The Shivah: Kosher Edition (PC)

Voltando às rapidinhas no PC para mais um jogo indie, nomeadamente a primeira aventura gráfica lançada pelo pequeno estúdio de David Gilbert, o Wadget Eye Games, responsável pela série Blackwell, ou o Gemini Rue. E o artigo vai ser curto pois também consegui chegar ao final do jogo em cerca de uma hora, a história é muito pequena. No entanto até que tem a sua graça, pois não é todos os dias que jogamos com um Rabi, que para quem não sabe é uma espécie de “padre judeu”. E este Shivah entrou na minha colecção após ter-me sido oferecido num sorteio num fórum de videojogos.

Shivahgame

Conforme pode ser observado logo no título, este jogo tem uma influência muito forte nas tradições judaicas, pois jogamos com um Rabi que se encontra a passar por alguns dilemas éticos e religiosos e decide fechar a sua sinagoga. Mas na noite em que tomou essa decisão recebe a visita de um detective que lhe dá a notícia que um antigo frequentador da sua sinagoga foi assassinado e lhe deixou uma herança de 10000 dólares, dinheiro mais que suficiente para manter a sua sinagoga que estava a ultrapassar uma grave crise financeira. Mas o que surpreendeu realmente o Rabi Ross Stone é o facto de ele e a vítima terem-se zangado seriamente há uns anos atrás. Assim sendo, e como forma de se redimir por ter-se zangado com o falecido, tenta descobrir o mistério por detrás do seu assassinato.

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A Kosher Edition tem uns retratos bem mais detalhados que a edição normal

E as mecânicas deste jogo são as tradicionais de um jogo de aventura point and click, com um botão do rato para interagir com objectos/pessoas, e o outro para simplesmente tecer um comentário sobre os mesmos. Dispomos também de um inventário e de uma lista de pistas que podemos correlacionar para descobrir novas pistas que nos levem mais próximo de resolver o mistério, tal como foi feito posteriormente em alguns jogos da série Blackwell. Para além do mais, nos diálogos temos sempre diferentes abordagens nas nossas perguntas/respostas, podendo nós ser mais bem educados ou sarcásticos, ou então utilizar as “rabbinical response”, que consiste em sermos uns chatos do caraças e responder cada pergunta com outra pergunta. Apesar de as mecânicas de jogo serem simples e eficazes, o jogo peca muito pelo seu pouco conteúdo, pois o mistério resolve-se muito rapidamente e não há assim tanta coisa a acontecer.

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Ainda há espaço para algumas ligações à série Blackwell

Graficamente é um jogo com um look bem retro com recurso à pixel art, fazendo lembrar alguns clássicos dos finais da década de 80/inícios da década de 90. No entanto esta Kosher Edition tem os gráficos mais polidos, em especial os dos retratos das personagens sempre que falam, estando agora mais detalhado. A música é OK e suponho que tenha várias influências de melodias judaicas, infelizmente o que não está tão bom é o voice-acting, pois é bem inconsistente. Enquanto que em algumas personagens como os Rabis está ok, no Joe DeMarco está muito mau. No fim de contas este é um bom jogo clássico de aventura point and click, mas peca bastante por ser demasiado curto, embora tenha potencial para ter uma boa história que merecia ter sido bem mais desenvolvida.

Last Bronx (Sega Saturn)

Last BronxLast Bronx é o último bastião dos jogos de luta em 3D, pelo menos da Sega, para a sua consola 32bit. É uma espécie de sucessor espiritual de Fighting Vipers pelo menos no seu conceito urbano com os combates armados à lá Soul Edge. É tambem produto original da Sega AM#3, o mesmo estúdio da Sega que nos trouxe pérolas das arcades como Sega Rally, Manx TT ou Virtual On: Cyber Troopers. A minha cópia foi comprada algures no ano passado por 5€ a um particular e está em óptimo estado.

Last Bronx - Sega Saturn
Jogo completo com caixa e manuais

O conceito por detrás de Last Bronx leva-nos a uma cidade de Tóquio em decadência, onde vários gangues começaram a lutar violentamente entre si de forma a garantir o seu poder nas actividades ilícitas da capital nipónica. Até que surge uma espécie de convite/ameaça em juntarem os líderes de todos os gangues num torneio, torneio esse cujo vencedor ganharia o direito de controlar o submundo de Tóquio com o seu gang. O resto é a porrada do costume, mas desta vez com algumas armas “brancas”, como bastões, nunchaku’s, cacetetes e mais bastões.

