Mortal Kombat II (Super Nintendo)

Vamos voltar às rapidinhas, desta vez para a conversão para a Super Nintendo do Mortal Kombat II, um dos jogos de luta mais populares da década de 90. Como vocês bem sabem, a série Mortal Kombat surgiu após o esmagador sucesso do Street Fighter II, que revitalizou por completo o mercado dos jogos de luta 1 contra um. De forma a diferenciar-se do gigante da Capcom e dos inúmeros clones que lhe seguiram, a Midway decidiu apostar num jogo de luta extremamente violento e com um look mais realista, ao usar sprites com fotos digitalizadas. O resultado foi o Mortal Kombat, um jogo que também atingiu um grande sucesso de vendas, bem como uma grande controvérsia à sua volta. A conversão do primeiro jogo, apesar de tecnicamente superior na SNES, acabou por ser um fracasso de vendas devido à censura, que na versão da Mega Drive é facilmente retirada através de um código que desde cedo circulou por todos. Felizmente na sequela já não cometeram o mesmo erro, mas já lá vamos. O meu exemplar veio cá parar em duas fases. Numa primeira, foi-me oferecido a caixa e manual por um antigo colega de trabalho. Já o cartucho, esse foi comprado por 12.50€ há coisa de umas semanas no Oeste Games Festival 2018.

Jogo com caixa e manual

Bom, este artigo vai ser uma rapidinha visto que já escrevi sobre o jogo anteriormente, na sua versão para a Sega Mega Drive. E comparando com essa versão, é notório que pelo menos a nível audiovisual esta conversão para a Super Nintendo está muito superior. Os gráficos são muito mais coloridos, as arenas bem detalhadas, a música possui qualidade, as vozes digitalizadas são muito mais limpas. Tecnicamente não há que falar, e tendo em conta que esta versão finalmente traz o sangue e gore para as consolas da Nintendo, então pouco há a recorrer à versão Mega Drive, a não ser o esquema de botões do comando da Sega, que é mais ao meu gosto para este tipo de jogos. Se por outro lado compararmos antes esta versão com a da 32X, então a história já era outra. De qualquer das formas esta versão SNES traz também um modo torneio para até 8 lutadores, que acaba por ser uma vertente multiplayer muito interessante.

Desta vez não há cá censuras!

E pronto, practicamente é isso: Mortal Kombat II para a SNES é uma conversão muito competente do original arcade para uma consola de 16bit. No campo dos audiovisuais leva facilmente a melhor face à versão Mega Drive, já na jogabilidade isso é discutivel, pois prefiro a versão da Sega. O melhor dos dois mundos seria mesmo a versão 32X, mas isso practicamente ninguém jogou.

Arcade’s Greatest Hits – The Atari Collection 1 (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, ficamos agora com uma interessante compilação retro lançada para a Playstation, Sega Saturn e Super Nintendo, contendo 6 clássicos de uma era de ouro das arcades. Nomeadamente temos aqui conversões de Asteroids, Battlezone, Centipede, Missile Command, Super Breakout e Tempest, todos eles clássicos que deveriam dispensar apresentações. Mas felizmente esta versão para a Playstation (e a da Saturn também) não são só meras compilações mas possuem também alguns extras interessantes. O meu exemplar foi comprador algures no final do ano passado numa das minhas idas à feira da Vandoma. Custou-me 2€.

Jogo com caixa e manual

Todos os jogos são representações fiéis aos originais, pelo que não esperem por gráficos super detalhados, nada disso. Os visuais primitivos (às vezes até com gráficos vectoriais como é o caso de Battlezone ou Asteroids) e os sons simples estão aqui muito bem representados. Infelizmente é o jogo não suportar o analógico, pelo que teremos de usar sempre o D-Pad para control e movimentação nos diferentes jogos, o que nem sempre resulta bem pois alguns jogos usavam trackballs ou outros sistemas analógicos que não se traduzem bem num control digital como o d-pad.

De conteúdo bónus podemos ver uma entrevista aos criadores de alguns destes clássicos

Para além da compilação em si, a Digital Eclipse teve o cuidado de elevar o nível de nostalgia desta compilação, ao incluir uma interessante cutscene de abertura e um menu de selecção de jogos que nos mostra a arcade cabinet de cada jogo. Para além disso temos um autêntico documentário dividido em seis capítulos que contam a história da Atari nesta época, com entrevistas aos criadores dos jogos desta compilação e não só. Muito interessante que só por si já vale a pena obter esta compilação.

