Soccer Kid (Super Nintendo)

Voltando à Super Nintendo e às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é mais um platformer europeu, com as suas origens nos microcomputadores como o Commodore Amiga, antes de ter sido convertido para os mais variados sistemas, entre os quais a Super Nintendo. É um jogo de plataformas algo original devido às suas mecânicas de jogo, com a personagem a usar a bola de futebol como principal mecânica de jogo. Na verdade é um pouco como o Marko’s Magic Football. O meu exemplar veio de um bundle de jogos de SNES e Nintendo 64 que comprei um dia a meias com um amigo meu, que acabou por ficar bastante barato, a menos de 1€ o cartucho.

Apenas cartucho

A história por detrás deste jogo é muito estranha: está quase aí o campeonato do mundo de futebol, mas uns aliens que percorrem o universo atrás de troféus querem roubar a taça do mundo! No entanto, a meio do processo a taça cai e parte-se em vários pedaços, cada um caindo em diferentes partes do globo. Nós somos um jovem rapaz que gosta de futebol, pelo que iremos percorrer os 4 cantos do mundo em busca dos pedaços da Taça, reconstruí-la e derrotar os aliens, para que o campeonato do mundo possa finalmente começar.

A nível de mecânicas de jogo é muito parecido com o Marko’s Magic Football

Assim começamos o jogo em plena Inglaterra, viajando depois para a Itália, Rússia, Japão e finalmente nos Estados Unidos, ao percorrer vários níveis de plataforma, onde podemos usar uma bola de futebol para atacar os oponentes que se vão atravessando no caminho, apanhar itens, ou mesmo até usar a bola para saltar mais alto e assim conseguir chegar a plataformas mais altas. Como é habitual em muitos dos jogos de plataforma ocidentais desta época, temos aí bastantes itens e power-ups, mas a maioria apenas serve para nos aumentar o número de pontos. Outros, como corações, servem para nos aumentar a barra de vida. Ao longo de cada nível podemos também procurar uma série de cromos de jogadores de futebol, muitas vezes bem escondidos em passagens secretas. A vantagem de os encontrar a todos é que desbloqueamos alguns níveis de bónus onde poderemos recuperar um dos pedaços da taça do mundo. Mas antes disso temos também um boss para defrontar.

A Nova Iorque é um dos últimos destinos, até porque o mundial de 1994 realizou-se nos EUA.

Este é um jogo que faz lembrar bastante o Marko’s Magic Football, pois ambos possuem mecânicas de jogo muito semelhantes. No entanto o jogo da Mega Drive está na minha opinião muito mais bem conseguido a nível audiovisual. Aqui os gráficos não são tão coloridos, detalhados e animados quanto no jogo da Domark, principalmente na personagem principal que não é nada carismática. Ao menos os outros inimigos lá vão tendo um look mais cartoon tipicamente europeu, que já me agrada mais. As músicas são agradáveis e alegres, mas nada que fique gravado na memória.

Portanto este Soccer Kid acaba por ser um jogo de plataformas minimamente competente, divertido quanto baste, mas comparando com o seu “rival” Marko, este último acaba por levar a melhor.

Untold Legends: Warriors Code (Sony Playstation Portable)

Após ter demorado tanto tempo (e com tantas interrupções por falta de vontade) para terminar o primeiro Untold Legends para a PSP, com este segundo, o Warriors Code, acabou por ser jogado muito, muito mais rápido e cá estou eu para mais um artigo, apesar deste vir a ser uma quase rapidinha. Mas com o facto de eu ter terminado este jogo muito mais rápido, deve ser por ser mais curto e/ou com uma jogabilidade mais aliciante não? Posso-vos já adiantar que foi um misto das duas opções. O meu exemplar foi comprado algures no ano de 2015, não me recordo bem, numa das Cash Converters deste país. Foi barato, certamente.

Jogo com caixa e manual

O Untold Legends anterior passava-se no reino de Aven, este aqui já se passa noutro local e era, com os Changelings (humanos capazes de se transformar numa forma bem mais animal, como os lobisomens) a ter um papel de destaque. Acontece que o imperador foi assassinado por forças maléficas e invasoras de uma outra dimensão, e nós, um jovem changeling, vemo-nos “presos” com a resistência que almeja derrotar o novo Imperador e restaurar o trono ao jovem príncipe que também albergam.

