Spot Goes to Hollywood (Sega Saturn)

Por cá tínhamos o Fido, mas nos EUA, a mascote da 7-Up era o Cool Spot, uma pinta vermelha cheia de atitude e que naturalmente acabou por chegar aos videojogos. O mais conhecido por cá foi talvez o Cool Spot, embora tenha sido lançado cá sem qualquer referência à 7Up.  Depois do Cool Spot, a Virgin decidiu lançar um novo jogo intitulado Spot Goes to Hollywood, lançado originalmente para a Mega Drive. Ao contrário do anterior que era um jogo de plataformas tradicional em 3D, neste último resolveram fazer um jogo de plataformas pseudo-3D, com perspectiva isométrica. No ano seguinte a Virgin decidiu lançar uma nova versão do Spot Goes to Hollywood a pensar exclusivamente nas consolas 32-bit e é essa versão que cá trago hoje, mais nomeadamente a da Sega Saturn. A minha cópia foi comprada algures em Julho do ano passado, na feira da Vandoma no Porto, por 4€.

Jogo com caixa e manual

Este é um daqueles videojogos em que a personagem principal se perde num filme, num livro, ou noutra coisa qualquer. Mas como o nome do jogo indica, o Spot vai andando a saltar entre diferentes lugares comuns do cinema, começando nos filmes de piratas, de aventura que nem os Indiana Jones, ou de Terror. Ocasionalmente passamos por outros tipos de filmes em níveis de bónus diferentes, mas já lá vamos.

Apesar de ser uma versão bem mais polida, mantêm os mesmos problemas de um jogo de plataformas em perspectiva isométrica.

Tal como na sua versão 16bit, este é também um jogo na perspectiva isométrica. E também tal como nos clássicos, este é um simples jogo de plataformas onde temos um botão para saltar e outro para atacar, ao disparar projécteis das mãos, sendo esta a única forma de atacar os inimigos que nos vão surgindo. Mas ao contrário da versão Mega Drive, onde tínhamos de apanhar todas as pintas vermelhas presentes no nível antes de podermos desbloquear o seguinte, aqui não é preciso tal coisa. E como não somos obrigados a procurar em cada recanto, os níveis são também mais lineares e com caminhos directos com algum platforming à mistura. No entanto, sendo um jogo isométrico, possui também as mesmas limitações do estilo. Devido ao ângulo de câmara fixo, nem sempre é fácil medir distâncias, e tendo em conta que apenas conseguimos acertar nos inimigos quando estivermos 100% alinhados com eles, muitas vezes acabamos por falhar. O mesmo pode ser dito dos saltos!

Onde é que já vi isto a acontecer?

Para além de saltar e disparar, poderemos encontrar alguns itens que nos ajudarão ao longo do jogo, desde itens que nos regenerem a vida, escudos, bombas ou mesmo vidas extra que podem também ser ganhas a cada 100 pintas vermelhas que apanhemos. Para além disso temos também estrelas que podemos apanhar, 5 por nível para ser mais específico. E tal como as pintas vermelhas, não somos obrigados a as apanhar todas para completar os níveis, mas se queremos completar o jogo a 100% e ver o final completo, então teremos de as apanhar todas. E aí já teremos mesmo que explorar tudo e procurar inclusivamente portais que nos levem para salas secretas, ou até para níveis extra. Os níveis em si, para além de serem mais lineares que os da versão Mega Drive, vão sendo quase todos de plataformas, excepto alguns com auto scrolling, onde geralmente estamos a conduzir um veículo. Temos um nível inspirado no Jurassic Park onde conduzimos um jipe enquanto escapamos de um T-Rex, outro num carrinho de uma mina que costuma ser um cliché habitual, ou outro onde voamos numa vassoura mágica. Tendem a ser níveis com um scrolling rápido, especialmente o do minecart, obrigando-nos a ter reflexos rápidos e conseguir tomar decisões acertadas num espaço de segundos. Podem ser níveis algo frustrantes, especialmente se os queremos completar a 100% e encontrar todas as estrelas.

