Voltando às rapidinhas de jogos desportivos, agora trago-vos cá este NBA Live 96 para a Mega Drive, mais um jogo da robusta linha de desporto da Electronic Arts. Já cá tinha trazido anteriormente o NBA Live 95, e este é uma pequena evolução em relação ao jogo anterior. O meu exemplar veio de um pequeno bundle de jogos de Mega Drive que comprei no mês passado numa feira de velharias, tendo-me ficado por 2€.
Jogo com caixa e manuais
Aqui dispomos dos mesmos modos de jogo do seu predecessor, bem como controlos muito semelhantes. Podemos jogar partidas individuais, os playoffs ou uma temporada completa, onde poderemos seleccionar qualquer uma das equipas disponíveis da temporada 95-96. Os controlos são simples, onde quando jogamos ofensivamente consistem num botão para correr, outro para passar a bola e um outro para encestar. Já quando defendemos temos um botão para correr, outro para seleccionar outros jogadores para passar o controlo e um outro para tentar roubar a bola ao adversário. Possui no entanto suporte a comandos de 6 botões, onde poderemos assignar aos botões X, Y e Z uma série de jogadas prédefinidas, o que achei um detalhe interessante.
Graficamente é um jogo bem detalhado
Poderemos também customizar as regras do jogo, onde podemos alternar entre modos arcade, simulação, ou uma variante customizada onde poderemos definir que regras e outras features queremos activar ou não. O modo arcade é sem dúvida o mais divertido pois não temos faltas e os jogadores não estão sujeitos a fadiga ou lesões, já o de simulação traz tudo isso bem como outras regras mais específicas do desporto. No modo temporada, temos a oportunidade de comprar/vender jogadores entre as equipas, bem como acesso a um interessante sistema de estatísticas da temporada, onde poderemos ver, entre outros detalhes gráficos bastante visuais com as taxas de cesto de cada jogador e em que posição do campo.
Customizar jogadores e equipas é uma das funcionalidades novamente implementadas
A nível audiovisual é um jogo bem competente tal como o seu predecessor, pois usa o mesmo motor gráfico de partidas em perspectivas isométricas. Possui se calhar um pouco mais de detalhe como melhores animações, mas é practicamente igual ao seu predecessor nesse aspecto. Visualmente é um jogo muito agradável, com uma apresentação como se simulasse uma transmissão televisiva. As músicas são tocadas apenas nos menus e ecrã título, sendo estas bastante agradáveis e alternando entre temas mais rock e outros mais funky. Já durante as partidas, temos o ruído do público, da bola a bater no chão e outras superfícies, dos jogadores, etc. Sempre que encestamos, no entanto, ouvimos algumas pequenas melodias, mas com aquele eco de como se o som estivesse a sair das colunas do estádio, o que achei um detalhe muito interessante.
Portanto este parece-me um jogo de basketball bem sólido, embora tenha lido algures por aí que o NBA Live 95 acaba por ter algum conteúdo extra que não chegou a esta sequela, embora não me tenha apercebido do quê ao certo.
Vamos a mais uma rapidinha a um jogo desportivo, eu avisei que este mês iriamos ter vários, principalmente na Mega Drive, pois arranjei no mês passado um bundle considerável de jogos, a maioria de desporto. O que cá trago hoje é o NHL 97, mais uma iteração da já longa série de desporto da Electronic Arts. O primeiro jogo NHL na Mega Drive era simplesmente intitulado de NHL Hockey, tendo sido lançado exclusivamente no mercado norte-americano em 1991. Este já saiu 5 anos depois e nota-se bem a evolução que o desporto teve na Mega Drive.
Jogo com caixa
Aqui dispomos de vários modos de jogo, desde partidas amigáveis, passando por diversos tipos de outras competições mais longas, como um modo temporada completo, ou outros torneios por playoff. Dispomos de um número considerável de equipas norte-americanas e canadianas para jogar e, pelo menos no modo temporada, temos também uma vertente de team management, onde poderemos contratar e dispensar jogadores da nossa equipa. Também incluido, como práctica, são uma série de minijogos feitos precisamente para testar as nossas skills no jogo. O puck control relay obriga-nos a manobrar o disco por uma série de obstáculos, passá-lo ao jogador seguinte e repetir. O puck blast, é simples, simplesmente temos de rematar à baliza e o jogo informa-nos posteriormente da velocidade do disco. O reaction time coloca-nos no controlo do guarda-redes, onde teremos de defender 10 remates sequenciais (por defeito podemos controlar o guarda-redes durante as partidas normais). Por fim temos o accuracy shooting, onde o objectivo é rematar a bola e atingir uma série de alvos, o máximo número de vezes dentro de um tempo limite. São pequenos desafios que ajudam a dominar o controlo do jogo e sinceramente foram uma surpresa muito benvinda!
