Renegade (ZX Spectrum)

RenegadePara não variar muito, cá vai mais uma super rapidinha a um jogo de ZX Spectrum! E também para não variar, o jogo que trarei cá hoje é mais uma conversão de um clássico de arcade, desta vez o Renegade, um dos jogos de porrada beat ‘em up seminais, em conjunto com o Double Dragon, que vieram mais tarde dar lugar a verdadeiros clássicos como Final Fight ou Streets of Rage. Esta minha cópia é mais uma bootleg do mercado cinzento nacional da década de 80/inícios de 90, comprada por 1€ algures na feira da Vandoma no Porto.

Renegade - ZX Spectrum
Jogo com caixa – bootleg

E Renegade começa como muitos outros beat ‘em ups daquela altura, com a nossa namorada a ser raptada por um gang. O que vai acontecer a seguir não é nada difícil de adivinhar: temos de distribuir pancada da grossa por todos os bandidos que se metam à nossa frente, vagueando por vários cenários urbanos até que consigamos finalmente recuperar a nossa companheira.

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Sempre achei piada aos bonecos amarelos dos jogos do ZX

A jogabilidade é um pouco diferente do habitual, para além das teclas que servem de direccionais, temos apenas uma tecla para desencadear acções, obrigando-nos a usá-la em conjunto com as teclas direccionais para poder dar socos, pontapés, saltos e ataques aéreos, entre outros golpes. E felizmente podemos definir as teclas que queremos utilizar, pois usar o esquema por default da teclas Q-A para movimento vertical e K-L para movimento horizontal estava-me a atrofiar o cérebro todo. Mas mesmo assim, com os controlos mais à nossa medida, o jogo é bem difícil, não sei se é pelos controlos algo travados, ou mesmo pelo facto de cada soco que levamos acaba por nos sair bem caro na nossa barra de energia. E há alguns inimigos capazes de nos matar com um só golpe! De resto o jogo dispõe de 5 níveis, se bem que depois voltemos a rejogar do início logo de seguida.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo impressionante, mas por outro lado nada de especial se o compararmos a outras plataformas. A falta de cores da versão Sinclair é sintomática e já deveria ser o expectável, mas ainda assim acabou por me surpreender bastante com alguns pormenores técnicos, nomeadamente o detalhe dos backgrounds que se apresentam bem trabalhados. A música é óptima, claro que me estou a referir à versão 128K, já a versão original 48K dispõe apenas de algumas pequenas melodias entre níveis.

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Pode não parecer, mas dar cabo destes tipos todos vai exigir um pouco de prática

No fundo, mais uma vez acaba por ser uma conversão interessante, quanto mais não seja pela curiosidade de ver como o Spectrum se comporta com este beat ‘em up. Eu achei-o bastante difícil, mas também pelo que me lembro de jogar o original no MAME, acaba por se assimilar ao original nesse aspecto.

Commando (ZX Spectrum)

CommandoO artigo de hoje será mais uma rapidinha, mais uma vez a um jogo do ZX Spectrum que é nada mais nada menos que uma conversão de um conhecido jogo arcade, onde na grande maioria das vezes acaba por ser uma conversão inferior ao original devido às diferenças de hardware entre as plataformas. O escolhido de hoje é o Commando, um jogo clássico da Capcom cuja conversão para Spectrum ficou a cargo da Elite, um estúdio britânico bem conhecido pelos seus óptimos jogos para os computadores da época. Esta minha cópia, literalmente uma bootleg do mercado cinzento, foi comprada na Feira da Vandoma no Porto há umas valentes semanas atrás, tendo-me custado 1€.

Commando - ZX Spectrum
Cassete e caixa, versão bootleg

Commando é um shooter militar, onde controlamos um soldado que sozinho irá enfrentar todo um exército, sendo o jogo visto numa perspectiva “top-down“, dando-nos liberdades de andar para onde quisermos e disparar livremente. Basicamente é isso e poderia acabar o artigo já aqui, mas vamos lá. Existem dois tipos de ataques que podemos desencadear: disparar rajadas de metralhadora em 8 direcções, ou atirar granadas, mas estas apenas são atiradas para a frente, podendo destruir obstáculos ou derrotar pequenos grupos de soldados de uma só vez. E agora há algo que eu já não me recordo se acontece na versão original de arcade ou na sua conhecida conversão para NES, mas pelo menos esta versão acaba por repetir os níveis a um certo ponto.

