WWF Super Wrestlemania (Sega Mega Drive)

Vamos voltar às rapidinhas, agora na Mega Drive para um dos vários jogos de wrestling que acabaram por sair neste sistema. E este WWF Super Wrestlemania é o primeiro jogo do género, devidamente licenciado pela WWF, a sair na máquina de 16-bit da Sega e infelizmente não acho que seja um jogo lá muito bom. Mas também nunca fui o maior fã de jogos deste estilo e o jogo apenas deu entrada na minha colecção precisamente porque veio num lote de vários jogos e consolas que comprei a um particular algures em Dezembro passado.

Jogo com caixa e manual

Vamos começar então pelos modos de jogo, onde temos o One on One, ou seja uma partida amigável entre 2 lutadores (ou entertainers?), um modo Tag que é também uma partida amigável mas entre equipas de 2 wrestlers, um modo survivor que é uma variante desse modo tag mas com equipas de 4 e por fim um modo campeonato onde teremos de enfrentar todos os oponentes de forma consecutiva. A nível de controlos, tipicamente os botões B e C servem para socos e pontapés, botão A para agarrar o oponente e B+C servem para correr. Naturalmente que mediante o contexto, todos estes botões (e outras combinações) servem também para executar outro tipo de golpes como drop kicks, supplex, clothesline, entre muitos outros. Sinceramente nunca fui grande fã deste tipo de gameplay, preferindo de longe a abordagem arcade que títulos como o WWF Wrestlemania the Arcade Game ou WWF In Your House introduziram!

Combates em tag team são uma das opções (pressionar A+B junto ao colega)

Visualmente sempre achei este jogo fraco, principalmente quando comparado com a versão Super Nintendo que sai no mesmo ano (1992). É normal que em jogos multiplataforma, as versões da Mega Drive sejam sempre menos coloridas que as da Super Nintendo, ou que estas últimas incluam alguns efeitos gráficos mais avançados como transparências, mode 7 e afins. Isso é perfeitamente normal visto que ambas as plataformas possuem certos pontos fortes e fracos directamente inerentes ao seu hardware. Mas neste caso isso nem se coloca pois até a versão Super Nintendo não é nada de especial graficamente. Mas nota-se que esta versão da Mega Drive possui muito menos detalhe, tanto nos lutadores, arenas e principalmente o público, que é algo detalhado e animado na Super Nintendo, mas completamente estático nesta versão da Sega. A banda sonora também não a achei nada de especial, sinceramente.

Apesar do número de lutadores disponíveis ser menor nesta versão, o elenco parece-me ser mais apelativo

Mas é bom que toco nesse ponto pois este Super Wrestlemania possui algumas outras diferenças bem notáveis entre versões. O modo de jogo do campeonato não existe na consola da Nintendo e a versão Mega Drive inclui uma série de golpes especiais exclusivos de cada personagem (que pode ser executado ao pressionar os botões A+C, mas uma vez mais dependendo do contexto), enquanto que na versão SNES todas as personagens partilham do mesmo conjunto de golpes básicos. No entanto a versão SNES possui 10 lutadores diferentes, enquanto que a versão Mega Drive possui apenas 8. Por outro lado, o elenco de lutadores presente nesta versão da Sega parece ser bem mais apelativo que o da versão da Nintendo. Pelo menos quase todos eles são nomes de quem ainda me recordo levemente quando via WWF no início dos anos 90. É um detalhe interessante, estas consideráveis diferenças entre versões!

Como é habitual, as lutas podem ser levadas para o exterior da arena, mas ao fim de 10 segundos quem não tiver voltado para dentro do ringue perde o combate

Portanto sinceramente este WWF Super Wrestlemania é um jogo que me diz muito pouco mas imagino que tanto as versões Sega como Nintendo tiveram um sucesso considerável pois a Acclaim espremeu bem essa vaca nesta geração. E a verdade é que, pelo menos a nível audiovisual, as coisas foram ficando melhores.

Bart Simpson’s Escape from Camp Deadly (Nintendo Game Boy)

Vamos voltar às rapidinhas, desta vez ao Game Boy clássico para mais um dos jogos dos Simpsons lançados durante os anos 90. Os jogos dos Simpsons desse período sempre tiveram má fama pois existem de facto uns quantos títulos maus. Por exemplo, eu adoro o Bart versus Space Mutants, apesar de admitir que os seus controlos são maus e as suas mecânicas de jogo não são lá muito intuitivas. Este lançamento de Game Boy é bem mais simples, no entanto. O meu exemplar chegou cá à colecção algures no mês passado, depois de comprar um lote considerável de consolas e jogos a um particular.