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Infelizmente a selecção de lutadores não é muita e apenas temos um lutador secreto a desbloquear.

E em Last Bronx temos vários modos de jogo já habituais em jogos de luta 3D, nomeadamente o arcade, que é uma representação fiel à vertente singple-player nas máquinas de arcadas, o versus que nos coloca à porrada contra um amigo e outros modos de jogo como o survival, onde defrontamos uma série de inimigos após cada round e sem a nossa vida regenerar, ou o time attack, onde o objectivo é chegar ao fim do jogo no menor tempo possível. Também temos o Saturn mode que é uma variante do modo arcade, onde os combates tomam uma ordem aleatória excepto o combate final, que nos coloca sempre contra o rival da nossa personagem escolhida. Antes e depois desse combate temos direito a pequenas cutscenes com diálogos entre as personagens, sendo que podemos chamar a este modo de jogo o modo “história”. Para além desses ainda temos dois modos de jogo distintos para treinarmos os nossos movimentos. Enquanto o “Free Practice Mode” deixa-nos à vontade para espancar um coitado indefeso, o “Aerial Combo Practice Mode” tal como o seu nome indica, serve para treinarmos os combos aéreos, antes de o nosso oponente cair ao chão. Infelizmente o tutorial completo existente na versão japonesa sob a forma de um disco extra, repleto de conteúdo com tradução necessária, não foi incorporado na edição ocidental.

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Os aerial combos são uma parte importante das mecânicas de jogo e tiveram direito a um modo de treino exclusivo para as mesmas

Os controlos são algo semelhantes aos Virtua Fighters da Saturn, com os três primeiros botões faciais a servirem para defender, dar murros ou pontapés, e os restantes são combinações de outros botões, não deixando claro de dar jeito para desencadear alguns combos ou outros golpes especiais. E Last Bronx é um bastante agressivo: O timer de cada round tem por defeito uma duração de 30s e os ataques com armas dão um dano bem considerável, o que se juntarmos ao pacing elevado com que os combates decorrem, temos aqui um jogo bem emocionante de se jogar.

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Cutscenes com as vozes originais e legendas em inglês? A única coisa boa em não haver budget suficiente para traduções totais de um jogo.

Graficamente é um jogo bem interessante. Naturalmente o original lançado para uma das revisões do sistema Model 2 está repleto de detalhes que a versão Sega Saturn não tem, como gráficos em “alta resolução” com lutadores e arenas bem modelados. Ainda assim não deixa de ser um bom jogo 3D na consola de 32bit da Sega. As personagens têm detalhe quanto baste, embora ainda esteja algo longe do detalhe alcançado pelo Virtua Fighter 2. No entanto o jogo não deixa de ter uma resolução alta e um bom framerate, conseguindo algo que Virtua Fighter não conseguiu: os backgrounds completamente poligonais. Mas deixando esses aspectos mais técnicos de fora, Last Bronx foi um jogo que fez sucesso no Japão pelos seus cenários serem inspirados em localidades reais de Tóquio, fazendo com que todas as arenas sejam em áreas urbanas. Infelizmente é tudo à noite… Outro aspecto interessante de ser referido é que, tal como Soul Blade/Edge, este foi um dos primeiros jogos de luta a utilizar técnicas de captura de movimentos nas personagens, o que explica a fluidez das animações. Existe até a circular no Japão uma espécie de documentário que evidencia esse processo.

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A versão caseira também conseguiu manter o efeito gráfico das armas em movimento

E tal como referi anteriormente o jogo tem algumas cutscenes, em especial no “Saturn Mode”. Antes do embate contra o nosso arqui-rival temos direito a uma pequena cutscene falada com o próprio motor gráfico do jogo, mas depois de vencermos essa última batalha teremos direito a pequenas cutscenes anime, que têm um bom voice acting e pecam unicamente por serem pequenas. As músicas têm o feeling inconfundível das obras da Sega nas arcades daquele período, embora sinceramente já não sejam tão do meu agrado devido a serem na sua maioria techno/electrónica.

