FIFA Soccer 96 (Sega Mega Drive)

FIFA 96Mais uma fichinha, mais uma voltinha e mais um jogo desportivo da Electronic Arts para a Mega Drive. E se por um lado a versão deste jogo para a 32X, PC, PS1 e Saturn já introduziu algumas características 3D da “próxima geração”, esta versão Mega Drive utiliza o mesmo motor gráfico do seu predecessor, pelo que não esperem grandes diferenças assim. E também tal como os outros jogos da EA Sports que trouxe cá recentemente, este foi comprado muito barato num bundle na feira da Vandoma no Porto, algures durante o final de Novembro de 2014.

FIFA Soccer 96 - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual português

E sendo eu um jogador muuuuito casual de videojogos desportivos, não encontrei grandes diferenças entre a jogabilidade entre este jogo e o anterior. Claro que os especialistas mas vão contar nos comentários, mas detalhes como “ah, nesta versão é quase impossível marcar um golo se rematado dentro da grande-área, o guarda-redes papa-as todas” sempre me passaram um pouco ao lado. Mas a nível de coisinhas novas, bom, essas são notórias, a começar por um maior número de clubes, com as “principais” ligas europeias excepto a nossa, a brasileira e mais uma ou outra que não interessa a ninguém. Os jogadores desta vez também aparentam ser todos reais e nos seus clubes correctos, para os padrões de 1995. De resto, a nível de modos de jogo também parece ser idêntico ao anterior, com a possibilidade de jogar partidas amigáveis, campeonatos, torneios, playoffs e também com as opções e customizações do costume. De novo parece-me ser a possibilidade de criar novos jogadores e equipas, algo que sinceramente na altura me passou ao lado, mas se calhar se vir melhor até tenho uma equipa do F. C. Porto já criada neste cartucho, se a pilha ainda estiver boa. Fica a nota mental para a próxima vez que ligar a Mega Drive.

screenshot
Diferenças gráficas entre este e o FIFA 95? Não muitas.

Nos audiovisuais, tal como referi no FIFA 95, é um jogo bem detalhado e não há muito mais que se possa pedir neste campo a um jogo de futebol para uma Mega Drive. Provavelmente a EA pensou da mesma forma e manteve o mesmo motor gráfico, com o campo a ter uma perspectiva isométrica. As músicas mais uma vez apenas tocam durante os menus e até que são boazinhas, já os efeitos sonoros continuam excelentes, com os ruídos habituais de estádios a serem bem conseguidos. E apesar da versão Saturn e Playstation já possuir algum conteúdo em verdadeiro 3D, para ser sincero, acabo por gostar mais deste “arroz com feijão”, do que a ainda primitiva versão de 32bit.

FIFA Soccer 95 (Sega Mega Drive)

FIFA 95Siga para mais uma rapidinha de um jogo desportivo da Mega Drive, mais precisamente o FIFA Soccer 95, o segundo jogo da famosíssima série desportiva da Electronic Arts que perdura até aos dias de hoje. A edição de 1995 em particular é bem capaz de ser a única que foi exclusivamente lançada para uma única plataforma caseira, nomeadamente a 16-bit da Sega. E o que traz este jogo de muito diferente do anterior? Bom, para além de ser o primeiro FIFA a ter clubes e não apenas selecções nacionais, a nível de jogabilidade confesso que não noto grandes diferenças, mas também nunca fui especialista no assunto. E tal como o NBA Live 95, este veio no mesmo bundle, estando completo, em bom estado e custou algo perto dos 1.5€.

FIFA Soccer 95 - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manuais

A jogabilidade é aparentemente simples, com 2 botões diferentes para passar, um outro para rematar e caso não tenhamos a posse de bola, temos um botão para correr, e outros dois para tentar tirar a bola ao adversário, sendo que um deles é uma entrada de carrinho sempre arriscada. Claro que para além deste esquema básico de controlo ainda temos algumas combinações mais especiais que nos permitem fazer passes ou remates mais específicos como diferentes cabeceamentos ou remates com a bola já a vir em altura depois de um cruzamento. Temos também vários modos de jogo, como partidas amigáveis onde mais uma vez podemos deixar o computador a jogar sozinho ou juntar mais amigos a jogar cooperativamente ou competitivamente, campeonatos, playoffs e torneios. Como sempre temos também uma série de opções onde podemos controlar uma série de parâmetros como activar ou desactivar foras-de-jogo, faltas (com ou sem castigos), lesões e fatiga, para além da opção clássica de definir o tempo real de cada partida. E claro, durante as partidas podemos sempre mudar de tácticas e por aí fora.

screenshot
Para além da formação, podemos também alterar a estratégia escolhida para cada partida.