Os skill challenges são uma maneira interessante de aprendermos os controlos do jogo
A nível audiovisual, sinceramente acho este jogo muito apelativo, mas não tenho o NHL 96 para servir de comparação. Os movimentos dos jogadores estão muito bem animados, bem como o seu detalhe das sprites. A acção é fluída e bom, no que diz respeito ao som, este foi uma óptima surpresa! Por um lado as músicas que vamos ouvindo nos menus são excelentes e bem apelativas, por outro lado, durante as partidas em si, o som também está bem conseguido. Conseguimos ouvir todos os grunhidos dos jogadores quando colidem entre si, a excitação do público, e aquelas pequenas melodias em orgão que habitualmente ouvimos durante as partidas.
Durante as temporadas, podemos não só criar jogadores de raiz, bem como contratar jogadores de outras equipas
O jogo possui também uma versão 32bit, para PC, Saturn e Playstation, que naturalmente possui um nível de detalhe maior, embora sinceramente acho que esta versão 16bit, pela sua jogabilidade fluída e visuais 2D bem aprimorados, tenha resistido bem melhor ao teste do tempo. É também o último NHL da EA a sair oficialmente para a Mega Drive na Europa. Os norte americanos ainda receberam, exclusivamente o NHL 98, que pelo que vi, pouco de novo traz.
Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, hoje venho-vos falar do primeiro jogo de Rugby que veio parar à minha colecção. Produzido pela Electronic Arts (como seria de esperar), este Rugby World Cup 1995 aborda o campeonato do Mundo desse mesmo desporto, que em 1995 se deu na África do Sul. O meu exemplar foi comprado num bundle de vários jogos de Mega Drive no passado flea market no Porto, tendo-me custado 8€.
Jogo com caixa e manual
Aqui dispomos de diferentes modos de jogo, desde as partidas amigáveis, um campeonato com 8 equipas, e dois modos de jogo baseados no esquema de campeonato do mundo, um genérico, e outro com todas as selecções que se qualificaram para o Campeonato do Mundo de 1995. No que diz respeito aos controlos, bom, eu ainda não conheço todas as regras do Rugby pelo que senti algumas dificuldades. Os três botões faciais do comando da Mega Drive servem para sprintar, chutar a bola ou passá-la a um dos nossos colegas de equipa que, como devem saber, no caso do Rugby as bolas passadas pela mão nunca devem ser passadas para a frente, pelo que acabamos na maior parte das vezes a fazer passes laterais e ligeiramente mais para trás da nossa posição actual. Caso não tenhamos a posse de bola, podemos alternar entre jogadores, sprintar e derrubar o adversário. Sendo o Rugby um desporto de contacto, ocasionalmente vamos ver os jogadores todos a monte a disputarem a bola. Aí já não percebia muito bem o que tinha de fazer! Ocasionalmente temos a possibilidade de marcar uns “pontapés livres”, onde temos um medidor de energia que me faz lembrar as tacadas que temos de dar nos simuladores de golf. Só que nem sempre conseguimos ver a baliza, pelo que nem sempre sei bem para onde tenho de rematar a bola.
Tal como no futebolk, usamos a moeda ao ar para decidir quem sai a jogar e de que lado do campo.
No que diz respeito aos audiovisuais, este jogo parece usar o mesmo motor gráfico do primeiro FIFA, apesentando uma perspectiva isométrica. O campo está bem detalhado, sendo que poderemos alternar as condições do relvado nas opções de jogo. E tal como nos primeiros FIFAs, sempre que pontuamos de alguma forma, surge no ecrã uma animação alusiva, com aquelas animações típicas dos ecrãs dos estádios nos anos 90. O som parece-me competente e as músicas apenas existem nos menus e afins. Estas já não são nada de especial, mas cumprem o seu papel.