No fim de contas, este é mais um óptimo jogo de luta 3D que infelizmente não recebeu o seu merecido sucesso, e por isso mesmo não ouvimos mais nada sobre uma eventual sequela, o que é pena. Ainda assim, e embora não tenha o carisma de um Virtua Fighter ou Fighting Vipers, é mais uma excelente alternativa aos fãs do género que possuam a malfadada e incompreendida consola de 32bit da Sega.

Star Wars: Masters of Teras Kasi (Sony Playstation)

Masters of Teras KasiVoltando agora à série de ficção científica Star Wars para mais uma rapidinha a um jogo que acabou por ser bastante polémico por ser mauzinho: Masters of Teras Kasi é um jogo de luta 1 contra 1 em 3D, tal como Virtua Fighter ou Tekken e enquanto o universo de Star Wars está repleto de personagens que figurariam bem num jogo de luta (mediante se se pudessem utilizar os lightsabers e afins), a verdade é que as coisas não foram lá muito bem aproveitadas aqui. O jogo entrou na minha colecção após ter sido comprado entre um ou dois meses atrás, tendo-me custado 3€ na Cash Converters de Alfragide.

Star Wars - Masters of Teras Kasi - Sony Playstation
Jogo com caixa e manual

O jogo decorre no universo de Star Wars compreendido entre os episódios IV e V, a “primeira” trilogia, portanto. Algures depois do ataque à Death Star, o Imperador recruta os serviços de Arden Lyn, uma mestre na arte marcial de Teras Kasi, para assassinar os membros mais importantes da aliança rebelde, incluindo claro está Luke Skywalker, Han Solo e a Princesa Leia. Misturando mais algumas personagens como Boba Fett ou guardas de Tatooine, parecia estar aqui uma receita para o sucesso, não fosse a jogabilidade mázinha. Isto porque este é um jogo lento, pobre em animações – os personagens quase que parecem marionetas a mexerem-se, e os controlos não têm uma boa capacidade de resposta. O facto de podermos usar armas como light sabers ou armas laser também introduziu alguns imbalanceamentos, onde os light sabers acabam por ser bem mais eficazes, apesar de as animações também me parecerem estar mázinhas. O jogo tem também apenas 2 modos: o “arcade” e um versus para 2 jogadores. Mas ao menos poderemos ir desbloqueando algumas personagens novas, como o Darth Vader ou a princesa Leia na sua forma de escrava, por exemplo.

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Os cenários vão sendo variados e são certamente a coisa mais “bonita” do jogo.

Graficamente é um jogo com backgrounds bonitos e animados, alguns até com Snowspeeders e AT&ATs a combaterem no fundo, mas as personagens tal como referi atrás parecem marionetas, há algo ali que não bate certo. Os efeitos sonoros são OK, já a música sendo licenciada de toda a série Star Wars, naturalmente que é muito boa. De resto, quer se queira quer não, este é um daqueles jogos que apenas recomendo aos fãs de Star Wars, ou aficcionados em jogos de luta no geral, embora esses certamente irão ficar desapontados com a jogabilidade deste jogo.

Mass Destruction (Sega Saturn)

Mass Destruction

Ora cá está um jogo que faz plena justiça ao seu nome: Mass Destruction! Infelizmente é um jogo relativamente simples e sem muito conteúdo, pelo que esta análise também não será longa. Este jogo faz-me lembrar a série “Strike”, pelo seu contexto militar e pelo facto de termos sempre um briefing antes de cada missão, onde teremos uma série de objectivos a cumprir, como destruir radares, centrais de energia ou escoltar algum VIP em zona de combate. Mas ao invés de termos um helicóptero, conduzimos sempre um tanque e as coisas no geral são bem mais “arcade” do que realistas. Este jogo entrou na minha colecção algures em 2010 ou 2011, não me recordo bem. Foi-me oferecido por um amigo de infância, e infelizmente não está nas melhores condições. Assim que arranjar uma versão melhor obviamente que será substituída. Edit: recentemente arranjei por 1€ uma caixa em melhor estado que acabei por substituir pela anterior.

