavam muito em voga, algo popularizado inicialmente pela Konami com séries como Dance Dance Revolution, mas depois também por jogos mais instrumentais, como a série Guitar Hero e afins. A Nintendo não quis ficar fora da moda e, com o apoio da Namco, trouxeram para a Game Cube o Donkey Konga, até porque a própria Namco já tinha desenvolvido antes um jogo rítimico que usa precisamente tambores. Pouco tempo depois lançaram uma sequela. O meu exemplar foi comprado no mês passado, após ter sido vencido num leilão online que terminou em 10€.

Jogo com caixa, manual e papelada

A jogabilidade é em todo semelhante ao primeiro jogo, onde, ao som de diversas músicas, iremos participar na sua percursão ao interagir com os batuques no momento certo. Semicírculos amarelos indicam para batermos no batuque esquerdo, vermelhos para bater no batuque direito. Círculos completos cor-de-rosa indicam para bater em ambos em simultâneo e estrelas azuis, essas indicam para batermos palmas, pois os bongos possuem um microfone que capta o seu som. Isto é tudo muito giro, mas fico com a mesma sensação que fiquei quando joguei o primeiro jogo. As músicas, que uma vez mais são algo diferentes mediante a região, ficam muito estranhas com estas percussões dos bongos. Então quando temos de fazer drumrolls num ou em ambos os batuques, é de morte. Mesmo que estejamos a jogar dentro do ritmo certo, o próprio som dos bongos não costumam casar de todo com as músicas em si.

As diferenças entre versões regionais são visíveis até no ecrã título

Uma vez mais, o principal modo de jogo é o Street Performance, onde vamos percorrendo várias músicas em diferentes níveis de dificuldade. Se formos bem sucedidos ganhamos uma quantia de moedas que pode posteriormente desbloquear conteúdo extra, como a possibilidade de alternar a forma como os nossos bongos soam no jogo. Uma novidade no entanto, é que este modo “história” pode agora ser jogado para dois jogadores. O modo Challenge está novamente de regresso cujos desafios nos colocam uma série de músicas (cujo número pode ser variável consoante o desafio) que teremos de completar consecutivamente. O modo Jam do primeiro jogo foi renomeado para Concerto, este cujo objectivo é o de ser jogado cooperativamente, com cada jogador a contribuir com as suas próprias linhas de ritmo na música. O outro modo multiplayer principal continua a ser o Battle Mode, onde jogadores competem entre si para terem a melhor pontuação no final das suas interpretações. Outra novidade está no modo Freestyle que, como o nome indica, dão-nos carta branca para criar os nossos próprios ritmos.

Mediante o grau de dificuldade escolhido os ritmos poderão ser mais simples ou complicados

Temos também a possibilidade de participar nalguns mini jogos, embora desta vez não os possamos jogar livremente, sendo obrigatório o pagamento de 50 moedas virtuais se os jogarmos sozinhos, ou 100 no caso do multiplayer, o que sinceramente acho um bocado estúpido e injusto. De qualquer das formas o primeiro minijogo é o Barrel Race que é uma espécie de tetris, na medida em que vários símbolos vão caindo na área de jogo e assim que cheguem ao fundo temos de os pressionar na ordem correcta para os limpar. Se falharmos uma nota, os nossos controlos congelam temporariamente e o objectivo é completar o nível mais rapidamente que o nosso adversário. O segundo mini jogo é o Rythm Keeper. Aqui o objectivo é o de tocar bem uma série de ritmos repetitivos. Inicialmente as notas vão surgindo no ecrã e é aqui que teremos de memorizar não só a ordem das notas que temos de tocar, bem como o seu ritmo. A certa altura o jogo oculta as notas e teremos de manter o mesmo ritmo durante algumas vezes. Falhando muitas notas é game over.

O modo Jam é provavelmente o mais interessante pois permite-nos criar os nossos próprios ritmos

No que diz respeito aos audiovisuais, a lista de músicas é uma vez mais diferente entre as 3 diferentes regiões em que o jogo foi lançado: Japão, Estados Unidos e Europa. As músicas são uma vez mais uma mistura entre músicas típicas da própria Nintendo (embora desta vez com menos nomes conhecidos), músicas clássicas/tradicionais, ou covers de músicas mais comerciais, onde a sua maioria incide em faixas pop e rock. O porquê da Nintendo insistir em covers e não nas músicas originais deverá certamente ter a ver com custos de licenciamento. De resto, não que as covers sejam propriamente más, o meu problema é idêntico ao do primeiro jogo: o som dos bongos não encaixa nada bem nestas músicas. Os ritmos que nos vão exigindo geralmente até acompanham bem o ritmo da música, mas o som dos batuques não soa nada bem e até as estraga. De resto, a nível de gráficos é um jogo muito simples, com os backgrounds a possuirem uma série de paisagens aleatórias como o fundo do mar, a selva, pequenas cidades, entre outros.