O jogo até possui umas sprites bem detalhadas!

De resto, a nível gráfico, até que é um jogo bastante interessante, justificando-se bem o “upgrade” entre a versão Mega Drive e esta mais recente. Os níveis são relativamente simples, mas achei as sprites dos inimigos bem detalhadas e animadas! Por outro lado as músicas são também agradáveis, e os efeitos de som competentes. No fim de contas, até que acaba por ser um jogo interessante. No entanto, apesar de ser uma versão bem mais polida, mantêm os mesmos problemas de um jogo de plataformas em perspectiva isométrica.

Aladdin (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas na Gameboy, o jogo que cá vos trago hoje é mais uma adaptação para os videojogos de um dos filmes mais emblemáticos da Disney, o Aladdin. E de todas as comparaçõesde jogos multiplataforma que fazíamos nos anos 90, uma das mais populares era mesmo a do Aladdin, cujas versões Mega Drive e Super Nintendo eram inteiramente diferentes, visto uma ter sido produzida pela Virgin, e a outra pela Capcom, devido à Capcom ter já há alguns anos a licença exclusiva para produzir videojogos da Disney para consolas da Nintendo. Ora este Aladdin e o da NES fogem um pouco à regra visto serem conversões do original da Mega Drive. Este meu exemplar veio de um bundle que comprei na feira da Vandoma, algures há 2 meses atrás. Foram 22 cartuchos por 20€.

Apenas cartucho

Como esta é uma adaptação da versão Mega Drive, recomendo que leiam o respectivo artigo aqui. Os níveis são muito semelhantes, mas obviamente que as coisas foram muito downgraded nesta versão, o nível de detalhe e das animações está a anos luz da versão Mega Drive. Aquele nível específico onde fugimos num tapete voador de uma onda gigante de lava está muito mais lento e com menos obstáculos, acaba por ser bem mais simples de passar nesta versão.

Numa Super Game Boy até fica interessante

Ainda assim, para uma Gameboy, não acho que tenha sido uma má conversão, não de todo! Entre cada nível vamos tendo cutscenes que nos vão contando a história, as músicas continuam óptimas e isto jogado numa Super Game Boy até que fica com uma boa paleta de cores.

Exo Squad (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas da Mega Drive, o jogo que cá trago hoje é um título a meu ver bastante ambicioso, mas a sua execução infelizmente deixa bastante a desejar. Exo Squad é baseado numa série de animação do mesmo nome, que sinceramente não me lembro de alguma vez ter dado na televisão nacional. Era uma série passada no futuro, onde os humanos estavam numa luta contra os Neo-Sapiens, uma raça humanóide artificialmente criada, geneticamente superior, mas inicialmente usada como escravos dos humanos. O meu exemplar foi comprado a um particular algures no verão de 2016, custando-me 5€. EDIT: Posteriormente lá consegui arranjar também a caixa e manuais originais.

Jogo completo com caixa e manuais

O jogo decorre numa altura em que os humanos e os Neo Sapiens estão prestes a assinar um acordo de paz, mas subitamente somos chamados para investigar um salto temporal ilegal ao passado. Viajando para o passado vamos descobrindo que os Neo Sapiens estão por detrás de tudo e lá teremos de lhes travar os planos, viajando ao longo do tempo mas também do espaço. Nós controlamos os ExoSquad, uma unidade de elite da polícia lá do sítio, composta por Marsh, o líder, Wolf e a jovem Rita. Todos eles estão equipados dos seus mechas, mas cada um possui diferentes jogabilidades.

