Pois bem, depois de uma semana de ausência voltaremos ao podcast para mais um episódio, desta vez para celebrar o aniversário da GameCube, que foi lançada na Europa a 3 de Maio de 2002!
The Witcher III: Hearts of Stone (PC)
Hearts of Stone foi a primeira expansão lançada pela CD Projekt Red para o Witcher III. É uma expansão curta, é verdade, mas até que possuiu uma história bastante interessante e que nada tinha a ver com a história principal. O meu exemplar foi comprado algures em 2016, creio que numa Worten, tendo-me custado 20€. É daquelas edições físicas que já nem traz nenhum disco, mas sim um código de download e mais alguns extras, onde facilmente se destacam os dois decks para se jogar gwent. Ah, o gwent! Um trading card game que me esqueci completamente de escrever no artigo do jogo base! Substituiu o mini jogo dos dados dos dois primeiros títulos e sinceramente foi algo que gostei bastante! O lançamento de dados sempre foi uma mera questão de sorte, já um trading card game já envolve mais alguma estratégia e foi uma adição muito benvinda!

Este Hearts of Stone decorre algures em paralelo com os acontecimentos da aventura principal, embora tal não seja muito claro, até porque nenhum dos protagonistas da história principal têm qualquer intervenção aqui. E esta começa com Geralt a deparar-se com um anúncio de mais um contrato para serviços de um Witcher e a primeira coisa a fazer é precisamente falar com quem publicou o anúncio para obter mais detalhes. Pois bem, essa pessoa era nada mais nada menos que Olgierd Von Everec, líder de um conjunto de bandidos muito peculiares e que nos diz que a criatura que temos de abater está algures nos esgotos da cidade de Oxenfurt. Pois bem, ao explorar os esgotos lá descobrimos um sapo gigante e depois de o matar vemos que o sapo se transforma num homem, já morto. Azar do caraças, esse sapo era um príncipe das arábias que tinha sido almadiçoado e logo depois acabamos por ser presos por um conjunto de soldados e um feiticeiro de Ofier, o tal reino árabe, que iam tentar levantar a maldição que o seu príncipe sofreu. Instantes depois estamos enjaulados num navio que parte para Ofier, onde seríamos executados. Mas eis que surge um feirante muito particular, que nos diz que fomos enganados por Olgierd, que este sabia perfeitamente que a criatura era na verdade um príncipe, e promete libertar Geralt da sua situação delicada, logo que o ajude a colectar uma dívida de Olgierd. Geralt aceita e instantes depois o navio naufraga e acabamos por sair livres. Mas desde cedo fica a sensação que acabamos por ter feito um pacto com o Diabo e as coisa não vão correr lá muito bem. O resto da história irá incidir bastante no passado de Olgierd e a sua relação com Gaunter O’Dimm, o tal feirante. Ah, e também nos voltamos a envolver com Shani, uma das personagens com Geralt se poderia envolver romanticamente no primeiro Witcher.

A nível de mecânicas de jogo não há muito de novo nesta expansão, a não ser a inclusão de equipamento mais poderoso como armas ou armaduras que poderemos comprar ou criar. Teremos também a possibilidade de encantar as armas com runas que lhe conferem habilidades especiais, bem como mais cartas gwent para coleccionar. As novas áreas de jogo, que já poderiam ser exploradas em qualquer altura durante a aventura principal, pelo menos para quem já tivesse a expansão Hearts of Stone instalada, incidem no território a norte e a este das cidades de Novigrad e Oxenfurt. Claro que quem como eu as tentou explorar antes, rapidamente se deparou com monstros e criaturas com um nível acima da casa dos 30, o que era desencorajador. A expansão em si é relativamente curta, levei cerca de 15 horas a concluí-la. Gostei bastante da história principal, achei as personagens do Olgierd e Gaunter O’Dimm bastante originais. Para além disso teremos umas outras quantas missões secundárias, bem como novos pontos de interesse para explorar, como tesouros escondidos, acampamentos do que resta da Order of the Flaming Rose, contractos de Witcher para cumprir e ninhos de criaturas para destruir. É também durante a campanha principal desta expansão que iremos explorar algumas zonas de Oxenfurt que estavam até então barradas, como a sua universidade.