Portanto este Donkey Konga 2 é um daqueles jogos que recomendo apenas a quem tenha gostado do primeiro, pois é practicamente mais do mesmo, com novas músicas e um ou outro modo de jogo adicional. No Japão a série Donkey Konga deverá ter tido algum sucesso, pois os japoneses receberam de forma exclusiva o Donkey Konga 3. Sinceramente não morro de vontade de o experimentar.

The Aquatic Games (Sega Mega Drive)

Vamos continuar pelos jogos desportivos na Mega Drive,  embora este seja muito peculiar. É um jogo do universo do James Pond, que replica de certa forma a série Track and Field introduzida pela Konami, onde teremos uma série de diferentes desportos/eventos para participar, mas desta vez com uns visuais bem mais animados e todos os atletas são retirados da série James Pond. O meu exemplar veio da Cash Converters algures no passado mês de Fevereiro e custou-me algo á volta dos 8€se bem me lembro.

Jogo com caixa e manual

Lançado algures entre o James Pond II e 3, este The Aquatic Games é, tal como referi acima, um jogo desportivo que replica os diferentes eventos de atletismo introduzidos por jogos como Track and Field, pelo que podem contar desde já com mais um button masher, se bem que teremos também alguns desportos bem diferentes do habitual. Dispomos inicialmente de vários modos de jogo, como três modos de treino onde poderemos practicar qualquer desporto e o objectivo é ganhar medalhas de bronze, prata, ou ouro respectivamente. O “The Aquatic Games” é o modo de jogo principal onde iremos competir em todos os eventos consecutivamente, existindo ainda outros três modos de jogo semelhantes, mas para 2, 3 ou 4 jogadores respectivamente.

Alguns dos eventos são bastante bizarros, como este onde temos de alimentar peixes com doces

De forma a progredir nos Aquatic Games, temos de garantir pelo menos uma medalha de bronze nos eventos que participamos, para conseguir avançar para o evento seguinte. O primeiro é uma adaptação da corrida de 100m, onde teremos de pressionar repetidamente os botões A e B para que James Pond corra mais rápido. Eventualmente cruzamo-nos com um pássaro e a ideia é deixar o pássaro pegar em nós para nos dar uma maior vantagem perante o nosso oponente. O evento seguinte é mais simples e faz lembrar certos jogos como o Super Pang da Capcom. Aqui controlamos uma foca e vemos em plano de fundo muitas outras focas que estão a dormir uma sesta. Bolas de praia vão sendo atiradas e temos de evitar que estas caiam sobre as focas que estão a dormir, acordando-as. Teremos então de saltar e tocar nas bolas em pleno ar, tentando afastá-las do ecrã e ganhando com isso pontos. Se várias focas acordarem, o evento termina.

Ao menos os gráficos são bastante polidos

O evento seguinte é uma adaptação do triplo salto, onde temos de carregar repetidamente nos botões A e B durante a corrida inicial. Quando nos aproximamos da zona do salto, temos de pressionar o botão C para preparar o salto. No ecrã surge então um medidor do ângulo a obter, onde o ãngulo óptimo são de 45º, para se chegar o mais longe possível. O próximo evento coloca-nos a saltar entre 2 trampolins, sendo que o objectivo é o de realizar alguns truques enquanto estamos no ar, impressionando o juri. Somos mesmo obrigados a saltar de um trampolim para o outro e temos de ter um timing muito preciso entre cada salto, bem como nos truques que poderemos fazer. O evento que se segue é outro bastante bizarro, onde controlamos uma estrela do mar cujo objectivo é o de alimentar os peixes que vêm á tona da água pedir comida. Como o fazemos? Nas pontas esquerda e direita do ecrã temos máquinas de vending de doces, com as quais teremos de interagir para encher os nossos bolsos de doces e teremos de os ir largando na direcção de algum peixe que venha pedir comida. Teremos de ser rápidos a agir pois eventualmente começam também a aparecer anzóis com iscos que tentam pescar os mesmos peixes e a ideia é não deixar que isso aconteça.

