The Terminator (Sega Mega Drive)

The Terminator foi um excelente filme de acção da década de 80. A sua sequela então nem se fala, é um dos meus filmes de acção preferidos. Naturalmente que, com o sucesso dos filmes não faltariam adaptações para os videojogos e pelo menos no caso das consolas da Sega foi a Virgin e a Probe que estiveram por detrás dos mesmos. A versão Master System já a cá tinha trazido antes, chegou agora a vez da versão Mega Drive. O meu exemplar foi comprado algures em Maio, veio do UK e ficou-me por algo próximo dos 5€.

Jogo com caixa e manual

A história é simples e toda a gente já a conhece. Algures no futuro a humanidade desenvolve uma poderosa inteligência artificial chamada Skynet que decide que a melhor solução para o planeta é exterminar os humanos. Após lançar um conflito nuclear que dizima a maior parte da população, produz uma série de cyborgs humanóides para exterminar os restantes. Ainda assim, com a resistência humana a dar luta, Skynet decide enviar um dos seus exterminadores para o passado, no ano de 1984, de forma a assassinar Sarah Connor, mãe do líder da resistência humana. Os humanos lançam então um dos seus soldados para o passado também, de forma a tentar proteger Sarah a todo o custo.

Graficamente não é nada do outro mundo mas devo dizer que até gostei deste segundo nível

Este jogo começa precisamente no futuro, onde encarnamos no papel de Reese, o humano escolhido para viajar ao passado. E começamos precisamente por nos esgueirarmos por entre os campos de batalha, trincheiras humanas e corredores repletos de exterminadores para procurar (e activar) a máquina do tempo que nos levará ao passado. Inicialmente munidos de granadas infinitas, ocasionalmente encontramos algumas bombas que devemos usar para limpar o ecrã de inimigos, e isto é algo que devemos fazer consistentemente, pois vamos tendo exterminadores e outros inimigos (nos outros níveis) a surgirem de todos os lados. Ao contrário da versão Master System, que tem um foco maior no platforming, esta versão Mega Drive é um sidescroller de acção puro e duro. Eventualmente lá encontramos uma metralhadora que dá mais jeito para combater os exterminadores e lá conseguimos viajar para o passado.

Polícias, exterminadores e bandidos, tudo nos quer matar!

Depois lá usamos uma caçadeira e temos de jogar com calma e ir limpando todos os inimigos que nos aparecem à frente. Ao contrário da versão Master System, aqui poderemos ter alguns power ups que nos restauram a vida e são extremamente úteis, até porque em níveis de dificuldade mais avançados é virtualmente impossível não sofrer dano. Tudo isto me parece muito bonito mas no entaanto temos apenas 4 níveis pela frenet, o que sabe a pouco.

A nível audiovisual, a versão Master System impressionava pelos ecrãs onde contava a história, mas esta versão Mega Drive por incrível que pareça é mais pobre nesse aspecto. Por outro lado as músicas são bem mais agradáveis!

Aqui não há cutscenes, só paredes de texto

Este The Terminator é então um jogo de acção que deixa um pouco a desejar e nalgumas coisas a versão Master System é surpreendentemente superior. No entanto existem outras versões também publicadas pela Virgin e que são jogos diferentes, como as versões NES, SNES e Mega CD que acaba por ser bastante superior à da Mega Drive. Mas isso seria tema para um outro artigo diferente.

Chuck Rock (Sega Master System)

Continuando pelas super rapidinhas, hoje trago-vos cá mais uma adaptação de um jogo para a Master System. A versão SMS do Chuck Rock é idêntica à da Game Gear, que eu já cá trouxe anteriormente, pelo que não vai haver muita coisa a mudar nesta versão. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu por algo em volta dos 6€ no passado mês de Março.

Jogo com caixa e manual

Tal como já referi acima, esta versão é muito idêntica à da Game Gear, com as mesmas mecânicas de jogo de um simples jogo 2D de plataformas, onde com um botão Chuck salta, com o outro ataca os inimigos com a barriga. Podemos  também apanhar rochas que tanto podem servir de arma de arremesso, como de plataforma para atingir locais de difícil acesso. A grande diferença está mesmo na resolução maior no ecrã, que nos permite ver mais do nível e evitar saltos de fé. De resto é o mesmo jogo que na Game Gear, onde os backgrounds não possuem qualquer detalhe e infelizmente a única música que existe é a faixa título, durante o jogo temos apenas os efeitos sonoros. Ao menos essa música é excelente, mesmo na Master System!