O sistema de skills está muito mais simplificado, e tal como no jogo anterior podemos assigná-las a diferentes botões

Na sua essência, este é um RPG de acção algo semelhante ao Diablo, tal como o seu predecessor. No entanto melhoraram algumas coisas na sua jogabilidade, como a possibilidade de nos transformarmos temporariamente na nossa forma animal e assim desferir golpes mais letais. O sistema de skills também é mais simples desta vez e uma vez mais teremos várias classes à nossa escolha para jogar. Mas o que tornou este jogo bem mais empolgante que o anterior? Bom, uma série de coisas.

A história não é nada de especial, mas desta vez tiveram mais preocupação em contá-la

Para além da jogabilidade um pouco mais refinada, a apresentação e história acaba por estar bem mais interessante. Isto porque vamos tendo várias cutscenes ao longo do jogo que nos vão contando a história, seja através do motor gráfico do próprio jogo, seja através de imagens estáticas em background, como na prequela. Mas ao menos agora temos voice acting, o que lhe dá logo outro apelo. As dungeons também são muito mais variadas e graficamente muito melhor detalhadas do que algumas vez o foram no primeiro jogo. Temos áreas exteriores, bastante largas, bem como dungeons labirínticas e repletas de corredores estreitos.

Ocasionalmente lá temos um boss para derrotar. E estes attack of opportunity são uma novidade, permitindo-nos tirar vantagens quando os inimigos estão atrapalhados

Existem, no entanto, algumas coisas que pioraram face ao primeiro jogo. A primeira é o controlo do mapa nas dungeons, que agora é nulo. Antes lá dava para fazer zoom e conseguir ver mais do mapa, agora não. A outra coisa que a meu ver ficou para pior é o facto dos inimigos não fazerem respawn. Nunca. Portanto voltar a visitar uma zona que já exploramos antes, só mesmo para procurar algum caminho que não tenhamos ainda percorrido, ou procurar algum tesouro por abrir. Ora isso torna a experiência que podemos ganhar algo limitada. Sim, há um modo multiplayer, e ao contrário do primeiro jogo que apenas aceitava redes ad-hoc, ou seja, várias PSPs próximas umas das outras ligadas numa rede sem fios, aqui sempre poderíamos entrar numa vertente verdadeiramente online, algo que eu não cheguei a experimentar, mas aí acredito que as coisas pudessem ser mais interessantes. No entanto, não fiquei com razão nenhuma para voltar a pegar no jogo, depois de ter feito a história principal. A não ser que o quisesse rejogar com uma diferente personagem de outra classe, o que não o fiz.

A nível audiovisual já foi um jogo muito mais bem conseguido que o anterior. Seja simplesmente pela apresentação dos menus, o facto de ter voice-acting, ou os níveis muito melhor detalhados, com as planícies cheias de vegetação e de vida, ou as cavernas cheias de detalhe.

Spot Goes to Hollywood (Sega Saturn)

Por cá tínhamos o Fido, mas nos EUA, a mascote da 7-Up era o Cool Spot, uma pinta vermelha cheia de atitude e que naturalmente acabou por chegar aos videojogos. O mais conhecido por cá foi talvez o Cool Spot, embora tenha sido lançado cá sem qualquer referência à 7Up.  Depois do Cool Spot, a Virgin decidiu lançar um novo jogo intitulado Spot Goes to Hollywood, lançado originalmente para a Mega Drive. Ao contrário do anterior que era um jogo de plataformas tradicional em 3D, neste último resolveram fazer um jogo de plataformas pseudo-3D, com perspectiva isométrica. No ano seguinte a Virgin decidiu lançar uma nova versão do Spot Goes to Hollywood a pensar exclusivamente nas consolas 32-bit e é essa versão que cá trago hoje, mais nomeadamente a da Sega Saturn. A minha cópia foi comprada algures em Julho do ano passado, na feira da Vandoma no Porto, por 4€.