Graficamente também não esperem por grandes novidades, pois os territórios a explorar são as típicas florestas da zona das imediações de Novigrad e Oxenfurt, mais algumas mansões abandonadas. Uma vez mais a narrativa está muito boa e devo dizer que até achei o Gaunter O’Dimm e Olgierd personagens bastante interessantes! De resto, sobra-me agora a expansão Blood and Wine que já nos levará a uma área inteiramente nova para explorar. Veremos como se safa!
The Witcher III: The Wild Hunt (PC)
145 horas depois, lá terminei esta grande aventura. Há alguns meses atrás decidi finalmente jogar o The Witcher 2 e, mesmo sendo um jogo mais curto que o primeiro, deixou-me também completamente agarrado. Aproveitei o fim de semana prolongado da Páscoa para começar o terceiro, mas não estava mesmo à espera que fosse tão longo. Sendo um RPG open world, teríamos inúmeras sidequests para completar e naturalmente que eu fiz todas as que consegui! E tirando um ou outro tipo de eventos mais aborrecidos (sim, as inúmeras caixas de contrabandistas espalhadas pelos mares de Skellige) devo dizer que adorei todo este tempo passado no jogo. O meu exemplar foi-me oferecido pela minha namorada, já não me recordo se foi em 2015 ou 2016, ou se foi presente de aniversário ou de Natal. Posteriormente comprei também as expansões (que irei abordar separadamente) e a GOG acabou por converter o jogo na sua versão Game of the Year edition para todos os que possuíssem o jogo base e ambas as expansões.

Esta aventura começa pouco tempo após os eventos do último jogo, onde após terem sido levados a cabo uma série de assassinatos a reis de nações do Norte (e com Geralt a ser inicialmente o principal suspeito!), as nações vizinhas tentaram ocupar os países mais fragilizados, levando a conflitos entre todas as nações do Norte. A Sul, o poderoso império de Nilfgaard naturalmente aproveita todo o conflito e instabilidade política para invadir as nações do Norte e tentar expandir o seu império. Também no final do jogo anterior, Geralt acaba por finalmente recuperar a sua memória e recorda-se de Yennefer, o seu primeiro e maior amor, e Ciri, outrora uma criança com habilidades especiais, que acabou por ser sua aprendiz no tempo que passou em Kaer Morhen e que acabou por se tornar a sua protegida. Os três tinham uma relação muito próxima! E o jogo começa precisamente com Geralt e o seu mentor Vesemir, a viajarem a cavalo na província de White Orchard em Temeria, na esperança de encontrarem Yennefer, já que ela lhe tinha enviado uma carta a pedir que se encontrassem pois teria um favor muito especial e urgente a pedir. Pois bem, Yennefer está de momento a trabalhar precisamente para Emhyr, o poderoso imperador de Nilfgaard e também pai biológico de Ciri, que nos pede para encontrar a sua filha a todo o custo. Mas tal tarefa não vai ser fácil, pois Ciri tem sido constantemente perseguida pelas misteriosas forças da Wild Hunt, cavaleiros aparentemente demoníacos e de uma outra dimensão e que deixam um rasto de gelo e destruição por onde passam.

Sem contar com as expansões que irei detalhar em artigos separados (assim que as terminar!), iremos então explorar a tal província de White Orchard, com as suas planícies verdejantes e florestas, mas também a zona bem maior de Velen, igualmente repleta de montanhas e florestas, mas também com imensos pântanos e ruínas de batalhas sangrentas entre as forças de Nilfgaard e de Redania. As cidades de Oxenfurt e Novigrad são os seus principais pontos urbanos, mas teremos também inúmeras outras aldeias e localizações rurais a explorar nessa região. As ilhas de Skellige, com uma cultura muito similar à dos vikings (embora os seus habitantes tenham um sotaque norte-irlandês) e a fortaleza de Kaer Morhen e suas montanhas envolventes serão também outras regiões a explorar. Ao longo do jogo, para além das quests principais, teremos bastantes quests secundárias, que tipicamente, na sua maioria, servem para enriquecer melhor aquele universo e o de algumas das personagens importantes que iremos interagir ao longo da aventura. Mas sendo este um jogo open world, iremos também encontrar espalhados pelo mapa inúmeros pontos de interesse com eventos que tipicamente nos recompensarão com algum loot valioso. E claro, os habituais witcher contracts, que nos levam também a combater algumas criaturas poderosas.