Dragon: The Bruce Lee Story (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas vamos agora para mais um jogo da Mega Drive. Dragon: The Bruce Lee Story é a adaptação do filme do mesmo nome que seria uma suposta biografia do famosíssimo actor de filmes de artes marciais, que teve um fim de vida trágico, infelizmente. Por acaso nunca vi o filme, mas a Virgin achou que seria boa ideia fazer um videojogo à volta do mesmo e nas consolas 16bit onde o mesmo foi lançado, este é essencialmente um jogo de luta com algumas particularidades. As versões Master System e Game Gear são um beat ‘em up à Streets of Rage, pelo que um dia destes haverei de as trazer cá. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Janeiro, tendo vindo num grande bundle de jogos de Mega Drive que tinha comprado a um particular.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Aqui controlamos Bruce Lee ao longo de várias cenas do filme, começando por lutar contra um marinheiro num bar em Hong Kong, cozinheiros num restaurante chinês, entre vários outros bandidos, supostamente sempre de cenas retiradas do filme. Entre cada combate temos também pequenas cutscenes com frases retiradas do filme, mas que nem por isso me esclarecem muito acerca da história em si.

Ao longo do jogo vamos lutar uma série de combates semelhantes aos do filme

Depois se estavam a contar com um clone de Street Fighter, infelizmente enganam-se redondamente, pois possui muitas nuances. Os combates são na sua maioria de 1 contra 1, mas temos pelo menos 2 combates onde teremos de defrontar 2 inimigos em simultâneo. Por outro lado, também podemos jogar o modo história de forma cooperativa com até 3 humanos contra o CPU, mas nem assim as coisas ficam muito mais facilitadas. O inconveniente é que só podemos jogar com Bruce Lee, seja em que vertente multiplayer for, sim, mesmo no versus. Depois as mecânicas de jogo são muito estranhas e este é mesmo daqueles jogos em que convém usar um comando de 6 botões, pois aí até o botão MODE é usado. Basicamente teremos diferentes tipos de socos e pontapés, que por sua vez também são diferentes mediante a distância para os oponentes. Abaixo da barra de vida de Bruce temos uma barra de energia que, à medida em que a formos enchendo e tendo um comando de 6 botões nos permite mudar de estilo de luta, desbloqueando por sua vez alguns golpes especiais, incluindo o uso de nunchakus, que por sua vez vão também gastando essa barra de energia. Mas não é um jogo nada fácil pois a inteligência artificial não dá tréguas mesmo em graus de dificuldade mais baixos. Bloquear ou desviar dos golpes dos nossos oponentes é vital, e o facto de as mecânicas de jogo serem algo estranhas não ajuda nada. Regra geral temos um certo número de tentativas para vencer um combate, e quando as mesmas são esgotadas, somos levados para um confronto contra o boss final (que é muito difícil). Se o vencermos, continuamos a aventura para no fim o defrontar outra vez.

Por vezes temos que defrontar mais que um oponente!

A nível gráfico, não posso dizer que seja um jogo tão bem detalhado quanto o Street Fighter II, mas mesmo assim não me parece mau de todo. A nível de som, para além de umas voice samples um pouco roucas, as músicas não são nada do outro mundo mas cumprem bem o seu papel.

Portanto este Dragon: The Bruce Lee Story parece-me, infelizmente, uma oportunidade perdida de terem feito algo com pés e cabeça. Os controlos demoram tempo a habituar e o facto de a IA não dar tréguas também não ajuda. Para além disso, a decisão de mesmo no multiplayer apenas podermos controlar Bruce não faz muito sentido. Fiquei no entanto muito curioso com a versão Master System devido a esta ser um beat ‘em up. Espero num futuro breve a poder trazer cá.

The Lion King (Sega Mega Drive)

Vamos para mais uma rapidinha, não porque o jogo não mereça uma análise mais em detalhe, mas sim porque já aqui trouxe a versão da Super Nintendo, que é muito idêntica e que recomendo a sua leitura para mais detalhe. O meu exemplar da Mega Drive foi comprado no mês passado de Janeiro, num bundle de dezenas de jogos Mega Drive que comprei a um particular e este, como ainda não o tinha na colecção, apesar de nunca ter sido prioridade por já ter a versão SNES, acabou por cá ficar.