O jogo utiliza o mesmo motor gráfico do seu predecessor, mas parece-me ser um pouco mais fluído. De qualquer das formas, não há assim muito mais a melhorar nos gráficos, tendo em conta as capacidades técnicas de uma consola de 16bit como a Mega Drive. Desde o primeiro FIFA até ao 98 para esta consola, não verão grandes melhorias nos gráficos, a não ser um eventual maior realismo com as cores dos equipamentos. E embora não tenha muito a ver com o tema, neste jogo os jogadores ainda possuem nomes fictícios. O som também é OK, com as reações dos “comentadores” e da plateia a serem bem competentes (a própria plateia até que está muito bem detalhada, por acaso). As músicas apenas podem ser ouvidas durante os menus e pausas do jogo, para não distrair o jogador da acção.

screenshot
Graficamente é um jogo competente, não há muito mais a melhorar para uma Mega Drive.

Agora vocês perguntam-me, hoje em dia vale a pena comprar isto? Bom… eu diria que não. Mas se por acaso não tiverem nenhum jogo de futebol para a Mega Drive, então este jogo não é uma má aposta, embora por motivos nostálgicos o FIFA 97 será sempre o meu preferido.

NBA Live 95 (Sega Mega Drive)

NBA Live 95O tempo para escrever tem sido cada vez mais curto nos últimos dias, pelo que lá vai mais uma análise blitzkrieg, ou seja, um artigo bem curto sobre um jogo que simplesmente veio cá parar e não lhe dou muita importância. Os videojogos desportivos, salvo uma ou outra excepção serão os alvos principais de artigos deste género e este NBA Live 95 é mais um deles. Até porque pouco o joguei. E este meu exemplar foi comprado algures no final de Novembro na Feira da Vandoma do Porto, num bundle de jogos desportivos que não me deve ter ficado a mais de 1.5€ cada. Está em bom estado, embora lhe falte o manual multilínguas.

NBA Live 95 - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual português

E apesar de a Electronic Arts ter lançado anteriormente vários outros jogos de basquetebol para vários sistemas, incluindo a própria Mega Drive, este é o primeiro da linha “NBA Live” e mais uma vez a Mega Drive foi uma das plataformas de destaque. Parece-me ser um jogo bem sólido assim como practicamente todos os jogos da EA Sports da época (excepto os de futebol americano que não faço puto de ideia do que fazer). Podemos jogar partidas individuais, torneios em playoffs ou até temporadas inteiras, com até 4 jogadores com recurso ao multi-tap. Podemos também customizar uma série de regras, e para além de estatísticas individuais para cada jogador, no modo campeonato também poderemos entrar com factores como cansaço ou lesões para tornar as coisas mais desafiantes a longo prazo. O que não é definitivamente para mim.

screenshot
Graficamente é um jogo bem competente para um sistema de 16bits como a Mega Drive

De resto, os controlos parecem-me simples e intuitivos, com um botão para correr, outro para passar a bola e um outro para tentar “encestar”. A jogabilidade é fluída e os visuais também são bem competentes para um jogo de 16bit, com detalhes interessantes de estatísticas do jogo a surgirem no ecrã ou mesmo as fotos dos jogadores da época. Parece-me um bom jogo de basquetebol para quem é fã do género, e por algum motivo os americanos até preferem esta versão da Mega Drive às restantes que lhe saíram nos anos seguintes.

Medal of Honor Heroes 2 (Sony Playstation Portable)

Medal of Honor Heroes 2De volta para mais um jogo da saga Medal of Honor, infelizmente tão curto quanto o seu predecessor. Mas felizmente, apesar de curtinho, melhoraram muitas das coisas que eu me tinha queixado, o que já não é mau de todo. E também tal como esse jogo, também foi comprado numa cash converters, desta vez a de Alfragide, no passado mês de Novembro. Creio que me custou 4€, estando completo e em bom estado.

