Street Fighter Anniversary Collection (Sony Playstation 2)

Vamos voltar à Playstation 2 para uma interessante compilação que infelizmente não chegou a sair cá na Europa, pelo menos na PS2, já que a Xbox a recebeu, vá-se lá entender o porquê. Mas o que traz aqui? Bom, um dos jogos é o Hyper Street Fighter II, que nós chegamos a receber em standalone e eu já cá o trouxe também ao burgo. Talvez por termos antes recebido este Hyper Street Fighter II em separado não chegamos a ter o 3rd Strike? Quem sabe… no Japão ambos os jogos receberam lançamentos separados. Este artigo irá então forcar-se unicamente no Street Fighter III 3rd Strike e o meu exemplar veio dos Estados Unidos há uns valentes meses atrás, por cerca de 12 dólares mais portes, se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual, versão norte-americana

Ora o Street Fighter III 3rd Strike é, como o nome indica, a terceira versão do Street Fighter III, que adiciona umas quantas novidades, a começar por novas personagens jogáveis. A Chun-Li é a única personagem “antiga” que retorna, mas teremos aqui mais algumas caras novas como a Makoto, Remy, Twelve (mais uma criatura estranha) e o enigmático Q. Já no que diz respeito à jogabilidade, a principal novidade desta iteração está na introdução dos Guard Parry, uma técnica que nos permite deflectir combos, após bloquear pelo menos um dos seus primeiros golpes. Naturalmente que o timing tem de ser bastante preciso! Para além disso, no final de cada combate a nossa performance é avaliada e se formos excepcionais (não perder nenhum confronto, terminar uns quantos rounds com Super Arts) vamos encontrar o Q como mini-boss. No que diz respeito aos mini jogos, para além do mini jogo de deflectir bolas atiradas pelo Sean, temos antes um outro mini jogo mais clássico, o de destruir um carro dentro de um tempo limite. De resto, no que diz respeito aos modos de jogo, as coisas são simples, com o modo arcade, o versus e um modo de treino. Interessante de referir também que teremos acesso às System Directions, onde poderemos customizar muitos dos parâmetros do sistema de combate.

O mini-jogo de destruir um carro está de volta!

Já no que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente fiquei um pouco desiludido. Continua a ser um jogo excelente, principalmente no que diz respeito aos detalhes das personagens e as suas animações fluídas (as pernas da Elena são hipnóticas). No entanto, os cenários, apesar de serem inteiramente novos (pois este jogo é considerado uma sequela do 2nd Impact, enquanto esse é uma revisão do New Generation), devo dizer que os achei uns bons furos abaixo das versões anteriores. São cenários bonitos, mas falta-lhes a vida e animação em background que existem nas primeiras versões do SFIII. A banda sonora é também ainda mais eclética, com música electrónica, jazz, algum hip-hop e ocasionalmente algumas músicas a roçarem o rock. Nem todas as músicas agradam-me, confesso, mas o que estranho mais é que muitas músicas nem sequer condizem minimamente com a atmosfera que o jogo tenta passar em alguns momentos. Por exemplo, imaginem um combate épico contra o Akuma, num cenário todo tenebroso e ouvimos uma música meio jazz e electrónica, mas com uma toada algo alegre…

A Chun-Li é a única cara “nova” conhecida a regressar no 3rd Strike

Portanto este Street Fighter III 3rd Strike é mais um excelente jogo de luta, com uma jogabilidade bem fluída, sólida e com complexidade suficiente para exigir muitas horas de treino. No entanto reafirmo, a nível audiovisual, prefiro de longe os dois primeiros lançamentos. Já no que diz respeito à compilação Street Fighter Anniversary Collection em si, é interessante e é pena que não tenha saído cá na Europa. Aparentemente a versão Xbox tinha suporte online e talvez a Capcom não se queira ter dado ao trabalho de incluir o mesmo na PS2. De qualquer das formas é uma pena pois seria uma alternativa mais barata à versão de Dreamcast. Mas a Capcom redimiu-se ao lançar a compilação Street Fighter 30th Anniversary Collection no ano de 2018. Essa compilação traz todos os lançamentos principais (nas suas versões arcade) da saga, desde o primeiro Street Fighter, até este SF III 3rd Strike, incluindo também os Alphas. Será certamente uma compilação que irei comprar quando a encontrar a um bom preço.

