Capcom Classics Collection (Sony Playstation 2)

Continuando pelas rapidinhas e pela Playstation 2, o artigo que cá trago hoje incide sobre mais uma bela compilação, desta vez para o primeiro volume da Capcom Classics Collection, que contém na sua maioria jogos que já figuraramem compilações anteriores como as Capcom Generations ou Street Fighter Collection 2. A compilação possui quase tudo jogos que figuraram originalmente nas arcades, sendo que a única excepção à regra é a da inclusão do Super Ghouls and Ghosts, da Super Nintendo. O meu exemplar veio de um negócio que fiz através do OLX com um particular, algures no final de 2016. Custou-me 5€ e está em excelente estado.

Jogo com caixa, manual e papelada

O catálogo de jogos desta colectânea está repleto de clássicos, alguns deles que eu gostaria bastante de um dia comprar algumas das conversões existentes para NES, Mega Drive ou SNES. Para além das 3 versões dos Street Fighter II que facilmente se podem ver em muitas outras compilações, temos aqui também clássicos como o Commando e a sequela Mercs que já orientei para a Mega Drive, a versão arcade do primeiro Final Fight, alguns dos shmups da saga 194X, aqueles shooters clássicos que decorrem durante a época da Segunda Guerra Mundial, o Legendary Wings que pode ser encontrado na Mega Drive como Gynoug, ou os 3 primeiros Makaimura, mais conhecidos como Ghosts and Goblins, Ghouls ‘n Ghosts (que um dia vou perder a cabeça e mandá-lo vir do eBay) e o Super Ghouls ‘n Ghosts que felizmente já orientei para a Super Nintendo e brevemente poderão ler uma análise mais detalhada por cá. Outro dos jogos que estão nesta compilação e pelo qual eu sempre tive um fascínio é o Forgotten Worlds, um shmup interessante, mas também bastante difícil de se jogar fora das arcades, pelo controlo de 360º que podemos dar à nossa personagem e/ou os disparos.

Para além da compilação ser bastante sólida pelos excelentes clássicos que contém, ainda temos alguns extras interessantes para desbloquear.

Existem também alguns jogos menos conhecidos, pelo menos por mim que nunca tinha ouvido falar dos SonSon, Exed Eyes ou Section Z. Depois, para além da compilação já ser forte por si só, existe também uma série de conteúdo extra que podemos desbloquear ao jogar os jogos e cumprir certos objectivos, como chegar a algum determinado nível, completar os jogos, obter X pontos, etc. Esse conteúdo extra podem ser coisas como artwork, dicas em como progredir nos jogos, músicas ou outras galerias com os perfis das personagens e outros intervenientes de cada jogo. Só fica mesmo a faltar aqueles pequenos vídeos com making ofs ou entrevistas com os criadores, como se pode ver noutras compilações semelhantes. De resto é uma compilação excelente e na Playstation 2 (bem como noutras plataformas) podemos também encontrar o segundo volume, que contém mais uns quantos clássicos como Strider ou o primeiro Street Fighter que sempre fica em segundo plano (e consegue-se entender o porquê). A ver se um dia destes a encontro a preços convidativos!

Resident Evil 6 (Sony Playstation 3)

163236_frontO Resident Evil 5 foi um jogo em que a Capcom tentou forçar uma jogabilidade cooperativa às mecânicas introduzidas anteriormente pelo Resident Evil 4, um jogo que marcou uma viragem radical nas mecânicas de jogo da série, deixando-a bem mais dinâmica e simples de controlar, mas despojando a série das suas raízes de survival horror em detrimento de um jogo com mais foco na acção. Mas infelizmente, mesmo que quiséssemos jogar sozinhos, tínhamos que cooperar sempre com uma outra personagem e a sua inteligência artificial deixou as coisas muito a desejar. Felizmente pelo menos nesse aspecto esta sequela melhorou e bastante as coisas. O meu exemplar veio da Mediamarkt de Alfragide se bem me lembro, foi comprado há uns anos atrás, deve-me ter custado algo à volta dos 20€ há uns anos atrás.