Este evento do monociclo é certamente um dos mais frustrantes pelos controlos

O próximo evento é outro bizarro, na medida em que teremos uma série de balões por cima de nós e o objectivo é rebentá-los. Agora como fazê-lo? Por nós vão passar uma série de búzios com conchas pontiagudas. Teremos então de saltar em cima deles (mas não no centro senão esmagamo-os) e enquanto eles rodopiam no ar, teremos de pressionar o botão C, onde James Pond saca de uma tigela e o tenta apanhar. Uma vez apanhada a concha, temos de nos posicionar debaixo de um balão e pressionar o botão C novamente para a atirar. Mas temos de ter cuidado com os outros moluscos que vão surgindo no ecrã, se não saltarmos em cima deles, James tropeça, perdendo alguns segundos. Outros de carapaça azul são capazes de nos electrocutar, pelo que teremos de os evitar também.

O evento seguinte é uma corrida de monociclo, onde teremos de evitar alguns obstáculos pelo caminho. O problema é que em vez de pressionar os botões A e B que nem malucos para ganhar velocidade, teremos antes de usar o D-Pad e pressioná-lo nos sentidos dos ponteiros do relógio, como se tivéssemos de dar ao pedal. Com os obstáculos que iremos encontrar, isto não será assim tão fácil de coordenar. Por fim temos a adaptação dos 110m barreiras, uma corrida onde teremos de pressionar repetidamente os botões A e B para ganhar velocidade e o botão C para ir saltando nos obstáculos.

Até o evento mais simples da corrida dos 100m tem as suas particularidades!

A nível audiovisual, os gráficos são bastante coloridos e bem detalhados, com um design de personagens muito cartoony, típico da série James Pond. As músicas são também geralmente alegres, festivas e agradáveis.

Portanto, este é o Aquatic Games, um jogo que vai buscar influências a outros títulos como Track & Field, mas também aos California Games e afins, dada a natureza baseada em pontos de alguns dos eventos. É no entanto um jogo muito chato, com controlos complicados e muitas vezes não teremos qualquer pista em como agir em cada evento, sendo o manual de instruções algo essencial.

NBA Live ’96 (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas de jogos desportivos, agora trago-vos cá este NBA Live 96 para a Mega Drive, mais um jogo da robusta linha de desporto da Electronic Arts. Já cá tinha trazido anteriormente o NBA Live 95, e este é uma pequena evolução em relação ao jogo anterior. O meu exemplar veio de um pequeno bundle de jogos de Mega Drive que comprei no mês passado numa feira de velharias, tendo-me ficado por 2€.

Jogo com caixa e manuais

Aqui dispomos dos mesmos modos de jogo do seu predecessor, bem como controlos muito semelhantes. Podemos jogar partidas individuais, os playoffs ou uma temporada completa, onde poderemos seleccionar qualquer uma das equipas disponíveis da temporada 95-96. Os controlos são simples, onde quando jogamos ofensivamente consistem num botão para correr, outro para passar a bola e um outro para encestar. Já quando defendemos temos um botão para correr, outro para seleccionar outros jogadores para passar o controlo e um outro para tentar roubar a bola ao adversário. Possui no entanto suporte a comandos de 6 botões, onde poderemos assignar aos botões X, Y e Z uma série de jogadas prédefinidas, o que achei um detalhe interessante.

Graficamente é um jogo bem detalhado

Poderemos também customizar as regras do jogo, onde podemos alternar entre modos arcade, simulação, ou uma variante customizada onde poderemos definir que regras e outras features queremos activar ou não. O modo arcade é sem dúvida o mais divertido pois não temos faltas e os jogadores não estão sujeitos a fadiga ou lesões, já o de simulação traz tudo isso bem como outras regras mais específicas do desporto. No modo temporada, temos a oportunidade de comprar/vender jogadores entre as equipas, bem como acesso a um interessante sistema de estatísticas da temporada, onde poderemos ver, entre outros detalhes gráficos bastante visuais com as taxas de cesto de cada jogador e em que posição do campo.

Customizar jogadores e equipas é uma das funcionalidades novamente implementadas

A nível audiovisual é um jogo bem competente tal como o seu predecessor, pois usa o mesmo motor gráfico de partidas em perspectivas isométricas. Possui se calhar um pouco mais de detalhe como melhores animações, mas é practicamente igual ao seu predecessor nesse aspecto. Visualmente é um jogo muito agradável, com uma apresentação como se simulasse uma transmissão televisiva. As músicas são tocadas apenas nos menus e ecrã título, sendo estas bastante agradáveis e alternando entre temas mais rock e outros mais funky. Já durante as partidas, temos o ruído do público, da bola a bater no chão e outras superfícies, dos jogadores, etc. Sempre que encestamos, no entanto, ouvimos algumas pequenas melodias, mas com aquele eco de como se o som estivesse a sair das colunas do estádio, o que achei um detalhe muito interessante.