Super Bust-A-Move 2 (Sony Playstation 2)

Voltando à PS2 e a rapidinhas de jogos mais arcade, ficamos agora com o segundo Super Bust-A-Move da Taito que foi lançado para a Playstation 2 algures em 2002, embora não tenha recebido nenhuma conversão para outro sistema. Tal como o seu predecessor, mantém muitos das mecânicas de jogo que estaríamos à espera, adicionando no entanto alguns novos modos de jogo. O meu exemplar foi comprado algures em 2017 através de um particular, creio que me custou uns 5€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Temos então o Story Mode, Battle Mode, 1P Puzzle Mode e o Edit Mode. Vamos começar pelo Battle Mode que pode ser jogado contra o CPU ou contra um amigo. E aqui a ideia é a de limpar a nossa área de jogo o mais rapidamente possível, se possível também com jogadas que façam muitas esferas coloridas “caírem” de forma a mandar “lixo” para o ecrã do nosso oponente. Aquele que ficar com o ecrã mais cheio, de tal forma que pelo menos uma esfere ultrapasse a sua área de jogo, perde o confronto. Um dos sub-modos de jogo que podemos escolher aqui introduz as Chain Reactions que consistem em, no caso das esferas que deixamos cair ao explodir um conjunto de 3 ou mais esferas da mesma cor e que as estavam a segurar, essas esferas transitam para junto de outras esferas da mesma cor, podendo causar as tais reacções em cadeia que nos conferem ainda mais pontos.

O modo battle permite-nos jogar contra o CPU ou contra um amigo. A personagem da direita está em maus lençís!

O 1P Puzzle mode é também muito similar ao introduzido no jogo anterior, onde depois de escolhermos que personagem queremos representar, vamos ter inúmeros desafios com ecrãs já previamente preenchidos de esferas coloridas e a ideia é limpar o ecrã no menor tempo possível. Também tal como no jogo anterior, existem vários caminhos alternativos que poderemos optar à medida que vamos avançando no jogo, com cada um desses caminhos a possuir puzzles diferentes. O Story Mode é, como o nome indica, um modo história onde escolhemos uma das várias personagens coloridas que o jogo nos apresenta e teremos de escalar uma torre de 5 andares, na esperança de encontrar um tesouro valioso no cimo da torre. Independentemente da personagem escolhida, a história é extremamente simples. Em cada um dos pisos da torre iremos encontrar vários desafios que tanto podem ser partidas de Puzzle Bobble normais, duelos contra o CPU ou até uma partida de “Endless Puzzle”, onde vão estando constantemente a surgir novas esferas coloridas no topo do ecrã. Por fim temos também o Edit Mode, onde poderíamos criar os nossos puzzles, mas confesso que não perdi tempo aí. De resto convém também referir que este jogo inclui também todas aquelas esferas e blocos especiais para ter em conta, como as esferas com uma chama que explodem as esferas coloridas à sua volta, esferas arco-íris que assumem a cor da explosão de um conjunto de esferas que explode à sua volta, entre muitos outros diferentes tipos que teremos de ter em conta.

Temos de ter em atenção ao que fazem as esferas e blocos especiais. Por exemplo, estas que têm setas fazem deslocar o nosso canhão horizontalmente

Já no que diz respeito aos audiovisuais, estamos aqui perante um jogo muito colorido, mas também muito simples. E nem esperaria que fosse de outra forma! O modo de história tem algumas cutscenes, mas essas são extremamente simples. E o voice acting, sinceramente também achei muito mau. Mas tirando esses momentos cringe, esperem por músicas agradáveis e gráficos simples, cute e coloridos.

Portanto este Super Puzzle Bobble é mais uma alternativa a quem procura um jogo puzzle que seja bastante divertido, mas também desafiante, especialmente se jogado sozinho. Alguns desafios vão-nos dar algumas dores de cabeça e teremos mesmo de aprender a usar as esferas especiais em nosso proveito! Mas para quem gostar de jogar este tipo de jogos de forma mais casual, ou então contra amigos, se já tiverem o primeiro Super Puzzle Bobble da PS2 então não estão a perder muito.

The King of Fighters 2003 (Sony Playstation 2)

Mais uma rapidinha a um The King of Fighters, para fechar o ciclo dos jogos que foram lançados originalmente na mítica Neo-Geo e que eu joguei bastante há vários anos atrás, através do emulador NeoRageX. Daqui para a frente, será tudo novidade para mim, pelo que deverei demorar um pouco até voltar a trazer jogos da série KOF cá ao blogue (ainda são bastantes!). Tal como os seus predecessores, este KOF2003 traz algumas mudanças na jogabilidade e acabou também por ser lançado na Playstation 2. O meu exemplar sinceramente já não me recordo nem onde, nem quando o comprei, muito menos quanto terá custado. Mas foi certamente barato.