Jogo com caixa, manual e papelada
Jogo com caixa, manual e papelada

A Capcom decidiu apresentar Resident Evil 6 de uma forma diferente, com o jogo a consistir em 4 diferentes campanhas distintas e interligadas, a ocorrer nos Estados Unidos, um país fictício na Europa de Leste e na China. Podemos jogar como Leon e Helena, Chris Redfield e o seu subordinado Piers, Sherry Birkin marca o seu regresso desde o Resident Evil 2, na aventura com o jovem e misterioso Jake Muller. Por fim a quarta campanha leva-nos pelos olhos de Ada Wong, uma personagem ainda mais envolta em mistério e cuja história une várias pontas soltas que ficaram das outras campanhas. A história envolve o C-Virus e a sua propagação por mais uma cidade norte-americana, algures num país da Europa de Leste e por fim na China. Isso implicou novas pragas de zombies (finalmente, zombies de volta!) ou dos J’avo, humanos capazes de sofrerem diversas mutações, um pouco como as Las Plagas dos Resident Evil 4 e 5.

Os zombies marcam novamente o seu regresso, em especial na campanha do Leon e Helena!
Os zombies marcam novamente o seu regresso, em especial na campanha do Leon e Helena!

De resto a jogabilidade mantém-se muito semelhante àquela introduzida no Resident Evil 4, com a perspectiva over the shoulder e as mecânicas típicas de um shooter na terceira pessoa. Mas tal como no Resident Evil 5, o jogo possui um grande foco na vertente cooperativa, pois qualquer pessoa pode juntar-se ao jogo de outra a qualquer momento, logo que tenhamos essa opção activa nas configurações. Mesmo jogando completamente sozinhos, teremos sempre uma outra personagem a auxiliar-nos na campanha. A exepção é a Ada Wong, que típicamente joga sozinha, embora um dos patches lançados para o jogo deixa a opção de Ada jogar cooperativamente com um “Agente”, embora este não tenha nenhuma influência na história. O inventário é algo limitado, embora dê para carregar com umas quantas armas diferentes e respectivas munições. De resto, para além dos 1st Aid Sprays, podemos combinar ervas na forma de pastilhas que podem ser agregadas a uma espécie de atalho no ecrã, permitindo-nos curar a qualquer altura com recurso a um único botão do comando da Playstation.

Como sempre temos alguns bosses para derrotar, cada vez maiores e mais letais.
Como sempre temos alguns bosses para derrotar, cada vez maiores e mais letais.

Claro que para quem jogar de forma cooperativa também tem que se preocupar com o seu parceiro. Já para quem jogar sozinho, felizmente o nosso parceiro não é tão burro como a Sheva Alomar do Resident Evil 5, sendo mais úteis e felizmente não desperdiçam as nossas munições. Por outro lado, apesar de ser um jogo sólido, este Resident Evil 6 possui também alguns defeitos. Os que mais me chatearam foram aqueles momentos onde temos de defrontar várias waves de inimigos, ou outros onde os inimigos parece que nunca páram de aparecer. Eu gosto de levar o meu tempo, jogar cuidadosamente e ir distribuindo head shots sempre que possível. Mas em certas alturas tudo fica mais caótico e o melhor remédio é mesmo correr. De resto a coisa que mais me chateou foi mesmo a longa duração de cada nível. Gostei bastante do facto do jogo possuir 4 campanhas distintas que nos levam a diferentes locais e sub-histórias para descobrir. Mas cada nível em si acaba por ser bastante longo, podendo levar inclusivamente várias horas para ser terminado, para quem gosta de explorar cada recanto como é o meu caso. Os níveis deveriam ser um pouco mais curtos para poder também jogar o jogo em doses menores. É verdade que existem checkpoints que nos permitem retomar a acção a qualquer altura, mas terminar um nível dá-nos uma sensação de realização bem maior do que avançar um checkpoint.

O modo Mercenaries está de regresso, desta vez logo desbloqueado de início
O modo Mercenaries está de regresso, desta vez logo desbloqueado de início

Por fim devo também referir um pouco o sistema de upgrades. Ao defrontar os inimigos e destruir caixas ou abrir cestos com itens, podemos encontrar pontos de skills. Esses pontos de skills podem depois ser gastos entre níveis, ao comprar skills que nos aumentam a proficiência com cada arma, melhoram as nossas defesas, aumentam a probabilidade dos inimigos largarem itens quando morrem, etc. Para além disso existem ainda outros modos de jogo. Um deles é o Mercenaries, um modo de jogo que já existe há algum tempo na série, se bem que desta vez já vinha desbloqueado de origem. Existem no entanto outros modos de jogo multiplayer, mas que tinham de ser comprados como DLCs. algo que eu não comprei logo não posso dar grandes detalhes. Modos de jogo como Onslaught, Predator, Survivor ou Siege fazem parte da lista dos modos de jogo que podem ser comprados à parte. Se bem me recordo o Resident Evil 6 teve a polémica de possuir vários conteúdos DLC já no disco, obrigando-nos a pagar por algo que já estaria pronto desde o primeiro dia. Isso não se faz Capcom!