Tudo ao molho! Por vezes a Mega Drive dá alguns soluços com tantas sprites em campo.
Portanto cá está, o meu primeiro jogo de Rugby. Não é que seja de todo o meu desporto preferido, mas confesso que até lhe acho alguma piada e quem sabe, se um dia não o jogarei de forma amadora? Mas pronto, este parece-me ser mais um jogo sólido por parte da EA Sports, embora eles não tenham apostado tanto no Rugby como noutras modalidades.
Este é um artigo que poderia (e deveria) ter sido escrito algures em 2012 ou 2013, altura em que jogava este Battlefield 3 muito frequentemente. No entanto, até muito recentemente apenas possuía uma versão unicamente digital, que me tinha sido oferecida como prémio ao ter participado num concurso de um fórum que frequentava nessa altura. Como gostei tanto do jogo, sempre quis arranjar a sua edição física e teimosamente nunca cheguei a escrever este artigo, quando o tinha fresco na memória. No mês passado lá consegui comprar a versão física a um particular por menos de 5€ e, após o ter jogado mais umas horas para melhor relembrar o jogo, cá vamos então a isto.
Jogo com caixa e papelada
Devo primeiro dizer que este foi o primeiro Battlefield que joguei (sim, mesmo antes do Battlefield 2 Modern Combat para a PS2) pois foi o primeiro Battlefield da série principal a ter toda uma campanha single player, enquanto os restantes estavam focados principalmente na sua vertente multiplayer, ou eram jogos com a sua origem em consolas, como foi o caso de Battlefield Bad Company. Mas após ter jogado a campanha até ao final, lá fui experimentar a vertente multiplayer e confesso que fiquei agarrado por uns bons meses ao jogo. Mas comecemos primeiro pelo que acontece se jogarmos sozinhos.
A campanha é curtinha, mas intensa. Gostei bastante!
A campanha é contada na sua maioria como narração de acontecimentos que decorreram no passado, maioritariamente na perspectiva do Sargento Blackburn, que está a ser questionado por agências de inteligência norte-americanas. Ocasionalmente controlamos também militares de outras unidades cujas missões estão relacionadas com a mesma campanha geral, como pilotos de aviões, de tanques ou mesmo uma unidade de elite russa em plena capital Francesa. A maior parte do jogo decorre no Irão, tanto na sua capital Teerão como nos seus arredores, onde as forças norte-americanas combatem um movimento revolucionário no país árabe, com ligações a grupos terroristas. Eventualmente lá teremos de evitar duas detonações nucleares, uma em Paris e outra em Nova Iorque. Numa nota meramente pessoal, gostei especialmente de rejogar a missão em Paris, pois teremos de nos infiltrar nos escritórios da Euronext para evitar um atentado terrorista com armas nucleares. Eu já trabalhei nessa empresa e conheço bem o seu escritório actual em Paris e, embora nada tenha a ver com o representado no jogo, não deixou de ser uma missão que me trouxe uma certa nostalgia também. De resto, a meu ver a campanha apenas peca por ser demasiado curta, mas gostei da narrativa e das missões no geral que nos foram apresentadas. Dá para ter uma ideia da versatibilidade que teremos ao jogar o modo multiplayer, as suas diferentes armas e veículos que poderemos vir a controlar.
Já disse que o jogo é graficamente muito bom?
De resto, antes de entrarmos no multiplayer competitivo a sério, devo também referir que este Battlefield possui também um modo cooperativo, onde teremos uma série de missões adicionais que poderíamos jogar com algum amigo. Algo que já tinhamos visto no Call of Duty antes! Mas lá está, é mesmo no multiplayer competitivo que este Battlefield 3 ganhou, justamente, toda a sua boa fama. A série já era conhecida pelos seus mapas grandes com capacidade para muitos jogadores em simultâneo, bem como a utilização de veículos para além de combates de infantaria. Isso está novamente aqui tudo presente, com alguns mapas com capacidade para até 64 jogadores em simultâneo, no PC. Para além do Battlefield 3, apenas tinha experimentado um pouco do Battlefield 1942, pelo que não sei o quanto deste jogo foi uma evolução do que já implementaram antes, ou algo inteiramente novo.