E tal como os seus predecessores, este é um action RPG com um sistema de combate bastante dinâmico e muito similar ao introduzido pelo Witcher 2. Aqui temos na mesma o mesmo tipo de magias, os mesmos conceitos das espadas de aço e de prata (estas últimas para enfrentar as criaturas sobrenaturais). O crafting está também de regresso, tanto de armas, armaduras, bombas, ou de poções e óleos para aplicar nas espadas. A grande diferença no crafting, e sem dúvida uma mudança mais “cómoda”, é que criando uma poção, óleo ou bomba uma vez com todos os reagentes necessários, não é necessário voltar a usar todos os ingredientes para criar mais, logo não precisamos de carregar reagentes às dezenas no inventário. Basta ter álcool forte e meditar, quanto mais não seja por uma hora, para as poções, óleos e bombas que tenhamos criado anteriormente serem restabelecidas. Ainda no que diz respeito ao crafting, as armadilhas que poderíamos criar em jogos anteriores ficaram de fora desta vez. Outra das novidades introduzidas neste jogo é que as armas e armaduras têm desgaste com os combates, podendo inclusivamente partir. Lá teremos então de vez em quando de ir aos ferreiros para reparar o equipamento, bem como carregar alguns kits de reparação, pelo sim pelo não, ou mesmo armas suplentes! E sendo este um jogo de natureza open world, outras novidades como a de montar cavalos ou conduzir barcos e usar um sistema de fast travel foram também muito benvindas.