Jogo com caixa e manual

A nível de jogabilidade, gráficos e som, esta versão é muito semelhante à SNES. Na jogabilidade esperem na mesma pelas mesmas frustrações em alguns níveis, embora controlar o Simba, especialmente nos saltos, me pareça um pouco melhor nesta versão. A nível gráfico, a versão Mega Drive está ligeiramente inferior à versão SNES, seja por ter menos variedade de cores nos níveis, ou na falta de um ou outro efeito gráfico. As músicas, apesar de serem na mesma bastante agradáveis, não há como negar que a versão Super Nintendo é muito superior. Logo na música título na versão SNES ouvimos instrumentos nítidos e alguns coros vocais, algo que não acontece aqui. Mas a música não deixa de ser agradável, no entanto. Aqui também temos algumas pequenas cutscenes com voice samples de qualidade, mas mais uma vez a versão SNES acaba por ser um pouco melhor nesse aspecto.

Embora a versão SNES seja ligeiramente superior nos gráficos, esta versão Mega Drive não é nada má

De resto este Lion King não deixa de ser um sólido jogo de plataformas, mesmo que não tenham a versão SNES ou PC, não deixam de ficar bem servidos aqui.

Disney’s Action Game featuring Hercules (Sony Playstation)

Confesso que desde a era dos 16bit que me desliguei um pouco dos videojogos da Disney, sendo que esta adaptação do Hércules foi das primeiras a ter um foco nas consolas da próxima geração, com um lançamento para a Playstation e também para o PC. O jogo na Europa tem este nome comprido porque por cá também foram lançados no PC outro tipo outros videojogos e software interactivo que não de acção. O meu exemplar foi comprado algures no mês de Setembro a um particular, tendo-me custado 3€.

Jogo com caixa e manual, versão platinum

O jogo segue o filme da Disney que por sua vez é uma adaptação da lenda de Hércules, filho de Zeus que, para reclamar um lugar no Olimpo, terá de mostrar toda a sua valentia na terra, no meio dos mortais. Começamos o jogo numa espécie de campo de treino, passando por outros locais como a cidade de Atenas e defrontando vários  seres mitológicos como a centauros, a Medusa, ciclopes, culminando num confronto contra o próprio Hades.

Apesar de ter sido desenvolvido para as consolas de próxima geração, este é ainda um jogo em 2D e ainda bem

Na sua essência, este é um jogo de plataformas em 2D, como os clássicos que tinham sido publicados anteriormente pela Virgin nas consolas 16bit. Para além dos níveis de puro platforming temos os outros que são vistos numa perspectiva em 3D onde estamos constantemente a correr para a frente e temos de nos desviar de uma série de obstáculos. Nos níveis de platforming puro, também podemos por vezes alternar entre diferentes planos, mas no geral a jogabilidade é toda 2D, à moda antiga. Os botões faciais da playstation servem para saltar, atacar com a espada ou distribuir socos. Por vezes teremos de destruir alguns objectos para desbloquear o caminho, e para isso temos de carregar energia e distribuir um mega soco! Pelo caminho vamos encontrando vários itens, desde letras que soletram o nome de Hércules e vasos de barro que nos vão dando continues ou passwords dos níveis em que estamos.

Muitas vezes podemos alternar entre diferentes planos de acção, mas as mecânicas mantêm-se as de um jogo 2D

A vida de Hércules pode ser regenerada ao encontrar bebidas energéticas e pode ser extendida ao coleccionar action figures do mesmo. Podemos no entanto encontrar outros power ups que podem ser seleccionados e activados a qualquer momento no jogo, através dos botões de cabeceira do comando. Estes consistem em power ups que nos conferem poderes temporarios como invencilidade ou a possibilidade da nossa espada disparar raios eléctricos ou bolas de fogo. No caso dos nívels “de corrida” podemos ainda encontrar um calçado especial que nos deixa correr bastante rápido e levar tudo à nossa frente por breves segundos.

Por vezes também temos estes níveis de corrida, onde estamos sempre a correr, sem conseguir parar ou voltar para trás.

A nível audiovisual, apesar do jogo possuir cenários maoritariamente 2D, onde destaco as sprites com óptimos detalhes e níveis de animação, também vamos vendo alguns objectos ou partes do cenário em 3D, mas sempre de uma forma algo discreta, pois o core do jogo é mesmo em 2D. Os efeitos sonoros são também bons, e o mesmo pode ser dito da música, embora sinceramente isso fosse de esperar, pois sendo este um jogo em CD, já permite músicas de qualidade CD-Audio, e muitas vozes. E sendo estas retiradas de um blockbuster da Disney, claro que o resultado final teria que ser bom.