Cada classe possui habilidades única para suporte dos nossos companheiros
Basicamente teremos vários modos de jogo diferentes, alguns são bastante simples como é o caso dos mapas em team deathmatch, mas o que gostava mesmo de jogar era o modo Conquest. Aqui geralmente tínhamos mapas gigantes e três ou mais pontos de interesse espalhados pelo mapa, onde, em equipa, teríamos de conquistar e defendê-los o máximo de tempo possível. Mas sendo mapas grandes e com a possibilidade de usar vários tipos de veículos (desde jipes para transportar tropas, tanques, helicópteros ou mesmo caças), sempre houve um grande foco no trabalho de equipa. Poderíamos ser muito bons a dar headshots nos adversários, mas se não trabalhássemos para atacar e/ou defender objectivos não adiantava de nada! Para isso, cada soldado base pode pertencer a uma classe, todas com características e funções distintas entre si. Por um lado temos os Assault, que usam assault rifles e carregam medkits, que podem ser largados ao pé das nossas tropas, bem como são os únicos que conseguem reanimar colegas de equipa que tenham sido abatidos. A classe de suporte usa metralhadoras mais “a sério”, bem como carregam packs de munições que podem ser largados junto das nossas tropas. Os engineers conseguem reparar veículos e sabotar os dos adversários, bem como equipar armas explosivas como bazookas. Por fim temos os recon, os infames snipers que conseguem também localizar tropas inimigas, fazendo-as aparecer no radar da nossa equipa.
As expansões trazem imensos mapas, armas e veículos novos
Naturalmente que à medida que vamos participando em combates, vamos também ganhando pontos de experiência nas classes que tivermos seleccionado, bem como as armas usadas. Isto permite-nos não só ir ganhando novas customizações para as armas em questão, como diferentes miras, supressores de ruído, lanternas e afins, como novas armas ou outro tipo de equipamentos para as classes em questão. Por exemplo, nos recon podemos eventualmente desbloquear um drone que sobrevoa uma determinada região e mostra as posições dos inimigos no mapa.
Os veículos que podemos utilizar resumem-se principalmente a jipes para transporte de pessoas, tanques que são bastante divertidos de controlar e claro, os helicópteros e caças, que já possuem mecânicas de jogo completamente diferentes e sinceramente nunca me habituei muito bem aos aviões no multiplayer. Já os helicópteros, com algum treino já os conseguia manobrar melhor. Nas expansões que foram sendo lançadas posteriormente, trouxeram muitos outros veículos adicionais, mas confesso que já não perdi tanto tempo com elas. Jà que refiro as expansões, este Battlefield 3 possui nada mais nada menos que 5 expansões diferentes: a Back to Karkand, Close Quarters, Armored Kill, Aftermath e Endgame. Estas adicionam principalmente novos mapas, veículos, armas e até diferentes modos de jogo. Algumas são mais temáticas, por exemplo a Back to Karkand inclui mapas redesenhados do Battlefield 2, a Close Quarters está mais focada em mapas mais pequenos para infantaria, já a Armored Kill está mais focada nos veículos blindados. Aftermath adiciona uma série de mapas de cidades em ruínas após um terramoto, e por fim o EndGame adiciona mais uma série de veículos, incluindo uma moto, bem como o regresso do modo de jogo Capture the Flag.
É impossível ficar indiferente a todos os momentos de caos que conseguimos presenciar num confronto online
No que diz respeito aos audiovisuais, este jogo era realmente excelente, pois foi desenvolvido sobre o então mais recente motor gráfico da DICE, o Frostbite 2. Para além de gráficos super realistas para a época, com cenários e texturas muito bem detalhadas, bonitos efeitos especiais como luz e explosões, permitia também destruir muitas superfícies, se usássemos uma metralhadora pesada, era perfeitamente possível destruir blocos de cimento e respectivos abrigos dos nossos adversários. Claro que o mesmo princípio também se aplica a nós! Com esta destruição, as zonas de combate ficam muito facilmente envolvidas em nuvens de poeira, o que também pode ser usado a nosso favor. Mas para além do detalhe gráfico em si, das coisas que mais gostei no jogo foi mesmo o design apelativo das indicações que nos vão surgindo no ecrã. De resto, a nível de audio também é um jogo muito competente. As armas possuem sons que as distinguem bem entre si, e vamos ouvindo muitas indicações por rádio, parece mesmo que estamos num campo de batalha. O voice acting do modo campanha também não é mau de todo.