A nível técnico é um jogo muito bom, pelo menos para os padrões de 2015. O mundo apresentado possui um óptimo nível de detalhe, desde a vegetação bem detalhada a abanar com o vento, as aldeias pobres com casas de madeira e telhados de palha, as cidades medievais sempre patrulhadas por guardas, mas também com bandidos à espreita em cada esquina, o ciclo de dia e noite, diferentes condições atmosféricas… só quando era pleno dia e estava mau tempo é que, pelo menos no meu PC, o mundo à nossa volta ficava bem mais escuro do que uma noite com luar, o que já não achei tão realista assim. As personagens são todas bem detalhadas, desde o soldado ou camponês mais genérico, bem como as personagens mais importantes. Aliás, isso já era algo que também acontecia no Witcher 2. O voice acting é bastante competente, com múltiplos diferentes sotaques de inglês a serem ouvidos dependendo da região que visitamos, mas também a língua dos elfos é ocasionalmente escutada. As músicas são na sua maioria temas mais acústicos, muitos bastante relaxantes, mas com músicas mais épicas e tensas durante os combates ou acontecimentos chave na história.
Mas é, uma vez mais, pela narrativa adulta que a série The Witcher se demarca de muitos outros RPGs. Sempre considerei estes jogos como uma espécie de Guerra dos Tronos, não só pelo seu setting medieval e fantasioso, pelo sexo, pela violência e atrocidades que íamos testemunhando, mas também, e acima de tudo, pelas tramas políticas e conspirações que acabamos por ser envolvidos. Tal como os seus predecessores, este é um jogo onde vamos tendo várias opções nos diálogos. Por vezes conseguimos evitar conflitos ao hipnotizar ou subornar os intervenientes, já noutras vezes as decisões que tomamos podem influenciar bastante o desenrolar da história. E as escolhas que temos que fazer muitas vezes não são moralmente fáceis de tomar, pois por vezes temos de optar por um de dois males. São escolhas difíceis numa escala de cinzento, e o facto de algumas dessas escolhas terem um tempo limite (à lá Walking Dead da Telltale) também não ajuda. Existem 3 finais principais que poderemos alcançar, e por principais refiro-me ao destino da Ciri no final do jogo, já que existem também outras variáveis que afectarão o mundo à nossa volta, nomeadamente o destino dos reinos do Norte, do império de Nilfgaard e das ilhas Skellige. Veremos como a história se desenrolará no futuro, caso a CD Projekt Red eventualmente produza alguma sequela. Sinceramente gostei da forma como as nossas escolhas no jogo anterior se reflectiram neste jogo, mas estou especialmente curioso como a CD Projekt Red fará nalguma eventual sequela.
Fighting Street (PC-Engine CD)
A primeira vez que joguei o primeiro Street Fighter foi através do emulador MAME, há já uns bons anos atrás. E infelizmente não me deixou com a melhor das impressões. O elenco de personagens disponíveis eram bastante genéricas, as vozes digitalizadas eram sofríveis, mas acima de tudo era a jogabilidade que estava longe de ser tão fluída e consistente quanto na sua sequela. Recentemente comprei a versão PC-Engine CD, tendo-me custado cerca de 20€ já a contar com os portes de envio e o resultado final, para o pior ou melhor, não é muito diferente da versão original, infelizmente.
Este é então um jogo de luta de um contra um mas onde se jogarmos sozinhos, apenas poderíamos controlar Ryu. A ideia é a de viajar pelo mundo (Japão, China, Estados Unidos, Reino Unido e no final a Tailândia) e defrontar dois lutadores de cada região. Inicialmente poderemos escolher qual o país a visitar primeiro, excepto a Tailândia que ficará sempre com os confrontos finais, onde teremos de enfrentar Adon e Sagat. Tal como muitos jogos de luta que lhe seguiram, teremos de defrontar cada oponente em 2 rondas e dentro de um tempo limite. Se o tempo se esgotar, vence quem tiver mais energia! Já se jogarmos com 2 pessoas, o primeiro jogador controla o Ryu, já o segundo controla o Ken, que ainda não aparece em mais lado nenhum…
A nível de jogabilidade já o original não era propriamente o jogo mais fluído de sempre, e infelizmente a versão PC-Engine não melhorou muito as coisas. Existem 2 versões distintas na arcade, uma que possui um setup de controlos mais tradicional dentro da série Street Fighter, com os seus 6 botões de acção que representam socos ou pontapés ligeiros, médios ou fortes. A outra versão usava apenas 2 botões com sensores de pressão, um para pontapés e o outro para socos. A intensidade de cada golpe estava directamente relacionada com a intensidade da pressão aplicada em cada botão! Não sei quando começaram a surgir na PC-Engine os primeiros comandos com mais 2 botões de acção, mas este Fighting Street, lançado originalmente em 1989 apenas usa os dois botões, logo temos um sistema que “emula” a jogabilidade da versão arcade com 2 botões. A diferença é que os botões do comando da PC-Engine não são analógicos, logo a forma que é usada para calcular a “intensidade” de cada golpe está relacionada com o tempo que deixamos cada botão pressionado. E infelizmente isso não resulta bem.
Ryu tem só 3 ataques especiais nesta versão, o Hadouken, o Shoryuuken, e o “pontapé tornado” que nunca sei pronunciar. Mas se estão à espera de os executar da mesma forma que no Street Fighter II, bem que o podem esquecer. Durante muito tempo achei que os specials eram executados de forma completamente aleatória, mas nesta versão temos de deixar o botão de soco ou pontapé pressionado enquanto fazemos as direccionais e largar o botão de acção no fim. Ou seja, para executar o hadouken temos de manter o botão de soco pressionado enquanto fazemos baixo, baixo/frente, frente e largar o botão. Mas mesmo assim nem sempre o golpe é executado, o que acaba por ser um bocado frustrante. Até os simples saltos são difíceis de acertar, a movimentação dos lutadores é lenta e muito inconsistente! É um jogo que ainda teria muito que melhorar na sua jogabilidade, algo que a Capcom felizmente fez muito bem na sua sequela.
No que diz respeito aos visuais, já o original arcade não era propriamente o jogo mais bonito de sempre. Esta versão PC-Engine não é assim tão diferente da versão arcade a nível gráfico, as arenas possuem um pouco menos de detalhe, mas mesmo a versão original também não tinha gráficos de deixar o queixo caído. O leque de lutadores é muito genérico e apenas Ryu, Ken e Sagat foram reaproveitados para o Street Fighter II. Outros lutadores como o Adon, Birdie ou Eagle acabaram por ser repescados nos Street Fighter Alpha (que são prequelas deste jogo), ou o Gen que acabou também por ser personagem jogável nos Street Fighter IV. Já as músicas, bom esta versão PC-Engine é certamente superior à versão arcade nesse aspecto, até porque este é um lançamento em CD e com músicas de melhor qualidade! Já as vozes digitalizadas que ouvimos entre combates… bom já na arcade eram absolutamente horríveis e confesso que estava à espera que fossem melhores nesta versão, mas infelizmente não é esse o caso.
Portanto é verdade, o primeiro Street Fighter é um jogo que envelheceu muito mal. Mas não deixa de ser muito importante para a história dos videojogos. Street Fighter não é o primeiro jogo de luta de 1 contra 1, acaba por ser uma evolução interessante de um género que estava ainda muito em fase embrionária mas até a primeira roda ainda era um pouco quadrada. Da equipa que produziu este primeiro jogo, alguns continuaram na Capcom e fizeram o Final Fight e Street Fighter 2, ambos jogos fantásticos, já outros mudaram-se para a SNK e estiveram também a trabalhar no primeiro Fatal Fury, e ambas as empresas foram aperfeiçoando o género ao longo da década de 90, com inúmeros lançamentos de qualidade. A versão PC-Engine CD infelizmente também envelheceu mal, mas não deixa de ser um lançamento interessante no seu catálogo.
Gabriel Knight 3: Blood of the Sacred, Blood of the Damned (PC)
Para fechar a trilogia Gabriel Knight, terminei muito recentemente o terceiro jogo da saga que infelizmente foi o que envelheceu pior do ponto de vista gráfico, mas felizmente a sua narrativa continua excelente e vale bem a pena. Joguei-o no steam, mas também tenho uma versão física que me lembro de a ter comprado há bastantes anos atrás numa loja e creio que na altura cheguei a pagar muito pouco pelo jogo novo, creio que menos de 5€. É uma das edições mais feias e infelizmente não traz a banda desenhada, mas felizmente a versão steam a traz em formato digital.
Neste terceiro jogo voltamos a jogar com Gabriel e Grace, com o duo a viajar até à França rural para investigar o estranho rapto de um bébé muito especial, filho do príncipe da Escócia que estava exilado em Paris. A Jane Jensen conseguiu uma vez mais escrever um roteiro muito interessante e misturar vampiros, sociedades secretas como os templários ou maçonaria e conspirações milenares! Para além de Gabriel e Grace, o jogo conta também com o regresso do detective Mosely, que nos tinha ajudado no primeiro jogo.