Medal of Honor Heroes 2 - Sony Playstation Portable
Jogo completo com caixa e manual

A primeira coisa que não gosto neste jogo é o seu subnome “Heroes 2” e passo a explicar. No primeiro jogo, cada uma das 3 campanhas eram vividas por 3 personagens de outros jogos como Baker ou Jimmy Patterson. Aqui temos apenas uma campanha, algures na Normandia e jogamos sempre com a mesma personagem: John Berg, que se bem me lembro marca a sua estreia na série. De resto, só tenho quase tudo coisas boas a dizer. Em primeiro lugar, as missões algo ridículas, dignas de um modo multiplayer, como capturar e defender objectivos, ou eliminar X número de Nazis deixaram de existir, dando lugar a missões de sabotagem mais fiéis à série. No entanto, isso também reduziu o número de missões, dando lugar a uma única campanha com 7 níveis diferentes. Se bem que os níveis são grandinhos, estando subdivididos em duas ou 3 partes separadas por breves ecrãs de loading.

screenshot
O maior problema deste jogo a meu ver é aperceber que apenas temos estes 7 níveis pela frente. Mas ao menos são grandinhos!

Em cada nível temos na mesma os objectivos primários e os secundários, cuja conclusão a 100% beneficia bastante a nossa performance no final do nível. E enquanto os primários estão devidamente assinalados na bússola no canto inferior esquerdo, ou mesmo no próprio mapa quando estão visíveis, já os secundários são secretos. Apenas sabemos quantos existem e a sua descrição no final do nível, quando somos avaliados. Por isso forçou-me a ter uma exploração muito mais cuidada e espreitar em todos os recantos, o que por muitas vezes confesso que me irritou dado o passo de caracol com que nos mexíamos. E ainda assim escaparam-me uns quantos! Esses objectivos tanto podiam ser capturar documentos importantes, que tanto poderiam estar à vista de todos como escondidos em cofres que tinham de ser rebentados com uma granada, destruir equipamento importante sem sermos avisados, como baterias antiaéreas ou um gerador eléctrico, assassinar algum oficial importante ou combater ondas e ondas de inimigos, que só eram despoletadas ao utilizarmos uma ou outra MG-42 nalgum local estratégico. O esquadrão que nos acompanha (em algumas partes do jogo) continua aqui presente, embora por vezes não sejam assim tão úteis quanto isso. O jogo possui também um sistema de checkpoints e vida regenerativa, dizendo assim adeus aos saudosos medkits. Por fim convém também aclamar o quase fim do respawn dos inimigos. Enquanto que no primeiro jogo esse respawn acontecia a toda a hora, aqui apenas acontece em algumas alturas específicas, como por exemplo perto de algum objectivo que tenhamos de atacar. Depois podemos estar mais descansados e explorar o mapa mais à vontade.

screenshot
À medida que o círculo de sangue fique mais apertado, mais perto de bater a bota estamos. Mas basta escondermo-nos um pouco do perigo para magicamente ficarmos ok outra vez.

Os controlos são semelhantes aos do primeiro jogo, com os botões faciais de quadrado, triângulo, círculo e cruz a servirem de “segundo analógico”, controlando a câmara do jogo, enquanto o analógico propriamente dito controla o movimento. As funções de recarregar, trocar de arma ou agachar ficam mapeadas para os botões direccionais, enquanto os botões de cabeceira têm a função de disparar ou activar o aiming down the sights. Parece-me de facto ser o melhor esquema possível de um FPS na PSP, só tenho pena pela lentidão que é andar de um lado para o outro e virar a câmara, mas tenho a ideia que este último pode ser customizado. De resto, para além do curto modo de campanha temos uma vez mais um multiplayer que me passou ao lado, mas pareceu-me ser muito mais pobrezinho, contendo apenas vertentes do deathmatch e capture the flag, quando o anterior era bem mais diversificado nesse aspecto.

screenshot
Manter os objectivos secundários escondidos foi uma boa ideia para aumentar a longevidade do jogo, mas por outro lado também não temos grandes recompensas em fazê-lo

Na vertente do audiovisual, este é um jogo muito melhor, salvo em um aspecto: a falta de cutscenes com filmagens reais, algo que sempre esteve presente na série. Temos cutscenes na mesma, mas são mais “artísticas”, mostrando algumas animações e/ou sequências de fotos. De resto é bem superior. Apesar de ter apenas uma campanha situada algures na Normandia, pareceu-me haver uma variedade maior de texturas e locais, onde jogamos na praia, em bunkers, ruínas de cidades, aldeias rurais, ou mesmo imponentes instalações militares onde temos de destruir submarinos U-Boats ou mísseis V2. Todos os níveis me pareceram melhores detalhados e o mesmo pode ser dito dos próprios soldados, agora com melhores texturas e mais polígonos. No que diz respeito à parte sonora, nada a apontar, continua óptima.

screenshot
Mover estes canhões lentamente enquanto inimigos fazem respawn não é uma boa ideia de game design…

Por estas razões, este Medal of Honor Heroes 2 é um jogo melhor, mas também pior do que a sua prequela em alguns aspectos. Mas acho que aquilo em que melhorou, nomeadamente no tipo de missões em si e melhores audiovisuais, suplantou bem as coisas menos boas. No entanto por algum motivo este jogo saiu também para a Wii, que me parece ser a melhor versão, embora a vertente online contenha os mesmos modos de jogo. De resto, para além de melhores gráficos (pelo menos assim o espero), a versão Wii tem ainda uma missão extra aqui não existente, bem como um modo de jogo adicional, o Arcade que me parece ser bem divertido, sendo um shooter on-rails como um Operation Wolf, por exemplo.