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Apesar dos audiovisuais fracos perante o original, consegue manter toda a adrenalina!

É óbvio que nos audiovisuais esta conversão acaba por sofrer bastante. O original arcade é bastante colorido e repleto de sprites bem detalhadas, a acompanhar por boa música e efeitos sonoros. Aqui temos níveis muito mais simplificados graficamente, e as cores são bastante reduzidas como é habitual. Música nem ouvi-la e os efeitos sonoros também não são do melhor. Mas de resto a jogabilidade continua excelente e isso acaba por ser o que importa mais. Uma conversão interessante, portanto!

Ghosts ‘n Goblins (ZX Spectrum)

Ghosts N GoblinsMais uma super rapidinha a um jogo de ZX Spectrum do qual eu gostaria muito de possuir uma outra versão na minha colecção, visto esta não ser das melhores. Por um lado, as limitações naturais impostas pela plataforma, mas por outro pois apesar desta conversão ter o selo da Elite, não é dos trabalhos mais felizes deste histórico estúdio britânico. O meu exemplar, ao contrário do Ghouls ‘n Ghosts, é mais uma das cassetes do mercado cinzento português e custou-me 1€ no mês passado na feira da Vandoma no Porto.

Ghosts 'n Goblins - ZX Spectrum
Jogo na sua versão “mercado cinzento”

Este é o primeiro jogo da série “Makaimura”, onde encarnamos no cavaleiro Arthur, com a missão de resgatar a sua donzela que tinha sido raptada por forças do inferno. Somos então obrigados a atravessar vários locais tenebrosos, como cemitérios, ruínas, castelos e cavernas, sempre com monstrinhos como zombies, feiticeiros ou diabretes a atravessarem-se no nosso caminho. Tanto o original de arcade como a conversão NES são jogos de plataformas muito difíceis, repletos de inimigos, obstáculos para ultrapassar e a cada vida que percamos teremos de recomeçar a acção no início do segmento actual.

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Gráficos simplistas, é verdade, mas prefiro estes segmentos monocromáticos do que misturas estranhas de cores.

Aqui infelizmente temos apenas 3 níveis, mas tudo o resto das mecânicas básicas de jogo se mantém. Ao primeiro choque com um inimigo Arthur perde a sua armadura e é obrigado a continuar apenas com as suas boxers vestidas e se sofrermos mais um golpe em seguida transformamo-nos num esqueleto e lá perdemos uma vida. Para atacar começamos inicialmente com um número ilimitado de lanças para atirar, mas poderemos encontrar outras armas com diferentes modos de ataque, como as bombas lançadas em arco com splash damage, ou as faquinhas mais rápidas. A jogabilidade em si pareceu-me sólida, embora a falta dos restantes níveis seja uma lacuna grande.

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Como sempre, um boss no final do nível.

No que diz respeito aos audiovisuais, como seria de esperar esta é uma adaptação com uma paleta de cores muito reduzida, mas quanto a isso não há muito a fazer e é algo que já se tem de contar ao jogar algo do pequeno grande computador da Sinclair. As sprites em si, bem como os backgrounds parecem-me bem detalhadas tendo em conta a falta de cores, mas no que diz respeito ao som, esta é outra grande falha do jogo. Não há música, nem sequer no ecrã título e os efeitos sonoros do jogo não são nada do outro mundo. No fim de contas, apesar de ser um jogo que nem se joga nada mal, fica a sensação no ar que a Elite poderia e deveria ter feito muito mais. A aguardar que me caia às mãos um dia destes a versão NES…

Turbo OutRun (ZX Spectrum)