Mortal Kombat 4 (Nintendo Gameboy Color)

Continuando pelas rapidinhas de Gameboy Color, o jogo que cá trago agora é a adaptação para esta consola do Mortal Kombat 4, que por sua vez foi o primeiro jogo totalmente em 3D da famosa série de jogos de luta, o que sinceramente não tinha corrido lá muito bem. No entanto, naturalmente que esta versão GBC não é em 3D e, tendo sido convertida pela Digital Eclipse, acabaram por usar o mesmo motor do Mortal Kombat 3 da Gameboy clássica, o que não são necessariamente boas notícias. Mas já lá vamos. O meu exemplar veio de um bundle de cartuchos de GBC que comprei numa feira de velharias algures no final do ano passado. Ficaram-me a cerca de 2€ cada um.

Apenas cartucho

O Mortal Kombat 4 continua a saga entre os guerreiros da terra contra uma nova ameaça: o feiticeiro Quan Chi liberta a divindade Shinnok, que havia sido banida pelos restantes deuses há muitos anos atrás, após Shinnok ter tentado controlar o universo. MK4 introduz então muitas novas personagens, aliando a um elenco mais reduzido de várias personagens conhecidas de jogos anteriores.

Infelizmente o elenco disponível nesta versão foi uma vez mais cortado

Como é hábito nas adaptações para Gameboy de jogos Mortal Kombat, este MK4 acaba por ser também muito fraquinho. Em primeiro lugar, o elenco foi reduzido para nove personagens seleccionáveis (com o Reptile como personagem secreta). Depois a jogabilidade foi bastante modificada, sendo mais parecida à dos jogos clássicos. Originalmente o MK4 tinha introduzido um sistema de armas que poderíamos usar, mas isso não se reflete nesta versão. Depois também não temos o sistema de combos. Para além disso, tal como nos MKs anteriores para a Gameboy clássica, a performance e a jogabilidade deixam muito a desejar, o que seria de esperar pois já o MK3 sofria do mesmo mal e este jogo usa o mesmo motor.

Graficamente o jogo também poderia estar melhor detalhado

A nível audiovisual não esperem grande coisa. Os lutadores estão detalhados quanto baste, até porque este é um daqueles jogos ainda retrocompatíveis com a Gameboy clássica a preto-e-branco. Os cenários são poucos e não estão lá muito bem detalhados, mas o que me incomoda mais são as músicas que são muito idênticas entre si, repetitivas e irritantes. As fatalities não são executadas com recurso ao motor gráfico do jogo, mas sim através de pequenas cutscenes. Ah, e não há qualquer pinga de sangue nos combates, só mesmo nas fatalities.

Portanto, esta entrada do Mortal Kombat 4 é de evitar, a menos que sejam fãs acérrimos da série. Procurem antes o Mortal Kombat Gold, que possui tudo do 4 mais uns quantos extras.

Mortal Kombat (Super Nintendo)

O artigo de hoje é uma super rapidinha, pois é sobre uma conversão de um jogo já aqui abordado na sua versão Mega Drive, o primeiro Mortal Kombat. Recomendo então que dêm uma leitura mais atenta nesse artigo pois este vai ser muito curto. O meu exemplar veio de um bundle de vários cartuchos de SNES e Nintendo 64 que comprei em conjunto com um amigo, que me ficou incrivelmente barato, menos de 1€ por cartucho.

Apenas cartucho

Todos conhecemos Mortal Kombat, um dos jogos de luta de maior sucesso de sempre, e daqueles que mais frente fez ao Street Fighter. Não necessariamente pela sua jogabilidade variada, mas mais pelo seu contexto e golpes violentos, incluindo as famosas fatalities. Infelizmente esta conversão da Super Nintendo, apesar de ser tecnicamente bem mais próxima da original arcade do que a versão Mega Drive, pelos seus gráficos e som superiores, acabou por ser a menos bem sucedida de ambas. Porquê? Porque a Nintendo não autorizou o conteúdo violento, substituindo o sangue por um líquido acinzentado que nem se sabe o que é, e substituiu muitas das fatalities (que agora se chamam finishing moves) por golpes muito menos violentos e gore. A versão Mega Drive por defeito também foi comercializada assim, mas existe um cheat code que lhe faz ganhar de volta toda a sua violência. Sinceramente, prefiro a versão Mega Drive por em conteúdo e jogabilidade ser mais fiel. Felizmente a partir do Mortal Kombat II as versões SNES acabam também por ter todo o gore que têm direito.