Jogo com caixa e manual

Como tem sido habitual, sempre que há um novo arco de história a iniciar-se na saga KOF, temos uma nova equipa de protagonistas. E estes são o Ash, um rapaz (um pouco efeminado, diga-se) misterioso, Duo Lon, um ninja assassino e Shen Woo, outro arruaceiro. Belo trio de “heróis”! Curiosamente poderemos vir a defrontar dois final bosses distintos, mediante a nossa performance contra o mid boss. Um deles é o Adelheid Bernstein, filho de Rugal, que nos levará ao mau final. O outro boss final é mais um daqueles seres omnipotentes e que nos darão muita, muita luta! Se formarem uma equipa com Kyo Kusanagi, Iori Yagami e Chizuru Kagura (uma vez mais estas personagens não têm uma equipa própria) e vencerem o verdadeiro boss, terão direito àquele que é considerado o true ending. Este novo arco parece voltar a lidar com o tema Orochi, e isso é algo que me agrada! De resto há aqui muitas caras novas, muitas mudanças nas equipas, mas também muitas personagens que saíram.

Antes de cada combate podemos definir a ordem pela qual as personagens entram em acção, se bem que o líder tem acesso ao Leader Super Special Move

Já no que diz respeito a mecânicas de jogo, uma vez mais houve umas quantas mudanças consideráveis. O modo arcade (que também está aqui representado na conversão PS2) coloca-nos uma vez mais a combater com equipas de 3 lutadores, mas desta vez não há cá rondas múltiplas, os combates são bastante mais fluídos. Uma vez derrotado um lutador, salta para a acção o seguinte! Para além disso a SNK incluiu um sistema de tag team, permitindo-nos trocar de lutador a qualquer momento, existindo até alguns ataques especiais que podemos desencadear aquando do momento da troca, que gastarão uma das barras de special. Inicialmente cada lado poderá acumular 3 barras de special, que poderão chegar a um máximo de 5, consoante o número de lutadores da equipa que tenham sido derrotados. A versão PS2 adiciona uns quantos modos de jogo adicionais, como a possibilidade de jogar no esquema antigo de equipas de 3, divididos por rounds e sem a possibilidade de tag team, ou combates de 1 contra 1 apenas. Tanto num como no outro, podem ser jogados sozinhos ou contra um amigo. Para além do habitual modo de treino, temos também dois survivals distintos, um de combates de 1 contra um, outro de equipas.

A versão PS2 volta a ter algum 3D discreto nas suas arenas, mas podem ser desactivados nas opções

Graficamente, a versão de Neo Geo é mais uma daquelas que leva a plataforma ao limite. As personagens são tipicamente bem detalhadas e animadas e uma vez mais, felizmente, a equipa fez um bom trabalho com as arenas, pois são todas interessantes e também com bons níveis de detalhe. A versão PS2, tal como tem sido habitual nas conversões para as consolas desta geração, traz uma mistura entre o 2D e o 3D. As personagens continuam totalmente 2D, mas as arenas levaram um tratamento 3D, sempre algo discreto, que até resulta bem, na minha opinião. No entanto, nas opções temos sempre a possibilidade de reverter para os gráficos originais se assim o entendermos. A banda sonora também vai tendo algumas toadas rock aqui e ali, embora não me tenha agradado tanto como a do jogo anterior, por exemplo. E também aqui podemos alternar entre a banda sonora da versão PS2 e a original Neo Geo.

Ao participar nos modos de jogo survival, vamos desbloqueando uma série de extras, incluindo artwork

Portanto estamos aqui perante mais um excelente jogo de luta e sinceramente até gostei das mudanças que a SNK Playmore desenvolveu aqui, tornando as partidas ainda mais dinâmicas! Mas tal como disse logo no início, este foi o último KOF lançado para o já velhinho sistema Neo Geo. A série não se ficou por aqui, por entre spin offs e sequelas oficiais a série ainda foi recebendo uns quantos jogos com o decorrer dos anos. A diferença é que esses nunca os tinha jogado antes, pelo que ainda devo demorar um pouco para os jogar antes de os trazer cá.