Na primeira vez em que joguemos em cada tipo de missão, temos um pequeno tutorial que nos relembra os controlos

No modo história, vamos poder experimentá-las todas. Os níveis de Marsh são níveis aéreos, que me fazem lembrar bastante o Space Harrier, visto os combates serem na mesma perspectiva de terceira pessoa, com a câmara colocada nas costas de Marsh. O problema é que a acção é bastante rápida com inimigos e obstáculos a surgirem de todos os lados e mesmo se activarmos o QMS (quick maneuvering system), então ainda é pior para nos desviarmos e acertarmos nos alvos. Ocasionalmente nestes níveis aéreos temos sempre um ou outro combate contra bosses. Os níveis da Rita são como se fossem jogos de luta 1 contra um, mas com controlos lentos e não muito intuitivos. Eu sei que pilotar um mecha daqueles deveria ser complicado, mas isto é um videojogo e poderiam ter simplificado os controlos.

Os níveis aéreos são bastante bonitos e fluídos, mas a acção é rápida demais, muitas das vezes

Os níveis de Wolf já são passados como se um sidescroller se passasse. Infelizmente a jogabilidade mais uma vez não é tão simples e directa como jogos como Contra ou Metal Slug. Com os botões cima e baixo controlamos a mira no sentido inverso aos ponteiros do relógio e vice-versa, respectivamente, enquanto o botão da esquerda faz com que nos agachemos. Com o A podemos activar um escudo que nos dura um segundo e depois precisa de vários segundos para ser recarregado, com o B podemos disparar e com o C saltar. Mais uma vez os inimigos vão surgindo de todos os lados, e mesmo ocasionalmente aparecendo alguns power ups que nos restabelecem alguma vida, a dificuldade já era acrescida sem os controlos manhosos, assim ainda complica mais. Temos de ir avançando lentamente e observar os padrões de movimento dos inimigos, usando os nossos escudos de forma inteligente e também esquivar sempre que possível dos mísseis que nos vão atirando. Principalmente com os bosses!

Depois para além do modo história podemos encontrar a opção Duel, que nos permite entrar em combates de 1 contra 1 tanto para um jogador, como em multiplayer para 2 jogadores. Um modo de jogo interessante, apesar dos controlos não serem tão intuitivos, ao menos sempre podem ser duas pessoas confusas a jogarem entre si.

O modo Duelo deixa-nos controlar outros robots para além o da Rita

A nível audiovisual, esse é um dos pontos fortes do jogo, pois os gráficos estão excelentes e muito bem detalhados, seja nos segmentos aéreos que geralmente possuem bonitos efeitos gráficos como o parallax scrolling. Os segmentos de sidescrolling possuem também níveis bem detalhados, assim como as arenas onde vamos andando à pancada. Entre cada nível vamos tendo também longas cutscenes que se assemelham um pouco aos desenhos animados, pelo que pelo menos no aspecto gráfico, a Novotrade está uma vez mais de parabéns. As músicas são também bastante agradáveis, assim como os efeitos sonoros.

O problema deste Exo Squad está mesmo na sua jogabilidade desnecessariamente complicada. Fosse esta mais simples e o jogo mais polido nos segmentos aéreos, e estaríamos aqui com um sério candidato de destaque no meio da biblioteca de jogos da Mega Drive.

Super Off Road (Sega Game Gear)

Voltando às rapidinhas e à Game Gear, hoje trago cá mais uma adaptação de um jogo arcade, cuja versão NES sempre foi a mais conhecida por ter sido convertida pela Rare. Mas existem muitas outras conversões que estiveram a cargo da Virgin Interactive incluindo para as consolas da Sega. O meu exemplar da Game Gear veio de um bundle de uma consola é vários cartuchos que comprei na feira da Vandoma do Porto por 10€, há uns meses atrás.