DemonsDriversMais uma blitzkrieg para uma conversão de um jogo arcade para o ZX Spectrum, essa máquina de guerra da década de 80 que tanta gente feliz deixou pela Europa fora. O Turbo OutRun é uma das sequelas do clássico jogo da SEGA e que apesar de não ser tão bom quanto o original, também não é mau de todo, tendo mudado algumas das mecânicas de jogo. E tal como no Out Run original a adaptação Spectrum fica a anos-luz dos originais, o que é perfeitamente compreensível tendo em conta o desfasamento entre um hardware e o outro. Tal como referi no artigo do Ghouls ‘n Ghosts, este meu exemplar é dos poucos jogos 100% originais que possuo para esta plataforma, estando incluido na compilação Demons & Drivers que me custou 50 cêntimos na feira da Ladra em Lisboa.

Demons and Drivers - ZX Spectrum
Compilação completa com 2 cassetes e folheto de instruções

Ora e em que o Turbo Outrun se diferencia do original? Bom o nome Turbo não está lá por acaso e uma das coisas que podemos fazer é mesmo usar um botão de turbo para nos dar alguma velocidade extra durante algum tempo, enquanto o motor não sobre-aquecer. Isto porque a Sega decidiu também dar uma de Test Drive e colocar perseguições policiais, pelo que usar os turbos no momento certo é a melhor opção. Talvez isso também explique o porquê de existirem tantos obstáculos nas estradas, como barreiras de segurança. De resto a outra grande diferença deste jogo a meu ver é a sua linearidade. Onde antes poderiamos escolher quais os percursos a correr através de várias bifurcações nas estradas que íamos encontrando, agora temos 16 segmentos para conduzir de seguida, numa viagem que nos leva de uma ponta à outra nos Estados Unidos. Ah, e de vez em quando também podemos fazer upgrades ao nosso Ferrari F-40.

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A sprite do F-40 é bem grande e detalhada, embora ocupe muito do ecrã

No que diz respeito aos audiovisuais e à performance, bom mais uma vez temos uma reduzida paleta de cores e as sprites do nosso carro bem detalhadas, apesar de serem monocromáticas. A sensação de velocidade pareceu-me melhor que no primeiro OutRun, embora ainda esteja longe do que podemos viver na versão Arcade. Infelizmente temos apenas 2 músicas para ouvir e apesar de não serem más de todo pode cansar um pouco ao longo de 16 pistas.

Mais uma vez esta é uma versão interessante a ter apenas pelo coleccionismo, pelo menos para mim. Um dia que me venha parar às mãos a versão Mega Drive lá escreverei também algo com mais detalhe.

Out Run (ZX Spectrum)

OutRun ZXMais um artigo blitzkrieg, uma “super rapidinha” se assim o preferirem. Apesar de o Out Run ser um excelente e revolucionário jogo, vou deixar a análise mais aprofundada para a eventual versão Mega Drive ou Master System, se acabarem por me parar às mãos. A versão Spectrum foi convertida pela Probe Software e publicada pela U.S. Gold. A minha cópia é literalmente uma cópia, proveniente do mercado cinzento, numa altura em que a pirataria não era legislada. Mas é uma cópia com qualidade e até traz um pequeno mapa do jogo, embora não esteja na fotografia. Foi comprada na Feira da Vandoma no Porto por 1€.

OutRun - ZX Spectrum
Bootleg do mercado cinzento. Inclui ainda um mapa que não ficou na foto.

Infelizmente o Spectrum não é a melhor máquina para receber um jogo deste calibre. Out Run para ser bem apreciado precisa de paisagens solarengas, coloridas e acima de tudo uma sensação de velocidade acompanhado por uma música bem relaxante. Bom, aqui apenas a música se aproxima aos originais, pois o scrolling infelizmente é muito lento. Os gráficos também são mais monocromáticos, mas isso já é algo expectável para um sistema com essas limitações. O Ferrari Testarossa até que está bem detalhado, e todo o esforço que a Probe colocou nesta conversão improvável deve ser reconhecido. No entanto existem outras melhores alternativas para se jogar este Out Run e é nessas que me focarei.