Portanto este parece-me um jogo de basketball bem sólido, embora tenha lido algures por aí que o NBA Live 95 acaba por ter algum conteúdo extra que não chegou a esta sequela, embora não me tenha apercebido do quê ao certo.

Quake II (Nintendo 64)

Poucos meses antes do Quake II ter saído para a Playstation, numa conversão que achei excelente tendo em conta as limitações de hardware da máquina da Sony, quando a versão PC demonstrava o estado da arte em gráficos 3D, a versão Nintendo 64 foi também lançada. E tal como a versão Playstation, é também uma versão tecnicamente inferior à original, mas não deixa de ser impressionante pois usa muito bem as capacidades da Nintendo 64, principalmente se activarmos o Expansion Pack com a sua memória adicional. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu em Outubro do ano passado, tendo-me custado uns 5€ se bem me recordo.

Apenas cartucho

A história é idêntica ao original onde controlarmos um space marine na luta pela sobrevivência da raça humana, perante a ameaça dos Stroggs, uma avançada civilização alienígena. Alguns dos níveis são adaptados do original PC (e suas expansões), enquanto outros foram desenvolvidos especificamente para a Nintendo 64. No que diz respeito aos controlos, por defeito o jogo assume um esquema algo parecido aos habituais nos FPS de hoje em dia, com os botões C a servir para nos movermos e o analógico para controlar a câmara. É ao contrário do que temos hoje em dia, pelo que irá custar um pouco a desabituar velhos hábitos. De resto, o botão Z serve de gatilho, enquanto os A e B servem para alternar entre as armas disponíveis no inventário. Existem outros presets de controlo, mas em FPS deste género recomendo vivamente que usem o poder da emulação, isto porque existe um plugin de controlos muito interessante para o emulador Project 64, que permitem jogar este, e outros FPS com um esquema WASD+Rato, o que é bem mais agradável. De resto, para além da vertente singleplayer temos também o multiplayer, o que no caso desta versão Nintendo 64 resume-se a partidas em split screen com suporte até 4 jogadores em simultâneo, com variantes do deathmatch e capture the flag mas confesso que nunca cheguei a experimentar estes modos de jogo.

As texturas são óptimas para um jogo da Nintendo 64, embora longe da qualidade das originais de PC

No que diz respeito aos audiovisuais, esta é então uma adaptação que achei surpreendente. Os inimigos são modelos poligonais bem detalhados e os níveis, apesar de possuirem texturas de menor resolução como seria esperado numa Nintendo 64, estas são mais fieis ao original do que a versão Playstation, que por sua vez possui texturas melhores, com maior resolução, no entanto algo diferentes do original. De resto o jogo mantém-se num ritmo frenético tal como o original de PC e isso é o mais importante. Já no que diz respeito à música, enquanto as versões PC e PS1 possuíam uma banda sonora muito à base do heavy metal, o que se adequa perfeitamente ao ritmo de jogo e também à imagem dos seus cenários, esta versão Nintendo 64 traz uma banda sonora mais contida, com temas ambientais, um pouco como no primeiro Quake para o PC. Mas ali tínhamos uma banda sonora composta por Trent Reznor dos Nine Inch Nails, aqui a qualidade não é a mesma.

O jogo mantém o seu ritmo frenético e ultraviolento. Ainda bem que assim é!

No fim de contas, apesar de a versão PC ser largamente superior em todos os aspectos, devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido com as conversões que este clássico recebeu para as consolas da sua época. Tanto a versão Playstation como esta versão Nintendo 64 são FPS de óptima qualidade em ambas as plataformas, mantendo uma jogabilidade frenética, fluída e óptimos visuais tendo em conta as limitações de cada plataforma.