Cartucho solto

A premissa do jogo é simples. Nas férias de Verão, os irmãos Bart e Lisa foram enviados para um campo de férias, o Camp Deadly (só pelo nome não me pareceria uma boa ideia) e quando lá chegam reparam que o campo é gerido por um parente do Mr. Burns, o maléfico patrão do Homer Simpson. Os primeiros níveis ilustram a vida no campo que acaba por ser um inferno para Bart e Lisa que decidem escapar, no que já é a segunda metade (ou último terço?) do jogo.

Cada nível é precedido de um ecrã que detalha o que vai acontecer.

As mecânicas são simples, com um botão para saltar e um outro para atacar. O ataque de Bart são bolas de papel com cuspe, que apenas paralizam temporariamente os inimigos, mas rapidamente poderemos encontrar a nossa mana Lisa que nos dará bumerangues que podem ser utilizados como arma. Tal como referi acima, a primeira parte do jogo é toda ela passada no Camp Deadly, onde começamos os níveis por ver o programa de actividades. Primeira actividade da manhã: uma espécie de capture the flag na floresta com a equipa A composta por nós, e a equipa B por todos os restantes miúdos. Na verdade isto são níveis normais de plataformas onde perto do final lá encontramos a tal bandeira para apanhar. Segunda actividade: visitar a tenda da cantina para a primeira refeição e sobreviver a uma batalha de comida. Aqui Bart não pode cuspir nem usar os seus bumerangues, tendo no entanto de apanhar a comida dos balcões que pode ser utilizada como arma de arremesso. Terceira e quarta actividades: o mesmo dos níveis anteriores. É aqui que Bart e Lisa decidem escapar, com os níveis seguintes a serem em montanhas, cavernas e uma estação eléctrica que alimenta o parque de campismo.

A Lisa surge em vários níveis, pronta a nos ajudar com power ups

Outros power ups relevantes são os donuts (pelo menos acho que são donuts) que nos servem de barra de energia, ou seja, se perdermos todos os donuts (ou cair à água) faz com que percamos uma vida. Felizmente poderemos também encontrar vidas extra espalhadas pelos níveis. Ocasionalmente a Lisa também nos arranja alguns itens especiais para ajudar a ultrapassar certos obstáculos como um fato de apicultor ou um fato anti radiação.

A comida da cantina é um pouco nojenta, não admira que os miúdos a atirem uns contra os outros

A nível audiovisual confesso que até achei este jogo bem detalhado graficamente, pelo menos considerando as capacidades primitivas do Game Boy. É verdade que não há uma grande variedade de cenários, mas os poucos que existem até que estão bem detalhados. Os inimigos não são nada de especial, mas ao menos a música é agradável (isto se gostarem da música tema dos Simpsons, pois vamos ouvi-la imensas vezes) e o jogo possui também algumas vozes digitalizadas, o que não é muito comum em jogos de Game Boy clássicos.

Portanto este Bart Simpson’s Escape From Camp Deadly é um simples jogo de plataformas e que embora não seja nenhuma obra prima, também não é um jogo tão mau quanto muitos o pintam.

The King of Fighters EX2 (Nintendo Game Boy Advance)

Vamos voltar às rapidinhas mas agora na Game Boy Advance para um jogo que me surpreendeu bastante pela positiva. Eu já sabia da existência dos King of Fighters EX na Game Boy Advance mas por alguma razão estúpida sempre pensei que fossem remakes/continuações dos KOF R-1, R-2 da Neo Geo Pocket, com os seus lutadores em formato SD (pequenos e cabeçudos). Mas não, estes são jogos que utilizam as mecânicas de jogo dos KOF 99 (EX) e 2000 (EX2) e com personagens e cenários quase tão bem detalhados como as versões originais de Neo Geo! O meu exemplar foi comprado numa loja aqui perto de casa no mês passado por 15€.

Cartucho solto

A história dos KOF EX segue uma saga alternativa à trilogia dos NESTS, que havia sido precisamente introduzida no KOF 99, introduzindo portanto algumas novas personagens, vilões, e com o legado dos Orochi novamente chamado à ribalta. A nível de jogabilidade é um jogo surpreendentemente bom, pois os controlos funcionam e os combates são fluídos, embora nem todas as personagens novas sejam lá grande coisa. A nível de controlos temos a opção de usar um esquema de quatro botões com os faciais para socos fracos/fortes e os L e R para pontapés, ou dois esquemas de dois botões apenas. Num deles a intensidade dos golpes é maior quanto mais tempo deixarmos os botões faciais pressionados, já o outro obriga-nos constantemente a algumas combinações de botões, embora facilite os specials.