Jogo com caixa e manual

Este é um daqueles videojogos em que a personagem principal se perde num filme, num livro, ou noutra coisa qualquer. Mas como o nome do jogo indica, o Spot vai andando a saltar entre diferentes lugares comuns do cinema, começando nos filmes de piratas, de aventura que nem os Indiana Jones, ou de Terror. Ocasionalmente passamos por outros tipos de filmes em níveis de bónus diferentes, mas já lá vamos.

Apesar de ser uma versão bem mais polida, mantêm os mesmos problemas de um jogo de plataformas em perspectiva isométrica.

Tal como na sua versão 16bit, este é também um jogo na perspectiva isométrica. E também tal como nos clássicos, este é um simples jogo de plataformas onde temos um botão para saltar e outro para atacar, ao disparar projécteis das mãos, sendo esta a única forma de atacar os inimigos que nos vão surgindo. Mas ao contrário da versão Mega Drive, onde tínhamos de apanhar todas as pintas vermelhas presentes no nível antes de podermos desbloquear o seguinte, aqui não é preciso tal coisa. E como não somos obrigados a procurar em cada recanto, os níveis são também mais lineares e com caminhos directos com algum platforming à mistura. No entanto, sendo um jogo isométrico, possui também as mesmas limitações do estilo. Devido ao ângulo de câmara fixo, nem sempre é fácil medir distâncias, e tendo em conta que apenas conseguimos acertar nos inimigos quando estivermos 100% alinhados com eles, muitas vezes acabamos por falhar. O mesmo pode ser dito dos saltos!

Onde é que já vi isto a acontecer?

Para além de saltar e disparar, poderemos encontrar alguns itens que nos ajudarão ao longo do jogo, desde itens que nos regenerem a vida, escudos, bombas ou mesmo vidas extra que podem também ser ganhas a cada 100 pintas vermelhas que apanhemos. Para além disso temos também estrelas que podemos apanhar, 5 por nível para ser mais específico. E tal como as pintas vermelhas, não somos obrigados a as apanhar todas para completar os níveis, mas se queremos completar o jogo a 100% e ver o final completo, então teremos de as apanhar todas. E aí já teremos mesmo que explorar tudo e procurar inclusivamente portais que nos levem para salas secretas, ou até para níveis extra. Os níveis em si, para além de serem mais lineares que os da versão Mega Drive, vão sendo quase todos de plataformas, excepto alguns com auto scrolling, onde geralmente estamos a conduzir um veículo. Temos um nível inspirado no Jurassic Park onde conduzimos um jipe enquanto escapamos de um T-Rex, outro num carrinho de uma mina que costuma ser um cliché habitual, ou outro onde voamos numa vassoura mágica. Tendem a ser níveis com um scrolling rápido, especialmente o do minecart, obrigando-nos a ter reflexos rápidos e conseguir tomar decisões acertadas num espaço de segundos. Podem ser níveis algo frustrantes, especialmente se os queremos completar a 100% e encontrar todas as estrelas.

O jogo até possui umas sprites bem detalhadas!

De resto, a nível gráfico, até que é um jogo bastante interessante, justificando-se bem o “upgrade” entre a versão Mega Drive e esta mais recente. Os níveis são relativamente simples, mas achei as sprites dos inimigos bem detalhadas e animadas! Por outro lado as músicas são também agradáveis, e os efeitos de som competentes. No fim de contas, até que acaba por ser um jogo interessante. No entanto, apesar de ser uma versão bem mais polida, mantêm os mesmos problemas de um jogo de plataformas em perspectiva isométrica.

Ghostbusters II (Nintendo Gameboy)

Os filmes Ghostbusters são um dos pontos altos de qualquer miúdo que cresceu no final da década de 80 ou inícios de 90. E como todos os filmes de tremendo sucesso, os videojogos vieram logo atrás. No entanto a primeira adaptação do primeiro filme deixou muito a desejar, já no segundo filme as coisas ficaram algo complicadas, pelo menos nas consolas da Nintendo. Isto porque a Activision, que detinha os direitos do filme, desenvolveu um videojogo e depois a HAL Laboratory, na altura de Satoru Iwata acabou também por desenvolver um outro jogo inspirado no Ghostbusters II, jogo esse que acabou por sair apenas no Japão e europa precisamente para evitar problemas com licenças. E essa versão da HAL acabou sendo também convertida para a Gameboy, versão essa que cá trago hoje em mais uma rapidinha. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto, tendo sido comprado algures em Maio e ficando-me a menos de 1€, pois veio num bundle.