Jogo com caixa e manual português

Tal como na série Strike, há por aí um país qualquer com planos terroristas e cabe a um one-man army com o seu super tanque travar as ambições megalómanas desse exército misterioso. Inicialmente dispomos de um menu onde podemos seleccionar a campanha a jogar, cada uma com mais níveis/missões que a anterior e supostamente com um grau de dificuldade também. Depois disso teremos de escolher qual o tanque para levar à campanha, tendo nós 3 hipóteses de escolha. Temos um tanque que é all around, tanto em armadura, ataque e agilidade, outro que é mais rápido mas têm menos defesa e por fim temos o inverso, um mega tanque bem robusto mas sacrifica na agilidade. E de resto somos largados num mapa repleto de edifícios prontos a ser destruídos e vários inimigos que se tentam opor ao nosso poderio ofensivo, desde soldados equipados com rocket launchers ou lança-chamas, a outros veículos terrestres e não só.

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À esquerda: os tanques que podemos escolher. À direita: BOOOM!

E neste jogo apesar de termos alguns objectivos primários traçados que teremos obrigatoriamente de os cumprir para avançar para a missão seguinte, não necessitamos obrigatoriamente de nos cingir a apenas esses. Por vezes teremos alguns objectivos secundários ou mesmo outros secretos que só os descobrirmos ao explodir com alguma coisa que não era necessariamente suposto. Mas esses objectivos dão acesso posteriormente a algumas missões extra portanto… bombs away! No entanto, se nos quisermos apenas cingir aos objectivos principais, basta consultar o radar ou mapa que os alvos a abater aparecem indicados no ecrã. Se não me engano temos 25 missões normais ao longo das 5 campanhas, mas são 35 missões ao todo se desbloquearmos as secretas. Infelizmente não há muita variedade, sendo quase todas “destrói edifício x”, existindo algumas excepções quando temos de escoltar alguém ou abater alvos que podem fugir. De resto para além da metralhadora pesada existem imensos outros tipos de munição que podemos descobrir, desde morteiros, mísseis normais, outros teleguiados, lança-chamas, etc. O jogo pode não ter muita variedade de coisas para fazer, mas ao menos é divertido!

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Nos audiovisuais é um jogo fraquinho, mas diverte qb

Graficamente não é um jogo assim tão bom. Os cenários não têm muito detalhe e, apesar de existirem variedades de desertos, trópicos, neve e urbano, as texturas não são nada boas e têm uma resolução muito baixa. E os modelos poligonais são ainda muito simplistas e primários, este não é um jogo que prima propriamente pelo seu poderio gráfico. Ainda assim, devido ao facto de ter sido desenvolvido primariamente para a consola da Sega, é das poucas excepções em que um jogo 3D consegue ser melhor na consola da Sega do que na da rival Sony, e os tempos de loading são bem menores. Os efeitos sonoros são OK, mas a música merecia ser melhor para um jogo cheio de acção como este. Existem também algumas cutscenes entre cada campanha, mas infelizmente também não são lá muito famosas. Fazia-se o que se podia!

Resumindo este é um jogo simples e tecnicamente não muito famoso. Mas para quem quiser apenas uma desculpa para andar a destruir tudo à sua volta com o seu tanque então sim, Mass Destruction marca pontos!

Isolated Warrior (Nintendo Entertainment System)

Isolated WarriorBenvindos à primeira análise de um jogo de NES neste blogue. Isolated Warrior é um jogo que comprei “porque sim” e sinceramente nunca tinha ouvido falar sequer que o dito existia. E por mais deprimente que seja, este Isolated Warrior é para já o meu único jogo de NES, pelo que tão cedo não teremos outro artigo. O jogo entrou na minha colecção no ano passado, tendo vindo num pequeno bundle que comprei, com o Virtua Cop 2 da Saturn mais a sua lightgun. Dividindo as contas, ficou-me por 5€, sendo apenas o cartucho. E devo dizer que o jogo me impressionou bastante pela positiva!

Isolated Warrior - Nintendo Entertainment System
Jogo, apenas cartucho

Vindo das empresas obscuras KID e VAP, este jogo é um shooter futurista com uma perspectiva isométrica, algo como o clássico Zaxxon da Sega, no início da década de 80. Para além de shooter, tem também ligeiros elementos de platforming, na medida em que dispomos de um botão para saltar. E a história de Isolated Warrior é simples: no futuro, algures num planeta habitado por humanos, vê-se invadido por uma raça alienígena que dizimou bastante a população desse planeta. Os esforços militares não resultaram, mas nada que fizesse desmotivar Max Maveric, o top shot lá do sítio, lançando-se sozinho num combate para libertar o planeta do domínio extraterreste. É preciso mais?