Super Bust-A-Move (Sony Playstation 2)

Continuando pela PS2 e por jogos mais arcade, vamos ficar agora com mais um dos muitos Puzzle Bobble / Bust-A-Move que foram saindo ao longo dos anos. Esta série é um daqueles casos em que um spin off acaba por ter mais popularidade do que a série principal (Bubble Bobble) e compreende-se bem o porquê, pois estes são puzzle games super simples nas suas mecânicas de jogo, mas extremamente viciantes. São óptimos jogos para se jogar de forma mais casual ou mesmo contra amigos! O meu exemplar foi comprado numa CeX há uns meses atrás, creio que por 7€.

Jogo com caixa e manual. O que dizer desta capa? Não sei.

As mecânicas de jogo dos Puzzle Bobble / Bust-A-Move são muito simples. Temos uma área de jogo com várias esferas coloridas penduradas umas nas outras. Em baixo, no centro do ecrã, vemos um canhão que é manobrado pela personagem que controlamos. Esse canhão é carregado com esferas coloridas que devemos disparar e ir formando conjuntos de 3 ou mais esferas da mesma cor, fazendo-as desaparecer. Caso existissem esferas de outras cores abaixo daquelas que acabamos de fazer desaparecer, essas caem e também desaparecem de cena, dando-nos mais pontos. O objectivo é limpar o ecrã de esferas coloridas e evitar que alguma esfera colorida ultrapasse o limiar inferior da área de jogo. Naturalmente que com as muitas sequelas, vão sendo introduzidas novas mecânicas de jogo, como esferas especiais ou blocos de madeira ou paredes adicionais que nos dificultam a vida e obrigam-nos a usar disparos diagonais e com tabelações para as tentar ultrapassar. Algumas das esferas especiais podem ser esferas de arco-íris, que assumem a cor de um conjunto de esferas coloridas que expluda na sua vizinhança, esferas pequeníssimas que expandem de tamanho quando chegam ao seu destino, ou umas esferas azuis brilhantes que se conseguirmos fazer explodir uma, todas as outras explodem também.

Temos várias personagens para escolher e os seus “padrões de ataque”

Já no que diz respeito aos modos de jogo, temos aqui o 1P Puzzle os modos versus, tanto contra o CPU, como contra outro amigo. Os modos versus colocam-nos a competir directamente contra uma personagem controlada pelo CPU, ou um amigo e à medida que vamos conseguir progredir no jogo e fazer cair muitas esferas, vamos também mandando “lixo” para o ecrã do adversário e perde quem tiver esferas a ultrapassar a sua área de jogo. O modo 1P Puzzle não estamos a competir contra ninguém, mas teremos vários desafios pela frente com ecrãs repletos de esferas coloridas em padrões pré-definidos e a ideia é limpar o ecrã no menor tempo possível. Existem muitos níveis e o nosso progresso obriga-nos a escolher uma de duas bifurcações no caminho, pelo que para quem quiser explorar todos os desafios terá muito que jogar. Aparentemente a versão arcade deste jogo incluía também um modo 2P Puzzle, onde dois jogadores jogavam cooperativamente, mas infelizmente esse modo de jogo não chegou a esta versão da PS2.

As mecânicas de jogo são simples e viciantes!

A nível audiovisual é um jogo muito simples, repleto de personagens coloridas e cenários variados. As músicas são também alegres e agradáveis ao ouvido. O pior nem é o grafismo do jogo em si, mas sim a capa horrível que a Acclaim escolheu para as versões ocidentais deste jogo. A sério, nem tenho palavras! E o pobre bébé está na capa, manual e CD!

Portanto temos aqui um jogo que é bastante agradável e viciante. É um daqueles títulos ideais para se jogar de forma algo casual quando queremos matar algum tempo. E claro, jogar contra um amigo é sempre divertido também!

The King of Fighters 2002 (Sony Playstation 2)

Vamos voltar à Playstation 2 para mais um breve artigo de um dos muitos The King of Fighters que esta consola recebeu. Lançado originalmente em 2002 (duh!) este jogo seguiu o mesmo conceito do KOF98, ao ser considerado um “torneio de sonho”, pois a saga dos NESTs tinha terminado no lançamento anterior e a Eolith/SNK Playmore aproveitou este jogo para reintroduzir muitas personagens de jogos anteriores. O meu exemplar foi comprado algures entre 2014 e 2016, creio que a um particular no facebook. Não me recordo quanto custou mas foi seguramente algo abaixo dos 10€.