Há aqui um grande foco pelo online, embora sinceramente eu não lhe ligue nenhum
Há aqui um grande foco pelo online, embora sinceramente eu não lhe ligue nenhum

No que diz respeito aos audiovisuais, acho este um bom jogo. A universidade e pequena cidade americana invadida por zombies está bem detalhada, e o mesmo pode ser dito dos outros cenários que vamos explorando, como o cemitérios sinistro e o seu sistema de cavernas, as bases submarinas, navios ou bairros chineses. Não tenho nada a apontar aos diálogos e a música é bastante épica e/ou tensa, mediante a situação.

Resident Evil 6 é um jogo que me surpreendeu pela positiva pela sua duração, embora ache que pudesse estar melhor fragmentado em níveis mais curtos. A jogabilidade mais voltada para a acção marca novamente o seu regresso e o foco no cooperativo também, tal como foi visto no Resident Evil 5. Mas felizmente, caso joguemos sozinhos, a inteligência artificial é muito melhor e revela-se bem mais útil para nos ajudar a varrer os inimigos, bem como não nos gasta as nossas munições.

Duck Tales (Nintendo Gameboy)

ducktalesTempo para mais uma rapidinha, sobre uma conversão de um jogo clássico e facilmente dos meus preferidos do catálogo da NES. Aliás, depois da Nintendo e o seu Super Mario, para mim é a Capcom a rainha do género na consola de 8bit da Nintendo. Para além dos 6 Mega Man que lançaram, a Capcom lançou também excelentes jogos de plataformas da Disney, e para mim o Duck Tales é a cereja no topo desse bolo. Já aqui referi o original (e o remake lançado recentemente), pelo que não me irei alongar muito neste artigo. O meu exemplar veio no mês passado da Feira da Vandoma no Porto. Custou 5€.

O conceito deste Duck Tales é semelhante ao original da NES, onde levamos o Tio Patinhas à volta do mundo à caça de vários tesouros para ficar ainda mais rico. Os níveis são os mesmos, como a transilvânia, a floresta do amazonas ou mesmo na Lua numa nave extra-terrestre. No entanto, os níveis não são 100% iguais aos da NES, a sua estrutura mudou nesta versão da Gameboy.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

E infelizmente do ponto de vista técnico esta versão fica uns furos abaixo da original. A jogabilidade não está tão coesa, há alguns problemas com as mecânicas de salto, por vezes atravessamos os inimigos e sofremos um ponto de dano, ou quando nos queremos agarrar numa corda e por algum motivo aquilo falha. Graficamente não acho que esteja mau, tendo em conta que a Gameboy possui recursos mais limitados que a NES. Infelizmente a banda sonora é que sofreu bastante, pois apesar das músicas serem 100% reconhecíveis, a sua qualidade baixou muito, o que é pena.

Para os fãs do original, a coisa mais interessante nesta versão é a mudança do layout dos níveis.
Para os fãs do original, a coisa mais interessante nesta versão é a mudança do layout dos níveis.

Fora isto, não deixa de ser um bom jogo de plataformas, apesar de possuir algumas falhas na implementação de algumas mecânicas de jogo. A versão NES continua para mim a reinar de forma suprema, mas a conversão Gameboy poderá ser interessante aos fãs do original, pela diferente estrutura dos níveis.

Street Fighter Collection 2 (Sony Playstation)

7704_frontContinuando pelas rapidinhas, o artigo que vos cá trago hoje é mais uma compilação, desta vez da Capcom e para a Playstation. O seu nome ocidental é Street Fighter Collection 2, embora no Japão esta compilação estivesse inserida numa outra série, nomeadamente a Capcom Generation, onde esta compilação seria o número 5.Antes de avançar, só para referir também que o meu exemplar veio da cash converters de Benfica em Lisboa, algures durante o verão de 2016. Custou-me 3.5€.