A Moe é uma das personagens exclusivas dos KOF EX e a única do primeiro jogo

No que diz respeito aos modos de jogo, temos o modo história onde como sempre somos convidados a construir uma equipa com 3 lutadores e levá-la até ao fim da história ou então dois modos versus para dois jogadores, um que nos obriga na mesma a escolher equipas de 3, outro com combates de um contra um. No que diz respeito à jogabilidade as mecânicas básicas dos KOF estão aqui representadas e claro, sendo este um jogo baseado no KOF 2000 temos também a possibilidade de chamar strikers para alguns ataques extra. Cada personagem tem também acesso a vários golpes especiais que poderemos desencadear, incluindo alguns bem poderosos que nos vão exigir consumir uma barra de energia que se vai acumulando à medida que andamos à pancada.

Visualmente é um título bem interessante para uma GBA!

Visualmente o jogo é bastante interessante para uma portátil como a Game Boy Advance, pois as sprites são as mesmas dos jogos da Neo Geo (mas mais comprimidas, claro) e mesmo as novas personagens que possuem sprites inteiramente novas também não ficam nada atrás das caras conhecidas no seu design. É verdade que faltam muitos nomes conhecidos da série como o Benimaru, Joe Higashi ou Robert Garcia, mas temos ao todo 21 lutadores (mais o boss que pode ser desbloqueado), o que é um número bastante bom para um título para um sistema como a Game Boy Advance. As arenas são também bastante variadas, coloridas e bem detalhadas o que foi outra surpresa. A banda sonora é igualmente agradável de se ouvir!

Também podemos consultar os golpes de cada personagem dentro do próprio jogo!

Portanto este KOF EX2 acabou por se revelar uma excelente surpresa. É um óptimo KOF portátil, com uma jogabilidade e visuais bem fluídos e detalhados. Muito melhor do que eu estaria à espera de encontrar num Game Boy Advance! Fiquei bastante curioso em arranjar também o primeiro EX, embora as opiniões desse primeiro título sejam muito piores no que diz respeito à jogabilidade.

Krusty’s Super Funhouse (Sega Mega Drive)

Vamos agora ficar com mais uma rapidinha, desta vez a um puzzle platformer da Mega Drive. A razão pela qual este artigo é uma rapidinha é simples, este jogo é essencialmente a mesma coisa que a sua versão para a Master System que eu já cá trouxe no passado. O meu exemplar veio cá parar à colecção após o ter comprado a um amigo meu algures em Abril por 5€.

Jogo com caixa

E sim, segundo o que sei, o jogo é mesmo muito semelhante quando comparado com as suas versões 8bit, possuindo as mesmas mecânicas e os mesmos níveis. Aqui teremos de explorar toda a mansão gigante do Krusty e exterminar a praga de ratos que a assolam. O jogo está dividido em vários corredores que vão sendo desbloqueados uns a seguir aos outros e em cada corredor temos muitas salas que poderemos explorar. Em cada uma dessas salas (excepto as de bónus), teremos um número variável de ratos que, tal como em jogos como o Lemmings, seguem cegamente um caminho linear, subindo obstáculos que não sejam mais altos que a sua altura, caso contrário voltam para trás. O objectivo em cada um desses níveis então é o de manipular uma série de blocos para que consigamos construir um caminho que os leve para uma armadilha mortal, tipicamente operada por alguma outra personagem da série, como o Homer ou Bart Simpson. Pelo meio temos também alguns inimigos que nos atrapalham e devemos derrotar, bem como algumas zonas “secretas” que poderemos também explorar para ganhar pontos ou vidas extra.

O objectivo do jogo é encaminhar estes ratos para uma série de armadilhas mortais, sendo que para isso teremos de manipular uma série de blocos para preparar o caminho

Tal como as outras versões, este até que é um jogo bem longo, pois temos várias dezenas de níveis para completar e alguns deles com puzzles mais complexos e que nos irão dar algum trabalho a resolver, pois obrigam-nos a manipular de forma ágil um número reduzido de blocos. Esta versão 16bit é superior a nível audiovisual às versões 8bit da Sega, mas sinceramente não é tão superior quanto isso, pois as sprites continuam a ser bastante pequenas e os cenários também não são propriamente os níveis mais bem detalhados do mundo. A banda sonora até que é bastante agradável na minha opinião e sim, aí é uma diferença bem considerável considerando as versões Game Gear / Master System. Aliás, sendo este um jogo algo simples graficamente, é de referir que todas as versões são muito próximas entre si a nível de detalhe gráfico, mesmo as versões PC, SNES ou até a da NES que também recebeu uma versão deste jogo.

