Medal of Honor Heroes 2 (Sony Playstation Portable)

Medal of Honor Heroes 2De volta para mais um jogo da saga Medal of Honor, infelizmente tão curto quanto o seu predecessor. Mas felizmente, apesar de curtinho, melhoraram muitas das coisas que eu me tinha queixado, o que já não é mau de todo. E também tal como esse jogo, também foi comprado numa cash converters, desta vez a de Alfragide, no passado mês de Novembro. Creio que me custou 4€, estando completo e em bom estado.

Medal of Honor Heroes 2 - Sony Playstation Portable

Jogo completo com caixa e manual

A primeira coisa que não gosto neste jogo é o seu subnome “Heroes 2” e passo a explicar. No primeiro jogo, cada uma das 3 campanhas eram vividas por 3 personagens de outros jogos como Baker ou Jimmy Patterson. Aqui temos apenas uma campanha, algures na Normandia e jogamos sempre com a mesma personagem: John Berg, que se bem me lembro marca a sua estreia na série. De resto, só tenho quase tudo coisas boas a dizer. Em primeiro lugar, as missões algo ridículas, dignas de um modo multiplayer, como capturar e defender objectivos, ou eliminar X número de Nazis deixaram de existir, dando lugar a missões de sabotagem mais fiéis à série. No entanto, isso também reduziu o número de missões, dando lugar a uma única campanha com 7 níveis diferentes. Se bem que os níveis são grandinhos, estando subdivididos em duas ou 3 partes separadas por breves ecrãs de loading.

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O maior problema deste jogo a meu ver é aperceber que apenas temos estes 7 níveis pela frente. Mas ao menos são grandinhos!

Em cada nível temos na mesma os objectivos primários e os secundários, cuja conclusão a 100% beneficia bastante a nossa performance no final do nível. E enquanto os primários estão devidamente assinalados na bússola no canto inferior esquerdo, ou mesmo no próprio mapa quando estão visíveis, já os secundários são secretos. Apenas sabemos quantos existem e a sua descrição no final do nível, quando somos avaliados. Por isso forçou-me a ter uma exploração muito mais cuidada e espreitar em todos os recantos, o que por muitas vezes confesso que me irritou dado o passo de caracol com que nos mexíamos. E ainda assim escaparam-me uns quantos! Esses objectivos tanto podiam ser capturar documentos importantes, que tanto poderiam estar à vista de todos como escondidos em cofres que tinham de ser rebentados com uma granada, destruir equipamento importante sem sermos avisados, como baterias antiaéreas ou um gerador eléctrico, assassinar algum oficial importante ou combater ondas e ondas de inimigos, que só eram despoletadas ao utilizarmos uma ou outra MG-42 nalgum local estratégico. O esquadrão que nos acompanha (em algumas partes do jogo) continua aqui presente, embora por vezes não sejam assim tão úteis quanto isso. O jogo possui também um sistema de checkpoints e vida regenerativa, dizendo assim adeus aos saudosos medkits. Por fim convém também aclamar o quase fim do respawn dos inimigos. Enquanto que no primeiro jogo esse respawn acontecia a toda a hora, aqui apenas acontece em algumas alturas específicas, como por exemplo perto de algum objectivo que tenhamos de atacar. Depois podemos estar mais descansados e explorar o mapa mais à vontade.

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À medida que o círculo de sangue fique mais apertado, mais perto de bater a bota estamos. Mas basta escondermo-nos um pouco do perigo para magicamente ficarmos ok outra vez.

Os controlos são semelhantes aos do primeiro jogo, com os botões faciais de quadrado, triângulo, círculo e cruz a servirem de “segundo analógico”, controlando a câmara do jogo, enquanto o analógico propriamente dito controla o movimento. As funções de recarregar, trocar de arma ou agachar ficam mapeadas para os botões direccionais, enquanto os botões de cabeceira têm a função de disparar ou activar o aiming down the sights. Parece-me de facto ser o melhor esquema possível de um FPS na PSP, só tenho pena pela lentidão que é andar de um lado para o outro e virar a câmara, mas tenho a ideia que este último pode ser customizado. De resto, para além do curto modo de campanha temos uma vez mais um multiplayer que me passou ao lado, mas pareceu-me ser muito mais pobrezinho, contendo apenas vertentes do deathmatch e capture the flag, quando o anterior era bem mais diversificado nesse aspecto.

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Manter os objectivos secundários escondidos foi uma boa ideia para aumentar a longevidade do jogo, mas por outro lado também não temos grandes recompensas em fazê-lo

Na vertente do audiovisual, este é um jogo muito melhor, salvo em um aspecto: a falta de cutscenes com filmagens reais, algo que sempre esteve presente na série. Temos cutscenes na mesma, mas são mais “artísticas”, mostrando algumas animações e/ou sequências de fotos. De resto é bem superior. Apesar de ter apenas uma campanha situada algures na Normandia, pareceu-me haver uma variedade maior de texturas e locais, onde jogamos na praia, em bunkers, ruínas de cidades, aldeias rurais, ou mesmo imponentes instalações militares onde temos de destruir submarinos U-Boats ou mísseis V2. Todos os níveis me pareceram melhores detalhados e o mesmo pode ser dito dos próprios soldados, agora com melhores texturas e mais polígonos. No que diz respeito à parte sonora, nada a apontar, continua óptima.

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Mover estes canhões lentamente enquanto inimigos fazem respawn não é uma boa ideia de game design…

Por estas razões, este Medal of Honor Heroes 2 é um jogo melhor, mas também pior do que a sua prequela em alguns aspectos. Mas acho que aquilo em que melhorou, nomeadamente no tipo de missões em si e melhores audiovisuais, suplantou bem as coisas menos boas. No entanto por algum motivo este jogo saiu também para a Wii, que me parece ser a melhor versão, embora a vertente online contenha os mesmos modos de jogo. De resto, para além de melhores gráficos (pelo menos assim o espero), a versão Wii tem ainda uma missão extra aqui não existente, bem como um modo de jogo adicional, o Arcade que me parece ser bem divertido, sendo um shooter on-rails como um Operation Wolf, por exemplo.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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