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Jogo com caixa, manual e papelada. Infelizmente é a versão “Value Series”.

E o que contém o Street Fighter Collection 2? Basicamente 3 versões arcade perfect do Street Fighter II: World Warrior ( a primeira versão do clássico que depois originou todas as outras), a Champion Edition que foi o primeiro update onde as principais mudanças estavam na inclusão dos 4 oponentes finais como personagens jogáveis, bem como permitir combates entre a mesma personagem. Por fim a última revisão aqui incluída é o Street Fighter II Turbo: Hyper Fighting. Esta versão era muito mais rápida que as anteriores e introduzia alguns novos golpes especiais, para além dos habituais balanceamentos. Felizmente, para além das conversões serem bastante fiéis às originais, temos também uma série de extras e conteúdo desbloqueável. Coisas como artwork diverso, dicas de como lutar com cada personagem, o perfil de cada lutador, banda sonora remixada ou a possibilidade de lutar com personagens das 3 diferentes versões.

Alguns dos extras nesta compilação incluem artwork e perfis de cada lutador
Alguns dos extras nesta compilação incluem artwork e perfis de cada lutador

Gostava mais de extras como pequenos documentários de making off, com entrevistas e afins, mas não está mau de todo! O facto de termos as versões practicamente fiéis à arcade em casa já era boa notícia que chegue. Por muito que goste das versões SNES e Mega Drive, de longe as mais populares para quem quisesse jogar Street Fighter II em casa, é verdade que muitas delas tiveram de sofrer alguns sacrifícios no processo de conversão. Só é pena que o comando da Playstation não seja tão bom como o da Saturn para jogos deste género, mas isso também não é um grande problema, visto a compilação Capcom Generation 5 também saiu para a Saturn, em solo japonês.

 

Phoenix Wright: Ace Attorney (Nintendo DS)

phoenix_wright_-_ace_attorney_coverartMantendo-me pelas portáteis da Nintendo, o jogo que cá trago agora é o primeiro capítulo de uma série que se revelou numa óptima surpresa para mim. Phoenix Wright: Ace Attorney é uma interessante mistura de aventura gráfica e visual novel, com a temática da defesa de casos “impossíveis” em tribunal. É uma série que já existia no mercado desde 2001 de forma exclusiva para a GameBoy Advance apenas no Japão. Felizmente que, com a introdução da Nintendo DS, a Capcom decidiu pegar nos jogos já existentes dessa série e relançá-los na nova portátil da Nintendo, com diversas mudanças e melhoramentos, principalmente pelo facto de o mercado ocidental não ter ficado esquecido. O meu exemplar é uma versão norte-americana, que foi comprada na Feira da Ladra em Lisboa, no último Sábado que passei por lá, no final de Setembro. Custou-me 15€ se a memória não me falha.

Jogo com caixa, papelada e manual na sua versão norte-americana
Jogo com caixa, papelada e manual na sua versão norte-americana

A personagem principal é o jovem advogado Phoenix Wright, que se encontra a iniciar a sua carreira na firma de Mia Fey, a sua mentora. Ao longo do jogo teremos 5 casos para resolver, onde o primeiro serve como uma espécie de tutorial, onde Mia Fey nos vai auxiliando no tipo de acções que teremos de ter em conta e mais precisamente no seu timing. Cada capítulo está dividido em 2 secções distintas, com uma cutscene de abertura onde assistimos a uma cena de um assassinato, sendo que depois ficaremos com o papel de defender o principal suspeito da sua inocência. Essas duas secções distintas dividem-se na parte de exploração, onde iremos percorrer por vários cenários, de forma a recolher e examinar pistas que possam ser usadas como provas e entrevistar pessoas para recolher os seus testemunhos. A outra parte são claro as sessões do tribunal, onde teremos de interrogar testemunhas e procurar contradições nos seus diálogos, recorrendo também às provas encontradas anteriormente. Eventualmente as testemunhas vão sendo descredebilizadas e o verdadeiro culpado dos crimes vai sendo encontrado.

Ao questionar as testemunhas da maneira correcta, acabamos por descobrir algumas inconsistências e mentiras que muitas vezes nos levam a situações hilariantes.
Ao questionar as testemunhas da maneira correcta, acabamos por descobrir algumas inconsistências e mentiras que muitas vezes nos levam a situações hilariantes.