Sim, este é um jogo onde temos de estudar trigonometria avançada para prever a trajectória das balas e outros projécteis que disparamos
Portanto este Battlefield 3 foi um jogo que na altura me marcou bastante pela positiva. Não sou de me prender durante muito tempo a modos multiplayer visto ter um grande backlog de jogos pela frente, mas este Battlefield 3 acabou mesmo por me agarrar vários meses a fio. Tenho algumas das suas sequelas que planeio jogar em breve, mas não estou à espera de voltar a prender-me tanto tempo na sua vertente multiplayer. Veremos!
Vamos a mais uma rapidinha a um jogo de desporto (este mês conto em fazer isto várias vezes), desta vez para a adaptação para a Mega Drive do primeiro PGA Tour Golf produzido pela Electronic Arts. Mas depois de ter escrito algo sobre o PGA Tour Golf III, torna-se um bocado mais ingrato ter de abordar este jogo inicial. O meu exemplar veio num bundle de vários jogos de Mega Drive que comprei no flea market de Janeiro, ficou-me a 7/8€.
Jogo com caixa e manual
Ora a série PGA Tour Golf começou no MS-DOS e isso nota-se bastante nesta adaptação, a começar pelos menus que parecem mesmo saídos de um software para PC, e com suporte ao rato, o que não acontece na versão Mega Drive. Acabam por não ser tão intuitivos para uma consola, mas também com um pouco de práctica vai-se lá. E aqui podemos participar numa série de diferentes eventos de golf, desde modos de treino até ao grande modo torneio. Aqui, dispomos de vários circuitos de golf (supostamente todos licenciados) onde teremos de completar todos os seus 18 buracos, ao longo de 4 rondas. Aqui vamos competindo contra dezenas de outros jogadores e a ideia é mesmo a de tentar usar o mínimo de tacadas possível em cada buraco.
Os menus e o seu número reduzido de cores parecem mesmo retirtados de um jogo MSDOS EGA.
A jogabilidade básica é a mesma de sempre, onde antes de darmos cada tacada temos uma barra de energia que se vai movendo gradualmente, tendo nós de pressionar um botão para definir a potência da nossa tacada e em seguida para definir a sua direcção. Naturalmente existem níveis óptimos para cada uma destas acções, pelo que o ideal é definir a potência e direcção o mais próximo possível desses valores. Depois este é um simulador, pelo que contem também com factores externos como o vento e a possibilidade de usar diferentes tipos de taco para cada terreno e/ou para cada distância ao buraco. Não percebo nada disto, o jogo vai-nos mudando o tipo de taco automaticamente em cada jogada, pelo que tenho mantido os tacos que o jogo escolhe para mim. Quando estamos próximos do buraco, podemos activar uma espécie de mapa com curvas de superfície, para que possamos ter uma ideia das curvaturas que nos esperam.
Antes de cada buraco temos sempre um conselho de alguém.
De resto, a nível audiovisual, para além dos menus que já referi acima, mesmo a nível gráfico continua a senação que estamos a jogar um jogo antigo de MS-DOS, quanto mais não seja pelas cores que me parecem muito próximas de um sistema EGA. De resto o jogo até que possui alguns detalhes interessantes, como os comentários de outros profissionais de golf antes de cada buraco, ou dos comentadores desportivos que vão comentando a performance dos competidores em prova. Os gráficos em si são simples, mas detalhados quanto baste, embora naturalmente que na sua sequela estejam um pouco mais aprimorados. Músicas e afins, geralmente apenas ocorrem em menus ou nas transições de buracos.
O CPU vai escolhendo qual o melhor taco (à partida) para cada jogada. Ainda bem pois não queria ter esse trabalho.
Portanto este parece-me ser um jogo de golf bastante sólido para quem for fã do género, embora na Mega Drive existam muitas mais alternativas mais recentes, principalmente da própria Electronic Arts.