As armadilhas até que são algo cruéis para um jogo dos Simpsons!

Portanto este Krusty’s Funhouse até que é um jogo divertido para quem gostar de títulos como Lemmings ou Man Overboard!, o que até seria de estranhar vindo de um jogo da Acclaim, mas na verdade este Krusty’s Fun House foi originalmente lançado no Commodore Amiga sob um outro nome, com a Acclaim a comprar a licença do jogo e dar-lhe uma nova roupagem com a série Simpsons. Ainda assim tinha potencial para ser um pouco melhor, como por exemplo ter uma melhor indicação da barra de vida do próprio Krusty!

Bust-A-Move 4 (Sega Dreamcast)

Vamos voltar às rapidinhas mas desta vez na Dreamcast para mais uma iteração de um dos jogos puzzle mais divertidos e viciantes de sempre, a série Bust-A-Move / Puzzle Bobble. Como é habitual este título acabou por sair inicialmente nas arcades, mas acabou posteriormente por ser convertido para toda uma série de diferentes sistemas, incluindo a Dreamcast, cuja versão cá trago hoje. E o meu exemplar veio de um lote de Dreamcast que comprei algures em Abril deste ano.

Jogo com caixa, manual e um catálogo da Acclaim

E este jogo usa as mesmas mecânicas base dos restantes Puzzle Bobble, na medida em que temos uma personagem fofinha a operar um canhão no fundo do ecrã que dispara esferas coloridas na direcção pretendida. Acima temos já um conjunto de esferas coloridas previamente colocadas e a ideia é juntar 3 (ou mais) esferas de cada cor para as fazer desaparecer. Com o tempo a passar as esferas vão descendo e temos de evitar que atravessem a linha de baixo, caso contrário é game over. A nova mecânica de jogo aqui introduzida é a de um sistema de roldanas. Ocasionalmente temos dois conjuntos de esferas presos por uma corda que vai balanceando conforme o peso de ambos os lados e temos também de ter em atenção a não deixar um dos lados demasiado pesado, caso contrário esse conjunto poderá descair demasiado e levar-nos a um game over. Para além disso temos também outras esferas especiais que já haviam sido introduzidas nas suas prequelas (e eu era capaz de jurar que já tinha o Bust-A-Move 3 na colecção) como as esferas de arco íris, que assumem a cor da sua esfera adjacente assim que esta desapareça, ou esferas com estrelas capazes de fazerem desaparecer todas as esferas de uma determinada cor.

Existem algumas esferas coloridas com funcionalidades diferentes do que me recordava, o que me fez lembrar que ainda não joguei (nem tenho na colecção) o Bust-A-Move 3

De resto temos imensos modos de jogo, que se dividem em três categorias: Puzzle, Player versus Computer e Player versus Player (modo multiplayer). O modo puzzle inclui o Arcade e o Story Mode (este último com muitos, muitos níveis para ultrapassar), já os restantes são modos de jogo onde temos sempre duas personagens a competir entre si. E aqui, caso joguemos sozinhos, temos também um modo história cuja é ligeiramente diferente consoante a personagem escolhida e um Win Contest que é uma espécie de torneio. Em ambos os modos de jogo poderemos vir a desbloquear algumas personagens adicionais também, pelo que conteúdo não falta.

O que não faltam são personagens fofinhas, mas sinceramente isso pouco importa

A nível audiovisual é um jogo bastante simples e sinceramente nem é preciso que seja muito melhor que isto. É um jogo inteiramente 2D, porém com personagens coloridas e bem animadas. As cutscenes nos modos história são bastante simples mas sinceramente também não lhes dei grande importância. As músicas são no entanto bastante agradáveis e ficam no ouvido, dando por nós a trautear algumas das suas melodias ao longo do dia.

Portanto este Bust-A-Move 4 é mais um jogo sólido desta já longa série. É verdade que nem sempre a Taito acrescenta algo incrível às mecânicas de jogo, mas quando as mecânicas base já são simples e viciantes o suficiente, também não há muito para inventar.