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Ao longo do jogo teremos direito a pequenas cutscenes que nos vão contando a história

Inicialmente começamos o jogo nas ruas do planeta Pan, com Max a andar a pé e disparar sobre tudo o que mexe. Dispomos de 2 armas principais, uns projécteis lineares que disparam directamente para a frente, ou uns projécteis mais fracos, mas que alcançam uma área maior. Podemos alternar livremente entre as duas armas ao carregar no botão select. Também como é habitual temos uma arma especial de munição limitada, nomeadamente umas bombas que causam dano forte sobre uma área maior. Depois temos uma barra de energia que teremos de ter cuidado para que não se esvazie e nos faça perder uma vida. Ao longo do jogo veremos imensos power-ups, onde para além de items que nos regenerem a vida, aumentem a nossa agilidade, ou restabeleçam algumas dessas bombas especiais, temos também powerups que dão um dano maior nas nossas armas principais, tal como é feito nos Gradius. Só que se perdemos uma vida, lá se vão os powerups nas armas e teremos de começar de novo com os tiros fracos. Isso é mais preocupante nos combates com os bosses, que existem sempre no final de cada nível, ou ocasionalmente até nos mid-bosses que teremos em alguns mísseis.

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Em algumas secções do jogo, como esta, o facto de podermos saltar será posto à prova

Um outro item é um escudo que nos protege até termos sido atingidos por 5 projécteis. O facto de termos um botão para saltar também adiciona alguns elementos de estratégia. Podemos saltar por cima de alguns inimigos e os seus projécteis, embora por vezes seja algo complicado distinguir entre inimigos terrestres e aéreos. Os aéreos têm sempre uma sombra por baixo, mas por vezes no meio de toda a confusão torna-se difícil de os distinguir. O facto de podermos saltar inclui também alguns elementos de platforming, onde por vezes teremos de saltar sobre abismos ou sobre solos que nos causam dano. Inicialmente no primeiro nível andamos a pé, mas no segundo usamos um jetpack enquanto sobrevoamos um rio. Por vezes teremos essa benesse de usar um veículo que voa, então os elementos de platforming perdem a sua razão de ser, no entanto podemos sempre usar os saltos para nos esquivarmos dos inimigos na mesma. Um dos outros veículos que usamos é uma moto bastante veloz, onde teremos de percorrer um nível a alta velocidade, numa estrada repleta de abismos sem fundo, onde para além de todos os inimigos teremos de ter um cuidado muito especial com o que nos rodeia.

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Alguns boss estão muito bem detalhados como este, embora para isso se sacrifiquem os backgrounds. Mas tal será explicado na cutscene seguinte…

Graficamente é um jogo interessante, pelo menos considerando as capacidades da NES sem o uso de nenhum chip adicional. Temos diversos cenários com um nível considerável de detalhe, desde as tais ruas em ruínas, o rio, ou os desfiladeiros já falados, mas também a estação espacial dos aliens são alguns dos cenários que teremos de atravessar. Inicialmente dispomos de 6 níveis, mas se os conseguirmos completar a todos sem perder nenhuma vida, desbloqueamos o sétimo e último nível, onde teremos pela frente o verdadeiro boss final e também o final real do jogo. Geralmente no fim de cada nível temos também direito a umas pequenas “cutscenes” – são pequenas mesmo, nada ao nível dos Ninja Gaidens, mas que ao mesmo tempo vão sendo úteis para nos contextualizar com a história. Passando para os efeitos sonoros e música, os primeiros são OK, e a música, bom, se há algo que eu realmente gosto na NES é o seu chip de som, responsável por nos ter dado a conhecer imensas músicas que se tornaram autênticos hinos desta indústria. E por incrível que pareça num jogo tão obscuro como este, Isolated Warrior tem uma banda sonora excelente.

No fim de contas devo dizer que este foi um jogo que me impressionou bastante, sendo muito provavelmente uma hidden gem do catálogo de shooters da NES, pela sua jogabilidade interessante, um bom pacing de jogo com muita acção, visuais decentes e uma excelente banda sonora. Recomendo a todos os fãs de shooters.