Apenas cartucho

Este é um jogo de acção com uma perspectiva vista de cima, que me faz lembrar de certa forma videojogos como o Zombies, da Konami. Apesar de ser um jogo para 1 jogadore, na verdade acabamos por controlar 2 caça-fantasmas. O activo dispara os raios de protões capazes de paralisar os fantasmas, enquanto o segundo caça-fantasmas vem-nos seguido e podemos obrigá-lo a lançar a armadilha que aprisiona os fantasmas. Vamos percorrendo vários níveis dessa forma, onde o objectivo é o de neutralizar todos os fantasmas presentes no nível, com um confronto com um boss no último nível de cada zona. Pelo caminho vamos encontrando outros caça-fantasmas que também nos vão dando itens como invencibilidade temporária, ou uma arma poderosa que desintegra  os fantasmas, sem recurso à armadilha para os aprisionar.

Um botão para o nosso Ghostbuster disparar, outro para o companheiro lançar a armadilha para os aprisionar

Apesar deste jogo ser uma conversão do da NES, existem aqui algumas diferenças, nomeadamente pela falta de alguns níveis, ou do facto do segundo caça-fantasmas que apenas nos segue não ser invulnerável, excepto durante o confronto com os bosses, o que nos dá muito jeito pois conseguimos ficar atrás dele e por vezes esquivamo-nos de levar com algum dano.

Durante os confrontos contra os bosses, o segundo ghostbuster está invulnerável, o que nos dá um jeitaço

A nível audiovisual é um jogo bastante simples, com apenas os Ghostbusters em si serem reconhecíveis, bem como o vilão principal e aquele fantasma verde que serve de uma espécie de mascote do filme. Todas as outras sprites são algo pequenas e não há lá muita variedade e detalhe nos níveis. As músicas, por outro lado, estão bastante agradáveis. Mas fico com mais vontade de jogar a versão NES, que por sua vez se chama de New Ghostbusters II.

 

Adidas Power Soccer 2 (Sony Playstation)

Hoje em dia se quisermos jogar algum videojogo de futebol, poucas são as alternativas de qualidade face às séries FIFA e Pro Evolution Soccer. Nos anos 90 não era assim, e quando entraram as 32bit em campo não foi excepção. A Psygnosis, outrora grande estúdio europeu, tinha também a sua própria série de futebol, a Adidas Power Soccer, que em 2 anos lançou 4 jogos! A rapidinha de hoje vai-se incidir no Adidas Power Soccer 2, cujo meu exemplar veio de uma das minhas idas à feira da Vandoma, tendo-me custado 2€.

Jogo completo com caixa e manual

Ao contrário de muitos dos jogos de futebol da era das máquinas 16bit, que envelheceram bem com o passar dos anos, o mesmo não pode ser dito da maioria destes jogos da era 32bit, com o seu 3D primitivo. Os gráficos neste Adidas Power Soccer 2 são mauzinhos e o som, apesar de possuir alguns comentadores, poderia estar melhor trabalhado.

Olhem o Figo, quando ele jogava à bola ainda pelo Barcelona

De resto o jogo apresenta vários modos de jogo, desde partidas amigáveis, passando por campeonatos e outros tipos de torneios. Podemos escolher várias selecções nacionais e clubes, com muitos dos nomes dos jogadores a serem os reais. Possui o meu F. C. Porto logo no top das 20 equipas mais poderosas da Europa, portanto já lhe dou mais atenção!

Temos várias selecções e clubes a escolher, incluindo o meu FC Porto

Uma coisa que não gostei muito foi a jogabilidade. É possível alterar uma série de parâmetros como a altura do dia ou noite em que jogamos uma partida, o tipo de relvado, ou o critério do árbitro, que pode ser nulo, leniente ou severo. Também podemos alternar entre uma jogabilidade arcade e de simulação, se bem que eu prefiro o primeiro. Uma das acrobacias que podemos fazer é também um flying kick que mais parece saído do Mortal Kombat, e independentemente do critério do árbitro, por vezes nem é apitado nada!