Medal of Honor Heroes (Sony Playstation Portable)

MoH HeroesVoltando à segunda guerra mundial e à portátil da Sony para mais um jogo da série Medal of Honor que eu tanto gosto. Este Medal of Honor Heroes é um jogo relativamente simplificado, até porque é para uma portátil, mas com uma boa jogabilidade, tendo em conta a falta de um segundo analógico na consola. Creio que me custou uns 3.50€ algures no mês passado na Cash de Benfica, em Lisboa, estando completo e em óptimo estado.

 

Medal of Honor Heroes - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Neste jogo vamos jogando com 3 diferentes personagens que já conhecemos de outros Medal of Honor, daí o nome de Heroes. Temos então Jimmy Patterson do MoH original e do Frontline, John Baker do Allied Assault e por fim William Holt, do MoH Vanguard, ao longo de 3 diferentes campanhas, em Itália, na Holanda e por fim na Bélgica. A jogabilidade é simples e a falta de um segundo analógico é compensada com o uso dos botões faciais triângulo, quadrado e companhia, para servirem para mover a câmara e ao fim de alguns minutos já nos habituamos bem. O gatilho direito serve para disparar, já o esquerdo serve para activar o aiming down the sights ou simplesmente dar pancadas com a arma. As outras funções básicas como agachar,recarregar ou mudar de arma são efectuadas com os botões direccionais.

screenshot
Na primeira missão temos de fazer um assalto a um aeródromo nazi, destruir umas coisinhas e fugir

Infelizmente o jogo é demasiado simples. Poucas são as missões de sabotagem que sempre foram parte integral desta série, aqui a maioria das missões acabam por ter objectivos de captura e defesa de pontos fulcrais no mapa, defender-se contra waves de inimigos, ou eliminar x soldados nazis. O facto de termos apenas 3 campanhas com 5 missões cada, tornam este jogo também bastante curtinho. Por um lado entende-se, pois estamos a falar de uma portátil e convém as missões serem simples e curtas, mas por outro lado poderiam haver mais coisas para fazer. Temos sempre os objectivos secundários para completar (sempre marcados na bússola, assim como os primários), mas acaba por saber a pouco.

screenshot
O modo skirmish é essencialmente um deathmatch local contra bots

De resto outra coisa que me desagradou é o facto de os inimigos estarem sempre a fazer respawn e apesar de termos um esquadrão a nos acompanhar, os mesmos são algo burros e inúteis. De resto temos também a vertente multiplayer que sinceramente não cheguei a testar, embora exista o modo skirmish que nos deixa jogar contra bots. Desses modos de jogo temos claro as variantes habituais do deathmatch e capture the flag (infiltration), o demolition que é uma espécie de Counter Strike e por fim outros modos de jogo baseados em objectivos de captura e defesa.

Graficamente é um jogo simples, as texturas e modelos utilizados não são assim nada de especial, pouco melhores que os originais da PS1 são. Mas também é um jogo portátil e com o pouco conteúdo não esperaria nada de extravagante. A parte audio é boa como é habitual nesta série e como sempre temos algumas cutscenes com filmagens a preto e branco da época que são sempre agradáveis de se ver, pelo menos para mim que sempre tive um fascínio com este nosso período da História. Para quem gostar, podemos também desbloquear muitos uniformes adicionais para serem utilizados no modo multiplayer, mediante a nossa performance em cada nível no modo campanha.

screenshot
A vertente online parecia-me bem completa para um jogo de PSP, com direito a rankings e tudo.

No geral achei um jogo razoável, a nível de jogabilidade acho que realmente não há muito onde melhorar numa PSP e rapidamente me habituei aos controlos. Mas as missões deveriam ser mais diversificadas e acima de tudo, deveriam haver mais e eventualmente outras campanhas a explorar. Segue-se o Medal of Honor Heroes 2, que irá em breve entrar na minha PSP também. A ver o que melhoraram!