Mickey’s Speedway USA (Nintendo Gameboy Color)

Algures no final da década de 90, a Rare (provavelmente por intermédio da Nintendo) fez um acordo com a Disney Interactive, ganhando a licença para produzir alguns videojogos do seu universo. O primeiro destes jogos foi o Mickey’s Racing Adventure para a Gameboy Color, uma estranha mistura entre jogos de aventura com corridas e vários mini-jogos pela frente. O segundo foi este Mickey’s Speedway USA que se foca inteiramente nas corridas e que teve um duplo lançamento, um para a Nintendo 64 e este exemplar para a Gameboy Color. O meu exemplar foi ganho num leilão no mês passado, creio que por 8€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Este é um jogo que faz lembrar o Mario Kart e Diddy Kong Racing pelas suas mecânicas de jogo. Tal como esses jogos, iremos percorrer circuitos em veículos que se assemelham a karts, bem como apanhar uma série de power ups, sejam benéficos para nós como escudos ou turbos, ou outros que poderemos atirar para os nossos oponentes, atrasando-os. O principal modo de jogo é o Grand Prix, onde, mediante o grau de dificuldade escolhido, teremos uma série de mini-campeonatos com cerca de 5 circuitos cada para competir, ganhando no final quem tiver amealhado mais pontos, sendo que teremos sempre 4 personagens a competir. Em níveis de dificuldade superiores, teremos também mais pistas por onde correr. Os outros modos de jogo são o time trial, que deverá dispensar apresentações, e o Driver’s License, onde teremos uma série de desafios pela frente e teremos também a possibilidade de jogar contra um amigo numa outra Gameboy Color.

Os menus são bastante simples, com ícones que representam os modos de jogo disponiveis

Se por um lado o jogo é generoso o suficiente para nos deixar “vencer” ao chegar no mínimo em terceiro lugar, se chegarmos consistentemente em primeiro lugar e completar todos os outros desafios vamos poder desbloquear uma série de personagens e circuitos adicionais. O problema é que este é um jogo bem difícil de dominar, pois a inteligência artificial é bem agressiva principalmente em níveis de dificuldade mais exigentes. As corridas em si, tal como no Mickey’s Racing Adventure, são vistas numa perspectiva isométrca, tal como a Rare já nos tinha apresentado anteriormente em jogos como o R.C. Pro AM. Os circuitos estão repletos de curvas apertadas e, apesar de termos no ecrã algumas indicações visuais com setas a indicar qual o lado em que as próximas curvas viram, a verdade é que com esta perspectiva, mesmo essas indicações acabam por nos atrapalhar por vezes. Para além disso, como já referi acima a IA é muito agressiva, bastando um dos oponentes nos tocar de lado para nos fazer despistar e perder preciosos segundos.

Mas é possível desbloquear uma série de coisas para quem tiver paciência para tal, o que sinceramente não é o meu caso. Para além de imagens que poderão ser impressas com a Gameboy Printer, poderemos desbloquear conteúdo adicional ao interagir com o Mickey’s Speedway USA na Nintendo 64 através do Transfer Pak, ou, caso tenhamos platinado o Mickey’s Racing Adventure na GBC, também conseguiremos desbloquear conteúdo adicional neste jogo.

Os circuitos estão distribuídos pelo Estados Unidos, possuindo alguns detalhes icónicos das localidades onde decorrem

No que diz respeito aos audiovisuais, no papel este jogo parece lindíssimo. Os circuitos são inspirados numa série de localizações norte-americanas, desde as suas cidades como San Francisco e as suas ruas altamente inclinadas, passando por parques naturais como Yellowstone e os seus geysers. Todos os circuitos estão muito bem detalhados e a perspectiva isométrica consegue mesmo dar uma melhor apresentação aos mesmos. No entanto a performance do jogo não é a melhor. Quando usamos alguns power ups, como por exemplo atirar uma bola de basebol contra os nossos adversários, enquanto a mesma estiver no ecrã, o jogo torna-se incrivelmente lento. É normal em sistemas mais modestos haverem alguns abrandamentos ocasionais, especialmente quando estão muitas sprites no ecrã em simultâneo, mas aqui é algo mesmo muito notório e é pena que a Rare não tenha atenuado este problema. Já no que diz respeito às músicas no entanto, estas são excelentes e com um chiptune mesmo old-school. Talvez o melhor ponto do jogo.

Nas corridas em si, o jogo usa o mesmo motor gráfico do seu predecessor, o Racing Adventure

Portanto este Mickey’s Speedway USA é um jogo de corridas interessante, embora a Gameboy Color seja um sistema muito modesto quando comparado com a Nintendo 64 e isso é notório nalguns problemas de performance. É no entanto um jogo bastante exigente se o quisermos completar a 100%, pois obriga-nos a ficar consistentemente em primeiro lugar nas corridas, o que não é tarefa nada fácil. Fico no entanto curioso em jogar a versão de Nintendo 64, que ainda não me apareceu a um preço convidativo.