Apenas cartucho

Super Off Road, conhecido nas arcades como Ivan “Ironman” Stewart’s Super Off Road, por ter sido licenciado por um piloto do estilo, é um jogo de corridas num único ecrã, que faz lembrar jogos como Super Sprint da Atari. A diferença aqui é que os circuitos possuem obstáculos como rampas bem íngremes, poças de água ou pequenas colinas. Nunca fui o maior fã de jogos de corrida que decorrem apenas num único ecrã, sem qualquer tipo de scrolling ou afins. Isto porque por um lado os carros costumam ser bastante pequenos para o ecrã conseguir acomodar toda a pista, por outro lado também me costumo perder e baralhar todo em manter-me focado em qual é o meu carro e onde é que estou no meio da confusão. Felizmente a Game Gear, dado à sua natureza portátil, seria muito mais difícil, e potencialmente causaria miopia, manter todo o circuito no ecrã e deixar os carros microscópicos, pelo que aqui a câmara possui algum zoom e scrolling!

Apesar dos carros continuarem minúsculos, o facto de haver algum scrolling já é uma ajuda

Aqui o objectivo é chegar ao fim de cada corrida em primeiro lugar, sendo que recebemos prémios monetários ao chegar nos 3 primeiros lugares em cada circuito. Com esse dinheiro poderemos comprar alguns upgrades entre cada corrida, coisas como melhorar a aderência dos pneus ao terreno, os amortecedores, ou a capacidade de aceleração e/ou velocidade de ponta. Outros itens como nitros também podem ser comprados! Ao longo de cada circuito também vão surgindo alguns itens como dinheiro ou nitros extra em diversos pontos do ecrã, pelo que nos devemos esforçar para os apanhar também. De resto também é um jogo que pode ser jogado por 2 jogadores com recurso ao cabo de ligação entre Game Gears.

Graficamente não há muito a dizer, é um jogo simples, mas felizmente não perde muito em relação à versão Master System pela câmara possuir algum zoom e scrolling ao longo das pistas. Os carros continuam pequenos, mas ao menos agora é mais fácil não nos perdermos. A nível de som, sinceramente não acho que as músicas sejam muito boas, pelo menos não nas versões Sega 8Bit.

Entre cada corrida podemos visitar um ecrã de uma loja e comprar nitros ou upgrades para o carro.

Ainda assim é um jogo interessante para quem gostar do género, e o facto da versão Game Gear possuir algum scrolling na minha opinião é uma mais valia.

Beneath a Steel Sky (PC)

25689_frontJá há algum tempo que não jogava uma aventura gráfica do género point and click. E após visitar a minha conta no site gog.com relembrei-me que possuia uns quantos jogos freeware associados à minha conta desde que me registei. Um deles era mesmo o clássico Beneath a Steel Sky, da Revolution Software, os mesmos que mais tarde produziram a série Broken Sword. E este jogo é uma interessante mistura de temas mais sérios, sendo passado num futuro algo distópico onde cidades são na verdade mega corporações ou ditaduras que nos controlam como viver. Entretanto lá arranjei também uma cópia física numa feira de velharias por 5€.

Jogo em edição budget, de tal forma que nem um manual nem uma caixa de cd jewel case traz,

O herói desta aventura chama-se Robert Foster, este que em criança despenha-se com a sua mãe num acidente de helicóptero num deserto nas imediações da cidade de Union City. Apenas Robert sobreviveu ao desastre, tendo sido acolhido por uma tribo de aborígenes que vivia nessa zona. Robert eventualmente faz-se adulto e é levado de assalto pela Security, a polícia de Union City, que mata todos na tribo e leva Robert de novo para a cidade, sem prestar quaisquer explicações. A caminho da cidade, o helicóptero que os transporta sofre também um acidente e Foster aproveita a confusão para fugir. O resto do jogo será passado a tentar fugir da cidade, simultâneamente tentando saber mais detalhes sobre os seus mistérios, o que levou a mãe a fugir com Robert em criança e porque foi raptado vários anos depois.