Jogo com caixa e manual

Para além das “novas” personagens, outra das novidades deste KOF2002 foram mesmo as mudanças na sua jogabilidade. Os strikers e as equipas de 4 lutadores foram completamente descartados, após terem sido introduzidos no KOF99 e as coisas terem ficado um pouco fora de controlo no KOF2001. Assim sendo, este KOF2002 tem uma jogabilidade mais próxima dos clássicos, com equipas de 3. Uma vez mais a barra dos specials poderá atingir vários níveis de energia, inicialmente um máximo de 3, mas caso percamos um ou dois rounds, a barra poderá alcançar 4 ou 5 níveis respectivamente. Naturalmente que teremos vários golpes especiais ou técnicas de contra-ataque que vão consumindo a barra do special e poderemos também activar o Max Mode que, durante algum tempo, nos deixa mais poderosos e podemos executar alguns golpes especiais sem custos adicionais. Para além dos desperation moves, golpes poderosos que podem apenas ser desencadeados quando temos a barra de vida muito baixa, teremos também alguns golpes ainda mais devastadores que podem ser activados nas mesmas condições e com o Max Mode activado. Um outro detalhe interessante é que, em cada combate antes de chegar aos bosses, poderemos escolher defrontar uma de 2 possíveis equipas adversárias.

O elenco de personagens disponíveis é bastante grande!

A versão PS2, tal como tem vindo a ser habitual, tem vários modos de jogo. O team play e team vs são adaptações do original arcade, seja para 1 jogador ou para 2, no caso do versus. Temos também, no entanto, a possibilidade de jogar em combates sem equipas de 3, mas sim em confrontos de 1 contra 1 puros, tanto em single player, como em versus para 2 jogadores. Um modo para treino também está aqui presente e agora temos também os challenges, que é essencialmente um modo survival, mas dividido em 3 sabores distintos: team attack, single attack e time attack. Os primeiros dois são survival puro e duros, com a diferença de termos direito a usar uma equipa de 3, ou apenas 1 lutador. Já no time attack vamos ter vários desafios para derrotar uma série de oponentes dentro de um tempo limite cada vez mais apertado.

O que mais podemos ver nos backgrounds são aparências de outras personagens do universo SNK!

A nível audiovisual este é um jogo interessante, tendo em conta que, uma vez mais, saiu num hardware de 1990. A versão original possui as habituais sprites bem detalhadas e animadas, já os cenários confesso que são uma grande melhoria face aos cenários algo medíocres dos dois títulos anteriores. São arenas que representam países e não são necessariamente pensadas para cada uma das equipas, mas a verdade é que estão muito bem representadas, muitas delas com várias variações ao longo do dia e repletas de pequenos detalhes, como muitos cameos de outras personagens do universo da SNK. A versão PS2, tal como aconteceu em muitas outras versões para as consolas desta geração, possui no entanto os mesmos cenários em 3D poligonal. Não ficaram nada maus, particularmente aqueles onde o 3D é muito discreto, mas temos sempre a possibilidade de ir às opções e activar os cenários 2D, que sinceramente prefiro. Já as músicas têm geralmente uma toada mais rock que me agrada.

As arenas em 3D até que não ficaram más, mas podem sempre reverter para os gráficos originais nas opções.

Portanto estamos aqui perante um jogo de luta bastante sólido por parte da SNK, agora sob o nome de Playmore. Achei curioso o facto de eles terem descartado por completo o sistema dos strikers, devo dizer que não gostei muito da implementação que lhe deram no KOF2001, mas não estava à espera que descartassem esse sistema de todo. A nível audiovisual foi mais um jogo muito bem trabalhado e que uma vez mais espremia o hardware da Neo Geo até ao tutano! A versão PS2 prima pelos modos de jogo adicionais, novas personagens desbloqueáveis e arenas em 3D, embora isso possa ser revertido nas opções. A Neo Geo viria ainda a receber o KOF2003, que traz mais umas quantas novidades, pelo que esperem em breve por uma análise da conversão PS2 também. Curiosamente a SNK Playmore, tal como aconteceu no KOF98, viria a lançar um remake deste KOF2002, o Ultimate Match. Para além de introduzir ainda mais personagens jogáveis, parece que traz também uma série de outras novidades que gostaria de explorar num dia destes. Infelizmente o lançamento PS2 dessa versão nunca chegou a sair cá na Europa, mas também se compreende, pois é um lançamento de 2009.