T2 The Arcade Game (Sega Mega Drive)

21170_frontO artigo de hoje para não variar é mais uma rapidinha, desta vez para um jogo da Mega Drive. T2: The Arcade Game, é um dos vários jogos lançados sobre este fantástico filme de acção protagonizado por Arnold Schwarzenegger, tendo as suas origens na arcade e produzido pela Midway. É um light gun shooter em 2D, portando ainda algo similar àquelas galerias de tiro como o Operation Wolf. O meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa, foi comprado algures em Agosto/Setembro e custou-me 5€.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

O jogo segue mais ou menos os acontecimentos narrados pelo filme, que acredito plenamente que todos os leitores já o tenham visto. No entanto há um grande foco nos acontecimentos do futuro, pelo que a primeira metade dos níveis decorre nesse cenário apocalíptico onde as máquinas tentam a todo o custo exterminar a raça humana, connosco a participar em campos de batalha onde temos de destruir ondas intermináveis de exterminadores, ou mesmo nas próprias bases da resistência, onde exterminadores disfarçados de humanos tentam causar o caos. Eventualmente lá mandamos o “nosso” exterminador para o passado para proteger John Connor e os níveis seguintes uma vez mais acabam por ser mais ou menos inspirados no filme, com a destruição da empresa Cyberdine que viria mais tarde criar a Skynet e a fuga ao avançado T-1000, culminando no famoso tiroteio numa fundição metarlúrgica.

Existe um número razoável de diferentes itens que podemos apanhar. Este em particular faz o reset do medidor de sobreaquecimento da metralhadora
Existe um número razoável de diferentes itens que podemos apanhar. Este em particular faz o reset do medidor de sobreaquecimento da metralhadora

Eu gosto bastante de light gun shooters, mas infelizmente, antes do Virtua Cop ou Time Crisis que introduziram o 3D, permitindo a transições mais dinâmicas ou cinemáticas, nos velhinhos jogos 2D deste género, a jogabilidade acabava por ser bem mais limitada, com os níveis a resumirem-se a galerias de tiro algo estáticas ou simplesmente com um simples scrolling no ecrã. Este jogo não foge a essa regra, e o número de inimigos no ecrã é bastante abundante, de tal forma que se torna practicamente impossível não sofrer dano, principalmente se não tivermos uma Menacer e recorrermos aos controlos pelo comando. Talvez por isso o jogo não penalize o jogador sempre que seja necessário recorrer aos continues. De resto a jogabilidade em si é bastante simples, com um botão para disparar a arma no seu modo “normal”, ou seja, disparar balas. O outro botão serve para disparar a arma secundária, que podem ser rockets ou uma shotgun, dependendo dos níveis. Aí a munição é limitada, ao contrário da arma primária, a metralhadora, que possui balas infinitas. No entanto essa arma pode sobreaquecer, obrigando-nos a gerir melhor as coisas do nosso lado. Naturalmente existem também uma série de power ups, que tanto podem surgir normalmente no ecrã, ao derrotar inimigos, ou ao destruir caixotes e objectos aleatórios nos níveis. Desses power ups temos coisas como continues extra, itens que nos aumentam temporariamente o poder de fogo, munição para a arma secundária, rapid fire sem sobreaquecer a arma principal, entre outros.

Graficamente é um jogo um pouco mais modesto tendo em conta o original de arcade, onde as sprites digitalizadas à lá Mortal Kombat foram substituídas por puro pixel art, alguns níveis foram simplificados e a cutscene final foi removida, substituída por uma foto do John Connor, acompanhada por texto. No que diz respeito ao som, para além de algumas voice samples que foram também omitidas face à versão arcade, no geral até gostei da adaptação. As músicas têm todas uma toada mais rock, que se adequa bem àquilo que o chip de som da Mega Drive é capaz de produzir.

Sempre me fascinou o design ameaçador destes exterminadores!
Sempre me fascinou o design ameaçador destes exterminadores!

No fim de contas, considero este T2 The Arcade Game um sólido light gun shooter, tendo em conta que para a época, não havia muito melhor e os jogos 2D deste género sempre foram algo “gallery shooters” (com o Lethal Enforcers da Konami a ser uma notável excepção). De resto, numa nota de rodapé, este jogo foi convertido para uma panóplia de plataformas incluindo a Commodore Amiga, Super Nintendo e respectivas consolas de 8bit. E se por um lado a conversão da Game Boy é horrenda, as versões Master System e Game Gear, numa perspectiva meramente técnica, foram óptimas surpresas. Mas deixarei isso para um possível futuro post, assim que apanhar uma dessas versões na colecção.