Union City está repleta de arranha-céus. Mas ao contrário do que seria de esperar, os estratos sociais mais ricos são aqueles que vão estando mais próximo da superfície, não no topo das torres.
Union City está repleta de arranha-céus. Mas ao contrário do que seria de esperar, os estratos sociais mais ricos são aqueles que vão estando mais próximo da superfície, não no topo das torres.

A jogabilidade é a típica de um jogo point and click, que nos obriga a explorar todos cantos e recantos de cada cenário, à procura de itens escondidos ou objectos que possam ser interagidos, falar com pessoas e tentar combinações de itens que por vezes não pareçam ter muita lógica. É daqueles jogos em que é possível morrer, em certas alturas se não reagirmos rápido a alguma ameaça, se formos para o local errado à hora errada, ou se não tomarmos as devidas precauções, como entrar num reactor nuclear sem um fato protector. Portanto, ir gravando o nosso progresso no jogo, de preferência em ficheiros de save múltiplos, é algo que teremos de fazer com alguma frequência. O jogo foi desenvolvido com recurso à engine proprietária da Revolution, o Virtual Theatre. Uma das funcionalidades particulares dessa engine perante era a inteligência artificial mais avançada atribuída aos NPCs, permitindo-os ter rotinas e padrões de movimento que podem atravessar vários ecrãs. Isto é especialmente visível no nosso robot e companheiro Joey, que nos vai seguindo pelos ecrãs, embora a um ritmo mais lento, o que pode trazer algumas frustrações especialmente quando precisamos de apanhar elevadores. De resto a nível de jogabilidade resta-me apontar que os menus poderiam estar melhor implementados e nem sequer um ecrã título temos direito. Iremos também explorar alguns terminais e viajar mesmo para um mundo de realidade virtual dentro de LINC, a inteligência artifical que controla a cidade. Aí as coisas são algo estranhas e os puzzles que enfrentamos tornam-se um pouco incomuns.

Apesar de lidar com temas sérios da sociedade, o jogo está repleto de humor e personagens carismáticas
Apesar de lidar com temas sérios da sociedade, o jogo está repleto de humor e personagens carismáticas

A história é muito interessante, misturando conceitos mais sérios como ditaduras, guerras ou os perigos por detrás da inteligência artificial, com diálogos muito bem humorados e algumas personagens bastante carismáticas. O robot Joey então possui um humor muito corrosivo que me agradou bastante. O jogo está repleto de pequenos detalhes deliciosos, como uma referência num dos diálogos à camisola vestida por Robert, debaixo do seu casaco, e quando muito mais tarde acabamos por ver o que Robert tem vestido é algo hilariante. O cirurgião, o porteiro do clube mais estranho da cidade ou a senhora Piermont, que nos recebe em sua casa nuns trajes muito impróprios.

O conceito artístico deste jogo foi criado por um artista de banda desenhada e isso nota-se perfeitamente na cutscene de abertura, embora ache que a mesma deveria ser melhor idealizada.
O conceito artístico deste jogo foi criado por um artista de banda desenhada e isso nota-se perfeitamente na cutscene de abertura, embora ache que a mesma deveria ser melhor idealizada.

No que diz respeito aos audiovisuais, aí já possuo sentimentos mistos. O jogo começa logo com uma cutscene a abrir, em que aí sinceramente achei que o voice acting não está tão bom. E a cutscene em si é um pouco estranha, sinceramente não gostei nada. Mas depois quando entramos no jogo propriamente dito, então iremos explorar cenários bem detalhados, onde cada pixel está meticulosamente no sítio certo, resultando em personagens bastante expressivas, mesmo possuindo pouco detalhe. O voice acting vai alternando entre o bom e o mediano, com algumas personagens a resultarem bem melhor que outras. Mas no geral acho que a história está muito boa e só por isso já torna alguns dos seus defeitos bem perdoáveis. Ficou entretanto no ar a promessa de um Beneath the Steel Sky 2, o que é algo que eu vejo com bastante agrado, até porque este universo tem potencial para ser bem mais explorado.