É precisamente nestas sessões dos julgamentos que o jogo ganha todo o seu charme, pois é aí que todo o dramatismo acontece, e as personagens são todas bastante carismáticas. O jogo balanceia muito bem o drama com o humor, até porque a grande maioria das personagens são bem bizarras e muitas vezes quando os contradizemos eles começam a dizer parvoíces. Depois claro, temos as “regras” do jogo em que todo o suspeito é considerado culpado até prova em contrário, os julgamentos têm um prazo máximo de 3 dias para se chegar a um veredicto e as nossas acções se feitas à sorte ou com o ou fora do seu timing vão irritando o juíz, até que podemos vir mesmo a perder o caso se lhe esgotarmos a paciência. Gritar “Objection!” pode ser bem bonito com todos os gestos elegantes que os advogados fazem, mas não adianta de nada se não tivermos um argumento que o suporte. E sim, o próprio juíz também não é propriamente imparcial ou isento…

Todas as acções que tomamos durante o julgamento devem ser meticulosas, pois se metermos água várias vezes o juiz chama-nos incompetentes, considera o réu culpado e dá o caso por encerrado.
Todas as acções que tomamos durante o julgamento devem ser meticulosas, pois se metermos água várias vezes o juiz chama-nos incompetentes, considera o réu culpado e dá o caso por encerrado.

Felizmente podemos gravar o nosso progresso no jogo a qualquer momento, e o facto de os casos terem no máximo 3 dias para ficarem fechados não influencia em nada a história, pois a mesma é bastante linear e esse limite nem sempre é necessário para ser atingido. Quando temos mais que uma sessão de julgamento o jogo remete-nos novamente para a parte de exploração de forma a recolher novas provas e testemunhos. Quando tivermos encontrado tudo o que é necessário ao round seguinte, somos então encaminhados para uma nova sessão no tribunal. Aí, a arte e o engenho está precisamente no saber o que dizer, ou que provas apresentar para descredibilizar as testemunhas entrevistadas. Temos de estar bastante atentos aos diálogos de forma a procurar alguma frase chave que não bata certo com os perfis que temos das personagens e das provas recolhidas, o que nem sempre é evidente, principalmente naqueles casos mais “avançados” no jogo.

As provas que encontramos depois de analisadas meticulosamente são usadas como forma de provar a inocência do réu
As provas que encontramos depois de analisadas meticulosamente são usadas como forma de provar a inocência do réu

O quinto e último caso foi desenvolvido especialmente para esta conversão da Nintendo DS, pois usa as características únicas da DS no decorrer do jogo, como a possibilidade de usar o touch screen para rodar objectos, ou um kit de análise forense para procurar outras pistas que também recorre ao touchscreen ou microfone.  No entanto, ao longo de todo o jogo, os diálogos e cutscenes vão sendo vistos no ecrã superior, com o inferior a servir de interface para aceder ao inventário, escolha de diálogos e afins. Vem também com a possibilidade de usar comandos por voz, mas sinceramente não testei, porque sempre o joguei em espaços públicos e queria evitar gritar “objection!!” para não pensarem que sou maluquinho.

De resto, graficamente é um jogo interessante, mesmo sendo uma conversão de um jogo de Game Boy Advance. As personagens têm todas um traço manga tipicamente japonês e as suas expressões faciais são hilariantes. As músicas são também variadas e bastante agradáveis, como a Capcom sempre nos habituou.

Na fase da exploração teremos de procurar por pistas escondidas e entrevistar várias pessoas
Na fase da exploração teremos de procurar por pistas escondidas e entrevistar várias pessoas

Phoenix Wright Ace Attorney é uma excelente série que me surpreendeu bastante e à Capcom também, pois lançou o jogo nos Estados Unidos de uma forma contida e rapidamente se popularizou, gerando várias rupturas de stock. Ainda bem que tal aconteceu pois dessa forma quase todos os outros acabaram por sair também no Ocidente, e deram também azo a um interessante crossover com a série Professor Layton que planeio jogar assim que comprar uma 3DS. Ainda assim a Capcom não deve ter produzido cópias suficientes dos jogos desta série, pois todos eles são algo complicados de aparecer nos círculos normais, pelo menos a preços apetecíveis.