No que diz respeito à jogabilidade, esperem pelas mecânicas de jogo habituais num point and click, pois teremos de interagir com objectos, falar com pessoas, resolver puzzles e até fazer alguma análise forense, ao recolher impressões digitais de suspeitos. É também um daqueles jogos que se calhar convém ir usando um guia de vez em quando, pois mesmo sendo um jogo dividido em capítulos e não corremos o risco de avançar com a história sem preencher todos os pré-requisitos, por vezes vamos ter alguns puzzles não muito intuitivos. Afinal alguns dos enigmas que teremos de resolver seriam supostamente centenários, senão milenares! E por vezes temos de vaguear pelo mapa e esperar que passe algum carro ou moto para que os possamos perseguir, o que também não foi assim lá muito intuitivo. A nível de jogabilidade é também um pouco estranho pois apesar deste ser um jogo de aventura na terceira pessoa, podemos controlar a câmara livremente pelos cenários, quase como numa perspectiva de primeira pessoa, mas só depois de clicar num local é que Gabriel ou Grace se deslocam até lá.

Já a nível audiovisual, infelizmente este foi o jogo que envelheceu pior, pelo menos nos gráficos. O primeiro Gabriel Knight possuia gráficos em 2D mas muito bem detalhados, o segundo já foi nas modas do full motion video mas acabou por se tornar bem melhor do que esperava. Já o terceiro é um jogo completamente em 3D poligonal, mas infelizmente os gráficos em 3D da altura estavam ainda longe do nível de detalhe pretendido para um jogo deste calibre. Temos então cenários e personagens com texturas pobres e de baixa resolução, com muito pouco detalhe poligonal, muito quadrados e animações ainda bastante simples e robóticas. Felizmente o voice acting continua bastante competente, sendo de saudar o regresso de Tim Curry para emprestar a sua voz ao Gabriel Knight.

Portanto este Gabriel Knight, apesar de ter sido de longe o que pior envelheceu devido aos seus gráficos em 3D poligonal algo primitivos, bem como ter alguns puzzles que não são lá muito intuitivos, ainda assim a sua história agradou-me bastante! É uma pena que a Sierra tenha sofrido um grande revés precisamente após o lançamento deste jogo pois gostaria de jogar um eventual Gabriel Knight 4.










